Professor Carlos Mariano Manuel Joins International Cancer Control Mission in Namibia

Professor Carlos Mariano Manuel Joins International Cancer Control Mission in Namibia

Angolan physician, pathologist, researcher and author Professor Carlos Mariano Manuel is participating in the international imPACT Review Mission taking place in Namibia from 8 to 13 June 2026.

The mission brings together international specialists and Namibian health authorities to conduct a comprehensive assessment of the country’s capacity to prevent, diagnose and treat cancer, as well as to provide appropriate follow-up and palliative care to patients.

Professor Carlos Mariano Manuel is contributing to the mission through his extensive medical and scientific experience, particularly in the field of pathology, which plays a decisive role in the accurate diagnosis and classification of cancer. His participation represents an important recognition of Angolan expertise within a multidisciplinary international initiative dedicated to strengthening public health systems and improving cancer care.

The imPACT Review — the integrated mission of the Programme of Action for Cancer Therapy — is coordinated by the International Atomic Energy Agency, in collaboration with the World Health Organization and the International Agency for Research on Cancer. It is designed to evaluate a country’s existing cancer-control services, identify institutional and technical gaps, and propose priority interventions suited to its public-health needs and available resources.

During the mission in Namibia, international experts are expected to hold consultations with government representatives, healthcare professionals, hospital administrators, academic institutions and other stakeholders involved in cancer prevention and care. The programme also includes the assessment of health facilities and services related to cancer registration, screening, pathology, medical imaging, surgery, chemotherapy, radiotherapy, nuclear medicine and palliative care.

The conclusions of the review will contribute to a detailed analysis of Namibia’s strengths, challenges and opportunities in cancer control. Its recommendations may support the development or reinforcement of national strategies, specialised training, investment priorities, access to diagnostic and therapeutic technologies, and cooperation with international partners.

Alongside his distinguished career in medicine and pathology, Professor Carlos Mariano Manuel is the author of Treatise on the History of Angola, an ambitious work that reflects his broad intellectual engagement with the political, social and cultural formation of Angola. His presence in Namibia therefore highlights the remarkable profile of a scholar whose work bridges medical science, historical research and African knowledge production.

The participation of Professor Carlos Mariano Manuel in this international mission also strengthens the visibility of Angolan specialists in major African and global cooperation networks. It demonstrates the valuable contribution that Angolan scientific knowledge and professional experience can make to the development of sustainable responses to the growing burden of cancer across the African continent.

Taking place from 8 to 13 June 2026, the imPACT Review Mission represents an important step in Namibia’s efforts to strengthen cancer prevention, early detection, diagnosis, treatment and patient care. Professor Carlos Mariano Manuel’s involvement gives this international initiative a significant Angolan presence and reinforces the importance of scientific cooperation between African countries.

The mission also includes the participation of Angolan physician Nilton Caetano da Rosa, grandson of the distinguished Angolan intellectual and author Mafrano. He represents the Angolan Institute for Cancer Control, where he serves as Director of Education and Training.

Highlighting the importance of his contribution, Professor Carlos Mariano Manuel stated: “I have witnessed the highly valuable contribution that Nilton Caetano da Rosa is making to the mission in the field of oncological surgery, further strengthening the international prestige of Angolan medicine.”

The participation of both specialists underlines the quality of Angola’s medical expertise and reinforces the country’s contribution to international cooperation in cancer prevention, diagnosis and treatment.

Jornal de Angola destaca a poesia de Kalunga no dia da sua apresentação na Feira do Livro de Lisboa

Jornal de Angola destaca a poesia de Kalunga no dia da sua apresentação na Feira do Livro de Lisboa

Jornal de Angola publicou hoje, 7 de junho, no suplemento Fim-de-Semana, um amplo texto de Luísa Fresta dedicado ao livro Matéria Negra, de João Fernando André, conhecido nos movimentos literários angolanos como Kalunga.

Sob o título «Kalunga transforma a palavra em contemplação e resistência», a autora apresenta o mais recente livro do poeta angolano como uma obra que alia intensidade, musicalidade, consciência social e reflexão sobre a condição humana.

Luísa Fresta sublinha que, em Matéria Negra, o verso transforma-se num espaço de contemplação e resistência, onde convivem a memória, a dor, a esperança, a espiritualidade e a inquietação perante os grandes desafios do presente.

A análise destaca igualmente a riqueza da linguagem de Kalunga, marcada pelo uso de imagens, símbolos, ritmos e referências culturais diversas. A língua portuguesa surge enriquecida por sonoridades, expressões e memórias angolanas, numa escrita que procura abrir novos caminhos de leitura e interpretação.

Ao longo do artigo, a poesia de Kalunga é apresentada como uma voz atenta às desigualdades, à fragilidade da vida, à liberdade, ao amor, à identidade e à necessidade de reconstrução humana. Luísa Fresta considera que o poeta transforma experiências individuais e colectivas numa linguagem de forte dimensão estética e social.

