Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

Criar é governar: a Cultura no centro da República

Criar é governar: a Cultura no centro da República

A Cultura começa a afirmar-se como um dos pilares estratégicos do futuro da República de Angola. Essa visão ganha especial relevo na grande entrevista concedida pelo Ministro da Cultura, Filipe Zau, ao jornal EXPANSÃO, dirigida pelo jornalista e director João Armando, ambos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

Na conversa, Filipe Zau defende com clareza que “a cultura pode e vai contribuir para a diversificação económica”, sublinhando o papel decisivo das indústrias culturais e criativas na geração de riqueza, emprego e coesão social. Para o governante, não se trata apenas de valor simbólico: a cultura deve ser encarada como factor económico estruturante, capaz de integrar cadeias de valor e atrair investimento.

Entre os principais eixos destacados na entrevista estão:

  • a necessidade de organização e profissionalização do sector cultural;
  • a criação de condições legais e institucionais para o florescimento das indústrias criativas;
  • o reforço da formação artística e técnica, desde a base até ao nível superior;
  • e a valorização da cultura como elemento central da identidade nacional e da cidadania.

Filipe Zau é peremptório ao afirmar que Angola precisa de passar da informalidade à sustentabilidade cultural, defendendo modelos de financiamento mais claros, o envolvimento responsável do mecenato e uma política pública que reconheça o valor económico da criação artística.

A entrevista, conduzida por João Armando com profundidade e sentido estratégico, constitui um marco no debate sobre políticas culturais em Angola, mostrando que a Cultura não é um acessório do Estado, mas um dos seus alicerces para o desenvolvimento.

Quando autores, pensamento crítico e visão de futuro se encontram, a Cultura começa, de facto, a mudar a República.

"Marítimos" de Filipe Zau
Marítimos” de Filipe Zau
"O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto" de Filipe Zau e Filipe Mukenga
O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto” de Filipe Zau e Filipe Mukenga
"Editoriais do Expansão" de João Armando
Editoriais do Expansão” de João Armando

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

A participação do público no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, voltou a revelar-se um dos momentos mais significativos da sessão, com intervenções que ampliaram o alcance cívico e geográfico do debate.

Entre elas destacou-se a de João St., que se encontrava em Lisboa de passagem e foi surpreendido pelo encontro. Natural de Angola e residente no Lubango, João St. explicou que chegou ao evento por sugestão de amigos, confessando a emoção sentida ao assistir aos testemunhos ali partilhados.

Na sua intervenção, sublinhou o contraste entre a abertura do debate em Lisboa e o silêncio que ainda envolve, em Angola, os acontecimentos do 27 de Maio de 1977. Referindo-se à região da Tundavala, no sul do país, evocou a memória de um local de grande beleza natural, mas também marcado por uma história trágica, associada à morte de milhares de pessoas atiradas para a ravina durante o processo repressivo. Segundo afirmou, trata-se de uma realidade conhecida localmente, mas nunca investigada nem discutida publicamente.

O interveniente lançou um apelo claro à replicação, em Angola, de iniciativas semelhantes às realizadas em Lisboa, defendendo que este tipo de encontro constitui uma forma necessária de catarse coletiva e de reconhecimento das vítimas. Recordou ainda os muitos órfãos e famílias que continuam sem respostas, sem certidões de óbito e sem qualquer forma de reparação ou esclarecimento.

Num registo emotivo, agradeceu o trabalho desenvolvido por autores, associações e editores, sublinhando que “as lágrimas não são vergonha”, mas antes sinal de fertilidade, de vida e de esperança. A sua intervenção reforçou a ideia de que Ecos da Liberdade não é apenas um livro, mas um ponto de partida para levar o debate sobre o 27 de Maio para dentro de Angola, onde o silêncio continua a pesar sobre a memória coletiva.

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
Ecos da Liberdade“, de Joaquim Sequeira

Zeca Ribeiro Telmo evoca Angola plural

Zeca Ribeiro Telmo evoca Angola plural

Como é habitual nos eventos da Perfil Criativo | AUTORES.club, o público foi convidado a intervir no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, dando voz a testemunhos que reforçaram o sentido cívico e memorial do encontro.

Entre as intervenções destacou-se a de Zeca Ribeiro Telmo, que evocou a experiência coletiva da geração que viveu a independência de Angola e os seus desdobramentos. Recordando o entusiasmo de 1975, sublinhou que muitos dos presentes não eram colonos, mas angolanos que acreditaram, e continuam a acreditar, numa Angola livre, justa e democrática para todos.

Na sua intervenção, Zeca Ribeiro Telmo chamou a atenção para as desigualdades estruturais do país, lembrando que, apesar da riqueza proclamada, a pobreza sempre esteve presente no quotidiano da maioria da população. Defendeu que os “ecos da liberdade” não se esgotaram com a independência política e continuam a manifestar-se na exigência de mais democracia e inclusão social.

