OPINIÃO DOS LEITORES | READERS' OPINION

Opinião dos nossos leitores sobre os livros publicados em Angola, Brasil, Cabo Verde e em Portugal. | Our readers' opinion on the books published in Angola, Brazil, Cape Verde, and Portugal

ARTIGOS | ARTICLES

Notícias culturais e os nosso projectos editoriais e as nossas actividades em 2024. | Cultural news and our editorial projects and activities in 2024

Apresentação da Feira do Livro de África e Sul Global

Este projeto inovador é organizado pela Livraria Lulendo e a Fábrica Braço de Prata, e será oficialmente lançado no dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afrodescendente.

O evento terá lugar na Fábrica Braço de Prata e contará com a presença de todos aqueles que se interessem pela literatura africana e a do Sul Global. A Feira do Livro será um espaço mensal de celebração, onde exploraremos as diversas vozes e narrativas que emergem do nosso continente e suas diásporas.

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Viajante angolano apela à quebra do silêncio

A participação do público no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, voltou a revelar-se um dos momentos mais significativos da sessão, com intervenções que ampliaram o alcance cívico e geográfico do debate.

Entre elas destacou-se a de João St., que se encontrava em Lisboa de passagem e foi surpreendido pelo encontro. Natural de Angola e residente no Lubango, João St. explicou que chegou ao evento por sugestão de amigos, confessando a emoção sentida ao assistir aos testemunhos ali partilhados.

Na sua intervenção, sublinhou o contraste entre a abertura do debate em Lisboa e o silêncio que ainda envolve, em Angola, os acontecimentos do 27 de Maio de 1977. Referindo-se à região da Tundavala, no sul do país, evocou a memória de um local de grande beleza natural, mas também marcado por uma história trágica, associada à morte de milhares de pessoas atiradas para a ravina durante o processo repressivo. Segundo afirmou, trata-se de uma realidade conhecida localmente, mas nunca investigada nem discutida publicamente.

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Zeca Ribeiro Telmo evoca Angola plural

Entre as intervenções destacou-se a de Zeca Ribeiro Telmo, que evocou a experiência coletiva da geração que viveu a independência de Angola e os seus desdobramentos. Recordando o entusiasmo de 1975, sublinhou que muitos dos presentes não eram colonos, mas angolanos que acreditaram, e continuam a acreditar, numa Angola livre, justa e democrática para todos.

Na sua intervenção, Zeca Ribeiro Telmo chamou a atenção para as desigualdades estruturais do país, lembrando que, apesar da riqueza proclamada, a pobreza sempre esteve presente no quotidiano da maioria da população. Defendeu que os “ecos da liberdade” não se esgotaram com a independência política e continuam a manifestar-se na exigência de mais democracia e inclusão social.

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Dar nome aos desaparecidos: um apelo contra o silêncio

Lançamento do livro "Ecos da Liberdade"

A apresentação do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, foi também marcada por um anúncio de grande relevância histórica e cívica. Durante a sessão, a Associação 27 de Maio revelou que se encontra a desenvolver uma plataforma dedicada à identificação e mapeamento das dezenas de milhares de desaparecidos na sequência dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, em Angola. […]

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Entre lágrimas e silêncio, a memória falou mais alto

A apresentação do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, transformou-se num momento de profunda comoção e reflexão coletiva, com a sala cheia de leitores, sobreviventes e familiares marcados pelos acontecimentos trágicos dos primeiros anos da República Popular de Angola, a tragédia do 27 de Maio de 1977.

Desde as primeiras palavras, ficou claro que não se tratava apenas de um lançamento literário. A sessão assumiu-se como um ato de memória viva. “A vossa presença transforma este encontro num momento de reconhecimento e de dignidade”, foi afirmado na abertura, dirigida especialmente aos sobreviventes dos acontecimentos de 1977, cuja presença conferiu ao evento uma intensidade que ultrapassou o plano cultural.

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Jornal de Angola dá voz ao debate sobre as independências

Jornal de Angola

A notícia publicada hoje pelo Jornal de Angola sobre o lançamento em Lisboa da obra 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos assinala um momento significativo no percurso editorial deste livro coletivo, que propõe um balanço plural e crítico de meio século de independências nos países africanos de língua portuguesa.

