Esta obra, com prefácio do Prof. Doutor Eng. António Chivanga Barros, aborda temas cruciais para a indústria petrolífera, destacando a importância dos biocombustíveis no contexto atual da transição energética e as estratégias para um futuro mais sustentável. O evento contará com a presença de profissionais da indústria petrolífera, académicos e leitores interessados em compreender melhor os desafios e oportunidades do mais importante sector industrial nacional.
A editora Perfil Criativo | AUTORES.club estará representada pelo jornalista João Armando, diretor do jornal Expansão, que contribuirá com a sua visão sobre o impacto da obra no panorama energético angolano. A sessão proporcionará um espaço privilegiado para o debate e a troca de conhecimentos entre especialistas, promovendo um diálogo enriquecedor sobre as transformações necessárias para o desenvolvimento do sector em Angola.
Convidamos todos os interessados a participarem neste evento imperdível, onde terão a oportunidade de interagir com o autor e aprofundar o seu entendimento sobre um tema de grande importância para o futuro do país e da economia global. Não perca esta oportunidade de conhecer uma obra que promete influenciar o pensamento e a prática no domínio dos combustíveis e da energia.
A noite de 4 de fevereiro de 2025 na Biblioteca Palácio Galveias, situada no Campo Pequeno, em Lisboa, foi palco do lançamento do livro de poemas “Evangelho Bantu“, da autoria de Kalunga (pseudónimo de João Fernando André). A obra, publicada e apresentada pela primeira vez em Luanda, em 2019, pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club, é descrita como uma surpreendente obra de arte que oferece uma jornada actual e profunda.
O evento contou com a presença do escritor João Fernando André (Doutorando em Literaturas Artes e Culturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), que convidou o público para participar de uma forma criativa nesta celebração literária. A resposta foi uma surpreendente performance colectiva, de poetas presentes na sala, que surpreendeu a assistência e a equipa da biblioteca.
A apresentação da obra pela escritora Luísa Fresta, autora do posfácio, ocorreu na Sala Polivalente da biblioteca, proporcionando uma introdução ao conjunto de poemas publicados proporcionando uma celebração única para os amantes da Literatura. Por fim o poeta do “Evangelho Bantu” dominou as culturas e agarrou o publico de Lisboa ao usar palavras contundentes, verdadeiras mas acima de tudo ao não esquecer nas suas construções literárias os angolanos invisíveis (os que não existem formalmente).
Membros da União dos Escritores Angolanos, com sede em Luanda, estiveram presentes nesta reunião cultural.
Jose Manuel Barroso escreveu: “É um homem inteligente e gentil este jovem poeta angolano, que adotou o nome literário de Kalunga. E a sua poesia é seu retrato. Um olhar certeiro sobre a realidade, sobre as pessoas, sobre o feminino da sua Angola e do mundo. Olhar tanto terno quanto por vezes ácido. Que provoca. Ontem ele esteve inteiro na apresentação do seu livro em Lisboa.“
Regina Correia: Parabéns a Luísa Fresta pela excelente apresentação do teu igualmente excelente “Evangelho Bantu“, meu Poetamano João Fernando André a quem estou grata por esta “minha figurinha” e por nos avisares que “não se vive de amor”
João Fernando André: “Gratidão! Foi à grande e à afro-ibero-americana! Um dia vocês vão me matar de amor! Amo-vos muito! Obrigado a todos que apareceram física e espiritualmente!”
Na porta da Biblioteca Palácio Galveias o editor da obra acabou por afirmar que “a poesia e o espírito de Kalunga surpreenderam a Biblioteca e conquistaram Lisboa. Foi um grande e intenso encontro de uma outra Angola no 4 de Fevereiro de 2025. Angola está de parabéns!“
4/2/2025 — No fim da tarde do histórico dia de 4 de Fevereiro o historiador Eugénio Monteiro Ferreira, revelou na Biblioteca Palácio Galveias o códice nº 2337 de Custódio Dias Bento de Azevedo, durante a apresentação da reedição da obra Kimamuenho — Intelectual Rural 1913-1922.
O publico participou activamente colocando várias questões sobre o trabalho de investigação histórica, chegando mesmo a propor ao autor a redefinição do termo “açambarcamento” utilizado para definir o roubo das propriedades no Dande. Na verdade o termo “açambarcamento” pode ser entendido como uma prática de apropriação indevida de recursos, mas dependendo do contexto histórico e jurídico, poderia ser mais corretamente descrito como “roubo da propriedade” ou “expropriação forçada”.
3 de fevereiro de 2025 — Publicado hoje no Luanda Jornal Metropolitano da Capital, o mais recente texto do escritor e poeta, Ventura de Azevedo, Morte de Nga Mbaxi, é uma poderosa crónica sobre o tempo, a memória e o inexorável ciclo da vida. Sentado à porta de casa, no bairro Golfe, Nga Mbaxi observava o mundo à sua volta – as mudanças no bairro, a degradação da lagoa do Wenji Maka e os costumes de uma nova geração. Mas naquela tarde fria de junho, o velho sábio, conhecedor dos sinais do tempo, viu a sua própria despedida desenhar-se no horizonte. Quando a neta, Vunje, encontrou o avô inerte, o silêncio confirmou o que o corpo já anunciava: Nga Mbaxi partira. Uma história de despedida que é também um retrato do choque entre a tradição e a modernidade.
