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A Orla de Orlando que não é Jesus 

A Orla de Orlando que não é Jesus 

WILLIAM TONET*

O livro começa, quando a leitura nos aloja nas nuvens! 

É uma sublime lufada de ar fresco de e para Angola! 

Um verdadeiro selo de povoamento, parido nas entranhas da Rua 66, zona alta de Nova Lisboa (Huambo), onde estão enterradas as secundinas do autor, sob o olhar cúmplice do “gavião”** que as não consegue resgatar.

1975, emerge como marco do pico identitário dos ventos de mudança, que não se endeusam em si mesmo, porque o horizonte está aí. 

“Ao longo dos anos defendo aquilo que considero o mais correcto para a minha terra, Angola. Consigo não agradar nem a gregos (MPLA) nem a troianos (UNITA)”, assegura.

O autor coloca a carruagem, nos trilhos do Caminho de Ferro, percorrendo todos os interiores até ao litoral, visionando, em cada apeadeiro a euforia e o declínio de ideologias, responsáveis pelo descarrilamento da soberania de sonhos de uma multirracialidade, nunca desembarcada no hoje/futuro.

“Sou angolano, nasci em Angola, lá estudei, brinquei, cresci e me fiz homem. Mesmo que tenha sido obrigado pelos acontecimentos históricos a abandonar o país onde nasci, e a utilizar a nacionalidade portuguesa dos meus pais, o meu coração esteve lá, está lá e estará sempre lá”.

As letras dedilhadas não merecem embaciamento de quem no fim de um princípio, também, se comove, com a maestria do “EU” do autor, qual túnica de uma bíblia, na mão “apostólica” de quem nos faz desfilar, em “vários livros”, de um só, cuja geografia de uma longa língua de terra informativa, faz desabrochar, em cada borda, suculentas realidades vivenciais. 

“A transparência política é uma das premissas a serem implantadas desde já, para que os angolanos acreditem que a UNITA não pactua com a corrupção e cumpre as promessas eleitorais, colocando em primeiro lugar os interesses dos desfavorecidos e controlando os que ocupam cargos públicos para que estes sirvam o povo e não usem as suas funções em proveito próprio”.    

“EU E A UNITA” é lida com a mesma sensação, da mulher que estava doente havia 12 anos, segundo a Bíblia, acreditando que se tocasse na orla (túnica) de Jesus se curaria… 

Qualquer leitor, acredito, ante a intensidade narrativa banhar-se-á nas águas termas, “curando-se” com as ondas informativas sobre os épicos momentos da história de Angola, tão sublimemente esmerados na obra.  

“Não se sabe, embora eles saibam, onde é que o regime do MPLA (por sinal no poder desde 1975) quis e quer chegar ao construir monumentos que enaltecem os contributos dos angolanos que consideram de primeira (todos os que são do MPLA) e, é claro, amesquinham todos os outros. Mas agora que as comadres (do MPLA) se zangaram – ou parece que se zangaram – talvez venhamos a saber a verdade”. 

A verdade que me leva a agradecer a escolha amiga, para tão hercúlea tarefa de não fechar o infinito…

Uma verdade que esvoaça sobre as nuvens montanhosas do Mbave (Huambo) espalhando-se desse centro geográfico numa “KANAF” (hebraico), ASA, para os judeus, significando, ainda e também, ORLA, que quem a toca se cura da saudade e utopia dos húmus identitários, muitas vezes arredios da biblioteca mental, de cada um de nós, pese a vigorosidade da nossa terra prometida: ANGOLA! 

Ler é terapia. Ler é cura para se entranhar nas profundezas cúmplices de um passado/presente, que destruiu (ontem), destrói (hoje), mas não apaga a força de acreditar que os impios não vencem, não vencerão, todas as intempéries, porque no amanhã dos povos, estes, dedilharão, como nesta obra, o irreversível hino da MUDANÇA.

Twanpandula sekulu…

* In Prefácio. William Tonet é jornalista e director do jornal “Folha 8”

**Gavião (águia)


Orlando Castro nasceu em 1954 em Nova Lisboa, Huambo, Angola.
Jornalista, licenciado em História, é autor dos livros:

«Algemas da Minha Traição» (1975),
«Açores – Realidades Vulcânicas» (1995)
«Ontem, Hoje… e Amanhã?» (1997).
«Memórias da Memória» (2001).
«Alto Hama – Crónicas (diz)traídas» (2006).
«Cabinda – ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação» (2011).

