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Angola encerrou a Feira do Livro de Lisboa

Angola encerrou a Feira do Livro de Lisboa

A programação da Perfil Criativo | AUTORES.club, representada pela Promobooks no stand D48, encerrou-se no passado domingo, 14 de junho de 2026, na Feira do Livro de Lisboa, com a apresentação de Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025), do académico e jurista Rui Verde.

O encontro, realizado na Praça Roxa, contou com a presença especial do histórico jurista, constitucionalista, professor universitário e antigo candidato às eleições presidenciais angolanas de 1992, António Alberto Neto. Perante leitores e membros da comunidade angolana residente em Portugal, os dois intervenientes protagonizaram uma conversa intensa sobre a escrita da História, a construção do Estado angolano, a herança colonial, a educação, a emancipação africana e os desafios que Angola continua a enfrentar.

Rui Verde começou por reconhecer que a obra tem vindo a ser apresentada gradualmente, em diferentes espaços, num percurso que espera levar até Luanda, em novembro. O autor observou que o interesse por Angola em Portugal já não tem hoje a dimensão que possuía há quarenta ou cinquenta anos, tornando-se progressivamente um interesse mais especializado.

Para o académico, uma das principais conclusões retiradas das apresentações já realizadas é a inexistência de um consenso sobre uma História de Angola construída como ciência, baseada em factos, provas, metodologia e confronto crítico de fontes. Na sua perspetiva, a História angolana continua frequentemente a ser utilizada como instrumento do poder ou do contrapoder, através de narrativas políticas antagónicas.

De um lado, explicou, permanece uma leitura próxima da narrativa oficial do MPLA, segundo a qual as decisões tomadas pelo partido são apresentadas como essencialmente corretas. Do outro, surge uma narrativa da oposição que tende a considerar erradas todas as decisões do MPLA. Entre estas posições, Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025) procura encontrar um espaço central, apresentando os factos menos disputados e, nos acontecimentos mais controversos, expondo versões distintas.

Rui Verde admitiu que o livro será necessariamente objeto de críticas: por aquilo que inclui, pelo que deixa de fora, pela importância concedida a determinadas personalidades e pela forma como interpreta alguns acontecimentos. No entanto, sublinhou que a obra não pretende ser um projeto definitivo, mas o início de uma discussão que considera ainda insuficientemente desenvolvida.

Segundo o autor, não existia até agora uma história compacta dedicada ao período compreendido entre 1975 e 2025. Há obras monumentais sobre a História de Angola, como as de Alberto Oliveira Pinto e Carlos Mariano Manuel, e estudos estrangeiros relevantes, mas muitos desses trabalhos terminam nos anos 1980 ou 1990, não oferecendo uma reflexão continuada até ao presente.

Por ser uma obra breve, Rui Verde reconheceu a existência de lacunas. Por ter sido escrita por um autor estrangeiro, admitiu também que não contém a mesma carga emocional que os angolanos atribuem aos acontecimentos que viveram diretamente. Ainda assim, identificou como principal virtude do livro o facto de ser uma primeira tentativa de síntese sobre os cinquenta anos da Angola independente e de abrir caminho para uma discussão afastada das leituras exclusivamente partidárias.

A primeira parte da obra, sobretudo até 2002, apoia-se maioritariamente em estudos, documentos e interpretações de outros autores. A segunda parte incorpora também a experiência direta de Rui Verde, que acompanha com proximidade a vida política, económica e quotidiana de Angola desde 2012, incluindo observações pessoais e entrevistas realizadas ao longo desse período.

O livro começa na excitação e na esperança que acompanharam a independência, em 1975, e termina naquilo que o autor designa como a “curva apertada” em que Angola se encontra atualmente. A análise não conclui que o país não tem futuro, mas também não afirma que tudo esteja bem.

Rui Verde considera que, depois de 2017, existiu uma tentativa de alterar e melhorar a situação do país, mas que esse processo ficou “a meio da ponte”. Angola aproxima-se agora, na sua leitura, de um período em que terá de tomar opções difíceis, sobretudo a partir de 2027.

“O objetivo essencial desta obra não é o fim, mas o princípio”, afirmou o autor, convidando os leitores a enviarem ao editor críticas, correções e testemunhos. Esse contributo poderá permitir que uma futura segunda edição seja mais ampla, mais representativa e enriquecida pelas experiências daqueles que viveram diretamente os acontecimentos.

António Alberto Neto: a História exige verdade, educação e emancipação

Na segunda parte da sessão, António Alberto Neto respondeu à questão colocada pelo editor João Ricardo Rodrigues: qual foi, afinal, o resultado da construção de Angola ao longo destes cinquenta anos?

O histórico jurista começou por refletir sobre a dicotomia entre as diferentes histórias e narrativas. Para António Alberto Neto, a diferença reside muitas vezes na posição de quem relata os acontecimentos. Uma narrativa construída a partir de uma perspetiva europeia ou ocidental pode ser diferente da narrativa daqueles que participaram diretamente na luta pela emancipação dos povos africanos.