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Escrever para não desaparecer: “Ecos da Liberdade” apresentado em Lisboa

Ecos da Liberdade

O livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, será apresentado na próxima sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, às 18h00, na sala polivalente da Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa. A sessão será marcada por um encontro com sobreviventes do 27 de Maio de 1977 em Angola, num momento de partilha, memória e reflexão histórica.

Publicada no final de 2025, a obra é um testemunho direto e profundamente humano sobre a repressão política que se seguiu aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977. Joaquim Sequeira, preso político e sobrevivente desse período, reconstrói a experiência do cárcere, da violência institucional e do silêncio imposto, sem abdicar de uma escrita literária marcada pela poesia e pela dignidade.

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Entre consenso e crítica, os cidadãos reclamaram o seu lugar na história

Entre as intervenções, registámos a de António Feijó Jr., engenheiro e especialista da indústria petrolífera angolana, que apelou a uma leitura positiva e construtiva do percurso dos países africanos independentes. Reconhecendo que nem tudo foi perfeito ao longo destas cinco décadas, sublinhou, ainda assim, a importância de valorizar o que foi alcançado e de encarar o balanço histórico com espírito crítico, mas também com confiança no futuro.

Já a arquiteta Maria João Teles Grilo reforçou a ideia de que a democracia constrói-se a partir da cidadania e não apenas das estruturas políticas formais.

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Entre livros, vozes e cânticos: Lisboa refletiu sobre os desafios da estabilidade em África

A apresentação do livro Angola e os desafios da estabilidade em África — Lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau, da autoria do Prof. Doutor Zeferino Pintinho, decorreu na Biblioteca Palácio Galveias, numa sessão solene marcada por reflexão académica, dimensão institucional e momentos culturais de grande intensidade.

A sessão teve início com a saudação da moderadora Catarina Furtado, que apresentou o programa e enquadrou o significado da obra no contexto dos desafios contemporâneos da segurança e da estabilidade no continente africano.

Seguiu-se um momento de abertura religiosa, com uma oração conduzida pelo Padre Samuel Docho, da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal do Maculusso – Campo Grande, sublinhando a dimensão espiritual e comunitária do encontro.

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Eugénio da Costa Almeida desafia cidadãos a prolongar o debate sobre as independências

Na apresentação do livro 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos, realizada na Biblioteca Palácio Galveias, o Prof. Doutor Eugénio da Costa Almeida sublinhou o carácter coletivo e plural da obra, coordenada em parceria com Rui Verde e que reúne contributos de cerca de 40 autores dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Na sua intervenção, Eugénio da Costa Almeida destacou que o livro, apesar de já se encontrar à venda há cerca de mês e meio, apenas agora pôde ser formalmente apresentado, sublinhando a dimensão “monumental” da obra, tanto pelo volume como pela diversidade analítica dos ensaios reunidos. Segundo o coordenador, trata-se de uma coletânea construída a partir da amizade intelectual, do compromisso cívico e do contributo voluntário de autores que quiseram refletir criticamente sobre os 50 anos das independências africanas.

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Rui Verde apela a novo paradigma entre governos e povos

Biblioteca Palácio Galveias

Na sua intervenção na Biblioteca Palácio Galveias, que encheu o auditório com mais de uma centena de leitores e autores, o Professor Doutor Rui Verde sublinhou que o livro 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos representa, acima de tudo, uma expressão da sociedade civil africana, reunindo contributos maioritariamente independentes do poder político instalado.

Durante o lançamento, Rui Verde destacou que o grande impulso da obra pertence a Eugénio da Costa Almeida, assumindo o seu próprio papel como complementar no processo de coordenação. Mais do que um balanço histórico, o académico afirmou que o livro procura lançar um desafio político e cívico para o futuro das independências africanas.

