Colectânea “Os Bantu na Visão de Mafrano” chega ao Sul de Angola

Colectânea “Os Bantu na Visão de Mafrano” chega ao Sul de Angola

Terceiro e último volume da obra póstuma de Maurício Francisco Caetano será apresentado na Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Lubango

A Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Lubango, acolhe a apresentação do terceiro e último volume da colectânea póstuma Os Bantu na Visão de Mafrano, da autoria de Maurício Francisco Caetano, escritor, jornalista e investigador distinguido com o Prémio Nacional da Cultura e Artes 2024, na modalidade de Investigação em Ciências Humanas e Sociais.

A apresentação da obra no Sul de Angola insere-se no âmbito das celebrações dos 17 anos de existência daquela instituição académica, que realiza, nos dias 11 e 12 de Maio de 2026, uma Conferência Científica subordinada ao tema “Bioética, Dignidade da Pessoa Humana e Investigação Científica: Fundamentos Éticos e Jurídicos”. O evento decorre no Auditório “Viriato Gaspar Gonçalves”, da Faculdade de Economia.

Intitulado Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias, o volume III reúne 327 páginas distribuídas por 18 capítulos, organizados em três partes. A obra aborda temas ligados à civilização bantu, à religiosidade, às questões sociais e a episódios vividos pelo autor entre 1947 e 1982.

A presença da colectânea no Sul acontece depois de a obra ter sido destacada em Windhoek, na Namíbia. De acordo com uma notícia publicada pelo Jornal de Angola, na edição de 2 de Maio, o Embaixador da República de Angola na Namíbia, Pedro Mutindi, recebeu, na quarta-feira, 30 de Abril, um exemplar do terceiro volume da colectânea. A oferta foi feita por José Soares Caetano, filho do autor, jornalista, escritor e responsável pela edição dos três volumes.

Segundo o Jornal de Angola, a colectânea reúne, no total, 799 páginas em três volumes, agregando reflexões sobre a ancestralidade, os hábitos e os costumes de vários povos africanos. A publicação sublinha ainda que a obra inclui textos como “Crónicas ligeiras”“Notas a lápis”“Episódios vividos” e “Tertúlias”, além de estudos sobre a civilização bantu, tradições, linguagem, crenças alimentares, antropologia, arqueologia e direito costumeiro.

A mesma notícia recorda que o primeiro volume foi apresentado no Lubango, em Abril de 2022, seguindo-se uma sessão em Luanda, em Maio do mesmo ano. O segundo volume chegou ao público em Julho de 2023, enquanto o terceiro foi lançado em Agosto de 2025.

Nascido a 24 de Dezembro de 1916, na cidade do Dondo, Maurício Francisco Caetano dedicou grande parte da sua vida à investigação, à escrita e à preservação da memória cultural africana. Iniciou a actividade literária em 1947, como colaborador do Jornal Angola Norte, em Malanje, tendo posteriormente contribuído para várias publicações angolanas. Faleceu a 25 de Julho de 1982.

Responsável pela edição e divulgação da colectânea, José Soares Caetano acompanha esta missão ao Sul de Angola, dando continuidade ao trabalho de valorização do legado intelectual de Mafrano e ao reconhecimento da sua contribuição para o estudo das sociedades africanas, em particular da civilização bantu.

Pedro Mutinde na imagem acima com NETUMBO NANDI-NDAITWAH, Presidente da República da Namibia: “Angola e a Namíbia têm uma História comum”.

Secretário-Geral das Nações Unidas: “Os impérios coloniais distorceram a imagem de África”

Secretário-Geral das Nações Unidas: “Os impérios coloniais distorceram a imagem de África”

Luanda, 25 de Novembro de 2025 – O Secretário-Geral das Nações Unidas, Eng.º António Guterres, considerou segunda-feira em Luanda que a colectânea angolana «Os Bantu na visão de Mafrano», antropologia cultural, ajuda a repor a dignidade dos povos subjugados pelos impérios coloniais, no continente africano.

António Guterres proferiu tal declaração durante um breve encontro realizado no Hotel Epic Sana, na capital angolana, durante o qual a família do autor já falecido, Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”, lhe ofereceu os três volumes daquela obra póstuma, muito apreciada pelo mais alto dignatário das Nações Unidas. Entre os presentes destacou-se o coordenador em exercício do sistema das Nações Unidas em Angola, Diego Zorrilla Orsat, membros da comitiva de António Guterres e três familiares do autor.

«Os impérios coloniais distorceram a imagem de África e esta obra vem repor a dignidade destes povos», disse taxativamente o Secretário-Geral das Nações Unidas que se deslocou a Luanda de 23 a 25 de Novembro como convidado da sétima Cimeira União Africana – União Europeia, com a presença de um total de 76 Chefes de Estado e de Governo europeus e africanos.

