Lançamento oficial de colecção de livros sobre a História de Angola

Lançamento oficial de colecção de livros sobre a História de Angola

Palestra: A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla

No dia 29 de Outubro de 2021, às 16h30, irá ser apresentada em Portugal a obra de carácter científico “Angola desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” (ed. 2021), do Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel. Este evento será realizado no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Esta obra será apresentada pelo Prof. Doutor Marcolino Moco, Dr. Onofre dos Santos e Dr. Cornélio Caley.

Informações: 214.001.788 | info@autores.club

Devido à limitação de lugares, agradecemos confirmação de presença.

Revisitar a Conferência do Alvor para a independência de Angola: o acordo da libertação e do fortalecimento entre os povos (evento cancelado)

Revisitar a Conferência do Alvor para a independência de Angola: o acordo da libertação e do fortalecimento entre os povos (evento cancelado)

ATENÇÃO: Vimos por meio desta informar que, por motivos alheios à nossa vontade este evento foi cancelado.

Revisitar a Conferência do Alvor para a independência de Angola: o acordo da libertação e do fortalecimento entre os povos

No dia 30 de Outubro de 2021, às 16h00, o Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel (Professor catedrático de Patologia, Investigador de História e Autor), irá realizar uma palestra sobre “A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla“, integrada na apresentação pública da obra de carácter científico “Angola desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” (ed. 2021), no Penina Hotel, em Portimão.

Esta obra será apresentada pelo Prof. Doutor Marcolino Moco, Dr. Onofre dos Santos e Dr. Cornélio Caley.

Informações: 214.001.788 | info@autores.club

Devido à limitação de lugares, agradecemos confirmação de presença.

Palestra: A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla

Palestra: A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla

Palestra: A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla

No dia 22 de Outubro de 2021, às 17h00 (atenção este evento foi antecipado para as 17h00), o Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel (Professor Catedrático de Patologia, Investigador de História e Autor), irá realizar uma palestra sobre “A criação da Colónia de Angola e a batalha de Ambuíla“, integrada na apresentação pública da obra de carácter científico “Angola desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” (ed. 2021), no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Esta obra será apresentada pelo Prof. Doutor Marcolino Moco, Dr. Onofre dos Santos e Dr. Cornélio Caley.

Informações: 214.001.788 | info@autores.club

Devido à limitação de lugares, agradecemos confirmação de presença.

Sem pressa o cronista Miguel Neto vai escrevendo para memória futura a História do seu tempo

Sem pressa o cronista Miguel Neto vai escrevendo para memória futura a História do seu tempo

Em 2019, Miguel Neto, famoso “Nível”, lançou em Lisboa e em Luanda o livro de crónicas “Sarrabulhada II” uma década depois de ter publicado “A Sarrabulhada Volume I”. Sobre este autor Damião Lima escreveu “despreocupado em ser escritor, jornalista, cronista, colunista ou articulista de um mui procu­rado hebdomadário da nossa praceta, o autor desta obra remeteu-se com afinco à gratificante tarefa de escrever um texto por semana, ficando tácito um compromisso moral com o público leitor, sobretudo com os que aguardam as suas reflexões.(…) Tra­tando-se de um narrador que evita a contradição textual ou a redundância desnecessária, Miguel Neto tem carregado em seus ombros a responsabilidade de brindar os seus acompanhantes – telespectadores ou rádio-ouvintes – com o melhor de si.” Miguel Neto não parou, continua a produzir as sua crónicas como se pode ler nas três crónicas que publicamos abaixo, sobre os acontecimentos 27 de Maio de 1977, e na entrevista ao jornalista Carrasquinha. Sobre os acontecimentos do 27 de Maio de 1977 decidimos incluir junto das crónicas o recente discurso do Presidente da República (26/5/2021).

Autor: Miguel Neto (Nível), Editora: Alende – Edições | Perfil Criativo – Edições, Ano de publicação: Abril de 2019 – Primeira edição, ISBN: 978-989-54354-7-0, N.º de páginas: 288, Capa: Mole com badanas, Medidas (Alt. x Larg. x Lombada): 230 x 150 x 25 mm, Peso: 0,435Kg
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Está viva a ‘nova poesia de Angola’

Está viva a ‘nova poesia de Angola’

Está viva a ‘nova poesia de Angola’

O poeta e embaixador andarilho da cultura de Angola, J.A.S. Lopito Feijóo K., recebeu a 23 de Abril de 2021, em Luanda, o Prémio Literário Guerra Junqueiro da Lusofonia 2020, no âmbito do Festival Internacional de Literatura (FFIL – Freixo). Um prémio que honra a literatura angolana e uma oportunidade para os amantes de poesia em língua portuguesa descobrirem a ‘nova poesia de Angola’.

Sobre a doutrina poética de J.A.S. Lopito Feijoó K. recordámos em 2019 que o poeta realiza no prelo uma espécie de “performance” poética iniciada com a “Doutrina” (1987), e que foi continuando em “Lex & Cal Doutrina” (2012), “Marcas da Guerra – Percepção Íntima & outros Fonemas Doutrinários” (2013), “Andarilho e Doutrinário” (2013), “ReuniVersos Doutrinários” (2015), “Pacatos & Doutrinários Recados” (2017), “Imprescindível Doutrina Contra” (2017), “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” (2018) e a nossa edição “Doutrina com Fabulações” (2019)”.