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Obituário — Manuel Vitória Pereira

Manuel Vitória Pereira

Foi com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Manuel Vitória Pereira, anunciada numa breve e sentida mensagem de Raimundo Salvador, no programa cultural “Conversa à sombra da Mulemba”, que partilhamos entre aspas, como homenagem à força das suas palavras:

“Óbito: morreu um angolano de primeira grandeza.
Poeta, professor, cronista, homem de mil ofícios, também cantava e compunha.
Manuel Vitória Pereira foi uma figura central do sindicalismo independente angolano, activista incansável da circulação do conhecimento e da dignidade do pensamento crítico.
Partiu ontem um homem que, enquanto esteve entre nós, fez a sua parte para deixar o mundo melhor do que o encontrou.
Moçâmedes, Lubango e Luanda foram quartéis-generais do seu activismo multidisciplinar, territórios de palavra, de escuta, de intervenção cívica e cultural.
Angola perde um cidadão de excelência.
Na Sentada do Manel, na Rua 7 do Bairro Mártires do Kifangondo, toca hoje um batuque de choro.
O óbito foi anunciado na poesia e no canto de gente jovem, que vê partir um angolano que soube honrar a Pátria que o viu nascer.”

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Da África Austral ao Mundo: o livro que revela a outra face da expansão portuguesa

A Primeira Travessia da África Austral. De como se chegou à grande viagem dos luso-angolanos Pedro João Baptista e Anastácio Francisco (Angola-Moçambique, 1802-1811) e de como dela se originou um intrigante mistério nas ruas de Lisboa, de José Bento Duarte

A Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte, não é apenas o relato de uma viagem excecional através do continente africano. É, acima de tudo, um livro que surpreende ao mostrar como essa travessia se insere num fenómeno muito mais vasto: a extraordinária e improvável colonização portuguesa que alcançou os quatro cantos do mundo.

Revelando a primeira travessia documentada da África Austral, de Angola ao Índico , o autor constrói uma narrativa que cruza exploração, política, geografia e destino histórico, revelando como um pequeno país europeu conseguiu projetar-se, durante séculos, em territórios tão distantes como África, Ásia, América e Oceânia.

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Fernando Kawendimba distinguido entre os psicólogos angolanos mais influentes dos últimos 50 anos

A Revista Psicólogos Angola lançou recentemente uma edição especial que assinala 10 anos do projeto editorial e celebra 50 anos de Independência Nacional, reunindo e homenageando dezenas de profissionais ligados à saúde mental.
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Nesta publicação Fernando Kawendimba foi indicado como um dos psicólogos em destaque em Angola, reconhecimento que reforça o seu percurso simultaneamente ligado à psicologia clínica e à criação artística e literária.

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“Um interlúdio chamado João Lourenço”

Angola: Por Uma Nova Partida

O “pensador angolano” Marcolino Moco é chamado a público para explicar as ideias expressas na edição em formato de bolso de ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, uma obra originalmente publicada em 2020 e que agora ganha nova vida e urgência num momento crítico da história política angolana. Com estilo claro, perspicaz e profundamente reflexivo, Marcolino Moco propõe uma reflexão abrangente sobre os desafios estruturais que moldam o Estado angolano, a dinâmica de poder dentro do partido-Estado e as urgentes necessidades de renovação e institucionalização democrática.

No cerne desta edição está o capítulo que aqui emprestamos como título: “Um Interlúdio Chamado João Lourenço”. Uma análise que transcende o indivíduo e se concentra nas tensões e paradoxos que caracterizam a liderança contemporânea em Angola. Marcolino Moco desvenda como, na última década, as estruturas de poder tendem a personalizar-se, concentrando autoridade no aparelho do Estado e, em particular, no comando do MPLA, gerando uma fricção permanente entre a necessidade de reforma e a manutenção do statu quo político.

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Lisboa acolhe debate inédito sobre as Independências Africanas e os desafios da estabilidade em África

Biblioteca Palácio Galveias

Na próxima sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a partir das 18h00, a Biblioteca Palácio Galveias será palco de um acontecimento cultural e académico sem precedentes em Lisboa: a apresentação dos livros 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos e Angola e os desafios da estabilidade em África, num encontro que reunirá vozes de vários países africanos de língua oficial portuguesa.

A sessão será transmitida em direto através da plataforma Zoom, permitindo a participação de numerosos autores que se encontram fora de Lisboa, residentes em Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Este formato híbrido reforça o caráter inovador do evento e alarga o debate a uma verdadeira dimensão transnacional.

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Egosismo: A poesia como testemunho de uma independência traída

Egosismo

A poesia pode ser um grito, um arquivo da memória e um acto de resistência. É nesse território que se inscreve Egosismo (o sismo de magnitude máxima que atingiu o meu ego), livro de poesia de Orlando Castro, jornalista angolano e refugiado de guerra no sangrento processo de independência de Angola.

