Igreja católica aclama tratado da História

Igreja católica aclama tratado da História

20/07/2022 Luanda — Os arcebispos e bispos diocesanos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe receberam o professor catedrático e investigador de História de Angola, Carlos Mariano Manuel, e aplaudiram a sua monumental obra com o título “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação”, volume I, II e III.

Durante o encontro com os ilustres membros da CEAST foram trocados conhecimentos e pontos de vista entre os participantes, tendo sido um momento inédito de celebração do secular engajamento da igreja, no âmbito da promoção da ilustração e valorização cultural das comunidades em Angola. Os membros da igreja mostraram-se regozijados pela originalidade da obra de História de Angola ter sido elaborada por um autor nativo originário e sob uma perspectiva epistemológica endógena e dissociada de pressupostos eurocêntricos ou localismos e conveniências circunstanciais.


26/07/2022 Luanda — O monsenhor Dom Giovanni Gaspari, núncio apostólico em Angola (representante diplomático permanente da Santa Sé), recebeu duas colecções do tratado de Historia, “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação”, entregues pelo autor, Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel, e destinadas ao Santo Padre e à famosa biblioteca do Vaticano, em homenagem ao papel desempenhado pela igreja Católica na evangelização e ilustração dos povos de Angola, bem como da participação da congregação dos sacerdotes da Companhia de Jesus na fundação de Angola.

Surpreendido pela qualidade da obra, Dom Giovanni Gaspari manifestou-se, em nome próprio e em nome de Sua Santidade o Papa Francisco, bastante regozijado tendo enfatizado o valor da obra recentemente publicada, enaltecendo a relevância da obra também para os países das regiões central e austral de África e para as relações entre a Europa, o Vaticano e África.

Livro de Mafrano chega a Ndalatando

Livro de Mafrano chega  a Ndalatando

O livro “Os Bantu na visão de Mafrano” será apresentado no próximo dia 23 de Julho, 11h00, na Casa da Juventude de Ndalatando, capital da província do Cuanza-Norte.

Autor: JORNAL DE ANGOLA (21/07/2022)

A iniciativa está a ser apoiada pela Direcção Provincial da Cultura que pretende receber a obra de Mafrano como a de um “filho insigne do Cuanza-Norte” a quem o arcebispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kamuenho, chamou de “O antropólogo maior!”.

Maurício Francisco Caetano, o autor desta obra, nasceu na cidade do Dondo aos 24 de Dezembro de 1916 e fez os seus estudos no Seminário do Sagrado Coração de Jesus em Luanda.

Já adulto, o autor regressou à sua província natal, trabalhando como funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade nas cidades de Ndalatando e Golungo Alto, entre os anos 50 e 70, além de outros pontos de Angola como o Cuanza-Sul, Cabinda, Uíge e na região dos Dembos.

Com a independência de Angola, em 1975, incorporou-se no Ministério das Finanças, em Luanda até à sua morte  em Julho de 1982.

O livro “Os Bantu na visão de Mafrano” foi editado pela família do autor a partir de textos dispersos no Jornal católico “O Apostolado”, entre os anos 1957 e 1982, e faz parte de uma colectânea a ser publicada em três volumes. A obra foi lançada em Luanda no passado dia 14 de Maio.

Prosélito Dala, director adjunto da Casa da Juventude de Ndalatando, na imagem acima, é um dos organizadores da homenagem a Maurício Caetano, que coincide com os 40 anos do seu passamento físico (1916-1982)
Cuanza-Norte

Dia Mundial das Bibliotecas comemorado em Luanda

Dia Mundial das Bibliotecas comemorado em Luanda

O livro sobre antropologia cultural angolana “Os Bantu na visão de Mafrano” (Ed. 2022) voltou a estar em destaque, desta vez nas celebrações do Dia Mundial das Bibliotecas, 1 de Julho, que decorreram na Biblioteca Nacional de Angola, em Luanda.
A obra póstuma do escritor Maurício Francisco Caetano, Mafrano, foi devorada em poucos minutos e recebeu convites para participar em mais exposições e feiras do livro.
Durante a cerimónia alusiva ao Dia Mundial das Bibliotecas, a tónica foi para a promoção do livro e da leitura.
O contributo dos participantes também ficou registado: «é importante promover a literatura através dos meios de comunicação social, das redes sociais e das plataformas de comunicação como o Zoom, Google Meeting e o YouTube. », disse a propósito o jornalista e escritor José Soares Caetano, «Tazuary Nkeita».

