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Matéria Negra

Matéria Negra

A mais recente obra do poeta angolano KalungaMatéria Negra, já se encontra disponível para encomenda, assinalando a chegada de um livro que promete marcar o panorama literário contemporâneo.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da nova geração da República de Angola, Kalunga afirma-se hoje, em Portugal, como uma referência na intervenção cultural. A sua escrita, intensa e provocadora, posiciona-o no centro de um diálogo urgente entre memória e futuro.

Em Matéria Negra, o autor apresenta uma poesia densa e multifacetada, onde a palavra se transforma em instrumento de questionamento e criação. A obra percorre temas como o tempo, a dor, a esperança e a condição humana, conduzindo o leitor por territórios invisíveis da existência e desafiando-o a pensar para além do evidente.

Com uma linguagem fortemente imagética e filosófica, os poemas cruzam o íntimo e o coletivo, o sagrado e o quotidiano, levantando interrogações que ecoam muito para além da leitura, como a provocadora questão: “Como se semeia um humano?” 

Matéria Negra surge, assim, como um livro incontornável para quem procura uma poesia contemporânea comprometida, inquieta e transformadora.

O livro já pode ser encomendada na na loja online da Perfil Criativo | AUTORES.club, estando agora ao alcance de todos os leitores que desejam mergulhar na força e profundidade da palavra do poeta Kalunga (João Fernando André).

Biblioteca Palácio Galveias debate as origens da consciência angolana no século XIX

Biblioteca Palácio Galveias debate as origens da consciência angolana no século XIX

No passado dia 1 de abril de 2026, a Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, foi palco do encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, uma iniciativa centrada na apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, de Tomás Lima Coelho.

O evento reuniu investigadores, escritores e público interessado numa reflexão aprofundada sobre um período decisivo da história de Angola, marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de nação. Ao longo da sessão, destacou-se o cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, num diálogo que permitiu revisitar os contextos, as vozes e os processos que contribuíram para a construção dos primeiros imaginários modernos angolanos.

No âmbito da cobertura do encontro, apresentamos agora os vídeos das intervenções dos convidados especiais, permitindo acompanhar de forma integral os principais momentos de reflexão e debate, com participações de Jorge ArrimarAlberto Oliveira PintoTomás Lima Coelho e João Fernando André.

A iniciativa confirmou a relevância de revisitar o século XIX angolano como momento fundacional de processos culturais e políticos que continuam a marcar o presente. Com a disponibilização dos registos audiovisuais, prolonga-se agora o alcance deste debate, permitindo que um público mais amplo aceda às ideias e interpretações partilhadas na Biblioteca Palácio Galveias.

Tomás Lima Coelho nos agradecimentos durante o encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, momento que serviu para a apresentação da obra Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe

Intervenção de Jorge Arrimar na apresentação do livro Chão de Kanambua, de Tomás Lima Coelho

Intervenção do historiador angolano Alberto Oliveira Pinto, uma das vozes mais dinâmicas na divulgação da História de Angola

João Fernando André (Kalunga): a voz crítica de uma nova geração angolana

Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Terceira Parte

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Terceira Parte

João Fernando André (Kalunga): literatura, história e consciência crítica de Angola

No passado dia 1 de abril, a Biblioteca Palácio Galveias recebeu o encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, momento que serviu para a apresentação da obra Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, de Tomás Lima Coelho.

Entre as intervenções, destacou-se a participação do académico angolano João Fernando André, conhecido no campo literário como Kalunga, escritor, consultor cultural e professor de língua portuguesa e literaturas, atualmente em fase final do seu doutoramento em Lisboa.

Uma leitura crítica do romance histórico

Partindo de uma abordagem sistemática da obra, João Fernando André propõe uma verdadeira “dissecação” do romance, destacando a sua densidade histórica e social.

A obra é apresentada como um romance histórico sobre o florescimento de Malanje, centrado nas relações entre autóctones, degredados e autoridades coloniais.