Escritos entre 1975, ano da saída forçada de Angola, e 1980, estes poemas nascem num dos períodos mais violentos e silenciados da história contemporânea angolana.

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Matemática com Angola lá dentro: tarefas que transformam números, sequências e padrões em aprendizagem viva

Ensino dos Números, Sequências e Padrões - Tarefas para o 2º Ciclo do Ensino Secundário em Angola

Foi publicado em 2022 o livro Ensino dos Números, Sequências e Padrões: Tarefas para o 2.º Ciclo do Ensino Secundário em Angola, da autoria de Jerónimo Sanchos Mendes Evaristo, Paula Maria Machado Cruz Catarino, Ana Paula Florêncio Aires e Helena Maria Barros de Campos, uma obra concebida como ferramenta prática de apoio ao professor para o ensino das sequências numéricas e padrões, tópico integrante do programa do 2.º Ciclo do Ensino Secundário Geral (CESG) em Angola. Este livro o primeiro a ser promovido em 2026 está disponível em Luanda nas livrarias Komutú.

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Lançamento do Livro: 50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos

50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos

Em 2025, assinalaram-se os 50 anos das independências dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Para celebrar e refletir sobre esta efeméride histórica, os coordenadores Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde reuniram uma obra coletiva inédita:
50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos.

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OS NOSSOS AUTORES | OUR AUTHORS

"Autor (do latim auctor, derivado do verbo augeo, 'aumentar') é aquele que cria, causa ou dá origem a alguma coisa, especialmente obra literária, artística ou científica”, in Wikipédia. Os nossos autores representam o melhor de Angola, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe, é surpreendente descobrir as suas obras. Álvaro Henriques do Vale | André Novais de Paula | André Zeferino | António Feijó Júnior | António Santos Gomes | Armindo Laureano | Bernardino Luacute | Carlos Mariano Manuel | Clément Mulewu Munuma Yôk | Eugénio Inocêncio (Dududa) | Fernando da Glória Dias | Fenando Kawendimba | Filipe Zau | Filomena Barata | Filomeno Pascoal | Fragata de Morais | Francisco Van-Dúnem “Vadiago" | Frederico Carvalho | Gemma Almagro | Gociante Patissa | Hélder Simbad | Hugo Henriques | Igor de Jesus | Jaime de Sousa Araújo | J.A.S. Lopito Feijóo K. | João Ngola Trindade | João Rodrigues | Job Sipitali | Jonuel Gonçalves | José Bento Duarte | José Paquete d'Alva Teixeira | JRicardo Rodrigues | Kalunga | Karen Pacheco | Kiavanda Felix | Lina Paula Pinto | Lívio Honório | Lobitino Almeida N’gola | Luis Philippe Jorge | Mafrano | Márcio Roberto | Maria Manuela Rocha | Marco Gouveia | Marcolino Moco | Mário de Carvalho | Miguel Neto (Nível) | Milanda | Nazário Muhongo | Orlando Castro | Paulino Maria Baiona | Patrício Wanderley Quingongo | Paulo Faustino | Sandra Poulson | Sebastião Ló | Sedrick de Carvalho | Shafu Duchaque | Tomás Lima Coelho | Tony João | Ventura de Azevedo | Victor Torres | Virgínia Coutinho | Wilton Fonseca | Wylsony dos Santos | Xavier de Figueiredo | Tudo sobre eCommerce. Todos os livros dos nossos autores, escritores e poetas estão disponíveis em www.AUTORES.club

Xavier de Figueiredo

Xavier de Figueiredo

Jornalista | Escritor
Clément Mulewu Munuma Yôk

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Sacerdote | Jurista
Carlos Mariano Manuel

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Médico | Catedrático | Investigador
Victor Torres

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Autor

AS NOSSAS EQUIPAS | OUR TEAMS

No mundo competitivo do século XXI não basta existir, é preciso responder à emergente necessidade de desenvolvimento sustentável com competência multidisciplinar, ética, compromisso, organização e experiência. | In the competitive world of the 21st century, it's not enough to merely exist; one must respond to the emerging need for sustainable development with multidisciplinary competence, ethics, commitment, organization, and experience.

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