Etiqueta em Filipe Zau

O MNAA fora de portas!

O MNAA fora de portas!

Já abriu a exposição temporária «BOBA KANA MUTHU WZELA: AQUI É PROIBIDO FALAR!» do artista JRicardo Rodrigues patente no Palácio de Ferro, em Luanda, até 10 de maio 2022.

Passaram pela mostra os senhores ministros da cultura de Angola e Portugal.

A exposição da autoria de João Ricardo Rodrigues, tendo sido organizada pelo Museu Nacional de Arte Antiga/Direção-Geral do Património Cultural, onde teve a primeira apresentação entre os dias 20 de outubro de 2021 e 30 de janeiro de 2022, tem nesta nova apresentação em Luanda o apoio do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura e do Instituto Camões do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Produzida pelo MNAA é apresentada em Luanda por ocasião da Luanda Capital da Cultura da CPLP – 2022.

Rádio Nacional de Angola
Visita de ministros da CPLP à exposição com o título em kimbundo, BOBA KANA MUTHU WZELA, acompanhados pelo Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente da República de Angola, Prof. Doutor Filipe de Pina Zau.
Visita do embaixador de Portugal, Francisco Alegre Duarte, à exposição “Aqui é Proibido falar!” instalada no Palácio de Ferro, em Luanda.
Aminata Goubel

Fortaleza encheu para um encontro inesquecível com a História

No primeiro dia de Abril anunciámos a apresentação pública em Luanda, do Tratado de História de Angola “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação“, do Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel. Um monumental trabalho científico publicado com a mais elevada qualidade e que representa para o Autor e para o Editor uma oportunidade para construirmos caminhos mais sólidos na unidade nacional e almejar o reencontro com os valores Bantu e Humanistas, sem esquecer a oportunidade de contribuirmos para o aumento da auto-estima de todos os Angolanos.

Há acontecimentos que são inesquecíveis. Depois do sucesso no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, ver a Fortaleza de São Miguel a encher para um encontro inédito e inesquecível com a História, ouvir a generosa participação do Senhor Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel, do cientista social Dr. José Luís Mendonça, público, representantes da Liga Africana e sobreviventes da Luta de Libertação nacional.

A editora fica eternamente agradecido aos “magníficos, muito honrados e soberanos senhores da República de Angola”.

Canto da Sereia chega a Luanda

Canto da Sereia chega a Luanda

A necessidade dos músicos angolanos apostarem na qualidade das composições, da produção e edição das obras discográficas, para um melhor e maior consumo da população, foi recomendado, em Luanda, pelo compositor Filipe Zau.

O também ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, que falava a imprensa, quarta-feira, no final da cerimonia do lançamento da obra discográfica “Canto terceiro da sereia: O encanto”, de sua autoria e de Filipe Mukenga, sublinhou que os artistas devem fazer trabalhos com maior qualidade e brio possível, para o legado das futuras gerações.

“Os músicos não devem ter pressa para compor, produzir, editar e lançar uma obra, o produto deve ter qualidade necessária e apresentar conteúdo consumível e que não perde actualidade”, referiu.

Conforme o autor do disco “Canto terceiro da sereia: O encanto”, a qualidade de uma obra discográfica depende, igualmente, do investimento feito na produção.

Por outro lado, fez saber que o CD lançado surge de uma amizade de 44 anos com Filipe Mukenga  e o mesmo retrata as vivencias, as histórias dos povos, bem como o reencontro de dois irmãos.

Acrescentou que o CD, uma opera jazz, faz parte de uma trilogia musical iniciada nos anos 90 e inspirada na “Kianda”, figura mitologia dos pescadores da Ilha de Luanda.

“A obra discográfica lítero-musical tem como pano de fundo as memórias de um tripulante em navios da antiga marinha mercante e de um seu irmão, condutor de uma máquina a vapor na antiga linha férrea do Amboim (Cuanza Sul)”, realçou.

O CD foi gravado entre 2014 e 2019, em estúdios em Luanda, Paris, Amesterdão, Lisboa, Faro e Los Angeles.

Filipe Mukenga e Filipe Zau mantêm, há 36 anos, uma parceria da qual resultou na composição de mais de 80 músicas inéditas.

Filipe Mukenga é natural de Luanda, cantor e compositor há mais de 45 anos, tem no mercado quatro álbuns discográficos, sendo que o primeiro, intitulado “Novo Som”, foi lançado em 1990.

Já o músico Filipe Silvino de Pina Zau, compositor, poeta e investigador nascido em Lisboa, é doutorado em Ciências da Educação.

Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente Filipe Zau, assina autógrafo © Fotografia por: António Escrivão (ANGOP)

Fonte: ANGOP

3ª edição (2022) do livro/disco “Marítimos” que inclui o disco “Canto terceiro da sereia: O encanto” está disponível para encomendar.