Ventura de Azevedo
Livros de Ventura de Azevedopublicados pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club
Nsambu ye luvuvamu (benção e paz)! “Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” – Lamentações 3:23.
No âmbito dos 50 anos dos Acordos de Alvor, o Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel concedeu uma entrevista à Nkembo TV, conduzida pelo jornalista e pastor João Dombaxe Sebastião. A conversa destacou o papel mediador de Santo Simão Gonçalves Toco durante o processo que culminou na independência de Angola. A entrevista completa está disponível no YouTube:
Informação complementar de apoio à leitura da versão EPUB do livro “Eu e a UNITA” de Orlando Castro. Reprodução integral do Acordo de Alto Kauango realizado em 19 de Maio de 1991 entre as forças então beligerantes das FALA e das FAPLA mediado por William Tonet e que veio a ser a base para o Acordo de Bicesse.
1 – Generais Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, Demóstenes Amós Tchilingutila, Nogueira Canjundo, Brigadeiros, Januário Consagrado, Adriano Wayaka Makenzy, pela UNITA. 2 – Coronéis Higino Carneiro, Agostinho Fernandes Nelumba, Tenente-coronel, José Alexandre G. Lukama, Majores, Bento Sozinho “Venceremos” e Manuel Henrique Gomes, pelo Governo. 3 – Os pontos propostos para discussão foram os seguintes: 4 – Discussão do posicionamento das tropas envolvidas nas últimas actividades combativas, 1º Luena, 2º, outras frentes. 5 – Regularização das tropas da UNITA que fizeram movimentações depois dos dias 14 e 15-05-91, para o interior e proximidade do Luena. 6 – Estabelecimento de corredor de segurança num raio de 10 quilómetros entre as duas forças. 7 – Garantias para a circulação de colunas rodoviárias e aéreas para transporte e abastecimento às populações. 8 – Diversos. 9 – O resultado dos contactos permitiu alcançar os seguintes objectivos: 10 – Reafirmar a posição dos militares poderem cumprir e fazer respeitar os acordos alcançados em Portugal, para se alcançar a paz em Angola. 11 – As partes aprovaram por unanimidade estabelecer um canal oficial de contactos telefónicos, para a resolução de todos os incidentes a nível do Luena e Nacional. 12 – As partes sugeriram e consideram imperativo transformar as Delegações em Comissão Militar Provisória para a resolução de assuntos referidos no ponto anterior. 13 – As partes acharam imperativo a criação de sub-comissões para verificação e controlo, a livre circulação rodoviária, aérea e ferroviária, para o transporte de pessoas e bens, desde que não transportem material letal, para o efeito condicionam o movimento a verificação por uma sub-comissão de cinco pessoas por cada parte, no Luena. 14 – As partes concordaram indicar a localização das minas em todas as rotas de circulação, pelo que decidiram proceder desde já à sua desminagem na Zona Militar do Moxico, em primeiro lugar. 15 – As partes decidiram exercer um maior controlo das tropas de ambas as partes que se encontram próximas, no sentido de se evitar confrontos. 16 – As partes propõem a cessação da difusão de comunicados militares que façam referência a incidentes pontuais e esporádicos, cuja solução deverá ser feita através dos canais criados. 17 – As partes acordaram a troca de informações diárias por via rádio, no Luena. 18 – As partes agradeceram a mediação do senhor jornalista, William Tonet, que permitiu a realização do encontro. 19 – O encontro realizou-se num ambiente de cordialidade, franqueza e irmandade entre as partes militares angolanas.
Luena, Alto Kauango, aos 19 de Maio de 1991. Acordo subscrito por Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”, Higino Carneiro e William Tonet.
No dia 15 de janeiro de 1975, o Hotel Penina, localizado em Alvor, no Algarve, Portugal, foi o cenário da assinatura do histórico Acordo de Alvor. Este tratado marcou um passo decisivo no processo de descolonização de Angola, garantindo a sua independência após um longo domínio de administração portuguesa.
O acordo foi celebrado entre o governo de Portugal e os três principais movimentos de libertação angolanos: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Este pacto estabeleceu que a independência de Angola seria formalmente declarada em 11 de novembro de 1975.
A Perfil Criativo | www.AUTORES.club apresenta com orgulho os quatro volumes que integram a prestigiada coleção “Estudos“, uma edição que se destaca pela sua contribuição ao conhecimento histórico, social e cultural de Angola. Estas obras representam um marco editorial ao abordarem temas de grande relevância e profundidade, com investigações meticulosas e autores de reconhecido talento.
