A mais recente obra do poeta angolano Kalunga, Matéria Negra, já se encontra disponível para encomenda, assinalando a chegada de um livro que promete marcar o panorama literário contemporâneo.
Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da nova geração da República de Angola, Kalunga afirma-se hoje, em Portugal, como uma referência na intervenção cultural. A sua escrita, intensa e provocadora, posiciona-o no centro de um diálogo urgente entre memória e futuro.
Em Matéria Negra, o autor apresenta uma poesia densa e multifacetada, onde a palavra se transforma em instrumento de questionamento e criação. A obra percorre temas como o tempo, a dor, a esperança e a condição humana, conduzindo o leitor por territórios invisíveis da existência e desafiando-o a pensar para além do evidente.
Com uma linguagem fortemente imagética e filosófica, os poemas cruzam o íntimo e o coletivo, o sagrado e o quotidiano, levantando interrogações que ecoam muito para além da leitura, como a provocadora questão: “Como se semeia um humano?”
Matéria Negra surge, assim, como um livro incontornável para quem procura uma poesia contemporânea comprometida, inquieta e transformadora.
O livro já pode ser encomendada na na loja online da Perfil Criativo | AUTORES.club, estando agora ao alcance de todos os leitores que desejam mergulhar na força e profundidade da palavra do poeta Kalunga (João Fernando André).
“Faro e Enigmas” – Novo livro de poesia de Elsa Major apresentado em Portugal no final de abril
A poetisa angolana Elsa Major lança em Portugal a sua mais recente obra, Faro e Enigmas, um livro de poesia que afirma uma voz intensa, sensorial e profundamente enraizada na identidade cultural africana.
A apresentação oficial terá lugar no final do mês de abril, marcando o encontro entre a autora e o público português, num momento que celebra a literatura lusófona contemporânea e o diálogo cultural entre Portugal e Angola.
Uma poesia entre o corpo, a terra e a memória
Em Faro e Enigmas, Elsa Major conduz o leitor por uma viagem poética onde o amor, a sensualidade, a espiritualidade e a memória se entrelaçam com paisagens marcantes como o Namibe, o Atlântico e o deserto do Kalahari.
A obra revela uma escrita madura, onde a experiência de vida se transforma em linguagem simbólica e emocional, convocando todos os sentidos. Os poemas oscilam entre o íntimo e o coletivo, entre o corpo e a terra, entre o silêncio e a revelação.
Como sublinha a Nota do Editor, trata-se de um verdadeiro “regresso à música do Sul”, evocando Moçâmedes como espaço de origem, memória e criação, onde a poesia nasce da fusão entre vida, território e identidade.
Prefácios que iluminam a obra
O livro conta com prefácios que enriquecem a leitura e contextualizam a sua dimensão estética e humana. A escritora Sara Jona Laisse destaca a força da obra ao sublinhar o diálogo entre vida e arte, evocando a ideia de que “a vida é amiga da arte”, numa reflexão que atravessa toda a construção poética do livro. Já a interpretação sensível da fadista Katia Guerreiro reforça a dimensão emocional da obra, conduzindo o leitor por memórias, paisagens e afetos que ressoam para além das palavras, aproximando poesia e música numa experiência sensorial profunda.
Uma voz da lusofonia contemporânea
Com um percurso consolidado na poesia e participação em diversas antologias lusófonas, Elsa Major afirma-se como uma autora que cruza geografias, experiências e linguagens. A sua escrita revela uma forte ligação à tradição oral, à cultura angolana e à expressão feminina contemporânea, tornando Faro e Enigmas uma obra relevante no panorama literário atual.
Público-alvo
O público-alvo de Faro e Enigmas centra-se em leitores adultos, sobretudo entre os 30 e os 65 anos, com interesse pela poesia contemporânea e pela literatura lusófona. Trata-se de um público sensível à linguagem simbólica, à expressão emocional e à reflexão sobre temas como o amor, a memória, a identidade e a espiritualidade.