Parabéns J.A.S. Lopito Feijoó K.!

J.A.S. Lopito Feijoó K., Helder Simbad e Tomás Lima Coelho, em Lisboa (2018)
João Ricardo Rodrigues, J.A.S. Lopito Feijoó K., Kalunga e Ventura de Azevedo, em Luanda (2019)

Aniversário do lançamento de “Autores e Escritores de Angola”

Miguel Kiassekoka*: Alocução na apresentação da 1ª edição na sede da CPLP

Em primeiro lugar, os meus sinceros agradecimentos ao Tomás Lima Coelho, autor de “Autores e Escritores de Angola (1642-2015)”, obra de valor inestimável para a História e a cultura do espaço geográfico chamado Angola. Os meus agradecimentos estendem-se ao editor, aos outros apresentadores e a todos os presentes.
É uma honra e um privilégio participar neste acto simbólico: o lançamento de um livro destinado a perpetuar, na sua pluralidade e diversidade, a dimensão universal da cultura Angolana.
Propor-me falar dos 1.780 autores e escritores, incluindo o próprio autor, seria uma missão impossível. Assim, irei abordar esta obra de uma outra forma, pelo que peço a vossa benevolência.
Há anos, através de um escritor angolano, Tazuary Nkeita (José Soares Caetano), tive conhecimento do trabalho que o amigo Tomás Lima Coelho publicava e actualizava mensalmente na internet. Fiquei impressionado pela paciência, pela qualidade e volume do trabalho.
Transmiti ao Tomás a importância de publicar em papel a informação já recolhida na altura. A ideia foi aceite e o Tomás empenhou-se em concretizá-la. Mais uma vez, dou os meus parabéns ao autor por esta obra-prima, a primeira do género, que congrega todos os angolanos, independentemente da raça, credo politico ou religioso ou área de nascimento. 

Sede da CPLP em Lisboa, Setembro de 2016


O livro tem a particularidade de apresentar a Angolanidade, espalhada no mundo inteiro, desde 1642 aos nossos dias. Tomás Lima Coelho tem o mérito de  não fechar essa Angolanidade nos marcos de um incompreensível chauvinismo registado ultimamente,  ligado a um certo preconceito de “genuinidade” que tanto mal já provocou no continente berço, a nossa África.

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De onde venho, quem sou?

De onde venho, quem sou?

Caraculo, a minha paixão (Ed. 2021)

Rating: 4 out of 5.

De onde venho, quem sou?

Capítulo I: Victor Torres

A curiosidade levou-me a tentar descobrir as minhas origens. De onde venho, quem sou? As histórias de família permitiram-me conhecer o passado remoto, mas tentei ir ainda mais longe. Concentrei-me, sobretudo, na época em que teve início a migração de Pernambuco, no Brasil, para Angola. Como vai aparecer a minha família Torres na chamada ocupação Brasileira (título empregue já depois da independência de Angola), no processo que iniciou a colonização de um território do tamanho de Portugal continental, que se veio a chamar Moçâmedes, no Sul de Angola?


Qual terá sido a razão que levou a esta aventura o meu tetravô, Manuel Joaquim Torres, natural da ilha de S. Miguel, freguesia da Fajã de Baixo, Açores? Fome na ilha? Problemas com o Regime? Tentativa de ascenção social? Falência económica?


Consegui fazer um apanhado de várias gerações desde o ano de 1724. Anteriormente a esta data não se encontrou mais nenhum registo nas ilhas, o que me leva a deduzir que a transição da família do continente para o arquipélago se terá efectuado nessa altura… ou poderá ter acontecido mesmo antes e, devido aos incêndios e saques levados a cabo por piratas, a informação ter-se-á esfumado no tempo. Gostava de ter conseguido mais sobre a origem destes Torres dos Açores, ou seja, de que parte do continente europeu terão vindo. Seriam de Navarra? Os primeiros registos deste nome surgem em Espanha, no século XIV, e no século XV em Portugal. Por terem propriedades em locais que possuíam torres, adoptaram esse nome de família, que passou gerações até se tornar um apelido. Crê-se que este apelido estará ligado às comunidades judaicas oriundas de Espanha.
Reforçando estas origens, o nome Torres faz parte do grupo dos 23 sefarditas (judeus da Península Ibérica) que, fugidos da Inquisição, chegaram a Nova Amesterdão, futura Nova Iorque, em 1624. Vinham de Pernambuco, Brasil, onde antes se tinham radicado desde que aquela terra fora conquistada pelos Holandeses a Portugal. Tinham lá ido parar por serem Judeus e Portugueses a viver na Holanda, onde tinham chegado fugidos da Inquisição Portuguesa, e por serem necessários nessas novas terras pelo facto de saberem duas línguas e serem bons mercadores.

Quando Portugal reconquistou Pernambuco, foram de novo obrigados a fugir. O barco da fuga destinava-se a Amesterdão, mas foi interceptado por piratas Espanhóis, tendo os Judeus sido foram salvos por uma embarcação Francesa, a “Sainte-Catherine”. O capitão Francês deixou-os na costa Americana que, na época, era possessão Holandesa, obrigando-os a pagar a viagem, tendo essa dívida sido liquidada com tudo o que traziam, desembarcando sem nenhum valor em sua posse. Já na época não havia viagens grátis. 

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