A publicação acontece precisamente no dia em que Kalunga apresenta Matéria Negra na Feira do Livro de Lisboa. O encontro está marcado para hoje, às 20h00, no Auditório Norte, constituindo uma oportunidade especial para conhecer o autor, ouvir a sua poesia e participar numa conversa sobre uma das mais recentes propostas da literatura angolana contemporânea.

Para o editor da Perfil Criativo | AUTORES.club João Fernando André é um representante da nova poesia de Angola e um verdadeiro embaixador cultural.

Depois da apresentação, Kalunga estará disponível para uma sessão de autógrafos, às 21h00.

7 de junho de 2026, às 20h00
Auditório Norte — Feira do Livro de Lisboa
Sessão de autógrafos às 21h00

Matéria Negra
Matéria Negra

Morreu em Luanda Dom Zacarias Kamwenho, uma das grandes referências morais da Igreja Católica em Angola

Morreu em Luanda Dom Zacarias Kamwenho, uma das grandes referências morais da Igreja Católica em Angola

A Perfil Criativo | AUTORES.club manifesta profundo pesar pelo falecimento de Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango, ocorrido em Luanda, no dia 29 de Maio de 2026, aos 91 anos de idade.

Com Dom Zacarias desaparece uma das figuras maiores da Igreja Católica em Angola, um pastor profundamente ligado à defesa da paz, da reconciliação nacional, da justiça social e da dignidade do povo angolano. A sua vida atravessou alguns dos períodos mais decisivos da história contemporânea de Angola, desde o tempo colonial, passando pela independência, pela longa guerra civil e pelos difíceis caminhos da paz.

Nascido no Huambo, no município do Bailundo, em 1934, Dom Zacarias foi ordenado sacerdote em 1961. Em 1974 recebeu a ordenação episcopal, tendo servido a Igreja como bispo auxiliar de Luanda, primeiro bispo do Sumbe e, mais tarde, arcebispo do Lubango. O seu percurso ficou marcado por uma rara autoridade moral, reconhecida dentro e fora de Angola, nomeadamente através da atribuição do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, em 2001, pelo seu papel persistente na defesa da paz, da democracia e dos direitos humanos.

Recordar as sábias palavras de Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango, em Luanda, Abril de 2022: Agostinho Neto foi e é poeta maior, Mafrano foi e é antropólogo maior. Na sua obra, que a partir deste primeiro volume que hoje apresentamos, o leitor verá como lhe caem os mistérios e preconceitos, os civilizados e os superiores descobrem, querendo ou não, a força dos fracos, a inteligência dos ignorantes, a civilização dos incivilizados, a superioridade dos inferiores, e vice-versa, e cada um dirá, afinal, são como nós.

Para a Perfil Criativo | AUTORES.club, Dom Zacarias Kamwenho foi também uma presença amiga, próxima e decisiva na valorização da obra de Maurício Francisco Caetano — Mafrano, autor da colectânea Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias. A obra póstuma “Os Bantu na Visão de Mafrano“, da autoria do etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano (“Mafrano”), foi distinguida com o Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola em Novembro de 2024. O galardão foi atribuído pelo Ministério da Cultura na modalidade de Investigação em Ciências Humanas e Sociais.

Foi Dom Zacarias quem assinou o prefácio do primeiro volume desta obra maior da antropologia cultural angolana, publicada a título póstumo pela família de Mafrano e pela Perfil Criativo | AUTORES.club. Nesse texto, escreveu como “mais-velho” que trabalhou com Mafrano, manifestando a sua alegria pela publicação do primeiro volume e dos volumes seguintes, saudando a família do autor pela iniciativa de devolver ao público uma memória que parecia perdida. Recorrendo ao Evangelho de São Lucas, comparou esse reencontro com a alegria de quem encontra a moeda perdida e chama os amigos e vizinhos para partilhar a descoberta.

No seu prefácio, Dom Zacarias apresentou uma leitura profundamente humana, espiritual e intelectual de Maurício Francisco Caetano. Viu em Mafrano não apenas um escritor ou etnólogo, mas um pensador atento à cultura, à fé, à missão, à dignidade dos povos africanos e à complexidade das sociedades Bantu. A sua leitura ajudou a reconhecer Mafrano como uma figura maior do pensamento angolano, chegando a considerá-lo um verdadeiro “Antropólogo Maior”.

A ligação entre Dom Zacarias e Mafrano não foi apenas literária. Foi também uma relação de memória, de geração, de Igreja, de cultura e de amizade. Em Abril de 2022, no Lubango, Dom Zacarias testemunhou o anúncio oficial do primeiro volume de Os Bantu na Visão de Mafrano, perante os alunos do Seminário de Filosofia do Lubango. Semanas depois, a 14 de Maio de 2022, deslocou-se a Luanda para a apresentação da mesma obra na Universidade Católica de Angola, ajudando a inscrever Mafrano no lugar que lhe pertence na história intelectual de Angola.