Co-autor dos 16 volumes da colecção “Guerra Colonial – A História na Primeira Pessoa”, distribuída em 2011 pelo “Jornal de Notícias” e “Diário de Notícias”.

«António Marinho e Pinto – Mudar Portugal» (2015).
«Egosismo» (2022).
«Eu e a UNITA» (2023).

Universidades brasileiras promovem debates sobre a colectânea de Mafrano

Universidades brasileiras promovem debates sobre a colectânea de Mafrano

JORNAL DE ANGOLA (17/10/2023)

O docente universitário Kabengele Munanga, considerado o pai da moderna Antropologia Cultural no Brasil, confirmou a sua participação numa vídeo-conferência sobre a colectânea “Os Bantu na visão de Mafrano”, que está a ser organizada pela docente Lima Sueli de Lima, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A vídeo-conferência está agendada para o dia 10 de Novembro deste ano, às 10h00, horário de Brasília (14h00 em Angola). Um dia antes, a 9 de Novembro, pelas 19h30 (horário de Brasília), Kabengele Munanga vai animar um debate idêntico com o Centro Universitário Campos de Andrade, de Curitiba (Uniandrade), a convite da docente universitária Greicy Pinto Bellin.

Ambos os encontros terão a participação de estudantes, académicos, público interessado e membros da família de Maurício Francisco Caetano “Mafrano”.

Os Bantu na visão de Mafrano”, colectânea póstuma em três volumes e mais de 700 páginas, foi compilada a partir de trabalhos dispersos em vários jornais e revistas, entre 1947 e 1982, com ênfase para os jornais “O Apostolado”, “Angola Norte”, “O Angolense”, a Revista Angola da Liga Nacional Africana e o “Boletim de Finanças”, de que Maurício Caetano, o autor, foi correspondente, redactor e colaborador.

O seu vasto espólio literário inclui temas como Antropologia Cultural, “Crónicas ligeiras”, “Notas a lápis”, “Episódios Vividos”, “Tertúlias”, contos e textos lidos aos microfones da “Rádio Ecclesia de Angola”, a emissora católica. 

O autor estudou e observou hábitos e costumes autóctones em províncias como Malanje, Uíge, Cabinda, Cuanza-Norte, Bengo, além de Luanda, onde trabalhou como oficial de impostos dos então “Serviços de Fazenda e Contabilidade”, mais tarde Ministério das Finanças, a partir de Novembro de 1975.  

Mafrano nasceu na cidade do Dondo, em Angola, onde teve como tutor o sacerdote santomense José Pereira da Costa Frotta, que acompanhou toda a sua formação até à idade adulta.

O autor de “Os Bantu na visão de Mafrano” faleceu a 25 de Julho de 1982, aos 65 anos.

Poesia de Álvaro Poeira* na “Sanzala dos Brancos”

Poesia de Álvaro Poeira* na “Sanzala dos Brancos”

“Tem gente que levita na duna

que nunca comprou,

Tem alma que almeja areia ou grão

que nunca doou…

Tem ser humano que sabe de cor a corrente

do rio onde se banha a lágrima

e onde se brinca com o crocodilo, 

Tem mulher Himba que no calor

do meu ser é minha sem a ter, 

É bebé, é mãe, avó, é a natureza

que me serena… nem que seja num dia já

deitado, num livro pleno de frases sem hiena, leões, palancas, zebra, macaco, planta ou seca, mesmo sem pó…

Aiuê, aiuê, “tou” numa margem que

“tu não me vê…”

(…)

ÁLVARO POEIRA* in Minha Terra!

*Alberto Poeira e Álvaro Poeira, são pseudónimos de António Manuel Monteiro Mendes

António Manuel Monteiro Mendes

VICTOR TORRES**

Rua Paulo Inácio Guerreiro, na Sanzala dos Brancos, em frente ao Rádio Clube do Namibe, com um areal convidativo para umas futeboladas e umas corridas aos “papa-areia” que por lá andavam a debicar a semente do capim, os pequenos passaritos que sempre nos enganavam com os seus movimentos repentinos, esses movimentos que nos deveriam ter servido de antecipação ao fim de um sonho que só soubemos depois que era um sonho nunca sonhado nem imaginado, tal a inocência que nos assomava.