A obra dirige-se também a leitores ligados à realidade cultural entre Angola e Portugal, incluindo a comunidade angolana e todos aqueles que se interessam por referências africanas, tradição oral e paisagem identitária. Paralelamente, encontra particular ressonância junto de mulheres leitoras que valorizam uma escrita intimista e sensorial.
Além do público leitor, o livro tem potencial de alcance junto de artistas, mediadores culturais e meio académico, dada a sua riqueza temática e estética, posicionando-se como uma obra relevante no panorama da poesia de língua portuguesa contemporânea.
Do palco argentino ao Alejandría Café, em Montevideo, com base no livro publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club
Montevideo, 7 de novembro de 2025 — Chegou ao Uruguai a série de apresentações MATERIAL INFLAMABLE, criação de Danilo Faceli em parceria com Natalia Quintana, a partir do livro homónimo publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club. O formato cruza leitura performativa, dizer poético e gesto cénico, num registo íntimo pensado para cafés, feiras e pequenos teatros.
Uma celebração da língua portuguesa e das independências africanas
Florença, Itália – A Casa de Angola em Itália anunciou o lançamento do Prémio Literário “Njinga Mbande” 2025/2026, uma iniciativa que homenageia os 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e celebra a emancipação política e cultural dessas nações.
Instituído pela Associação Njinga Mbande e pela Casa de Angola em Itália, em colaboração com a CPLP, a Associação Encontro de Jovens Investigadores de Língua Portuguesa (EJICPLP África) e a Associação de Amizade e Solidariedade Angola–Itália (AASAI), o prémio tem como missão promover a língua portuguesa em Itália e estimular a criação literária inédita nas áreas de Ficção, Poesia e Teatro, bem como em formatos literários inovadores.
A língua portuguesa como horizonte de criação
Mais do que um concurso literário, o Prémio “Njinga Mbande” propõe-se estimular o pensamento, a imaginação e a criatividade. Ao abrir espaço para escritores emergentes e investigadores da língua portuguesa em Itália, esta iniciativa promove a circulação cultural e intelectual entre continentes, reafirmando o papel da literatura como instrumento de emancipação.
O Município de Oeiras anunciou oficialmente o arranque da quarta edição do Prémio de Poesia de Oeiras, com candidaturas abertas entre 15 de outubro de 2025 e 15 de janeiro de 2026.
Este concurso literário, voltado para autores naturais de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assume-se como uma plataforma de afirmação e valorização da poesia em língua portuguesa, promovendo o diálogo literário entre diferentes nações de expressão lusófona.
Modalidades e prémio
O Prémio de Poesia de Oeiras está estruturado em duas modalidades distintas:
Modalidade Consagração: destinada a autores com obras literárias já publicadas. Nesta categoria, está prevista a atribuição de 20 000 € ao vencedor.
Modalidade Revelação: dirigida a autores com obras inéditas, com o objetivo de revelar novos talentos. O prémio desta modalidade é de 5 000 €, acrescido da edição da obra vencedora sob chancela municipal.
A participação é gratuita e aberta a maiores de 18 anos que sejam naturais de um dos Estados membros da CPLP.
Homenagem a D. Dinis e foco literário
Nesta 4.ª edição, o concurso presta homenagem a D. Dinis (1261–1325), figura central da poesia medieval portuguesa e símbolo de transversão entre o mundo medieval e a cultura literária lusófona. O tema para os poemas é livre, dando aos participantes plena liberdade criativa.
Júri e seleção
O júri é composto por dez personalidades literárias, cinco para cada modalidade, incluindo nomes reconhecidos no panorama da poesia lusófona. A seleção será feita com base na qualidade literária, originalidade e contribuição poética das obras apresentadas.
Prazos e informações práticas
Candidaturas: de 15 de outubro de 2025 até 15 de janeiro de 2026
Quem pode candidatar-se: autores naturais dos países da CPLP, maiores de 18 anos
Taxa de participação: gratuita
Publicação da obra vencedora (modalidade Revelação): assegurada pelo Município de Oeiras
Para todas as regras detalhadas, os critérios de avaliação e formulário de inscrição, os interessados devem consultar o regulamento oficial do prémio no site do concurso.