Para a família do autor, esta colectânea sobre a antropologia cultural e a civilização Bantu terá certamente maior valia internacional se estiver também disponível em francês e inglês. «A obra enuncia um conjunto de princípios assentes na solidariedade humana que podem contribuir para a solução de conflitos e permitir um maior conhecimento e aproximação entre vários povos do mundo», disse José Caetano, filho do autor.

«Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», antropologia cultural angolana, é uma obra em três volumes, 39 capítulos e 800 páginas que começou a ser esboçada em 2011, para ser concluída em Agosto de 2025. A colectânea teve como fonte um legado de estudos e textos dispersos em vários jornais e revistas, com ênfase para os jornais «O Apostolado», «Angola Norte», «O Angolense», a Revista Angola da Liga Nacional Africana, assim como um «Boletim» do Ministério das Finanças publicado já depois da independência de Angola.

O seu autor, o escritor e etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”, observou os hábitos e costumes autóctones em localidades em que trabalhou desde os anos 40’s até à data da sua morte, em 1982, como Cabinda, Uíge, Malanje, Cuanza-Norte, Dembos e Luanda.

O primeiro volume foi apresentado em Abril e Maio de 2022, no Lubango, Huíla, e em Luanda, e prefaciado por Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango, prémio Sakharov 2001, que considerou o autor como «o antropólogo maior de Angola».

O segundo volume da colectânea, foi apresentado em Luanda por Dom José Manuel Imbamba, Presidente da Conferência Episcopal de Luanda (CEAST), em Julho de 2023, em Luanda. Em Novembro de 2024 a obra foi distinguida pelo Ministério da Cultura de Angola com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na modalidade de investigação em Ciências Humanas e Sociais.

Finalmente, o terceiro e último volume foi apresentado em Luanda, a 12 de Agosto de 2025, na Escola Nacional da Administração e Políticas Públicas (ENAPP), por Dom Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda.

Maurício Caetano, foi director nacional do Ministério das Finanças, e membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA). Destacou-se igualmente como professor em vários estabelecimentos de ensino.

Na infância, então menino órfão, Maurício Caetano teve como tutor um sacerdote santomense, o cónego José Pereira da Costa Frotta (1879-1954), que o recolheu na Escola da Missão Católica do Dondo, sua terra natal, e o levou posteriormente para o Seminário do Sagrado Coração de Jesus de Luanda, onde cursou Filosofia e Teologia.

Até esta data, a sua colectânea foi apresentada em Moçambique, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal, Alemanha, Reino Unido e por vídeo conferência no Brasil.

“Jornal de Angola” de 27 de Novembro de 2025

Mafrano em Malanje

Carlos Mariano Manuel distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2025

Carlos Mariano Manuel distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2025

Professor catedrático, médico patologista e investigador premiado pelo monumental tratado de História Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação

O Ministério da Cultura da República de Angola anunciou, no sábado 7 de novembro de 2025, durante uma conferência de imprensa no Palácio de Ferro, em Luanda, os vencedores da 26.ª edição do Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais alta distinção atribuída pelo Estado angolano a criadores, investigadores e agentes culturais que se destacam na preservação dos valores nacionais, no ano em que o país celebra o cinquentenário da Independência.

Na categoria de Ciências Humanas e Sociais, o prémio foi atribuído ao Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel pela obra Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação, uma edição monumental em três volumes que totaliza mais de 2.200 páginas.

Primeira edição, especial para coleccionadores
Prémio Nacional de Cultura e Artes 2025

A obra foi publicada pela Perfil Criativo | AUTORES.club, editora independente sediada em Lisboa, que tem vindo a afirmar-se como uma das mais consistentes promotoras do pensamento e da criação intelectual angolana contemporânea.

O reconhecimento do Prof. Carlos Mariano Manuel vem reforçar a continuidade do prestígio editorial da casa, que já havia sido distinguida na edição de 2024 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, quando o júri premiou Maurício Francisco Caetano na mesma categoria, pela trilogia Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias, uma obra igualmente de grande fôlego, com cerca de 800 páginas em três volumes.

Prémio Nacional de Cultura
Prémio Nacional de Cultura 2024

Um prémio que valoriza a investigação e o pensamento angolano

A escolha de Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação reconhece o alcance académico e simbólico de uma investigação que percorre séculos de história, da formação das estruturas políticas e culturais pré-coloniais até à afirmação nacional contemporânea.
O trabalho de Carlos Mariano Manuel é notável pelo rigor documental, amplitude interpretativa e contributo para uma leitura descolonizada da história angolana.

Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel
Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel

O autor, de passagem por Lisboa a caminho dos EUA, protagonizou no dia 29 de outubro de 2025 uma extraordinária intervenção pública no Padrão dos Descobrimentos, precisamente 360 anos após a Batalha de Ambuíla, sublinhando a necessidade de revisitar criticamente o passado colonial e de reinscrever Angola no centro da sua própria narrativa histórica.

Cerimónia de entrega

A cerimónia de entrega oficial do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2025 decorrerá no dia 20 de novembro, em gala no Hotel EPIC Sana Luanda, reunindo personalidades das artes, letras e ciências do país.

Mafrano encantou alunos da universidade de Cabo-Verde, na Praia

Mafrano encantou alunos da universidade de Cabo-Verde, na Praia

Praia, 8 de Outubro –  A foto mostrando vários estudantes da Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia, a maioria dos quais da cadeira de Literatura Africana, lendo com verdadeiro encanto um fascículo de duas páginas sobre a «VISÃO DE MAFRANO SOBRE OS BANTU», por ocasião de uma palestra realizada nessa instituição académica com mais de quatro mil alunos, pode tornar-se viral nos meios académicos locais.

A palestra teve como foco a colectânea em três volumes do etnólogo angolano Maurício Caetano, sobre a Antropologia Cultural Bantu, e realizou-se terça-feira, dia 7, com o apoio da Embaixada de Angola em Cabo Verde, do Leitorado do Instituto Guimarães Rosa, do Brasil, na cidade da Praia, e reuniu cerca de trinta estudantes, professores, amantes da cultura e especialistas de outros ramos do saber.

O texto de Mafrano consta do primeiro volume da sua obra, «OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO – QUASE MEMÓRIAS», premiada em Angola com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024,  na modalidade de Ciências Humanas e Sociais, e foi publicado pelo primeira vez no jornal «O APOSTOLADO», de 20 de Fevereiro de 1971. «É admirável ler um texto com tanto conhecimento científico, escrito numa época sem internet!», comentou um dos presentes.

A palestra foi animada pela professora e historiadora cabo-verdiana Antonieta Lopes; pelo jornalista e escritor José Caetano, “Tazuary Nkeita”, filho de Mafrano, assim como por Ricardo Leote, da editora NOZ RAÍS | AUTORES.club, e Karina de Fátima  Gomes, do instituto brasileiro Guimarães Rosa

Destaques ainda para a pró-reitora para as áreas de política estudantil, social e de extensão da UniCV, Fátima Fernandes, e para a conselheira da Embaixada de Angola, Carla Boaventura.

Momento igualmente emocionante foi o sorteio de um exemplar do volume III de «Os Bantu na visão de Mafrano» e um note book, produzido pela família do autor com a marca «Mafrano».

O encontro contou ainda com a presença especial de José Caetano, filho de Mafrano, cuja intervenção foi de carácter biográfico, oferecendo um olhar pessoal e emocionante sobre a vida e o percurso intelectual do autor

Foi uma tarde enriquecedora, de diálogo intercultural e valorização do conhecimento africano, reafirmando a importância da academia na preservação e difusão da memória coletiva dos nossos povos

“O profundo significado da nossa ancestralidade”

“O profundo significado da nossa ancestralidade”

Cidade de Praia, Cabo Verde, 04 de Outubro de 2025 – O Embaixador de Angola em Cabo Verde, Agostinho Tavares, destacou sexta-feira na cidade da Praia que a apresentação do terceiro e último volume da colectânea póstuma «OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO – QUASE MEMÓRIAS», do etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, ” Mafrano“, no contexto dos 50 anos das independências dos PALOP, revela o profundo significado da nossa ancestralidade.

Agostinho Tavares usou o termo «Morabeza», existente unicamente na língua crioula, para explicar o sentido que Mafrano procurou dar, nos anos quarenta do século XX, aos «Bantu», significando «nossa gente», em Angola. Para ele, a colectânea visionária de Mafrano «contém um manancial de conhecimentos dos nossos antepassados, em três volumes e 800 páginas, com muita utilidade prática, no futuro».

«Constitui motivo de grande satisfação, ter em mãos uma obra como esta, cuja importância e dimensão se renova a cada leitura e a cada um dos seus ricos volumes», disse o embaixador angolano ao discursar do acto de encerramento.