Foram assim os últimos tempos. Os que nunca julgámos que iam acontecer.

E que nos serviram para os outros tempos na terra dos outros. E que nos ensinaram a sobreviver na chamada civilização e a ter uma capacidade de resiliência, a que chamo mais de teimosia, que nos levou a vencer as dificuldades da vida material, mas não da espiritual ou a do sonho.

Porque esse ficou lá, na terra, no sítio onde nascemos, onde brincámos, onde nos formámos moralmente, sim, lá na nossa terra, a que temos cá dentro e a que nunca nos podem tirar do nosso sentimento, pois lá está por amor, é esse o segredo.

Entendo o teu recuo quando te digo: “vamos, vai ver o que sobrou de ti, vai olhar para a baía, para a praia, vai poetar o teu íntimo com o que os teus olhos vêem, abre-te, vai com o coração e deixa a incerteza fechada no teu bolso, não percas o que ainda podes fazer”.

Será que ias desconseguir? Será que ali, já não te saía a poesia de dor que te transporta, mas antes a alegria do amor escondido desde que chegaste à Tuga, como lhe chamávamos?

E o que farias? Será que te ias reencontrar neste retorno? Ou que ficarias de novo a vaguear feito Cazumbi? 

Vamos só mesmo tratar dos nossos no nosso Kimbo e continuar a viver nos sonhos, agora que sabemos que podemos contorná-los e adaptá-los a nós.

É esse o nosso poder, o de transformarmos, a nosso favor, o que acharmos…

…e a nunca mais nos expulsarem, pois o que temos no coração não se rende.

Vamo só na Poeira do Alberto poeirando no quintal do jipe, felizes, ao sol, de cabelos compridos ao vento como se o amanhã não existisse.

Companheiro, uma boa jornada!  

** In Prefácio do livro “SUL“. Victor Torres é autor do livro “Caraculo a minha paixão | Deserto de Moçâmedes (Namibe) | Álbum fotográfico do século XIX e XX” (Ed. 2020). Kamba do autor em menino.


Álvaro Poeira***

Todos os textos são da autoria de António Manuel Monteiro Mendes, bem como os seus pseudónimos.

Nasceu em 1959. Numa pequena povoação no norte de Angola. Mavoio. Junto ao rio Tetelo. Filho de pais sem posses, mãe doméstica e pai serralheiro mecânico, viajou com eles e sua irmã, por Angola. Pouco tempo foi.

Em 1974, foi expulso da sua terra Natal.

Não conheceu a casa nem a terra onde a sua mãe o deu à luz. Veio como refugiado para Portugal. Quebrado.

Em estilhaços que ainda hoje tenta colar.

Tem três filhas de dois casamentos.

Viveu em tantas casas que só algumas retêm a sua memória.

Escreve desde sempre. Este é um pequeno grito de outros milhares que redigiu. Sabe, tem consciência que outros contos, lendas, prosas poéticas e poemas barafustar sob um Embondeiro,aclamando na sua justiça, pela identidade do autor, que aqui teriam lugar.

Não dá… Um dia, todas letras voarão por lá…

*** Alberto Poeira e Álvaro Poeira, são pseudónimos de António Manuel Monteiro Mendes

Danilo Facelli Fierro: “primera recopilación de lo inacabado”

Danilo Facelli Fierro: “primera recopilación de lo inacabado”

DANILO FACELLI FIERRO*

En Marzo de 2003 leí por primera vez mis escritos ante un público. Veinte años después sigo haciéndolo. De hecho, la columna vertebral de mi trayectoria en el mundo del arte es la sucesión de palabras que se han ido juntando una detrás de otra.

Pero hace mucho más de veinte años, quizás hasta haga más de treinta, que empecé a trazar el recorrido desde y por la palabra. Aquí se recoge un pequeño puñado de este kilometraje casi infinito.

La recopilación que os presento es de escritos nacidos para ser recitados.

De hecho, algunos como te dejo o cuña publicitaria salieron primero de manera oral y se escribieron después. El grueso del libro se ha hecho en directo. Los textos han experimentado transformaciones a fuerza de presentarlos en escena.