Surpreendente publicação científica da História de Angola reconhecida pelo seu mérito

Surpreendente publicação científica da História de Angola reconhecida pelo seu mérito
Monumental edição sobre a História de Angola
Monumental edição de grande prestígio sobre a História de Angola

No dia da Cultura, 8 de Janeiro de 2022, a República de Angola, pela mão do Senhor Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Prof. Doutor Filipe Silvino de Pina Zau, reconhece que a surpreendente edição sobre a História de Angola, apresentada em Lisboa, a 29 de Outubro de 2021, é uma importante contribuição para a História do País.

De referir que esta monumental edição, “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação”, do Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel, publicada por duas editoras independentes, no seguimento de uma investigação de 25 anos, e agora acolhida, é um extraordinário e inédito exemplo das Ciências e de Cidadania, de um autor angolano, natural do Uíge, de identidade e ascendência bantu, que sempre residiu, estudou e trabalhou em Angola.

Esta edição, publicada, e agora reconhecida, no centenário do nascimento do Presidente António Agostinho Neto, está pronta para ser apresentada no Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cuando-Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire.

Uma verdadeira epopeia cultural cujos autor e editor exortam todas as instituições, em especial as de educação e cultura, à sua promoção por todo o País.

Porque sem conhecer o passado não é possível construir o futuro, e muita atenção que a “História é uma grande parábola”.

O músico e ministro Filipe Zau oferece a sua guitarra ao talentoso jovem guitarrista Mário Gomes
Evento realizado sob o lema “Identidade, Diversidade e Cultura da Angolanidade”, no qual o Prof. Doutor Filipe Zau considerou a identidade cultural como o principal valor da soberania dos povos por representar uma oportunidade ímpar na reflexão sobre a idiossincracia sociocultural dos grupos etnolinguísticos de uma sociedade. Na fotografia o músico e ministro Filipe Zau oferece a sua guitarra ao talentoso jovem guitarrista Mário Gomes. Fotografia de João Gomes/Jornal de Angola/Edições Novembro

Exposição: BOBA KANA MUTHU WZELA | Aqui é proibido falar!

Exposição: BOBA KANA MUTHU WZELA | Aqui é proibido falar!

De 22 de outubro de 2021 a 9 de janeiro de 2022, a Sala dos Passos Perdidos do Museu Nacional de Arte Antiga recebe a exposição Boba Kana Muthu Wzela: Aqui É Proibido Falar! do artista JRicardo Rodrigues.
Numa reflexão sobre uma memória esquecida ou apagada da cultura portuguesa, a exposição parte do antigo bairro quinhentista do Mocambo (atual Madragoa), nas imediações do qual o MNAA veio a instalar-se no século XIX, para um exercício de imaginação que propõe um outro olhar sobre a presença e heranças africanas em Portugal. Reunindo onze obras das diferentes séries do projeto artístico Revelar a Memória a partir do Esquecimento, que JRicardo Rodrigues iniciou em 2010 como ensaio visual sobre o século XVIII português, a exposição dialoga também com a tradição artística europeia presente nas salas do MNAA. Em encenações fotográficas de grande formato, reconfigura-se a memória a partir da ausência, cruzando o passado com a contemporaneidade e questionando continuidades e contrastes.

O bairro do Mocambo e as línguas de Angola
Situado já fora da cerca fernandina, o bairro do Mocambo foi o local onde se instalou uma parte significativa da população africana da Lisboa quinhentista, embora hoje pouco reste dessa memória, desconhecida para grande parte dos lisboetas. A própria toponímia do Bairro, renomeado Madragoa no século XIX, já não apresenta vestígios dessa presença africana, que se foi tornando cada vez mais minoritária com as transformações da cidade e a maior fixação de outras populações. Lugar de diferentes culturas e personagens, a memória do desaparecido Mocambo é chamada a esta exposição por meio de uma série de retratos imaginados (como no caso de Henrique Dias), mas também pela evocação das línguas de Angola, que nele se expressavam com maior liberdade: o umbundu, língua de origem do nome do bairro, e o kimbundu, usado no título da exposição.

O diálogo com a coleção do MNAA e um Marquês com raízes africanas
Dialogando com a coleção do MNAA, as obras em exposição inspiram-se nos modelos da pintura europeia dos séculos XVII e XVIII, que o artista reclama como referências. É o caso de Liberdade, que na sua encenação cita abertamente Eugène Delacroix. Mas essa proximidade visual é rapidamente contrariada ou subvertida: não apenas pela modernidade da técnica fotográfica mas, sobretudo, pelas figuras que JRicardo Rodrigues escolhe como sujeitos de representação. Aqui, figuras africanas ou de pele negra não estão reduzidas a um anonimato ou a um papel subalternizado nem caricaturadas como ornamento decorativo, como se observa nas poucas obras da coleção do MNAA onde surgem representadas. Ainda que imaginadas ou com carácter alegórico, as personagens criadas pelo artista têm uma individualidade e uma humanidade, por vezes até uma biografia. É o caso do Marquês de Pombal (em Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro conde de Oeiras, Marquês de Pombal, estadista e quinto neto da rainha Ginga), cuja ascendência africana, sugerida num soneto satírico que circulava no final do século XVIII, foi o mote para um retrato que inaugurou o projeto maior do artista, e que nesta exposição ocupa um lugar de destaque.