Num tom emocionado, destacou a resiliência dos sobreviventes dos acontecimentos trágicos do pós-independência, afirmando que a sua presença e o seu silêncio quebrado são, em si mesmos, uma afirmação de liberdade. “A liberdade é uma sede que nunca é saciada”, afirmou, agradecendo a Joaquim Sequeira a coragem de transformar a experiência da dor num testemunho público.

A intervenção foi recebida com atenção e aplausos, reforçando a ideia de que Ecos da Liberdade é também um livro que convoca a participação dos cidadãos e prolonga, para além das páginas, o debate sobre o passado, o presente e o futuro de Angola.

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
“Ecos da Liberdade”, de Joaquim Sequeira

Escrever para não desaparecer: “Ecos da Liberdade” apresentado em Lisboa

Escrever para não desaparecer: “Ecos da Liberdade” apresentado em Lisboa

O livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, será apresentado na próxima sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, às 18h00, na sala polivalente da Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa. A sessão será marcada por um encontro com sobreviventes do 27 de Maio de 1977 em Angola, num momento de partilha, memória e reflexão histórica.

Publicada no final de 2025, a obra é um testemunho direto e profundamente humano sobre a repressão política que se seguiu aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977. Joaquim Sequeira, preso político e sobrevivente desse período, reconstrói a experiência do cárcere, da violência institucional e do silêncio imposto, sem abdicar de uma escrita literária marcada pela poesia e pela dignidade.

Ao longo de sete capítulos intensos, Ecos da Liberdade conduz o leitor desde a prisão física até à resistência interior, mostrando como, mesmo nas condições mais desumanas, a palavra, a memória e a solidariedade se tornam formas de sobrevivência. A obra aborda episódios marcantes como a vida na Casa de Reclusão, a chamada “Noite das Facas Longas” e o impacto duradouro da repressão na identidade individual e coletiva.

“A liberdade não é apenas a ausência de grilhões; é a presença do que é possível. Ela conquista-se a cada acto de resistência, a cada momento em que o ser humano recusa ser silenciado.”

Mais do que um relato pessoal, o livro afirma-se como um manifesto contra o esquecimento, num contexto em que a sociedade angolana continua a interrogar-se sobre esse passado traumático. O encontro na Biblioteca Palácio Galveias pretende precisamente abrir espaço ao diálogo entre gerações, dando voz aos sobreviventes e convocando o público para uma escuta ativa da história recente de Angola.

A apresentação é aberta ao público e dirige-se a leitores interessados em História Contemporânea de Angola, Direitos Humanos, memória política, bem como a estudantes, investigadores e todos os que acreditam que recordar é também um acto de justiça.

Ecos da Liberdade

Ecos da Liberdade
Ecos da Liberdade

Entre livros, vozes e cânticos: Lisboa refletiu sobre os desafios da estabilidade em África

Entre livros, vozes e cânticos: Lisboa refletiu sobre os desafios da estabilidade em África

A apresentação do livro Angola e os desafios da estabilidade em África — Lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau, da autoria do Prof. Doutor Zeferino Pintinho, decorreu na Biblioteca Palácio Galveias, numa sessão solene marcada por reflexão académica, dimensão institucional e momentos culturais de grande intensidade.

A sessão teve início com a saudação da moderadora Catarina Furtado, que apresentou o programa e enquadrou o significado da obra no contexto dos desafios contemporâneos da segurança e da estabilidade no continente africano.

Seguiu-se um momento de abertura religiosa, com uma oração conduzida pelo Padre Samuel Docho, da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal do Maculusso – Campo Grande, sublinhando a dimensão espiritual e comunitária do encontro.

Na mensagem de boas-vindas, o editor João Ricardo Rodrigues, da Perfil Criativo | AUTORES.club, destacou a importância da publicação de trabalhos académicos em livro, evocando as palavras do General José Luís Caetano Higino de Sousa, proferidas no lançamento da obra em Luanda. Segundo o editor, a edição de teses de doutoramento constitui um contributo essencial para a democratização do conhecimento e para a avaliação pública da qualidade da investigação académica.

Reportagem de Fernando Kawendimba

A sessão integrou ainda um momento musical com o Grupo Coral de Gospel Alfa, que apresentou duas interpretações de elevado nível artístico, criando um espaço de comunhão cultural e espiritual que marcou profundamente o público presente.

Foi também exibida uma breve mensagem em vídeo do prefaciador da obra, Domingos Simões Pereira, atualmente detido na sequência do golpe de Estado na Guiné-Bissau, cuja intervenção foi recebida com particular atenção e respeito pelos presentes.