Em Novembro de 2024, quando celebrava cinquenta anos de episcopado, Dom Zacarias enviou à família de Maurício Francisco Caetano uma mensagem de rara ternura, afirmando que o seu jubileu era também de Mafrano, pois ambos tinham vivido, em comunhão de tempo e de memória, esses cinquenta anos de episcopado. Essa frase ficará como uma das mais belas sínteses da amizade espiritual e intelectual que uniu estas duas figuras.

Mesmo nos seus últimos anos, Dom Zacarias continuou a acompanhar com atenção e alegria o percurso da colectânea Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias. Em Junho de 2025, recebeu em Luanda um dos primeiros exemplares do terceiro e último volume da obra, mostrando grande satisfação pela conclusão deste projecto editorial que devolveu ao país mais de mil páginas de reflexão sobre a cultura Bantu, a espiritualidade, a história social e a memória angolana.

A Perfil Criativo | AUTORES.club recorda Dom Zacarias Kamwenho com gratidão, respeito e comoção. A sua palavra, o seu testemunho e a sua presença ajudaram a iluminar a importância da obra de Mafrano e a afirmar a necessidade de Angola preservar, estudar e valorizar os seus grandes pensadores.

Neste momento de luto, endereçamos à Igreja Católica em Angola, à Arquidiocese do Lubango, à Diocese do Sumbe, à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, à família de Dom Zacarias e de Mafrano e a todos os que nele reconheceram um pastor da paz e da reconciliação, as nossas mais sentidas condolências.

Dom Zacarias Kamwenho parte deste mundo deixando uma herança de fé, coragem, cultura e humanidade. Para nós, ficará também como o prefaciador atento, o amigo generoso e o mais-velho que soube reconhecer em Mafrano uma das grandes vozes da memória profunda de Angola.

Perfil Criativo | AUTORES.club
Lisboa / Luanda, Maio de 2026

Dom Zacarias Kamwenho nas palavras de José Soares Caetano

Dom Zacarias Kamwenho foi o autor do Prefácio da colectânea póstuma “Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias”.
Para ele, Mafrano era “O Antropólogo Maior de Angola”.
Durante a visita do Papa Leão XIV an Angola, o Arcebispo Emérito do Lubango tudo fez para que os três volumes da colectânea de Mafrano fossem oferecidos ao Sumo Pontífice.
O acto esteve previsto para se realizar numa manhã de Domingo, dia 19 de Abril, em Luanda. Só não se concretizou porque Infelizmente, a essa hora, o membro da Fanilia de Mafrano chamado para o efeito (de imprevisto), encontrava-se no novo Aeroporto do Bom Jesus!

Blindspot highlights Nuvem Negra: The silenced memory of 27 May reaches international readers

Blindspot highlights Nuvem Negra: The silenced memory of 27 May reaches international readers

In an article by Luís Guita, published on the international platform Blindspot, the book Nuvem Negra, by Michel, published by Perfil Criativo | AUTORES.club, is brought to wider international attention. The work revisits one of the most painful and silenced chapters in Angola’s recent history: the events of 27 May 1977, inviting readers to reflect on memory, justice and the wounds that continue to mark Angolan society.

Read the full article on Blindspot: https://blindspot.world/michel-without-accountability-for-the-1977-purge-there-will-be-no-reconciliation-in-angola/

Aviso importante: tenham muito cuidado com os vossos vizinhos…

Aviso importante: tenham muito cuidado com os vossos vizinhos…

TEATRO Reunião de Condomínio

Reunião de Condomínio constrói-se sobre o caos hilariante de uma assembleia de vizinhos, utilizando o ambiente de um espetáculo de cabaret.

A história centra-se numa tumultuosa reunião dos condóminos do edifício ao lado do teatro, que devido a uma inundação da garagem, invadem, em acordo com o diretor do teatro, a sala onde decorrerá o cabaret. A assembleia, que deveria ser simples e breve, transforma-se num verdadeiro campo de batalha devido aos egos inflacionados e aos interesses pessoais dos moradores.

O ambiente é de cabaret, uma vez que, supostamente, iniciará um show logo a seguir à reunião: as personagens são caricaturas que muito possivelmente nos farão lembrar algum vizinho, e a ação alterna entre discussões acesas e números performativos inesperados, onde a linha entre a vida real dos condóminos e o palco do cabaret se confunde.