Moçambique quer conhecer melhor a História de Angola

Moçambique quer conhecer melhor a História de Angola

Maputo 1/7/2022 – Apresentação do tratado de Historia “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” (Ed. 2021), pelo autor, o professor catedrático e representante da Universidade Agostinho Neto, de Angola, Carlos Mariano Manuel, na conferência internacional alusiva às comemorações dos 60 anos do ensino superior em Moçambique e Angola (1962-2022). Foi um acolhimento entusiástico e generalizado pelos académicos, intelectuais e responsáveis de importantes instituições moçambicanas. Estiveram presentes os ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República de Moçambique e da República de Angola, bem como reitores de dezenas de Universidades de Moçambique e Angola.

Várias instituições manifestaram o interesse em ter acesso a esta monumental obra recentemente publicada em Angola e Portugal, e disponível em www.AUTORES.club.

Assinatura de um amplo Acordo no âmbito do ensino superior pelos ministros da Republica de Angola e da República de Moçambique
Momento cultural no inicio da sessão de encerramento.

Senhores do Sol e do Vento

Senhores do Sol e do Vento

“ETU TWALIKULIHÃ(1)

Nota do Editor: João Ricardo Rodrigues

É com enorme júbilo que incluímos no nosso portfólio de livros sobre a História de Angola, a extraordinária obra literária de José Bento Duarte, “Senhores do Sol e do Vento”, publicada em Portugal, em 1999, com grande êxito, pela Editorial Estampa e Círculo de Leitores.
Na preparação desta reedição recebemos do autor a indicação de que na capa do livro “deveriam surgir os habitantes do território e que estivessem representados na plenitude do seu orgulho e dignidade, bem como na magnífica consciência da sua Liberdade e Independência”, valores que comungamos sem qualquer hesitação. É realmente deslumbrante observar hoje, nas capas, a memória visual registada nas ilustrações de Capelo e Ivens, que sobre o soberano escreveram: “Muene N’Dumba-Tembo é um homem elegante, de figura distinta, tipo inteligente, ar nobre e maneiras delicadas”.
Sobre esta obra recordo as palavras de José Pedro Barreto no Semanário Económico (1/10/1999): “(…) Caí sobre “Senhores do Sol e do Vento”, de José Bento Duarte. E com ele mergulhei na história de Angola (…) É a crónica cheia de peripécias da colonização do litoral, em busca de consolidar entrepostos de comércio ou pontos de apoio em rota para a suprema ambição das Índias. Bento Duarte conta-a em prosa absorvente, nomeando os protagonistas — gente de toda a espécie onde se misturam heróis, patifes, aventureiros, funcionários dedicados e rebeldes sem rei nem roque. Para esta gente, o vasto interior angolano sempre foi um lugar de mistérios e perigos sem nome, mas também de eldorados e riquezas à espera de ser tomadas (…) Bento Duarte evoca a terra angolana como tantos ainda a sentem.”

(1) Em português “nós já nos conhecemos”.
Do poema “…TEMPO RECÍPROCO…” (RAÍZES CANTAM, 2017,
ISBN 978-989-99756-9-9) do jovem poeta de Benguela, Job Sipitali,
“(…) NÓS paramos na consciência e respondemos ao tempo: Etu Twalikulihã”

(mais…)

Maka internacional na UEA

Maka internacional na UEA

29/6/2022 – Mais uma famosa “Maka à quarta-feira” desta vez num encontro para “Recordar Agostinho Neto e Simón Bolívar, os Libertadores” na sede da União dos Escritores Angolanos, em Luanda.  Na foto momentos em que se procedia à exposição do nosso livro Os Bantu na visão de Mafrano

Foi mais uma vez possível testemunhar que Maurício Francisco Caetano (Mafrano) já era um notável professor aos 29 anos e que os seus alunos, daquele e de outros tempos, falam dele ainda hoje com muito orgulho.