Duas apresentações: domingo, 5 de outubro e terça-feira, 7 de outubro, sempre às 20h00, no Teatro EL FINO (Paraná 673, 1.º andar, Centro). Com uma poética que mistura humor, ternura e crítica social, Facelli transforma o palco num espaço de encontro, ritmo e palavra viva.
Ingressos e reservas: lugares limitados. Reservas pelo WhatsApp +54 9 11 3060-0673 ou em teatroelfino.com.
Danilo Facelli Fierro
Sobre o autor: Poeta de acção cénica desde 2004, Facelli é autor de várias obras e, em 2023, lançou Material Inflamable pela Perfil Criativo | AUTORES.club, reunindo textos de vinte anos de trajetória.
A apresentação do livro Evangelho Bantu, da autoria do poeta Kalunga, realizou-se conforme previsto às 15h00 do dia 10 de junho, no Auditório Norte da Feira do Livro de Lisboa 2025. Mais do que uma simples apresentação, o momento transformou-se numa rica conversa literária entre o autor, João Fernando André e o editor João Ricardo Rodrigues.
João Fernando André ofereceu à assistência uma envolvente resenha histórica da literatura angolana, começando pelos autores do século XIX, passando pela vibrante geração dos anos 40 do século XX e chegando aos escritores ligados à luta pela independência e à criação da República de Angola. Destacou, com entusiasmo, a emergência da chamada “Nova Poesia de Angola”, rótulo atribuído pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club, que vê em Kalunga uma das vozes mais promissoras desta nova vaga.
O diálogo culminou com uma reflexão profunda sobre as línguas regionais de Angola. João André defendeu o português como língua nacional, mas sublinhou a importância de preservar e valorizar as línguas locais. Recordou que, durante o período colonial, existiram jornais escritos em línguas regionais, algo que hoje desapareceu do panorama editorial. Apontou, no entanto, o papel ainda ativo da rádio e televisão na divulgação dessas línguas, lamentando a ausência de imprensa escrita contemporânea nesse domínio.
A plateia da Feira do Livro de Lisboa acompanhou com grande atenção e interesse esta sessão que se revelou um verdadeiro tributo à identidade cultural angolana. No final, Kalunga foi calorosamente aplaudido e recebeu um abraço da escritora angolana Luísa Fresta, num gesto que simbolizou o reconhecimento e a continuidade da tradição literária de Angola.
Nota do Editor: Foi vista uma reconhecida figura pública da área financeira, hoje governador de uma província do Sul, a rondar o auditório onde decorria a apresentação. No entanto, acabou por não ganhar coragem para se juntar ao povo da Feira do Livro de Lisboa para ouvir a excelente intervenção de João Fernando André sobre as culturas de Angola. Ficou uma pergunta no ar: estarão estas elites conscientes da existência da chamada “Nova Poesia de Angola”?
A noite de 4 de fevereiro de 2025 na Biblioteca Palácio Galveias, situada no Campo Pequeno, em Lisboa, foi palco do lançamento do livro de poemas “Evangelho Bantu“, da autoria de Kalunga (pseudónimo de João Fernando André). A obra, publicada e apresentada pela primeira vez em Luanda, em 2019, pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club, é descrita como uma surpreendente obra de arte que oferece uma jornada actual e profunda.
O evento contou com a presença do escritor João Fernando André (Doutorando em Literaturas Artes e Culturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), que convidou o público para participar de uma forma criativa nesta celebração literária. A resposta foi uma surpreendente performance colectiva, de poetas presentes na sala, que surpreendeu a assistência e a equipa da biblioteca.