Segundo o constitucionalista, uma narrativa que defenda o apartheid nunca poderá ser igual à narrativa de quem defende os princípios da Liberdade, da Democracia e da Paz. Por essa razão, introduziu no debate o conceito de “esquecimento histórico”, entendido como a ausência de uma narrativa fundada na verdade dos factos.

António Alberto Neto afirmou não falar como historiador, mas como alguém que examinou, viveu e, em certos momentos, ajudou a produzir os próprios acontecimentos. Nascido em 1943, atravessou pessoalmente vários dos períodos abordados no livro e conviveu com algumas das principais figuras da História política angolana.

Referindo-se às fotografias incluídas na obra, recordou que esteve próximo de personalidades com as quais partilhou momentos políticos, mas também diferenças profundas. Essas figuras, salientou, não foram imortais, cometeram erros, criaram situações difíceis e tiveram responsabilidades políticas, económicas, sociais e militares num conflito em que morreram muitas pessoas.

Apesar do fim da guerra civil, António Alberto Neto lembrou que Angola continua confrontada com problemas de emancipação, fome, pobreza e discriminação. Para o jurista, a ausência de uma guerra de grande dimensão não significa que os principais problemas do país estejam resolvidos, sendo igualmente necessário continuar a falar da situação de Cabinda e dos conflitos que persistem noutros territórios africanos.

Assumindo-se como pan-africanista, defendeu que os africanos observam a História a partir de uma conceção própria. África, afirmou, deve participar plenamente no progresso mundial, não apenas como fornecedora de matérias-primas ou como continente permanentemente dependente.

António Alberto Neto criticou o modelo de independências formais que permitiu aos países africanos terem bandeiras, presidentes, parlamentos e representação nas Nações Unidas, sem alcançarem uma verdadeira independência económica, social e política. Na sua leitura, muitos Estados africanos foram colocados numa situação de dívida permanente, tendo os seus recursos naturais como principal garantia perante o sistema económico internacional.

Foi neste contexto que relacionou as guerras e interferências externas em Angola com a disputa pelo petróleo e pelos diamantes. Para o jurista, o endividamento externo continua a limitar a soberania e as possibilidades de desenvolvimento do país.

O antigo candidato presidencial manifestou também preocupação com a possibilidade de o livro chegar a Luanda e permanecer circunscrito à nomenclatura política e administrativa, sem alcançar a maioria da população. Por isso, defendeu a realização de uma edição popular, acessível aos angolanos que normalmente não conseguem comprar ou conhecer obras desta natureza.

A educação ocupou uma parte central da sua intervenção. A partir de uma passagem da página 59 do livro, António Alberto Neto recordou que o número de angolanos com formação universitária, em 1975, era extremamente reduzido. Durante o período colonial, o acesso ao ensino superior pela população angolana foi muito limitado, sendo a maioria dos licenciados portugueses ou estrangeiros residentes no território.

A pergunta essencial, afirmou, é compreender por que razão Angola chegou à independência com um número tão reduzido de quadros formados. Para António Alberto Neto, a resposta encontra-se nas limitações impostas pelo sistema colonial à educação e à emancipação dos povos africanos.

O jurista considerou que, caso Angola tivesse sido independente durante séculos, poderia possuir hoje mais cientistas, engenheiros, investigadores e uma classe política mais preparada. Sublinhou que a educação é um elemento determinante para o progresso e que os dirigentes angolanos herdaram um país marcado por profundas carências educativas.

Recordou igualmente o contributo de países como a União Soviética, a Checoslováquia, a Hungria e a China para a formação de estudantes angolanos, contrastando esse apoio com as limitações que, segundo afirmou, as autoridades coloniais colocaram à formação superior dos angolanos, moçambicanos, guineenses e cabo-verdianos.

Para António Alberto Neto, o baixo nível de educação herdado do colonialismo continua a produzir consequências no desenvolvimento de Angola. A emancipação, defendeu, deve abranger a educação, a economia, a saúde, a participação política e a dignidade humana.

A propósito do Dia Mundial do Dador de Sangue, assinalado a 14 de junho, o constitucionalista recorreu à universalidade do sangue humano como símbolo da cooperação entre os povos. Independentemente da nacionalidade, afirmou, o sangue compatível pode salvar qualquer pessoa, demonstrando que a humanidade deve prevalecer sobre as divisões políticas, nacionais e raciais.

Na conclusão, António Alberto Neto recordou ter sido candidato às eleições presidenciais de 1992, nas quais ficou em terceiro lugar, um facto que considera frequentemente afastado da memória pública devido ao “esquecimento histórico”.

“Os angolanos estão a resistir. E quem resiste é para vencer”, declarou, acrescentando que essa resistência tem como finalidade conquistar a paz, a dignidade e uma verdadeira emancipação.

