Raízes de Esperança: Cosme Rita abre o arquivo vivo da política são-tomense

Raízes de Esperança: Cosme Rita abre o arquivo vivo da política são-tomense

Chegaram à editora Perfil Criativo | AUTORES.club os primeiros exemplares de Raízes de Esperança, memórias da construção da República de São Tomé e Príncipe e perspectivas de desenvolvimento nos próximos anos, na voz de Cosme Rita.

A obra integra-se num amplo movimento cultural de recuperação da memória política de São Tomé e Príncipe, dando continuidade ao trabalho editorial iniciado com a publicação das memórias de Rafael Branco. Ao trazer para livro a voz de protagonistas que viveram por dentro diferentes momentos da construção do Estado são-tomense, a Perfil Criativo | AUTORES.club reforça a importância de fixar em papel testemunhos que, de outro modo, poderiam permanecer dispersos na oralidade, na lembrança familiar ou nos bastidores da vida pública.

Na Nota do Editor, a pergunta que atravessa toda a obra é directa e profundamente humana: “Porque é que te meteste na política?” A interrogação nasce no ambiente familiar, a partir das conversas entre Cosme Rita e os seus filhos, que insistiram para que as suas histórias, episódios, convicções e inquietações fossem registados em livro. 

Mais do que uma autobiografia política, Raízes de Esperança apresenta-se como um contributo para o conhecimento público sobre São Tomé e Príncipe. O livro percorre as raízes familiares do autor, a infância, a formação, o serviço militar, a vida profissional, a entrada na política, a criação do Grupo de Reflexão, a governação do PCD-GR, as tensões institucionais, a experiência na Câmara do Comércio e as reflexões sobre o futuro do país. 

Um dos pontos centrais da obra é o registo da transição política são-tomense, em particular o surgimento do Grupo de Reflexão, apresentado como espaço de debate e construção de alternativas, no contexto da contestação ao regime de partido único e da abertura democrática. O manuscrito enquadra esse movimento como uma força que viria a reunir intelectuais, técnicos, jovens reformistas e membros da sociedade civil em torno da transição pacífica para a democracia, do Estado de direito e de reformas económicas. 

O livro revisita também a governação do Partido de Convergência Democrática — Grupo de Reflexão (PCD-GR), situando-a no processo de consolidação democrática iniciado em 1991. Cosme Rita aborda a passagem do regime de partido único para o multipartidarismo, a tentativa de modernização administrativa, a abertura económica e o esforço de recuperação de infra-estruturas públicas, como escolas, estradas e outros equipamentos básicos. 

Mas Raízes de Esperança não é apenas um livro de evocação. É também uma reflexão sobre liderança, responsabilidade pública e desenvolvimento. A partir da sua experiência política e académica, Cosme Rita defende que os desafios africanos não são apenas políticos, mas também de gestão pública, planeamento estratégico, controlo, transparência e competência institucional. 

Cosme Rita é uma figura da vida política e institucional de São Tomé e Príncipe. Ao longo do seu percurso, desempenhou várias funções públicas e políticas, entre as quais Primeiro Secretário da Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, Ministro do Comércio, Secretário-Geral da Câmara do Comércio e Presidente do Grupo Parlamentar de um partido político. Essas experiências marcaram a sua visão sobre o país, a política, a governação e o serviço público. 

Com esta nova edição, a Perfil Criativo | AUTORES.club reafirma a sua aposta na publicação de obras que ajudam a preservar a memória contemporânea dos países africanos de língua portuguesa. Raízes de Esperança chega agora à editora como mais um documento essencial para compreender a construção da República de São Tomé e Príncipe, os seus impasses, as suas aprendizagens e as possibilidades de desenvolvimento nos próximos anos.

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

“Sou tudo o que fui, sou quem sou hoje, sou quem quero ser amanhã”

É com esta reflexão profunda sobre a identidade que o embaixador são-tomense Rafael Branco abre as páginas do novo livro Meu Nome é Joaquim – Fragmentos de Memórias, uma obra intensa e reveladora que cruza autobiografia, pensamento e testemunho histórico.
Neste livro, o autor propõe uma viagem pelas várias etapas da sua vida, da infância marcada por desafios e descobertas, passando pela luta pela afirmação pessoal e social, até ao exercício de funções políticas e diplomáticas em contextos nacionais e internacionais. Mais do que uma narrativa linear, a obra apresenta-se como um conjunto de fragmentos que, juntos, constroem o retrato de um homem em permanente transformação.

Na Casa Branca com o Presidente dos EUA, Ronald Reagan


Com uma escrita franca e introspectiva, Rafael Branco questiona a ideia de identidades fixas e denuncia os perigos das “histórias únicas”, propondo antes uma visão plural e dinâmica do ser humano. As suas memórias são também um espaço de reflexão sobre temas universais como o medo, a esperança, a liberdade, o poder e o sentido da existência.
Ao longo da obra, o autor partilha experiências vividas nos bastidores da política e da diplomacia, oferecendo ao leitor uma perspetiva rara sobre os desafios e as complexidades de um mundo em mudança. A sua trajetória, profundamente enraizada na realidade de São Tomé e Príncipe, dialoga com contextos globais, tornando este livro relevante para leitores interessados em história, política e desenvolvimento humano.