O momento central da sessão coube à apresentação da obra pelo Prof. Doutor Eugénio da Costa Almeida, que sublinhou tratar-se de um trabalho que ultrapassa o exercício académico convencional, resultando de uma investigação profunda, baseada na tese de doutoramento do autor, e sustentada por uma rara articulação entre teoria e prática. Eugénio Costa Almeida destacou a relevância estratégica do livro para a compreensão da segurança, da defesa e da estabilidade política em África, com especial incidência no papel de Angola enquanto actor regional.

Na sua intervenção, o apresentador valorizou a análise crítica desenvolvida ao longo da obra, em particular o estudo da cooperação Angola–Guiné-Bissau e da MISSANG, recusando leituras triunfalistas e sublinhando a importância de reconhecer limitações, erros e fragilidades como parte integrante de qualquer processo sério de construção da paz e da estabilidade. Para Eugénio Costa Almeida, o livro afirma-se como uma obra de referência, exigente mas necessária, destinada a académicos, decisores políticos, militares e todos os interessados nos desafios africanos contemporâneos. 

A sessão encerrou com breves palavras do autor, Zeferino Pintinho, que agradeceu a presença do público, dos intervenientes e da editora, sublinhando a importância de continuar a pensar África a partir de África, com responsabilidade, rigor científico e compromisso com o bem comum.

Organizado pela Perfil Criativo | AUTORES.club, o lançamento afirmou-se como um dos momentos altos do programa cultural dedicado ao pensamento africano contemporâneo em Lisboa, reforçando o papel do livro enquanto instrumento de reflexão crítica e diálogo interdisciplinar.

Angola e os desafios da estabilidade em África — Lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau,

Obituário — Manuel Vitória Pereira

Obituário — Manuel Vitória Pereira

Foi com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Manuel Vitória Pereira, anunciada numa breve e sentida mensagem de Raimundo Salvador, do programa cultural “Conversa à sombra da Mulemba“, que partilhamos, como homenagem à força das suas palavras:

“Óbito: morreu um angolano de primeira grandeza.
Poeta, professor, cronista, homem de mil ofícios, também cantava e compunha.
Manuel Vitória Pereira foi uma figura central do sindicalismo independente angolano, activista incansável da circulação do conhecimento e da dignidade do pensamento crítico.
Partiu ontem um homem que, enquanto esteve entre nós, fez a sua parte para deixar o mundo melhor do que o encontrou.
Moçâmedes, Lubango e Luanda foram quartéis-generais do seu activismo multidisciplinar, territórios de palavra, de escuta, de intervenção cívica e cultural.
Angola perde um cidadão de excelência.
Na Sentada do Manel, na Rua 7 do Bairro Mártires do Kifangondo, toca hoje um batuque de choro.
O óbito foi anunciado na poesia e no canto de gente jovem, que vê partir um angolano que soube honrar a Pátria que o viu nascer.”

Conhecido entre pares como o nosso poeta maldito, Frei Maneco, Manuel Vitória Pereira deixou um testemunho literário marcante e irreverente com o livro Versos Sacanas, publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club em fevereiro de 2024. Trata-se de uma obra espontânea e frontal, profundamente crítica da vida contemporânea, uma poesia sem concessões, inquieta e humana, como sublinhou E. Bonavena.

Figura central do sindicato do professores angolanos, foi um activista incansável e, segundo os amigos, um verdadeiro pacifista, sempre envolvido com os mais pobres e desprotegidos. A sua coerência de vida manifestou-se desde cedo: no início dos anos setenta, ainda antes da independência, frequentava o Bairro Popular como se fosse a sua própria casa, num exercício quotidiano de proximidade, escuta e partilha.

A sua trajetória ficou também marcada por um episódio de violência e injustiça que viria a ter consequências dramáticas. Durante uma manifestação de professores nos anos noventa, Manuel Vitória Pereira foi maltratado pela polícia e abandonado a mais de 40 quilómetros de Luanda. Amigos e companheiros acreditam que as sequelas desse episódio tornaram a sua vida particularmente difícil nos últimos tempos, agravando fragilidades físicas e materiais, sem nunca lhe retirarem a lucidez crítica nem a fidelidade aos seus princípios.

Moçâmedes, Lubango e Luanda foram territórios centrais do seu activismo multidisciplinar, lugares de palavra, de intervenção cívica e de criação cultural. Por onde passou, deixou marcas de generosidade intelectual, rigor ético e coragem moral.

Angola perde um cidadão de excelência. Manuel Vitória Pereira permanecerá vivo na memória coletiva, na sua obra e no exemplo raro de uma vida inteira dedicada à dignidade humana, à justiça e à liberdade do pensamento.