Um encerramento marcado pela pluralidade

A apresentação de Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025) encerrou, assim, a participação da Perfil Criativo | AUTORES.club e da Promobooks na Feira do Livro de Lisboa de 2026.

Mais do que uma sessão de lançamento, o encontro colocou frente a frente duas formas complementares de olhar para Angola: a investigação e a tentativa de síntese histórica de Rui Verde; e a memória vivida, a experiência política e o pensamento pan-africanista de António Alberto Neto.

Num ambiente aberto à participação do público, ficou evidente que a História da Angola independente permanece um campo em construção, atravessado por memórias concorrentes, disputas políticas, silêncios e testemunhos ainda por recolher.

O encerramento da Feira do Livro transformou-se, deste modo, num convite à leitura, ao confronto de ideias e à preservação das memórias das várias gerações que participaram na construção do país. Uma conversa que não procurou encerrar a História de Angola, mas abrir novas possibilidades para a compreender e continuar a escrevê-la.

Uma História Interminável despertou a curiosidade dos visitantes na Feira do Livro de Lisboa

Uma História Interminável despertou a curiosidade dos visitantes na Feira do Livro de Lisboa

O livro Uma História Interminável, de Hugo Henriques e Hajnalka Henriques, foi apresentado ao final da tarde de sábado, 13 de junho de 2026, na Feira do Livro de Lisboa.

O encontro despertou a curiosidade de muitos visitantes que circulavam pelo recinto e que se aproximaram para conhecer esta obra dedicada à amizade, à diferença, à inclusão e ao respeito pelos outros.

Durante a sessão, Hugo Henriques apresentou o percurso de criação do livro e a colaboração desenvolvida com Hajnalka Henriques, responsável pelas ilustrações. Mereceu também destaque a particularidade editorial da obra, publicada com duas grafias da língua portuguesa: a anterior e a posterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

Num ambiente próximo e descontraído, autores e leitores partilharam um momento especial em torno da literatura infantil, encerrando o sábado com uma história que convida crianças e adultos a reconhecerem o valor das diferenças e da solidariedade.

Kalunga regressa à Feira do Livro de Lisboa com a palavra transformada em sabedoria

Kalunga regressa à Feira do Livro de Lisboa com a palavra transformada em sabedoria

O poeta angolano Kalunga, nome literário de João Fernando André, marcou presença na Feira do Livro de Lisboa no passado dia 4 de junho de 2026, protagonizando mais uma intervenção impactante, marcada pela lucidez, pela profundidade do pensamento e por uma forma muito própria de olhar para a vida.

Perante o público reunido no Parque Eduardo VII, Kalunga voltou a demonstrar que a sua poesia não se limita à leitura de versos. Cada intervenção transforma-se numa reflexão sobre a existência, a identidade, a memória, o sofrimento, o amor e a responsabilidade de cada ser humano perante o mundo.

Com uma comunicação serena, mas intensa, o poeta partilhou ideias que nasceram da literatura, mas rapidamente se alargaram à vida. Com a palavra, construída a partir da experiência angolana e de uma permanente interrogação sobre a condição humana, encontrou em Lisboa um público atento e disponível para escutar.

A presença de Kalunga na edição de 2026 da Feira do Livro de Lisboa constituiu mais uma etapa de um percurso editorial e cultural iniciado há vários anos. Para o editor da Perfil Criativo | Alende | AUTORES.club, o encontro despertou inevitavelmente a memória de outra sessão extraordinária: a apresentação de Evangelho Bantu, realizada pela Alende — Edições, no dia 17 de maio de 2019, na Biblioteca Nacional de Angola, em Luanda.

Aquela tarde de 2019 permanece como um momento inesquecível. Na Biblioteca Nacional de Angola, Kalunga apresentou-se como uma nova voz da poesia angolana, revelando uma escrita que unia a afirmação da identidade bantu, a espiritualidade, o amor, a valorização da mulher, a crítica social e a esperança numa humanidade mais consciente.

Foi também o início de uma relação editorial construída em torno da confiança na palavra e da convicção de que a poesia angolana contemporânea precisava de atravessar fronteiras, chegar a novos leitores e ocupar o seu lugar no espaço literário de língua portuguesa.

Desde então, as apresentações de Kalunga têm adquirido uma dinâmica muito particular. Em vez de sessões convencionais, o poeta cria momentos de participação, diálogo, declamação e pensamento colectivo. O público não permanece apenas como espectador: é frequentemente chamado a entrar no poema, a questionar o seu próprio lugar no mundo e a descobrir a literatura como experiência viva.

Depois da apresentação de Evangelho Bantu em Luanda, em 2019, Kalunga continuou a desenvolver um percurso literário marcado pela publicação, pelo ensino, pela crítica cultural e pela participação em diferentes iniciativas dedicadas à literatura.