Aviso importante: tenham muito cuidado com os vossos vizinhos…

Ficha técnica

ATORES

Bruno Quaresma

Carmen Loureiro Rosa

Filomena Caxias

Raquel Guiomar

Rute Coelho

Sofia Paredes

Salvador Ferreira

TEXTO

Criação coletiva

ENCENAÇÃO

Lina Paula Pinto

DESENHO DE LUZ

Sebastião Lapa

DATAS DE REPRESENTAÇÃO

29 e 30 de maio – 21h15

LOCAL

Auditório José Melchior dos Reis – Auditório do Grupo Dramático Ramiro José

Rua João Villaret 11, 1000-297 Lisboa | Contacto: 217 973 856

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Morreu no dia 18 de fevereiro de 2026, em Geel (Bélgica), aos 80 anos, Godelieve Meersschaert, conhecida por todos como Lieve, activista belga radicada em Portugal há mais de quatro décadas e uma das figuras centrais da organização comunitária na Cova da Moura, na Amadora.

Formada em Psicologia na Universidade de Louvain, Lieve chegou a Portugal em 1978, inspirada pelas correntes da educação popular e pelas ideias de Paulo Freire. A partir de 1982 fixou-se na Cova da Moura, onde viria a ser uma das fundadoras da Associação Cultural Moinho da Juventude, criada em 1987, estrutura que se tornou referência no trabalho comunitário, na promoção da educação, da cultura e na defesa dos direitos das populações migrantes.

O seu percurso foi retratado pelo jornal britânico The Prisma, na reportagem “A migrant activist for 42 years in a migrant bairro” (29 de setembro de 2025), que sublinha a sua trajectória enquanto mulher migrante que fez da Cova da Moura o centro de uma vida dedicada à cidadania activa, à solidariedade e à construção de pontes entre comunidades.

Ao longo dos anos, Lieve conciliou o trabalho comunitário com funções técnicas na administração pública portuguesa, mantendo sempre uma ligação profunda às causas sociais, em particular à defesa das mulheres trabalhadoras migrantes e das empregadas domésticas.

Colaboração editorial e obra publicada

A editora Perfil Criativo | AUTORES.club colaborou na publicação dos projectos editoriais de Lieve Meersschaert em Portugal e na Bélgica, contribuindo para preservar e divulgar o seu pensamento e a sua experiência de intervenção social. Entre essas obras destaca-se a mais recente publicação: “Empregadas Domésticas e Mulheres-a-dias em Portugal – Anotações de Lieve Meersschaert”, um trabalho que reúne reflexões, registos e análises sobre décadas de contacto directo com mulheres trabalhadoras, muitas delas migrantes, frequentemente invisibilizadas nas estatísticas e no debate público. A obra constitui um importante testemunho histórico e social sobre precariedade laboral, organização colectiva e dignidade no trabalho.

Reconhecimento e legado

O trabalho de Lieve foi reconhecido publicamente ao longo da sua vida, incluindo distinções oficiais em Portugal pelo seu contributo cívico e social. Contudo, o seu legado maior permanece no quotidiano da Cova da Moura e nas gerações de jovens, mulheres e famílias que encontraram no Moinho da Juventude um espaço de formação, apoio e afirmação.

Com a sua morte desaparece uma das vozes mais persistentes da solidariedade migrante em Portugal. Fica, porém, uma obra feita de comunidade, educação e luta por direitos, e também um registo escrito que assegura a continuidade da sua memória e do seu pensamento.

Nota da Redacção

Pedimos desculpa por apenas agora conseguirmos publicar esta notícia. A memória e o legado de Lieve Meersschaert mereciam um registo atempado e cuidado, que hoje deixamos como singela homenagem à sua vida e ao seu compromisso com a dignidade humana.

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Livros, leitura e fronteiras: conversa na TVA expõe os desafios do espaço lusófono

A produção literária, os hábitos de leitura e as dificuldades de circulação do livro entre países de língua portuguesa estiveram em destaque numa conversa transmitida pela TVA, a 30 de janeiro, conduzida por Victor Hugo Mendes, com participação da escritora Luísa Fresta e da tradutora Elga Fontes. A informação e as declarações atribuídas ao editor João Ricardo Rodrigues nesta peça baseiam-se no resumo em vídeo das questões colocadas ao editor, onde foram discutidos o papel cultural da edição, os custos de produção e as barreiras que continuam a limitar a mobilidade de pessoas e obras no espaço lusófono.

Ao longo da conversa, destacou-se a ideia do livro como instrumento de formação integral: ferramenta de trabalho (nomeadamente na tradução), de ampliação de vocabulário, de mobilidade cultural e de construção de horizontes de vida, “soluções para qualquer questão podem ser encontradas num livro”, defendeu-se durante o debate.

Produz-se mais livros? A perceção nem sempre coincide com o terreno

Questionado sobre se hoje se produz mais do que há dez anos, o editor chamou a atenção para realidades distintas entre países e para a complexidade do mercado português, admitindo dúvidas sobre se a ideia de “produção sempre crescente” corresponde totalmente ao que muitas editoras vivem no dia a dia.

No caso da Perfil Criativo | AUTORES.club, o trabalho tem sido apresentado como uma ponte editorial entre Portugal e Angola, com catálogo maioritariamente centrado em autores angolanos. A aposta é assumida como cultural: aumentar leitores é visto como condição para transformar o livro num motor de desenvolvimento social e económico.