A narrativa estrutura-se através de memória e movimento, recorrendo a analépses e prolepses que acompanham a trajetória do protagonista Manuel Justino.

O romance oferece um panorama detalhado da sociedade angolana entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX.

Degredo, violência e formação da sociedade colonial

Um dos eixos centrais da intervenção prende-se com a análise do sistema de degredo e do seu impacto na formação social de Angola.

Os degredados são descritos como “indesejados do reino”, enviados para África como instrumento de colonização penal.

A obra revela uma sociedade marcada por exploração, desigualdade social, violência, preconceito e epistemicídio.

Apesar disso, evidencia também relações de fraternidade e humanidade entre degredados e populações locais.

Grande parte da riqueza colonial é apresentada como resultado do trabalho dos autóctones, que paradoxalmente eram os menos beneficiados pelo sistema.

Igreja, ciência e poder colonial sob crítica

A intervenção de João Fernando André destaca o forte teor crítico da obra face às instituições coloniais.

A Igreja surge, em várias passagens, como espaço de poder, injustiça e corrupção, incluindo denúncias de abusos e discriminação.

Os exploradores e cientistas europeus são criticados pela sua incapacidade de reconhecer a igualdade humana, sustentando práticas de superioridade racial e desumanização.

A obra denuncia a coisificação do homem africano e a desvalorização dos saberes endógenos.

Imprensa, pensamento e resistência

A intervenção sublinha ainda o papel histórico da imprensa em Angola.

Desde 1845, com a introdução da imprensa, surgiram dezenas de periódicos, muitos dos quais foram posteriormente encerrados pela administração colonial.

A imprensa é apresentada como espaço de luta contra o racismo e a desigualdade, protagonizada por elites locais e intelectuais africanos.

Entre história e simbolismo: Kanâmbua e Kangombe

João Fernando André chama a atenção para a dimensão simbólica da obra, expressa no título e no pós-título.

Kanâmbua representa o espaço de transformação e renascimento do protagonista.

Kangombe introduz uma dimensão mística, associada a forças sobrenaturais e à memória do trauma.

A obra articula duas narrativas paralelas: a história social de Manuel Justino e uma história simbólica mais profunda.

Literatura como espelho e intervenção

A leitura proposta por João Fernando André reforça a ideia de que a literatura ultrapassa o plano ficcional.

A obra funciona como “radiografia da sociedade colonial angolana”, revelando as suas contradições estruturais.

A literatura é entendida como instrumento de denúncia, memória e reflexão crítica.

Uma voz independente da nova geração

A intervenção confirma João Fernando André como uma das vozes mais consistentes da nova geração intelectual angolana.
Nascido já na República de Angola, afirma-se com um discurso crítico, informado e independente, afastado da propaganda oficial e comprometido com uma leitura profunda da história e da sociedade.

João Fernando André emerge como um verdadeiro embaixador cultural de Angola, articulando investigação académica, pensamento crítico e criação literária.

Brevemente: Matéria Negra

O autor desta intervenção, na voz do poeta Kalunga, prepara-se para apresentar em Portugal o seu novo livro de poesia, Matéria Negra, que deverá prolongar esta mesma linha de reflexão crítica e densidade simbólica.

Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)
Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

“Memórias Aparições Arritmias”: um encontro poético no Palácio Baldaya

“Memórias Aparições Arritmias”: um encontro poético no Palácio Baldaya

Hoje, 4 de outubro, às 18h30, o Salão Nobre do Palácio Baldaya (em Benfica) será palco de um diálogo poético entre Yara Nakahanda Monteiro e do poeta angolano João Fernando André, centrado na obra Memórias Aparições Arritmias. O evento, promovido pela livraria Lulendo, terá entrada livre.

Esta obra marca a estreia de Yara Nakahanda Monteiro na poesia. Segundo a sinopse, o livro conduz o leitor por “outros tempos e espaços”: pela infância e adolescência vividas na periferia de Lisboa, mas também pelas memórias da Angola, transmitidas pela avó, numa mescla de geografias e afetos.