O regresso de Evangelho Bantu aos encontros públicos ganhou especial significado em Lisboa. No dia 4 de fevereiro de 2025, a Biblioteca Palácio Galveias recebeu uma apresentação do livro que ultrapassou o formato tradicional e culminou numa surpreendente performance colectiva, com a participação de poetas presentes na sala. A palavra de Kalunga transformou o público numa comunidade momentânea de vozes, ritmos e experiências.

Ainda em 2025, o autor levou Evangelho Bantu à Feira do Livro de Lisboa. A sessão, realizada a 10 de junho, converteu-se numa conversa aberta entre o poeta, o editor e os leitores, permitindo abordar as culturas de Angola, os bantu, a criação literária e o lugar da nova poesia.

Em 2026, esse percurso entrou numa nova fase com a publicação de Matéria Negra. A obra aprofunda a dimensão filosófica e contemplativa da escrita de Kalunga, cruzando memória, resistência, identidade, espiritualidade, fragilidade humana e inquietação perante os problemas do presente.

A apresentação oficial do livro, realizada no dia 13 de maio, na histórica sede d’A Voz do Operário, em Lisboa, abriu o ciclo cultural «A Desconhecida e Surpreendente Literatura Angolana». A sessão contou com a participação da professora e ensaísta Ana Mafalda Leite, que estabeleceu uma ponte entre Evangelho Bantu e Matéria Negra, mostrando a evolução de uma poesia que preserva as suas raízes, mas amplia continuamente os seus territórios.

A passagem de Kalunga pela Feira do Livro de Lisboa de 2026 confirmou essa evolução. A sua presença no dia 4 de junho e a posterior apresentação de Matéria Negra, no dia 7, integraram uma programação dedicada à divulgação da literatura, da história e do pensamento angolanos.

No mesmo dia da apresentação de Matéria Negra,Jornal de Angola publicou uma extensa análise de Luísa Fresta, intitulada «Kalunga transforma a palavra em contemplação e resistência». O texto reconheceu a densidade simbólica da obra e a capacidade do poeta para transformar experiências pessoais e colectivas numa linguagem de grande força estética e humana.

De Luanda a Lisboa, da Biblioteca Nacional de Angola à Biblioteca Palácio Galveias, d’A Voz do Operário à Feira do Livro de Lisboa, as apresentações de Kalunga revelam um poeta que não repete simplesmente os seus livros: recria-os diante do público.

Em cada encontro, João Fernando André demonstra que a poesia pode ser escuta, confronto, memória, conhecimento e aproximação entre pessoas. A sua palavra nasce de Angola, mas dirige-se ao ser humano, às suas contradições e à sua permanente procura de sentido.

Para a Perfil Criativo | Alende | AUTORES.club, acompanhar este percurso desde 2019 representa muito mais do que publicar livros. Representa testemunhar o crescimento de uma voz poética singular e renovar, a cada apresentação, a certeza de que a literatura angolana contemporânea possui autores capazes de transformar a palavra em contemplação, resistência e sabedoria.

Feira do Livro de Lisboa: O Livro continua, a História também

Feira do Livro de Lisboa: O Livro continua, a História também

A programação da editora Perfil Criativo | AUTORES.club, representada pela Promobooks no stand D48 da Feira do Livro de Lisboa, aproxima-se do final com duas apresentações especiais, nos dias 13 e 14 de junho, acompanhadas por sessões de autógrafos e pelo encontro direto entre autores e leitores.

No sábado, 13 de junho, às 20h00, na Praça Vermelha, os autores Hugo Henriques e Hajnalka Henriques apresentam o livro Uma História Interminável, uma obra escrita a duas vozes e marcada pela particularidade de reunir textos em dupla ortografia. O encontro permitirá conhecer o percurso de criação do livro, as histórias que atravessam as suas páginas e o trabalho conjunto desenvolvido pelos dois autores. A sessão de autógrafos realiza-se às 21h00.

No domingo, 14 de junho, às 14h00, na Praça Roxa, o jurista e académico Rui Verde apresenta Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025), uma obra que percorre cinco décadas decisivas da história política, económica e institucional do país.

Este último encontro contará com a presença de mais-velhos nacionalistas ligados à luta pela independência de Angola, que irão partilhar os seus testemunhos e experiências sobre vários momentos da história do país. Será uma oportunidade para cruzar a investigação e a interpretação histórica apresentadas no livro com as memórias de quem acompanhou ou participou diretamente na luta de libertação, na independência e nas diferentes fases da construção da República Popular de Angola e da República de Angola.

A apresentação pretende promover um diálogo aberto entre todos, reunindo protagonistas, investigadores, leitores e membros da comunidade angolana em Portugal para refletirem sobre as governações de Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço, os conflitos que marcaram o país e os desafios enfrentados ao longo de cinquenta anos de independência.

A sessão de autógrafos com Rui Verde está marcada para as 15h00.

Estão todos convidados para participarem nestes últimos encontros, conhecerem os autores e celebrarem a literatura, a memória e a história de Angola na Feira do Livro de Lisboa.