¿Se le puede llamar poemas a lo que encontraréis aquí? Esto lo dejo a vuestro gusto y criterio. Yo todavía no lo sé. El papel y el escenario son soportes distintos, que necesitan distintas maneras de accionar con la palabra sobre ellos. Por mi parte, después de buscar múltiples maneras de nombrarlos, no he encontrado ninguna que se le acerque más. Así que de momento, lo dejo en poemas. Si alguien da con un término más acertado, por favor, que me lo haga saber para próximas ediciones.

Lo poco que puedo decir sobre los textos que componen Material Inflamable, es que después de recitarlos o leerlos en voz alta, por un lado me siento mejor y por otro se produce un acto comunicativo con el público, que va más allá del intercambio de información. Algo se mueve en el grupo que somos, y ese movimiento genera una sensación más agradable a la que había antes de empezar el recital. Así que poner en carne las palabras genera una mejora colectiva. Esta es la razón principal por la que sigo escribiendo.

Volviendo a la selección del libro, deciros que los poemas elegidos, ni están puestos por orden cronológico (Excepto el último) ni ninguno de ellos es de antes de 2008. Los textos que han decidido quedar impresos en estas páginas, son aquellos que se han ganado un hueco en mi repertorio recital tras recital y otros a los que les tengo un cariño especial. Eso sí, no he puesto poemas que ya estuvieran o vayan a estar en otros libros.

En esta públicación solo hay agrupaciones de palabras sin hogar familiar sólido (Varios de los poemas han salido en fanzines y plaquettes, pero nunca en formato libro).

También, cuando lleguéis al final, encontraréis una invitación a invitarme: una cronología en enunciados que se escribirá por capítulos, si recibo veinte invitaciones distintas de las personas que hayáis leído el libro. Ahora no creo que se entienda, pero cuando llegue el momento estará bien explicado.

Espero que disfrutéis de Material Inflamable tanto como yo disfruto escribiendo, recitando y leyendo en voz alta ante personas, animales, microorganismos diversos, plantas y árboles. 

Muchas gracias por estar con los ojos puestos sobre estas palabras, nacidas siempre al borde del precipicio.

Pero el prólogo no acaba todavía. Continuará como una enredadera apareciendo por aquí y por allá durante toda la publicación.

Esta frase me genera otra pregunta:

¿Un prólogo que se desarrolla entre las páginas del libro, es un prólogo?…

*In prologo


Danilo Facelli Fierro

Ser humano que ejerce de poeta a tiempo completo. Desde 2004 distribuye su obra poética en la calle. Entre 2005 y 2010 forma parte de las compañías aQúTeatro y Los Estupendos Estúpidos. En 2007 crea Vivir del Bolo, un proyecto escénico que combina poesía, teatro y música en directo. En 2016 dirige el espectáculo de circo (In)*finit de la compañía Zero. En 2017 publica el poemario Soñando Con y en 2018 el libro de aforismos Chupitos. En 2019 presenta la verbena poética del Festival Barcelona Poesía y es seleccionado para crear y representar Aldarri, una obra de teatro de calle creada para el Festival Eztena en Rentería, Gipúzkoa.

En 2013 diseña los contenidos de la formación teatral intensiva La Palabra Viva que continúa impartiendo hasta el día de hoy. Desde 2014 coordina el ciclo de poesía escénica Perifèric Poetry Mataró y entre 2017 y 2021 fue presentador, junto a Marc Rodrigo del Lokal de Risc, cabaret trimestral que se celebra al Ateneu Popular de 9 Barris

El año 2020 co-dirige Toca Toc de la compañía Pakí Payá y ganan el premio Zirkólika al mejor espectáculo de circo en carpa, también publica el poemario La Tierra y el Barrio y entra en El Laboratorio de los imposibles: un grupo de performers que se reúne para llevar a cabo acciones artísticas en diferentes ciudades de Catalunya. En 2021 ejerce de presentador virtual de Vociferio, Festival de poesía de València, participa en la performance téxtil Kapada de Georgina Marqués y actúa en el espectáculo de circo-teatro Shake, Shake, Shake de la compañía Pakí Payá

En 2022 estrenó los espectáculos La Tierra y el Barrio (Marzo) y La Vida es una Fuerza Oscura (Octubre). En 2023 ha dirigido el Combinat de Circ 59 del Ateneu popular de 9 Barris y celebra que hace veinte años de su primer recital de poesía.