Na tarde de ontem, dia 7 de janeiro de 2025, o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE foi palco de um debate vibrante sobre os desafios económicos e empresariais de Angola no novo contexto estratégico internacional. O evento reuniu especialistas, académicos e interessados na dinâmica política e económica de um país que ocupa um lugar estratégico no tabuleiro global.
Renato Pereira, subdiretor do ISCTE Business School, abriu o encontro destacando o simbolismo do ano de 2025, que marca os 50 anos das independências dos países africanos de língua oficial portuguesa. Segundo ele, o objetivo é olhar para o futuro, ancorando as discussões nos avanços e desafios económicos enfrentados por Angola, num momento em que o país realinha as suas estratégias geopolíticas e procura fortalecer a sua presença no cenário global.
Uma Nova Aliança Internacional?
Com a recente aproximação entre Angola e os Estados Unidos, simbolizada pela visita de altos representantes norte-americanos e novos investimentos anunciados, o debate girou em torno do impacto desse reposicionamento na economia angolana. Para Jonuel Gonçalves, investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, essa mudança reflete não apenas uma estratégia económica, mas também uma tentativa de Angola de se consolidar como um actor relevante na África Austral, num momento em que a competição por influência no continente está mais acirrada do que nunca.
“Angola é hoje um país com potencialidades enormes, mas ainda preso a desafios internos graves, como a desigualdade, a corrupção e a dependência de recursos naturais. A aproximação aos Estados Unidos traz novas possibilidades, mas também exige maior responsabilidade na gestão dos recursos e na inclusão social”, enfatizou Jonuel Gonçalves.
Contrastes Sociais e Políticos
Outro ponto forte do debate foi a dicotomia entre o prestígio internacional crescente de Angola e a sua realidade social alarmante. O país, que recentemente subiu no índice de desenvolvimento humano (IDH) e conquistou avanços no combate à corrupção, ainda enfrenta situações de pobreza extrema. Dados revelam que cerca de dois milhões de crianças estão fora do sistema educacional, e boa parte da população vive sem acesso a bens e serviços essenciais.
Maria João Teles Grilo, arquiteta e interveniente no debate, foi contundente: “Como é possível falar em um país estratégico no cenário mundial quando a sua população vive em condições tão precárias? Precisamos de soluções reais que impactem a vida das pessoas de forma directa.”
João Armando, director do jornal Expansão, destacou a questão da credibilidade da oposição em Angola, afirmando que “a oposição tradicional em Angola tem dificuldade em apresentar soluções concretas. Isto deixa um espaço vazio que muitas vezes é ocupado por setores informais” e deu como exemplo uma questão inconstitucional: “Quando a ministra Vera Daves fez um decreto a dizer que cada deputado só tinha direito a um carro a Assembleia Nacional achou que devia dar dois. Fizeram uma reunião entre eles, sem acesso à imprensa, onde aprovaram juntos, partido estado e oposição, a entrega de dois carros para cada deputado. Cada carro custou 280.000 dólares”.
Educação e Desenvolvimento Humano
Entre os participantes, ficou clara a necessidade de um foco maior em educação e desenvolvimento humano. A falta de qualificação profissional, aliada à fraca qualidade escolar e um sistema escolar que não é universal, foi apontada como um dos maiores entraves para o crescimento económico sustentável de Angola.
João Ricardo Rodrigues, editor da Perfil Criativo | AUTORES.club, ilustrou o problema com um dado preocupante: “Mesmo em sectores essenciais como o do petróleo, as empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados que saibam escrever correctamente em português. Isso mostra que a República não fez o trabalho de casa e precisa de investir urgentemente na educação.”
Angola e o Mundo: Um Futuro de Possibilidades
Apesar dos desafios apresentados, os especialistas também apontaram oportunidades. A localização estratégica de Angola, as suas riquezas naturais e o crescente interesse de potências globais são factores que podem alavancar o país para um novo patamar de desenvolvimento.
“É necessário que Angola construa um projecto nacional claro, que alinhe os seus interesses económicos e sociais. Só assim poderemos falar em um futuro realmente promissor”, concluiu Renato Pereira.
O debate contou ainda com a contribuição da ilustre professora Inocência Mata, ensaísta e investigadora, que chamou a atenção para a normalização de condições precárias na sociedade angolana. Para ela, “a questão central é como fazer com que as pessoas falem do quotidiano e das condições reais das pessoas, em vez de se centrarem apenas em indicadores macroeconómicos”.
Por fim, Vitor Ramalho, político e antigo presidente da UCCLA, reforçou que “a solução para os desafios de Angola é antes de mais política. Enquanto não houver uma determinação forte nesse sentido, não haverá crescimento económico que resolva os problemas estruturais do país.”
Os participantes deixaram o ISCTE com uma certeza: o caminho para Angola é longo, mas também cheio de possibilidades. Este debate foi uma chamada à ação e um convite à reflexão sobre como construir um país mais justo e equilibrado, tanto interna quanto externamente.