Livro com mais de 40 vozes africanas apresentado na Feira do Livro de Lisboa

Livro com mais de 40 vozes africanas apresentado na Feira do Livro de Lisboa

O livro 50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos Seus Cidadãos, coordenado pelos académicos Rui Verde e Eugénio Costa Almeida, foi apresentado no passado domingo, 7 de junho de 2026, num encontro especial realizado no Auditório Norte da Feira do Livro de Lisboa.

A obra reúne mais de 40 autores e propõe uma leitura plural dos cinquenta anos de independência dos países africanos de língua oficial portuguesa. Em vez de apresentar uma narrativa única ou uma interpretação fechada da História, o livro abre espaço a diferentes experiências, memórias, opiniões e balanços sobre os caminhos percorridos desde as independências.

Na sua intervenção, o Prof. Doutor Rui Verde destacou precisamente o carácter plural do projeto, defendendo a necessidade de ultrapassar as leituras maniqueístas que dividem o debate entre versões consideradas absolutamente certas ou erradas.

Segundo o coordenador, a obra procura ouvir todas as expressões, incluindo aquelas com as quais os leitores, os autores ou os próprios coordenadores possam não concordar. O objetivo é criar um espaço onde diferentes perspetivas possam ser apresentadas e confrontadas com liberdade.

“É preciso ouvir o outro, quem quer que seja o outro”, afirmou Rui Verde, sublinhando que o livro assume também, nesse sentido, uma dimensão política. Não por defender uma determinada força partidária, mas por transmitir um sinal de tolerância, pluralidade e abertura ao diálogo num tempo em que, segundo observou, muitas pessoas tendem a refugiar-se nas suas próprias zonas de conforto.

Para Rui Verde, o “eu” e o “outro” devem ter igualmente o direito de ser ouvidos. Esta será uma das mensagens essenciais de uma obra que pretende contribuir para um debate mais amplo sobre as independências africanas, reconhecendo que a construção da História exige a presença de vozes diferentes, algumas próximas e outras profundamente divergentes.

O Prof. Doutor Eugénio Costa Almeida recordou, por sua vez, a origem do projeto. A ideia nasceu em 2024, quando apresentou a proposta de realização de uma conferência dedicada aos cinquenta anos das independências africanas. Perante a impossibilidade de concretizar essa iniciativa no âmbito inicialmente previsto, decidiu transformar a proposta num livro.

Em fevereiro, contactou Rui Verde, que aceitou associar-se ao projeto. A partir desse momento, foram enviados cerca de cem convites a personalidades das mais diversas áreas e dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa, incluindo chefes de Estado, chefes de Governo, ministros, deputados, académicos, investigadores e representantes da sociedade civil.

Apesar da dimensão do convite, apenas cerca de 40 pessoas acabaram por responder e entregar os seus contributos. Eugénio Costa Almeida explicou que alguns convidados recusaram participar, enquanto outros alegaram incompatibilidades institucionais, responsabilidades governativas ou dificuldades em assumir publicamente determinadas posições.

O coordenador destacou igualmente a reduzida participação feminina. Cerca de 30 convites terão sido dirigidos a mulheres, mas apenas oito responderam positivamente, um número que revela também os obstáculos ainda existentes à representação equilibrada em projetos desta natureza.

Eugénio Costa Almeida referiu ainda as dificuldades sentidas na obtenção de contributos provenientes de alguns países. No caso de Moçambique, contou que chegaram a existir manifestações iniciais de interesse, mas algumas participações acabaram por não se concretizar, aparentemente condicionadas por orientações ou estruturas partidárias.

Em sentido contrário, destacou a colaboração de personalidades de Cabo Verde, que, apesar de atrasos provocados por circunstâncias externas e por uma tempestade que atingiu o país, cumpriram o compromisso assumido e enviaram os seus textos.

O resultado é uma obra coletiva que procura observar meio século de independências africanas através dos próprios cidadãos, reunindo testemunhos, análises e interpretações provenientes de diferentes geografias, gerações, profissões e sensibilidades políticas.

A apresentação na Feira do Livro de Lisboa confirmou a importância de criar espaços onde a História de África possa ser discutida sem silêncios impostos e sem a exigência de uma narrativa única. Mais do que procurar uma conclusão definitiva sobre os últimos cinquenta anos, 50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos Seus Cidadãos convida o leitor a conhecer a diversidade de experiências que marcaram a construção dos novos Estados africanos.

Ao reunir mais de 40 autores, o livro transforma-se num exercício de memória, cidadania e liberdade de expressão, dando voz tanto às perspetivas consensuais como às interpretações incómodas ou contraditórias. Uma obra que afirma a necessidade de ouvir, compreender e debater o passado para pensar criticamente o presente e o futuro de África.