O trabalho invisível do editor e o custo real do livro

A conversa entrou também no “lado invisível” do processo editorial: avaliação do original, diálogo com o autor, revisão, paginação, impressão (ou edição digital) e distribuição. Foi sublinhado que a decisão editorial é, muitas vezes, difícil, incluindo recusas e atrasos, e que publicar envolve investimento significativo, com margens frequentemente curtas.

A questão do preço do livro voltou à mesa: entre a perceção de que “o livro é caro” e a realidade de orçamentos familiares limitados, ficou a ideia de que o preço é um fator real, mas também um reflexo das prioridades e das condições socioeconómicas de cada leitor.

APEL: crescimento do setor, mas leitura não é só “autodeclaração”

O debate sobre leitura ganha contexto com dados recentes: no estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros(APEL), 73% da população (15+ anos) declara ter lido pelo menos um livro nos últimos 12 meses, e os mais jovens (15–24) são o grupo onde o saldo “leu mais vs. leu menos” aparece mais favorável. 

Ao mesmo tempo, os indicadores económicos do setor apontam crescimento: dados divulgados em Portugal indicam que a venda de livros aumentou 6,9% em 2025. 
Ainda assim, como se discutiu na conversa, é importante distinguir hábitos declarados (o que as pessoas dizem) de práticas efetivas e sustentadas, e, sobretudo, de políticas estruturais de literacia.

CPLP e o problema central: circulação de pessoas e de livros

Uma das críticas mais vincadas foi a fragilidade da circulação cultural no espaço lusófono: fronteiras administrativas, custos logísticos e dificuldades de distribuição continuam a limitar a presença de autores e livros entre países.

Apesar do Acordo sobre a Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, assinado em 2021 e com enquadramento legal que prevê categorias como vistos e autorizações de residência CPLP, o setor do livro continua a sentir que a “livre circulação” cultural avança mais lentamente do que o desejável. 
A conversa defendeu que, se a CPLP quer promover a língua, precisa de um papel mais ativo na circulação de obras e no apoio às editoras e redes que fazem essa ponte no terreno.

Publicações Perfil Criativo | AUTORES.club (2020–2026)

A editora publica livros desde 2015; a lista abaixo reúne os títulos de 2020 a 2026. Os livros podem ser encomendados em www.AUTORES.club:

2026

  • CHÃO DE KANÂMBUA (OU “O FEITIÇO DE KANGOMBE”), Tomás Lima Coelho — Ref. 141 (1|2026) — ISBN 978-989-9209-31-2
  • O SER HUMANO E O JOGO DA VIDA, Lívio Honório — Ref. 142 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-33-6
  • 42.4 – A VOZ DOS DIBENGO, Tazuary Nkeita — Ref. 143 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-32-9

2025

  • KIMAMUENHO UM INTELECTUAL RURAL DO PERÍODO 1913–1922, Eugénio Monteiro Ferreira — Ref. 121 (1|2025) — ISBN 978-989-9209-09-1
  • E-book: Eu e a UNITA, Orlando Castro — Ref. 122 (2|2025) — ISBN 978-989-9209-12-1
  • E-book: SUL, Álvaro Poeira — Ref. 123 (3|2025) — ISBN 978-989-9209-13-8
  • E-book: AMOR VERDADEIRO AMOR, Hugo Henriques — Ref. 124 (4|2025) — ISBN 978-989-9209-25-1
  • E-book: AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 125 (6|2025) — ISBN 978-989-9209-23-7
  • E-book: CHÃO DE KANÂMBUA…, Tomás Lima Coelho — Ref. 126 (7|2025) — ISBN 978-989-9209-24-4
  • NUVEM NEGRA — O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977, Miguel Francisco “Michel” — Ref. 127 (8|2025) — ISBN 978-989-9209-15-2
  • CRÓNICAS DO HOMEM, Manuel Homem — Ref. 128 (9|2025) — ISBN 978-989-9209-17-6
  • MEU GASTOSO, MINHA GOSTOSA, MEU AMOR, Rafael Branco — Ref. 129 (10|2025) — ISBN 978-989-9209-16-9
  • MEMÓRIAS DAS FALA… (1975–1992), Fonseca Chindondo — Ref. 130 (11|2025) — ISBN 978-989-9209-21-3
  • EDITORIAIS DO EXPANSÃO 2019–2021, João Armando — Ref. 131 (12|2025) — ISBN 978-989-9209-14-5
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME III, Maurício Francisco Caetano — Ref. 132 (13|2025) — ISBN 978-989-9209-18-3
  • A PRIMEIRA TRAVESSIA DA ÁFRICA AUSTRAL, José Bento Duarte — Ref. 133 (14|2025) — ISBN 978-989-9209-19-0
  • NUTRITERAPIA, Luís Philippe Jorge — Ref. 134 (15|2025) — ISBN 978-989-9209-20-6
  • O “RECONHECIMENTO” DO GOVERNO ANGOLANO… (1976), Domingos Cúnua Alberto — Ref. 135 (16|2025) — ISBN 978-989-9209-22-0
  • HOLOVIDA, Lívio Honório — Ref. 136 (17|2025) — ISBN 978-989-9209-27-5
  • ANGOLA E OS DESAFIOS DA ESTABILIDADE EM ÁFRICA, Zeferino Pintinho — Ref. 137 (18|2025) — ISBN 978-989-9209-29-9
  • ECOS DA LIBERDADE, Joaquim Sequeira — Ref. 138 (19|2025) — ISBN 978-989-9209-28-2
  • 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS VISTOS PELOS SEUS CIDADÃOS (coord. Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde + autores), — Ref. 139 (20|2025) — ISBN 978-989-9209-30-5
  • E-book: FOREIGN OFFICE E A PENÍNSULA IBÉRICA… (1919–1962), Álvaro Henriques do Vale — Ref. 140 (21|2025) — ISBN 978-989-9209-26-8