Detalhes do evento

  • Local: Palácio Baldaya, Estrada de Benfica 701A
  • Data e hora: 4 de outubro, às 18h30
  • Organização: Livraria Lulendo
  • Entrada: livre

Este encontro oferece uma oportunidade única de imersão no universo literário de Yara Nakahanda Monteiro, em diálogo com a experiência e a leitura de João Fernando André, propondo uma viagem emocional entre memórias, aparições e arrítmias literárias.

Autores angolanos brilham em Belém com atenção especial do Presidente da República

Autores angolanos brilham em Belém com atenção especial do Presidente da República

Lisboa, 30 de setembro de 2025 – A presença de autores angolanos marcou de forma memorável a edição deste ano da Festa do Livro em Belém, evento anual acolhido pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Num ambiente de proximidade e diálogo, os jovens escritores angolanos tiveram a oportunidade de conversar com o Chefe de Estado, que manifestou grande interesse pelas temáticas africanas de não ficção, sublinhando a importância destas obras para a compreensão das histórias partilhadas entre Angola e Portugal.

Livros adquiridos para a biblioteca do Palácio de Belém

Como é habitual, o anfitrião da Festa do Livro adquiriu algumas das novidades editoriais para integrar a biblioteca do Palácio de Belém:

Num gesto simbólico, o editor João Ricardo Rodrigues ofereceu ao Presidente, em nome da família do autor, o terceiro volume da surpreendente obra Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias, de Maurício Francisco Caetano.

Diálogos marcantes

Durante o encontro, Marcelo Rebelo de Sousa manteve uma conversa em particular com Sedrick de Carvalho, preso político, autor e editor, num momento de forte carga humana e política.

O poeta Kaluga trouxe a frescura da nova poesia angolana, enquanto Fernando Kawendimba partilhou com o Presidente os seus novos projetos ligados à psicologia em Angola. Ao contrário do que é habitual, o poeta, autor e diretor-adjunto do Folha 8Orlando Castro, optou pelo silêncio, deixando espaço para os restantes autores.

O investigador Domingos Cúnua Alberto transportou Marcelo Rebelo de Sousa a memórias dos primeiros anos da democracia portuguesa, destacando o processo das independências africanas como um marco incontornável da história contemporânea.

Um momento inesquecível

O encontro em Belém ficará registado como um momento inesquecível para a literatura angolana em Portugal, reforçando a importância do diálogo entre gerações de escritores e a valorização das vozes africanas na construção de uma memória histórica e cultural partilhada.

Domingo com encontros em Belém 

Domingo com encontros em Belém 

No final da tarde, junte-se a nós para uma sessão especial de autógrafos com autores de destaque:
— Rafael Branco
— Orlando Castro
— João Fernando André (Kalunga)
— Fernando Kawendimba
— Sedrick de Carvalho
— Domingos Cúnua Alberto

Uma oportunidade imperdível para conhecer os autores, conversar sobre literatura e levar para casa um livro autografado!

Local: Jardins do Palácio de Belém, Lisboa

Do mito à política: voo do Humbihumbi inspira lançamento de Ensaios I na Biblioteca Palácio Galveias

Do mito à política: voo do Humbihumbi inspira lançamento de Ensaios I na Biblioteca Palácio Galveias

Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, foi palco no dia 3 de setembro do lançamento oficial de Ensaios I — (Compilação de Textos, Comentários, Palestras e Conferências – entre 2007 e 2018), de Eugénio Costa Almeida, investigador e académico.

O evento contou com a participação especial de João Fernando André, académico angolano e poeta, e de Sedrick de Carvalho, editor da ELIVULU, editora parceira da Perfil Criativo | AUTORES.club na publicação deste livro.

À distância, a partir de Luanda, juntou-se o sociólogo Celso Malavoloneke, autor do prefácio, que explicou as razões pelas quais comparou Eugénio Costa Almeida ao Humbihumbi, o pássaro mítico da tradição umbundu, símbolo de visão ampla e de capacidade de observar ao longe, associando esta metáfora ao olhar crítico e atento do autor sobre Angola e o espaço africano.