Homenagem a Manuel Fonseca de Victória Pereira

Versos Sacanas
Versos Sacanas

Da África Austral ao Mundo: o livro que revela a outra face da expansão portuguesa

Da África Austral ao Mundo: o livro que revela a outra face da expansão portuguesa

A Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte, não é apenas o relato de uma viagem excecional através do continente africano. É, acima de tudo, um livro que surpreende ao mostrar como essa travessia se insere num fenómeno muito mais vasto: a extraordinária e improvável colonização portuguesa que alcançou os quatro cantos do mundo.

Revelando a primeira travessia documentada da África Austral, de Angola ao Índico , o autor constrói uma narrativa que cruza exploração, política, geografia e destino histórico, revelando como um pequeno país europeu conseguiu projetar-se, durante séculos, em territórios tão distantes como África, Ásia, América e Oceânia.

Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte
Lançamento em 2025 do livro A Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte

Apresentação do autor no lançamento de “A Primeira Travessia da África Austral” Padrão dos Descobrimentos, Lisboa — 29 de outubro de 2025

Uma travessia que explica um mundo

O livro acompanha a jornada africana não como um episódio isolado, mas como parte de um sistema global de rotas, decisões e encontros culturais. A travessia do sul de África surge como um eixo estratégico que ajuda a compreender a lógica da expansão portuguesa:
uma colonização feita de persistência, adaptação, alianças locais, erros, conflitos e surpreendente capacidade de sobrevivência política e cultural.

José Bento Duarte mostra que a história da colonização portuguesa não se explica apenas pelo mar, mas também pela terra, pelos caminhos interiores, pelos rios, pelas rotas esquecidas e pelos homens, muitos deles luso-africanos, que ligaram oceanos, povos e impérios.

História global contada a partir de África

Ao longo das páginas de A Primeira Travessia da África Austral, o leitor descobre como a presença portuguesa em África se articula com acontecimentos decisivos noutros pontos do globo:
as disputas imperiais europeias, o comércio intercontinental, a rivalidade entre potências, as missões religiosas, os equilíbrios diplomáticos e as estratégias de sobrevivência de um império disperso.

África não surge como periferia, mas como centro de gravidade de uma história global. É a partir do continente africano que se compreende melhor a ligação entre o Atlântico e o Índico, entre o Brasil e a Índia, entre Lisboa e os territórios longínquos onde a língua portuguesa deixou marcas duradouras.

Rigor histórico com pulsação narrativa

Sem abdicar do rigor documental, José Bento Duarte escreve com um ritmo que prende o leitor. O livro combina investigação em arquivos, leitura crítica de fontes e uma escrita clara e envolvente, capaz de transformar a História num relato vivo, acessível a especialistas e ao público geral.

Mais do que um livro sobre exploradores, é um livro sobre processos históricos, sobre como se construiu, e se manteve, uma presença global improvável, frequentemente contraditória, mas profundamente marcante.

Um livro para ler o passado com outros olhos

Num tempo em que a história da colonização é frequentemente reduzida a slogans ou simplificações, A Primeira Travessia da África Austral propõe algo diferente:
uma leitura informada, crítica e abrangente, que reconhece a complexidade dos factos e devolve profundidade a uma história que continua a influenciar o presente.

Este é um livro para quem se interessa por Angola, Moçambique, por Portugal, pela história global, pelas rotas do mundo, e para quem acredita que ainda há muito por descobrir nos arquivos, nos mapas e nas narrativas esquecidas.

Livros de José Bento Duarte

Peregrinos da Eternidade
Peregrinos da Eternidade
Senhores do Sol e do Vento
Senhores do Sol e do Vento
A primeira Travessia da África Austral
A primeira Travessia da África Austral

Fernando Kawendimba distinguido entre os psicólogos angolanos mais influentes dos últimos 50 anos

Fernando Kawendimba distinguido entre os psicólogos angolanos mais influentes dos últimos 50 anos

Revista Psicólogos Angola lançou recentemente uma edição especial que assinala 10 anos do projeto editorial e celebra 50 anos de Independência Nacional, reunindo e homenageando dezenas de profissionais ligados à saúde mental.

Nesta publicação Fernando Kawendimba foi indicado como um dos psicólogos em destaque em Angola, reconhecimento que reforça o seu percurso simultaneamente ligado à psicologia clínica e à criação artística e literária.

No catálogo da Perfil Criativo | AUTORES.club, Fernando Kawendimba assina o livro Mãe Nossa que Sois o Céu – Contos, publicado em novembro de 2020 (1.ª edição). Fernando Kawendimba que se encontra em Lisboa a desenvolver os seus estudos académicos representou a nossa editora na apresentação do terceiro volume da obra de Mafrano em 2025, em Luanda.

Além do trabalho editorial, o autor tem aparecido em espaços de debate público como psicólogo e comentador, sublinhando a ligação entre experiência humana, saúde mental e narrativa.

Mãe Nossa que Sois o Céu - Contos
Mãe Nossa que Sois o Céu – Contos