2024

  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? – 2ª EDIÇÃO, Luís Philippe Jorge — Ref. 109 (1|2024) — ISBN 978-989-35368-5-8
  • PATAS ARRIBA – 2ª EDIÇÃO, Gemma Almagro — Ref. 110 (2|2024) — ISBN 978-989-53574-7-5
  • FREI MANECO, Manuel Fonseca da Victória Pereira — Ref. 111 (3|2024) — ISBN 978-989-35368-6-5
  • E-book: ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 112 (4|2024) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • AUTORES E ESCRITORES DE ANGOLA 1642–2022, Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho — Ref. 113 (5|2024) — ISBN 978-989-9209-00-8
  • HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 114 (6|2024) — ISBN 978-989-35368-9-6
  • E-book: HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 115 (7|2024) — ISBN 978-989-9209-01-5
  • E-book: KINTHWÊNI NA TRADIÇÃO E NA POÉTICA… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 116 (8|2024) — ISBN 978-989-9209-05-3
  • E-book: ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 117 (9|2024) — ISBN 978-989-9209-06-0
  • DIREITO ECLESIÁSTICO ANGOLANO, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 118 (10|2024) — ISBN 978-989-9209-07-7
  • REFINAÇÃO, ARMAZENAGEM… O PAPEL DOS BIOCOMBUSTÍVEIS, António Feijó Júnior — Ref. 119 (11|2024) — ISBN 978-989-9209-04-6
  • ENSAIOS I (2007–2018), Eugénio Costa Almeida — Ref. 120 (12|2024) — ISBN 978-989-9209-08-4

2023

  • PONTE INFANTE D. HENRIQUE, Hugo Henriques — Ref. 95 (1|2023) — ISBN 978-989-53574-8-2
  • JUBA JUVENTUDE UNIDA…, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 96 (2|2023) — ISBN 978-989-35076-0-5
  • DOMINGOS INGUILA JOÃO — AS MINHAS MEMÓRIAS, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 97 (3|2023) — ISBN 978-989-53574-9-9
  • MUKUA MILELE — PANOS DA MINHA AVÓ, Sandra Poulson — Ref. 98 (4|2023) — ISBN 978-989-35076-1-2
  • 3 EM 1, Filipe J. D. Pereira — Ref. 99 (5|2023) — ISBN 978-989-35076-2-9
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME II, Maurício Francisco Caetano — Ref. 100 (6|2023) — ISBN 978-989-35076-3-6
  • PEREGRINOS DA ETERNIDADE, José Bento Duarte — Ref. 101 (7|2023) — ISBN 978-989-35076-5-0
  • KINTHWÊNI… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 102 (8|2023) — ISBN 978-989-35076-7-4
  • ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 103 (9|2023) — ISBN 978-989-35076-8-1
  • OS SUFIS E O SUFISMO, Rahmat Anwar Al Owaysi — Ref. 104 (10|2023) — ISBN 978-989-35076-9-8
  • SUL, Álvaro Poeira — Ref. 105 (11|2023) — ISBN 978-989-35368-0-3
  • EU E A UNITA, Orlando Castro — Ref. 106 (12|2023) — ISBN 978-989-35368-1-0
  • ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 107 (13|2023) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • MATERIAL INFLAMABLE…, Danilo Facelli Fierro — Ref. 108 (14|2023) — ISBN 978-989-368-4-1