Com o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos


Meu Nome é Joaquim é, acima de tudo, um exercício de honestidade e consciência, um convite à introspeção e à aceitação das múltiplas camadas que constituem cada indivíduo.
Uma obra que afirma a memória como ferramenta de compreensão e a escrita como caminho para dar sentido à vida.

Meu Nome é Joaquim” de Rafael Branco

Lançamento oficial em Portugal: Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias“, de Rafael Branco

No próximo dia 17 de abril de 2026, às 18h30, a Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, será palco de um momento maior da memória contemporânea.

Será apresentado, oficialmente em Portugal, o livro MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco.

Mais do que um livro de memórias, esta é uma narrativa de dentro da História, vivida, pensada e protagonizada por uma das figuras mais relevantes da vida política e diplomática de São Tomé e Príncipe.

Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
Lançamento em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco

“Sambizanga, ai que saudades!”, por Chiquinho Pantera

“Sambizanga, ai que saudades!”, por Chiquinho Pantera

REGISTO DE CHIQUINHO PANTERA — PRIMEIRO VÍDEO

Viaje no tempo e no Sambizanga (Luanda) através da voz e da imagem de Chiquinho Pantera. Embarque em uma jornada única pelas ruas e sons deste icónico bairro angolano, guiado pelo carisma e talento de Chiquinho Pantera. Sua voz potente e suas imagens cativantes trazem à vida as histórias, figuras e a vibrante cultura do Sambizanga, conectando o passado ao presente de forma mágica e inesquecível.


Leituras sobre a memória do Sambizanga

“Numa altura em que faltava tudo e mais alguma coisa; em que até nos centros urbanos só se ouviam o silvo das balas e o ribombar dos canhões, com o pretexto de saudar a proclamação da Independência, um jovem que atendia pela alcunha de “Vadiago” decidiu quebrar a monotonia e organizar uma prova de futebol envolvendo várias equipas do Bairro Sambizanga e arredores”.

Revista “O Progresso” – Edição de Novembro/Dezembro 2008

Autor: Francisco Van-Dúnem “Vadiago”

Editora: Alende Edições | Perfil Criativo – Edições

Ano de publicação: Fev. de 2020, 1.ª edição

ISBN: 978-989-54702-0-4 (PT) 878-989-33-0287-3 (ANG)

“Falar do Juba é falar da alegria do futebol que agitava os musseques de Luanda nos idos anos de 1960 e 70 aquando da realização do Torneio Popular Cuca. Este torneio movimentava a par da equipa do Juba outras grandes equipas como as do Escola do Zangado, Bangú FC, Onze Perdidos da Bola, GD do Cazenga, Naturais FC e Benfica do Calumbunze para citar apenas estas.

Vale lembrar que em todas as equipas do futebol suburbano, se destacavam excelentes futebolistas como Jacinto João (JJ) dos Onze Perdidos da Bola, Joaquim Dinis do Escola do Zangado, Karicungú do Santos de Calomboloca, Ginguma e Augusto Pedro ambos do Juba.

O Juba arrastava multidões e sempre que se deslocava para outros campos fora do Sambizanga, movimentava a sua claque que nunca a deixou desamparada.”

Autor: Francisco Van Dúnem “Vadiago”
Editora: Perfil Criativo – Edições 
Ano de publicação 1ª edição: Maio de 2023

Edição de Portugal – ISBN: 978-989-35076-0-5

“Em quase todos os países do mundo, assim como no nosso país, o futebol é a modalidade desportiva que goza de maior popularidade e aceitação.

É também conhecido como o “ópio do povo” e paixão das multidões. É uma indústria de dimensão global que envolve somas fabulosas.

É também ciência, um desporto apaixonante que requer arte e engenho e envolve nessa paixão os pobres e os ricos que quer no campo ou nas telas da televisão, expressam o seu clubismo ou simpatia. É escola onde os jovens e adultos acabam por estabelecer relações sociais, que contribuem para o seu desenvolvimento físico e intelectual na base do respeito mútuo e do “fair play”. O futebol é bandeira política para muitos estados e governos. E como disse Nelson Mandela: “O futebol tem o poder de mudar o mundo”.”

Autor: Domingos Inguila João e Francisco Van Dúnem “Vadiago”
Editora: Perfil Criativo – Edições 
Ano de publicação 1ª edição: Maio de 2023

Edição de Portugal – ISBN: 978-989-53574-9-9

Orlando Castro no “Mar de Letras”

Orlando Castro no “Mar de Letras”

Saiu de Angola, mas Angola não saiu dele e é a este país que regressa nos seus escritos. Orlando Castro está de regresso ao Mar de Letras com um livro de poesia, marcado pela dor dos tempos em que foi obrigado a deixar o seu país, e com um livro de vivências pessoais com a UNITA, incluindo com Savimbi. Uma conversa a não perder no Mar de Letras desta semana.

Episódio 11 de 47 Duração: 33 min

  • 20 Mar 2024 — 21:30 — RTP África
  • 24 Mar 2024 — 06:30 — RTP África
  • 25 Mar 2024 — 02:30 — RTP África