O interesse pelo livro, recentemente lançado em Luanda, também foi notório e as perguntas, foram incontornáveis:

— Onde estão a vender esta obra? – perguntaram uns.

— E o segundo volume, quando sai?

— Eu fui aluno de Português de Mafrano, no Instituto Comercial de Luanda, e comigo muitos outros que hoje andam por aí! – segredou-nos outro, enumerando os nomes!

“Vamos ver… vamos ver!” na Biblioteca dos Coruchéus

“Vamos ver… vamos ver!” na Biblioteca dos Coruchéus

28/6/2022 — A Biblioteca Municipal Palácio dos Coruchéus, em Alvalade (Lisboa), encheu para assistir à leitura encenada a partir de textos criados na oficina de escrita criativa. Uma surpreendente actividade cultural dirigida pela encenadora Lina Paula Pinto e que contou com a participação de um grupo de leitores, numa parceria entre a Perfil Criativo e a Biblioteca dos Coruchéus.

Eduardo Mondlane na Liga Nacional Africana em 1950

Eduardo Mondlane na Liga Nacional Africana em 1950

A noticia foi divulgada no número 54 da revista “Angola – Revista de Doutrina e Estudo”, da Liga Nacional Africana, de Julho-Setembro de 1950, na secção “Cinco Minutos de Conversa”, revela a presença em Luanda de Eduardo Chidambaram Mondlane, proveniente de Joanesburgo, na África do Sul, e com destino a Lisboa onde tencionava prosseguir os seus estudos académicos no Instituto de Ciências Económicas e Financeiras.

O Prof. Doutor Pedro Magalhães, reitor da Universidade Agostinho Neto procedeu à entrega de um quadro, com a página da entrevista de Eduardo Mondlane à revista da Liga Nacional Africana, ao Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, reitor da Universidade Eduardo Mondlane, de Moçambique, durante a Conferência dos 60 anos de criação do Ensino Superior em Angola e em Moçambique, que está a decorrer em Maputo.

Eduardo Mondlane nasceu em 1924, na província de Gaza (Moçambique), e em 1969 morreu assassinado na sequência do rebentamento de uma bomba.

Iniciou os seus estudos universitários na África do Sul, mas o regime do apartheid forçou-o a abandonar a universidade.

Viajou para Luanda para seguir para Portugal com a intenção de prosseguir os estudos. Recebeu uma bolsa, e terminou os estudos superiores com um doutoramento na Universidade de Harvard (Estados Unidos da América).

Exerceu a função de professor universitário, nas áreas de História e Antropologia, e trabalhou para as Nações Unidas, o que lhe proporcionou o regresso a África. Dedicado à causa da independência de Moçambique, foi o principal fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), em 1962, na Tanzânia, tendo sido eleito primeiro presidente do movimento (reeleito em 1968).

Universidade Eduardo Mondlane recebe tratado da História de Angola

Universidade Eduardo Mondlane recebe tratado da História de Angola

Três meses depois de ter sido apresentado em Luanda, na antiga fortaleza de São Miguel, o tratado de História, “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” (Ed. 2021), chegou à Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na República Moçambique.

O magnífico reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, recebeu com elevado regozijo a obra oferecida pelo seu homólogo da Universidade Agostinho Neto (Luanda, Angola), Prof. Doutor Pedro Magalhães. A reitoria da UEM providenciou no sentido de duas outras importantes entidades do pais lusófono do Oceano Indico, receberem uma colecção desta inédita obra.

O autor deste monumental tratado de História de Angola, Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel, assistiu a cerimónia realizada na reitoria da universidade.

O professor catedrático, Pedro Magalhães, magnífico reitor da Universidade Agostinho Neto no histórico momento de entrega de algumas colecções da primeira e segunda edição do tratado de História de Angola ao Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, Magnifico Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, no decurso do acto para o efeito realizado a 28 de Junho de 2022 na Reitoria da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo (Moçambique).

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou que é fundamental “diversificar o conhecimento”, na Conferência dos 60 anos de ensino superior em Angola e Moçambique.


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