Tomás Lima Coelho leva a História de Angola à Feira do Livro de Lisboa

Tomás Lima Coelho leva a História de Angola à Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa recebeu, no passado dia 4 de junho, a apresentação da obra Chão de Kanâmbua ou O Feitiço de Kangombe, do escritor e investigador angolano Tomás Lima Coelho, numa sessão que se transformou numa verdadeira viagem pela memória histórica, literária e cultural de Angola. A apresentação integrou o programa oficial do Auditório Norte da feira, reunindo leitores e membros da comunidade angolana em Portugal.

Ao apresentar o romance, Tomás Lima Coelho destacou a importância de revisitar o final do século XIX e o início do século XX angolanos através da literatura. A obra acompanha a trajetória de Manuel Justino, um degredado português que se estabelece em Angola, servindo de fio condutor para uma narrativa onde se cruzam história, oralidade africana, espiritualidade, comércio e memória coletiva.

A sessão permitiu igualmente ao autor abordar uma das suas obras de referência, Autores e Escritores de Angola 1642-2022, considerada uma das mais importantes contribuições para o levantamento e preservação da memória literária angolana. O trabalho reúne centenas de autores de diferentes épocas, correntes e sensibilidades, constituindo um instrumento indispensável para investigadores, estudantes e leitores interessados na evolução da literatura produzida por angolanos ao longo de quase quatro séculos.

Tomás Lima Coelho aproveitou ainda a ocasião para recordar outros autores e investigadores que têm contribuído para a valorização da história e da cultura angolanas. Entre eles destacou Eugénio Monteiro Ferreira, autor da obra Kimamuenho — Intelectual Rural 1913-1922, cuja apresentação estava prevista para o mesmo dia na Feira do Livro de Lisboa. No entanto, devido aos constrangimentos provocados pela greve geral dos transportes, o autor acabou por não conseguir estar presente na sessão.

Num encontro marcado pelo diálogo entre literatura e história, Tomás Lima Coelho reafirmou a necessidade de preservar a memória das diferentes gerações de escritores, investigadores e protagonistas da vida cultural angolana, sublinhando que compreender o passado continua a ser uma condição essencial para pensar o futuro de Angola.

A sessão terminou com um período de conversa com os leitores e uma sessão de autógrafos, confirmando o interesse crescente do público português e angolano por obras que ajudam a compreender as múltiplas dimensões da história de Angola.

Lívio Honório inaugurou a Feira do Livro de Lisboa com uma reflexão entre consciência, espiritualidade e Inteligência Artificial

Lívio Honório inaugurou a Feira do Livro de Lisboa com uma reflexão entre consciência, espiritualidade e Inteligência Artificial

A apresentação de Lívio Honório na Feira do Livro de Lisboa 2026 acabou por se transformar num dos primeiros momentos marcantes da inauguração do certame, captando a atenção de muitos visitantes que circulavam pelo recinto e que acabaram por se aproximar do auditório para acompanhar uma conversa pouco convencional sobre consciência, espiritualidade, matéria, energia e Inteligência Artificial.

O autor apresentou as suas duas obras mais recentes, Somos mais Divinos do que Materiais e Do elemento ao divino. O ritual da Consciência em frequência . Em reflexão profunda com uma Inteligência Artificial, levando consigo um conjunto alargado de suportes de informação, preparados especificamente para contextualizar os temas centrais dos livros e facilitar o diálogo com os leitores.

Ao longo da sessão, o auditório foi enchendo, acompanhando o crescimento da própria intervenção. Num primeiro momento mais estruturado, Lívio Honório apresentou as linhas fundamentais do seu pensamento. Mas foi quando se libertou do registo mais formal que a sessão ganhou maior intensidade: o autor passou a descrever de forma mais livre os conceitos que tem vindo a desenvolver, explicando a sua relação crítica com a Inteligência Artificial e o modo como esta tecnologia pode funcionar como instrumento de reflexão, mas nunca como substituto da experiência humana, da consciência e da dimensão espiritual da existência.

Engenheiro e especialista em energia nuclear, Lívio Honório revelou perante o público o grande puzzle intelectual que tem vindo a construir através da publicação de um conjunto alargado de livros dedicados à alma, à consciência, à matéria, à energia e ao destino espiritual da humanidade. A sua obra propõe uma travessia entre ciência, filosofia e espiritualidade, procurando responder a uma das grandes inquietações do nosso tempo: o que significa ser humano numa época em que a Inteligência Artificial obriga a repensar os limites da razão, da criação e da própria consciência.

A sessão confirmou o interesse crescente dos leitores por obras que cruzam conhecimento científico, pensamento espiritual e interrogação sobre o futuro. Na abertura da Feira do Livro de Lisboa, Lívio Honório trouxe ao público uma proposta singular: pensar a tecnologia a partir da consciência e olhar para a humanidade para além da sua dimensão material.