2022

  • ECONOMIA E PODER NO ATLÂNTICO SUL…, Jonuel Gonçalves — Ref. 83 (1|2022) — ISBN 978-989-53348-5-8
  • UMA AMEAÇA INQUIETANTE, João Rodrigues — Ref. 84 (2|2022) — ISBN 978-989-53348-6-5
  • EGOSISMO, Orlando Castro — Ref. 85 (3|2022) — ISBN 978-989-53348-7-2
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME I, Maurício Francisco Caetano — Ref. 86 (4|2022) — ISBN 978-989-53348-9-6
  • ENSINO DOS NÚMEROS… EM ANGOLA, Jerónimo Sanchos Evaristo et al. — Ref. 87 (5|2022) — ISBN 978-989-53348-8-9
  • SENHORES DO SOL E DO VENTO, José Bento Duarte — Ref. 88 (6|2022) — ISBN 978-989-53574-0-6
  • A CASA GRANDE, João Rodrigues — Ref. 89 (7|2022) — ISBN 978-989-53574-1-3
  • E AGORA QUEM AVANÇA SOMOS NÓS, Jonuel Gonçalves — Ref. 90 (8|2022) — ISBN 978-989-53574-4-4
  • MARÍTIMOS (3ª EDIÇÃO – 2022), Filipe Zau — Ref. 91 (9|2022) — ISBN 978-989-53574-3-7
  • MILOMBO MA UFIKE, Ngongongo — Ref. 92 (10|2022) — ISBN 978-989-53574-6-8
  • SILENCIOCRACIA, JORNABÓFIAS E OUTRAS MAZELAS, Luzia Moniz — Ref. 93 (11|2022) — ISBN 978-989-53574-5-1
  • PATAS ARRIBA, Gemma Almagro — Ref. 94 (12|2022) — ISBN 978-989-53574-7-5

2021

  • CARACULO, A MINHA PAIXÃO, Victor Torres — Ref. 64 (1|2021) — ISBN 978-989-54937-3-9
  • DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS…, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 65 (2|2021) — ISBN 978-989-54937-5-3
  • POR UMA VERDADEIRA CIÊNCIA DO HOMEM, Lívio Honório — Ref. 66 (3|2021) — ISBN 978-989-54937-6-0
  • MEMORAR & OPINAR, João Rodrigues — Ref. 67 (4|2021) — ISBN 978-989-53079-1-3
  • PRISÃO POLÍTICA, Sedrick de Carvalho — Ref. 69 (6|2021) — ISBN 978-989-53079-3-7
  • DEUS-O-COSMOS…, Lívio Honório — Ref. 70 (7|2021) — ISBN 978-989-53079-2-0
  • CÓDIGO DO TRABALHO (ANOTADO) — S. TOMÉ E PRÍNCIPE, José Paquete d’Alva Teixeira — Ref. 71 (8|2021) — ISBN 978-989-53079-8-2
  • DIÁRIO DO MACULUSSO…, Fernando da Glória Dias — Ref. 72 (9|2021) — ISBN 978-989-53079-7-5
  • ANGOLA: DESDE ANTES… – Vol. I/II/III (Edição Especial + 2ª Edição), Carlos Mariano Manuel — Ref. 73–78 (2021)
  • BOBA KANA MUTHU WZELA | AQUI É PROIBIDO FALAR!, JRicardo Rodrigues — Ref. 79 (16|2021) — ISBN 978-989-53348-1-0
  • CRÓNICA DA FUNDAÇÃO DO HUAMBO | NOVA LISBOA (5ª EDIÇÃO), JRicardo Rodrigues — Ref. 80 (17|2021) — ISBN 978-989-53348-2-7
  • ANTÍGONA’19, Thiago Justino e Lina Paula Pinto — Ref. 81 (18|2021) — ISBN 978-989-53348-3-4
  • UMA-VIAGEM-PARA-ALÉM…, Lívio Honório — Ref. 82 (19|2021) — ISBN 978-989-53348-4-1

2020

  • FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA 1974–1976 (+ edição especial), Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 50–52 (2020)
  • ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, Marcolino Moco — Ref. 51 (2020) — ISBN 978-989-54702-1-1
  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? PROTECÇÃO CONTRA O COVID-19, Luís Philippe Jorge — Ref. 53 (2020) — ISBN 978-989-54702-4-2
  • 110 ERROS QUE PREJUDICAM A SUA LOJA ONLINE, Vera Maia et al. — Ref. 54 (2020) — ISBN 978-989-54702-3-5
  • MARÍTIMOS, Filipe Zau — Ref. 55 (2020) — ISBN 978-989-54702-5-9
  • CANTO TERCEIRO DA SEREIA: O ENCANTO (CD-Música), Filipe Mukenga e Filipe Zau — Ref. 56 (2020)
  • O HOMEM E A SUA ABORDAGEM…, Lívio Honório — Ref. 57 (2020) — ISBN 978-989-54702-8-0
  • NACIONALISMO AFRICANO HOJE…, Kiavanda Felix — Ref. 58 (2020) — ISBN 978-989-54702-7-3
  • ANGOLA EN AFRIQUE…, Marcolino Moco — Ref. 59 (2020) — ISBN 978-989-54702-6-6
  • AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 60 (2020) — ISBN 978-989-54702-9-7
  • MÃE NOSSA QUE SOIS O CÉU, Fernando Kawendimba — Ref. 61 (2020) — ISBN 978-989-54937-1-5
  • CONTOS DE SAMUEL ASTRO, Fragata de Morais — Ref. 62 (2020) — ISBN 978-989-54937-2-2
  • VERDADEIRO AMOR VERDADEIRO, Hugo Henriques — Ref. 63 (2020) — ISBN 978-989-54937-4-6