A apresentação da obra pela escritora Luísa Fresta, autora do posfácio, ocorreu na Sala Polivalente da biblioteca, proporcionando uma introdução ao conjunto de poemas publicados proporcionando uma celebração única para os amantes da Literatura. Por fim o poeta do “Evangelho Bantu” dominou as culturas e agarrou o publico de Lisboa ao usar palavras contundentes, verdadeiras mas acima de tudo ao não esquecer nas suas construções literárias os angolanos invisíveis (os que não existem formalmente).
Membros da União dos Escritores Angolanos, com sede em Luanda, estiveram presentes nesta reunião cultural.
Jose Manuel Barroso escreveu: “É um homem inteligente e gentil este jovem poeta angolano, que adotou o nome literário de Kalunga. E a sua poesia é seu retrato. Um olhar certeiro sobre a realidade, sobre as pessoas, sobre o feminino da sua Angola e do mundo. Olhar tanto terno quanto por vezes ácido. Que provoca. Ontem ele esteve inteiro na apresentação do seu livro em Lisboa.“
Regina Correia: Parabéns a Luísa Fresta pela excelente apresentação do teu igualmente excelente “Evangelho Bantu“, meu Poetamano João Fernando André a quem estou grata por esta “minha figurinha” e por nos avisares que “não se vive de amor”
João Fernando André: “Gratidão! Foi à grande e à afro-ibero-americana! Um dia vocês vão me matar de amor! Amo-vos muito! Obrigado a todos que apareceram física e espiritualmente!”
Na porta da Biblioteca Palácio Galveias o editor da obra acabou por afirmar que “a poesia e o espírito de Kalunga surpreenderam a Biblioteca e conquistaram Lisboa. Foi um grande e intenso encontro de uma outra Angola no 4 de Fevereiro de 2025. Angola está de parabéns!“
A poesia angolana encontra-se com o coração de Lisboa num dia histórico. É com imensa alegria que o(a) convidamos para a apresentação oficial de “Evangelho Bantu” (Ed. 2019), surpreendente obra poética de Kalunga (João Fernando André).
Evangelho Bantu é mais do que poesia – é uma jornada profunda pela identidade africana, um tributo à angolanidade e à africanidade, onde amor, espiritualidade e crítica social se entrelaçam em versos de resistência e esperança.
Local: Biblioteca Palácio Galveias, Sala Polivalente (Campo Pequeno, Lisboa) Data: 4 de fevereiro de 2025 Hora: 20h00
Colecção: Nova Poesia de Angola, volume 7
Venha sentir a força do verbo que exalta a mulher como símbolo de criação, que denuncia injustiças sociais e celebra a essência do ser bantu. Será uma noite de palavras e emoções, onde poesia e reflexão se unem para celebrar a nossa humanidade comum.
“Evangelho Bantu“, de Kalunga (João Fernando André), é uma obra poética que explora a profundidade da identidade africana, com especial foco na angolanidade e na africanidade. O livro, dividido em três capítulos principais, traz temas como o amor, a espiritualidade e a crítica social, ressaltando questões de resistência cultural e pertencimento étnico. A figura feminina é exaltada em sua força e espiritualidade, simbolizando o elo entre o amor e a criação. Kalunga também utiliza seu verso para abordar as injustiças sociais e a exploração das “Áfricas” pelo mundo, expressando indignação e esperança. Com intertextualidades e um estilo minimalista, o autor une poesia e ativismo, convidando o leitor a refletir sobre o que significa ser bantu e ser humano.
“Bantu Gospel“ by Kalunga (João Fernando André) is a poetic work that delves into the depth of African identity, with a particular focus on Angolan and African heritage. The book, divided into three main chapters, addresses themes such as love, spirituality, and social critique, highlighting issues of cultural resistance and ethnic belonging. The feminine figure is exalted for her strength and spirituality, symbolizing the link between love and creation. Kalunga also uses his verses to tackle social injustices and the exploitation of “Africas” by the world, expressing both indignation and hope. With intertextualities and a minimalist style, the author merges poetry and activism, inviting the reader to reflect on what it means to be Bantu and human.