Feira do Livro de Lisboa 2026 abre com três encontros especiais no Auditório Norte

Feira do Livro de Lisboa 2026 abre com três encontros especiais no Auditório Norte

Perfil Criativo | AUTORES.club convida leitores, autores, amigos e público em geral a participarem, no dia 27 de maio, na abertura da Feira do Livro de Lisboa 2026, num programa especial com três encontros no Auditório Norte, seguidos de sessões de autógrafos no Pavilhão D48 — Pavilhão Papa-Letras | Promobooks.

A participação da AUTORES.club arranca com uma tarde dedicada ao livro, à reflexão e ao encontro direto entre autores e leitores, reunindo três obras distintas, mas unidas pela vontade de pensar a condição humana, a memória, a liberdade, a saúde e o conhecimento.

Às 17h00, realiza-se o encontro especial com Lívio Honório, em torno dos livros Do elemento ao divino. O ritual da Consciência em frequência e Em reflexão profunda com uma Inteligência Artificial. Será uma conversa sobre consciência, espiritualidade e inteligência artificial, numa obra que cruza pensamento interior, inquietação filosófica e diálogo com as novas ferramentas do nosso tempo. A sessão de autógrafos decorre às 18h00, no Pavilhão D48.

Às 18h00, segue-se um encontro especial com a memória, com a apresentação de Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira. A obra convoca a memória dos milhares de mortos do 27 de Maio de 1977, em Angola, afirmando a importância de recordar, testemunhar e procurar a verdade. A sessão de autógrafos realiza-se às 19h00.

Às 19h00, será apresentado Nutriterapia, do Dr. Luís Phillipe Jorge, num encontro especial com a saúde e o equilíbrio. A obra propõe uma reflexão prática sobre alimentação, bem-estar e qualidade de vida, aproximando o conhecimento científico do quotidiano dos leitores. A sessão de autógrafos decorre às 20h00.

As três sessões terão lugar no Auditório Norte e contam com moderação do editor da Perfil Criativo | AUTORES.club.

Perfil Criativo | AUTORES.club convida todos os leitores a passarem pelo Pavilhão D48, onde estarão disponíveis estas e outras obras do catálogo da editora, num espaço de encontro, conversa e celebração da edição independente em língua portuguesa.

27 de maio de 2026
Feira do Livro de Lisboa — Parque Eduardo VII
Auditório Norte
Pavilhão D48 — Pavilhão Papa-Letras | Promobooks.net

Convocatória exclusiva de autores Perfil Criativo | AUTORES.club selecionados para a Feira do Livro de Lisboa 2026

Convocatória exclusiva de autores Perfil Criativo | AUTORES.club selecionados para a Feira do Livro de Lisboa 2026

AUTORES.club apresenta programação de autores no Pavilhão Papa-Letras | Promobooks.net — D48

Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia a presença dos seus autores selecionados na 96.ª Feira do Livro de Lisboa, que decorre entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. A participação integra sessões em palco e momentos de autógrafos no Pavilhão D48.

A Feira do Livro de Lisboa é um dos mais importantes acontecimentos culturais do país. A sua origem remonta a 1930, por iniciativa ligada à então Associação de Classe dos Livreiros de Portugal, antecessora da atual APEL — Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Desde então, a Feira tornou-se um ponto de encontro anual entre autores, editores, livreiros e leitores, consolidando-se como uma grande celebração pública do livro e da leitura em Portugal. Em 2026, regressa ao Parque Eduardo VII para a sua 96.ª edição, entre 27 de maio e 14 de junho. 

Durante a edição de 2026, a editora AUTORES.club levará ao público uma programação diversificada, com lançamentos e apresentações de obras de ficção, ensaio, história, espiritualidade, nutrição, pensamento africano e literatura contemporânea. Todas as sessões contarão com momentos de contacto com os leitores, através de sessões de autógrafos no pavilhão D48.

Programa de sessões e autógrafos

27 DE MAIO — AUDITÓRIO NORTE

Às 17h00, realiza-se o lançamento de Do elemento ao divino. O ritual da Consciência em frequência — Em reflexão profunda com uma Inteligência Artificial — Livro II, de Lívio Honório. A sessão de autógrafos decorre às 18h00, no pavilhão D48.

Às 18h00, será apresentada a obra Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira. Autógrafos às 19h00.

Às 19h00, decorre a apresentação de Nutriterapia, de Luís Phillipe Jorge. Autógrafos às 20h00.

4 DE JUNHO — AUDITÓRIO NORTE

Às 14h00, será apresentado o livro Chão de Kanâmbua ou O Feitiço de Kangombe, de Tomás Lima Coelho. A sessão de autógrafos está marcada para as 15h00.

Às 15h00, será apresentada a obra Kimamuenho — Intelectual Rural 1913-1922, de Eugénio Monteiro Ferreira. Autógrafos às 16h00.