Malavoloneke sublinhou ainda a importância da diáspora no pensamento contemporâneo africano, mas não deixou de trazer à mesa o muito repetido adjectivo “colono” e finalizou a intervenção revelando superficialmente a existência de tribalismo.

No seu estilo provocador atento, João Fernando André pegou no tema da diáspora, em particular a afastada do território nacional no violento processo de 75, para abrir um diálogo vivo com Eugénio Costa Almeida, num debate rápido, mas intenso, que revelou a atualidade e a profundidade das questões levantadas no livro.

No final, ficou a sensação de que a Biblioteca Palácio Galveias foi pequena para a grandeza dos temas em discussão, deixando no ar a promessa de novos encontros e conversas para explorar os desafios políticos e culturais de Angola.

A equipa da RTP entrevista Eugénio Costa Almeida

Troca de ideias com o autor

Apresentação de Ensaios I
Apresentação de Ensaios I
Colecção Estudos
Colecção Estudos

São-tomenses e angolanos celebram lançamento do livro de Rafael Branco

São-tomenses e angolanos celebram lançamento do livro de Rafael Branco

Lisboa recebeu, no dia 3 de setembro, uma animada apresentação do livro Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas, de Rafael Branco, na Biblioteca Palácio Galveias. São-tomenses e angolanos marcaram encontro num evento onde literatura, cultura e reflexão social se cruzaram num ambiente caloroso e participativo.

Num diálogo espontâneo e cativante com o poeta angolano João Fernando André, o autor revelou as motivações para a concretização deste trabalho artístico-literário, assumindo que, depois de uma carreira fulgurante na política e como embaixador da República de São Tomé e Príncipe, é neste exercício mais humano e intimista que agora se sente mais confortável.

O público acompanhou com atenção e aplaudiu as intervenções do escritor, revelando reconhecimento e surpresa perante as temáticas exploradas na obra.

João Fernando André destacou o papel da mulher e da família no livro, ao que Rafael Branco respondeu reconhecendo que a mulher é um dos focos centrais do seu trabalho artístico. O autor confidenciou ainda que a família tradicional em São Tomé e Príncipe deixou de existir, explicando a forma como a poligamia africana continua presente na sociedade e como influencia as relações pessoais.

O encontro terminou com uma forte interação entre autor e público, confirmando Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor como uma obra que alia literatura e vivências reais, num olhar profundo sobre afetos, identidade e transformação social.

A equipa da RTP entrevistou o escritor Rafael Branco momentos antes da apresentação do livro Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor

Intervenção do poeta angolano João Fernando André

Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas
Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas
 Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas
Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas

Nutriterapia é tema de conversa na Feira do Livro do Porto

Nutriterapia é tema de conversa na Feira do Livro do Porto

No passado dia 28 de agosto de 2025, a Feira do Livro do Porto acolheu a apresentação do livro Nutriterapia, de Luís Philippe Jorge, uma obra que despertou enorme interesse junto do público presente.

Em representação da Perfil Criativo | AUTORES.club, o poeta angolano Kalunga (João Fernando André) lançou o diálogo com o autor sobre a micro nutrição, conduzindo uma reflexão envolvente sobre a relação entre aquilo que comemos e o que realmente é absorvido pelo organismo durante a digestão. A intervenção de Luís Philippe Jorge abriu espaço para questões e comentários do público, criando um ambiente de grande curiosidade e partilha de experiências.

A apresentação destacou a relevância prática de Nutriterapia, que aborda de forma acessível e fundamentada os benefícios da micro nutrição para a saúde, bem-estar e prevenção de doenças, oferecendo ferramentas para escolhas alimentares mais conscientes e eficazes.

O entusiasmo foi tal que o stand da PromoBooks revelou-se pequeno para acolher a quantidade de pessoas interessadas nas novidades editoriais, bem como nas promoções apresentadas pelos livreiros ao longo da Feira do Livro do Porto.


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