Criar é governar: a Cultura no centro da República

Criar é governar: a Cultura no centro da República

A Cultura começa a afirmar-se como um dos pilares estratégicos do futuro da República de Angola. Essa visão ganha especial relevo na grande entrevista concedida pelo Ministro da Cultura, Filipe Zau, ao jornal EXPANSÃO, dirigida pelo jornalista e director João Armando, ambos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

Na conversa, Filipe Zau defende com clareza que “a cultura pode e vai contribuir para a diversificação económica”, sublinhando o papel decisivo das indústrias culturais e criativas na geração de riqueza, emprego e coesão social. Para o governante, não se trata apenas de valor simbólico: a cultura deve ser encarada como factor económico estruturante, capaz de integrar cadeias de valor e atrair investimento.

Entre os principais eixos destacados na entrevista estão:

  • a necessidade de organização e profissionalização do sector cultural;
  • a criação de condições legais e institucionais para o florescimento das indústrias criativas;
  • o reforço da formação artística e técnica, desde a base até ao nível superior;
  • e a valorização da cultura como elemento central da identidade nacional e da cidadania.

Filipe Zau é peremptório ao afirmar que Angola precisa de passar da informalidade à sustentabilidade cultural, defendendo modelos de financiamento mais claros, o envolvimento responsável do mecenato e uma política pública que reconheça o valor económico da criação artística.

A entrevista, conduzida por João Armando com profundidade e sentido estratégico, constitui um marco no debate sobre políticas culturais em Angola, mostrando que a Cultura não é um acessório do Estado, mas um dos seus alicerces para o desenvolvimento.

Quando autores, pensamento crítico e visão de futuro se encontram, a Cultura começa, de facto, a mudar a República.

"Marítimos" de Filipe Zau
Marítimos” de Filipe Zau
"O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto" de Filipe Zau e Filipe Mukenga
O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto” de Filipe Zau e Filipe Mukenga
"Editoriais do Expansão" de João Armando
Editoriais do Expansão” de João Armando

Apresentação da Feira do Livro de África e Sul Global

Apresentação da Feira do Livro de África e Sul Global

Livraria Lulendo & Fábrica Braço de Prata apresentam “AFRO-SUL…” Feira do Livro de África e Sul Global.

É com grande entusiasmo que convidamos editoras, livrarias, escritores e jornalistas a juntarem-se a nós para um momento especial de pré-anúncio da Feira do Livro de África e Sul Global. Este projeto inovador é organizado pela Livraria Lulendo e a Fábrica Braço de Prata, e será oficialmente lançado no dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afrodescendente.

O evento terá lugar na Fábrica Braço de Prata e contará com a presença de todos aqueles que se interessem pela literatura africana e a do Sul Global. A Feira do Livro será um espaço mensal de celebração, onde exploraremos as diversas vozes e narrativas que emergem do nosso continente e suas diásporas.

Programação Anual Inclui:
•⁠ ⁠Feira com foco em autores africanos e do Sul Global.
•⁠ ⁠Lançamentos de livros.
•⁠ ⁠Conversas e debates com autores.
•⁠ ⁠Conferências.
•⁠ ⁠Leituras de poesia e contos.
•⁠ ⁠Apresentações de spoken word.
•⁠ ⁠Exposições e concertos.
•⁠ ⁠Sessões de DJ e open mic/karaoke.
•⁠ ⁠Cinema e stand up comedy.
•⁠ ⁠Feira de vinil com música africana e Sul Global.
•⁠ ⁠Delícias da gastronomia local.
•⁠ ⁠Desfiles de trajes.
•⁠ ⁠Feira de artesanato e design.
•⁠ ⁠Workshops e oficinas interativas.

A Feira do Livro de África e Sul Global visa fortalecer e posicionar a literatura do “SUL “ nas suas próprias narrativas e saberes, criando um espaço de diálogo e intercâmbio cultural. O Objetivo é Sulear o pensamento.

Para assinalar esta data significativa, teremos uma pequena cerimónia para o pré-anúncio do projeto e gostaríamos muito de contar com a sua presença. Junte-se a nós neste evento especial, onde o futuro da literatura Africana e Sul Global será celebrado!

Data: 24 de Janeiro
Local: Fábrica Braço de Prata
Horário: 16h – 1h. Sala: NIETZSCHE
R. Fábrica de Material de Guerra 1, 1950-128 Lisboa
A FBP- tem condições para acolher a feira no inverno.


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