7 DE JUNHO — AUDITÓRIO NORTE

Às 18h00, será apresentada a obra coletiva 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos, com vários autores: Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde (coordenadores), Alcides Sakala, Ana “Margoso”, Anastácio Sicato, Arlete Chimbinda, Belarmino Van-Dúnem, Carlos Veiga, Celso Malavoloneke, Denilaide Cunha, Domingos Kimpolo Nzau, Domingos Simões Pereira, Eusébio Sanjane, Gilvanete Chantre, Humberto Macaringue, Isaac Paxe, Jacques dos Santos, Jerónimo Belo, João Carlos do Rosário, João Carlos, João Craveirinha Jr, João Sicato Kandjo, Joaquim Rafael Branco, Jorge Castelo David, José Luís Mendonça, José Maria Neves, José Miguel Ferro, José Ulisses Correia e Silva, Manuel Fragata de Morais, Maria da Imaculada Melo, Maria João Teles Grilo, Maria Olinda Beja, Mihaela Webba, Onofre dos Santos, Orlando de Castro, Sandra Poulson, Sedrick de Carvalho, Sónia Santos Silva, Tomás Lima Coelho, Victor Hugo Mendes, William Tonet, Zeferino Boal. Autógrafos às 21h00.

Às 19h00, realiza-se a apresentação de 42.4 A Voz dos Dibengo, de Tazuary Nkeita. Autógrafos às 20h00.

Às 20h00, será apresentada Matéria Negra, de Kalunga. Autógrafos às 19h00.

13 DE JUNHO — PRAÇA VERMELHA

Às 20h00, decorre a apresentação de Uma História Interminável, de Hugo Henriques e Hajnalka Henriques. A sessão de autógrafos realiza-se às 21h00.

14 DE JUNHO — PRAÇA ROXA E AUDITÓRIO NORTE

Às 14h00, na Praça Roxa, realiza-se a apresentação de Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025), de Rui Verde. Autógrafos às 15h00.

Às 18h00, no Auditório Norte, será apresentada a trilogia Os Bantu na Visão de Mafrano — Vol. I, II e III, de José Soares Caetano. Autógrafos às 19h00.

Às 19h00, no Auditório Norte, decorre a apresentação de Mãe Nossa Que Sois o Céu, de Fernando Kawendimba. Autógrafos às 20h00.

Convite aos leitores

Perfil Criativo | AUTORES.club convida leitores, autores, profissionais do livro, imprensa e público em geral a visitarem o Pavilhão D48, onde estarão disponíveis as obras dos autores selecionados, com sessões de autógrafos e momentos de encontro ao longo da Feira do Livro de Lisboa 2026.

Esta participação reafirma o compromisso da AUTORES.club com a valorização de novas vozes, com a edição independente e com a promoção de autores de língua portuguesa em diálogo com públicos diversos

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Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Apresentações de livros nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto 2026

Perfil Criativo | AUTORES.club convida os seus autores a integrarem a programação das duas maiores feiras literárias portuguesas em 2026: a Feira do Livro de Lisboa e a Feira do Livro do Porto.

Estas feiras são momentos centrais de encontro entre autores, leitores, editores e profissionais do livro, constituindo uma oportunidade privilegiada para divulgar obras, reforçar a relação com o público e afirmar a presença dos livros e escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

96.ª Feira do Livro de Lisboa – 2026

96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

A editora pretende organizar, ao longo do evento:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros informais com leitores, amigos e público em geral

Feira do Livro do Porto – 2026

Feira do Livro do Porto terá lugar entre 21 de agosto e 6 de setembro de 2026, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Tal como em Lisboa, a Perfil Criativo | AUTORES.club promoverá:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos dos autores

Formatos de participação

Para ambas as feiras, estão previstos os seguintes formatos:

  • Apresentações de livros
    • Duração máxima: 15 minutos
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos, em formato informal ou moderado

A programação será organizada de acordo com a disponibilidade dos espaços, horários atribuídos pelas entidades organizadoras das feiras e o número de autores inscritos.

Inscrições dos autores

Os autores interessados em participar numa ou em ambas as feiras deverão manifestar o seu interesse exclusivamente por email, indicando claramente em qual(is) pretendem participar.

Email para inscrições:
encomendas@autores.club

No email, deverá constar:

  • Nome do autor
  • Título(s) da(s) obra(s) a apresentar
  • Feira(s) em que pretende participar (Lisboa, Porto ou ambas)
  • Tipo de participação pretendida (apresentação, autógrafos, encontro com leitores)
  • Disponibilidade aproximada de datas

Uma presença colectiva e cultural

Autores no centro. Livros em diálogo. Leitores por perto.

A participação dos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto é mais do que um conjunto de iniciativas individuais: é uma afirmação colectiva de um projecto editorial plural, independente e comprometido com valores culturais.

Contamos com a participação dos autores Perfil Criativo | AUTORES.club para construirmos, juntos, uma presença forte, coerente e próxima dos leitores portugueses em 2026.

Feira do Livro do Porto 2024
Feira do Livro do Porto 2024
João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
Os jornalistas João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa 2025


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