O livro Matéria Negra, de Kalunga, foi apresentado na quarta-feira, 22 de Julho de 2026, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, numa sessão marcada pela leitura crítica de Edmira Cariango e pelo forte interesse do público. Os raros exemplares disponíveis esgotaram-se, confirmando a procura em torno de uma obra especial, tanto pela singularidade da sua proposta poética como pela reduzida disponibilidade no mercado.
Editado pela Perfil Criativo | AUTORES.club, o poemário constitui a quarta obra a solo de Kalunga, nome literário de João Fernando André. Na sua intervenção, Edmira Cariango enquadrou o autor na geração literária angolana do pós-quatro de Abril, cuja presença se tornou mais visível a partir da década de 2010, e destacou o trabalho exigente que o poeta realiza sobre a palavra, simultaneamente matéria, instrumento e tema da sua criação.
Segundo a apresentadora, a «matéria negra» evocada no título remete para uma energia invisível que sustenta o todo e funciona, na obra, como metáfora de uma força profunda, difícil de apreender, mas perceptível nos seres, na História e na consciência. É a partir dessa substância que Kalunga procura forjar uma sabedoria capaz de afirmar a autonomia dos conhecimentos africanos, sem os isolar da experiência universal.





