A abertura do evento foi feita pelo Embaixador de São Tomé e Príncipe, Aurélio Martins, de cujo país era oriundo o sacerdote católico que educou Mafrano, órfão, desde os seus cinco anos, na sua terra natal, a cidade do Dondo, na Província do Cuanza Norte. Para o embaixador Aurélio Martins, «o sacerdote José Frotta foi formado em Angola, mas também contribuiu para a formação de mentes brilhantes dentre as quais se destacam o autor desta trilogia sobre a Antropologia Cultural dos povos Bantu».

Coube uma vez mais à historiadora Antonieta Lopes apresentar um largo panorama do volume III da colectânea de Mafrano, de uma forma que delirou a assistência, segundo os comentários na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, onde decorreu a cerimónia. «Exorto-vos a escrever a biografia do vosso pai», sugeriu ela dirigindo-se aos dois filhos presentes, nomeadamente o jornalista e escritor José Caetano (Tazuary Nkeita) e a jurista, e também comunicadora, Cristina Caetano.

Duas notas foram dignas de referência. Por um lado, a homenagem ao ex-embaixador e escritor cabo-verdiano Eugénio Inocêncio (74 anos), que foi co-apresentador do volume II, em Dezembro de 2023, juntamente com Antonieta Lopes, e que faleceu por doença, em Setembro de 2024. A homenagem decorreu na presença de um dos filhos, Luís Inocêncio, sob fortes aplausos. Soube-se, por outro lado, que a família de Mafrano recebeu da Presidência da República de São Tomé e Príncipe uma mensagem de agradecimento pela oferta deste volume III, por ocasião da cerimónia realizada naquele país, no passado dia 18 de Setembro.

A cerimónia na cidade da Praia foi assistida por membros do corpo diplomático, organizações internacionais, comunidade académica e amantes da literatura, com destaque para a representante das agências das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela (Brasil).

Prémio Nacional de Cultura
Prémio Nacional de Cultura

Jornal de Angola

Mokambo: Nguzo Malunda Bantu (Força da Tradição Bantu) no Instituto Guimarães Rosa

Mokambo: Nguzo Malunda Bantu (Força da Tradição Bantu) no Instituto Guimarães Rosa

Na véspera da apresentação oficial do Volume III de “Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias“, a família de Mafrano foi recebida no Instituto Guimarães Rosa, na cidade da Praia, para assistir ao documentário “Mokambo: Nguzo Malunda Bantu (Força da Tradição Bantu)”, da realizadora Soraya Públio Mesquita.

A obra retrata a herança cultural milenar trazida pelos povos bantu escravizados para o Brasil desde o século XVI, evidenciando a sua influência na construção da identidade brasileira. O filme destaca manifestações como a capoeira, o samba, a culinária de base africana, as irmandades religiosas, o candomblé e até marcas linguísticas que diferenciam o português do Brasil.

Após a exibição, realizou-se um debate enriquecedor que contou com a participação dos filhos de Mafrano (José Caetano e Cristina Caetano) e do realizador e diretor da NOS RAIZ | AUTORES.club, Ricardo Leote. O diálogo suscitou grande interesse do público, com diversas questões sobre o pensamento e o legado de Mafrano.

O momento constituiu uma ponte cultural entre África e Brasil, reforçando o simbolismo da homenagem a Mafrano agendada para 3 de Outubro de 2025.

𝙈𝙤𝙠𝙖𝙢𝙗𝙤: 𝙉𝙜𝙪𝙯𝙤 𝙈𝙖𝙡𝙪𝙣𝙙𝙖 𝘽𝙖𝙣𝙩𝙪
𝙈𝙤𝙠𝙖𝙢𝙗𝙤: 𝙉𝙜𝙪𝙯𝙤 𝙈𝙖𝙡𝙪𝙣𝙙𝙖 𝘽𝙖𝙣𝙩𝙪

Visita da família de Mafrano à Fundação Amílcar Cabral

Visita da família de Mafrano à Fundação Amílcar Cabral

A NOS RAIZ | AUTORES.club acompanhou a família de Maurício Francisco Caetano (Mafrano) na visita à Fundação Amílcar Cabral, em Cabo Verde, por ocasião do lançamento do terceiro e último volume da obra Os Bantu na visão de Mafrano.

A obra, fruto de anos de investigação e dedicação, celebra a riqueza da história e da cultura Bantu, refletindo a visão singular de Mafrano sobre a herança cultural africana.

A visita evocou a memória de Amílcar Cabral, figura maior da luta de libertação africana e da valorização das raízes culturais como base da emancipação dos povos. O encontro simbolizou um diálogo entre o pensamento de Cabral e o legado de Mafrano: ambos reafirmam que a identidade, a cultura e a memória são forças vivas e fundamentais para a construção do futuro.

Um momento de grande significado, que reforça a importância de preservar e difundir as raízes culturais africanas, celebrando a história partilhada entre gerações.

Recordamos que amanhã, 3 de outubro, às 17h00, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, terá lugar o lançamento oficial do terceiro volume de Os Bantu na visão de Mafrano, com apresentação da professora Antonieta Lopes.

A palavra Bantu ganha voz no Manhã Kriola e na TVA

A palavra Bantu ganha voz no Manhã Kriola e na TVA

José Caetano e Cristina Caetano, filhos de Maurício Francisco Caetano (Mafrano), marcaram presença no programa Manhã Kriola e na gravação da rubrica Sugestão Leitura da TVA, dedicada ao livro Os Bantu na visão de Mafrano.

Este momento de partilha foi uma oportunidade para aprofundar o legado de Mafrano, cuja obra preserva e valoriza a memória, a cultura e a identidade africana. Um encontro enriquecedor que uniu conhecimento, comunicação e a força da palavra escrita, celebrando a importância de levar a literatura e a história a mais pessoas.

A família de Mafrano esteve acompanhada por Ricardo Leote, diretor da NOS RAIZ | AUTORES.club, reforçando a dimensão cultural e editorial desta iniciativa.

Um especial agradecimento à jornalista e produtora Cândida Barros e a toda a equipa da TVA, pelo profissionalismo, dedicação e acolhimento que tornaram possível esta partilha de grande valor cultural.

Convidamos todos a estarem presentes amanhã, 3 de outubro, às 17h00, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, para o lançamento do terceiro volume da coletânea Os Bantu na visão de Mafrano, numa sessão que contará com a apresentação da professora Antonieta Lopes.

A Alma Bantu celebrada em Santiago: família de Mafrano recebida pelo Cardeal Dom Arlindo Furtado

A Alma Bantu celebrada em Santiago: família de Mafrano recebida pelo Cardeal Dom Arlindo Furtado

A NOS RAIZ | AUTORES.club teve a honra de acompanhar a família de Maurício Francisco Caetano (Mafrano) na visita ao Bispado de Santiago de Cabo Verde, onde foram calorosamente recebidos por Sua Eminência Reverendíssima, Cardeal Dom Arlindo Gomes Furtado, Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde.

A visita decorreu por ocasião do lançamento do terceiro e último volume da obra “Os Bantu na visão de Mafrano”, um projeto editorial que se tornou referência pela forma como preserva e valoriza a memória e a cultura, inspirando sucessivas gerações.

O encontro foi marcado por um ambiente de partilha, fé e reflexão, num momento simbólico que uniu história, espiritualidade e cultura cabo-verdiana.

Durante a audiência, foi recordado o percurso da edição da trilogia, entregue ao Cardeal Dom Arlindo em três momentos distintos: Agosto de 2022, Dezembro de 2023 e, finalmente, em Setembro de 2025, com a conclusão desta obra maior.

A família de Mafrano destacou a profunda emoção e alegria vividas nesta ocasião, considerando-a como “o melhor que já aconteceu à nossa família”. No final, ficou a promessa de regresso: “Havemos de voltar”, assegurando que, em 2027, será apresentada uma nova coleção de textos sob o título “A Alma Bantu de Mafrano”.

O lançamento do terceiro volume da coletânea de Maurício Francisco Caetano terá lugar amanhã, 3 de outubro, às 17h00, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, numa sessão que contará com a apresentação da Professora Antonieta Lopes.

Assim se faz a História

Assim se faz a História

Sexta-Feira, 26 de Setembro, o terceiro e último volume da já referenciada colectânea póstuma «OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO – QUASE MEMÓRIAS», de Maurício Francisco Caetano (1916-1982), chegou ao Arquivo Nacional de Angola (ANA).

O acto ocorreu à margem de uma actividade cultural alusiva às jornadas do Herói Nacional que decorrem por todo país, neste 50.º Aniversário da Independência de Angola e, serviu, também, de pretexto para se evocar que tanto Agostinho Neto como Mafrano escreveram lado a lado, nas mesmas páginas da «Revista Angola», da Liga Nacional Africa (LNA), que tinha, nessa data, Novembro de 1953, como presidente da sua assembleia geral, o Reverendo Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves, conforme rezam os arquivos históricos.

A foto acima traduz o preciso momento em que o director-geral adjunto do ANA, Heliodoro Abambres, recebia um dos exemplares de «OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO», em nome do diretor-geral dessa instituição, o Dr. Justino da Glória Ramos.

Na foto um grupo coral de da Liga Nacional Africana, no mencionado número da revista Angola (Novembro de 1953), exibe-se com o vestuário dessa época


1 2 3 4 5 6 7 8 9