O nosso TOP de vendas nas lojas da FNAC

O nosso TOP de vendas nas lojas da FNAC

17/10/2023 — Top de vendas das nossas edições nas lojas FNAC durante a segunda semana de Outubro (Alfragide, Colombo, Norteshopping):

1º (Primeiro Classificado)

Senhores do Sol e do Vento — Histórias verídicas de Portugueses, Angolanos e outros Africanos”, de José Bento Duarte;

2º (Segundo Classificado)

Caraculo, a Minha Paixão | Deserto de Moçâmedes (Namibe) | Álbum Fotográfico do Século XIX E XX”, de Victor Torres.

3º (Terceiros Classificados)

 “Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” — 2ª Edição — Vol. I, de Carlos Mariano Manuel;

Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” — 2ª Edição — Vol. II, de Carlos Mariano Manuel;

Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” — 2ª Edição — Vol. III, de Carlos Mariano Manuel;

“Peregrinos da Eternidade | Crónicas Ibéricas Medievais (Como nasceu a dinastia que lançou Portugal no Mundo)”, de José Bento Duarte.

Os nossos livros mais lidos nas lojas da FNAC na primeira semana de Outubro

Os nossos livros mais lidos nas lojas da FNAC na primeira semana de Outubro

10/10/2023 — Top de vendas das nossas edições nas lojas FNAC durante a primeira semana de Outubro:

Este TOP representa uma tendência para os autores preferidos dos leitores da lojas FNAC-

1º (Primeiro Classificado)

Senhores do Sol e do Vento — Histórias verídicas de Portugueses, Angolanos e outros Africanos”, de José Bento Duarte;

2º (Segundos Classificados)

Angola: desde antes da sua criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação” — 2ª Edição — Vol. II, de Carlos Mariano Manuel;

Crónica da fundação do Huambo | Nova Lisboa” — 5ª edição, de Xavier de Figueiredo.

3º (Terceiro Classificado)

Caraculo, a Minha Paixão | Deserto de Moçâmedes (Namibe) | Álbum Fotográfico do Século XIX E XX”, de Victor Torres.

Incentivar os mais novos a ler

Incentivar os mais novos a ler

NOS RAIZ – Sábado na Biblioteca (Cabo Verde) — No passado sábado 7 de Outubro a NOS RAIZ e o Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde (PNLCV) realizaram com o apoio da Biblioteca Nacional de Cabo Verde um encontro de actividades dirigido ao público infanto-juvenil para incentivo à Leitura – “Sábado na Biblioteca

O encontro apresentado pela coordenadora do PNLCV, Odete Almeida, contou com a presença de alunos, professores e encarregados de educação, onde juntos participaram activamente nesta manhã dedicada ao Livro. 

No final proporcionou-se um momento muito especial de debate com a bióloga e escritora Nathalie Melo autora do livro “Detective Timóteo Lobo e os Ovos de Ouro” com ilustrações e co-autoria de Eliezer Drawn Andrade, que recebeu o selo distinção Plano Nacional de Leitura. 

Em ambiente de partilha retomamos da melhor forma os ciclos de actividades “Sábado na Biblioteca“, com o próximo encontro agendado para 21 Outubro 2023.

Oração de Sapiência por ocasião da Cerimónia de Abertura do Ano Académico 2023/2024 na Universidade Católica de Angola

Oração de Sapiência por ocasião da Cerimónia de Abertura do Ano Académico 2023/2024 na Universidade Católica de Angola

7/10/2023 — Na Universidade Católica de Angola (Luanda), Campus do Palanca, este Sábado começou com uma celebração eucarística seguido da sessão solene de “Abertura do Ano Académico 2023/24”, que começou com o hino nacional.

Depois das palavras de boas-vindas e apresentação do presidium, o Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel realizou a prevista Oração de Sapiência com o tema “Subsídios sobre a História da Formação de Angola em Sede dos Esforços para o Desenvolvimento da Unidade Nacional, que foi vigorosamente aplaudida pelas autoridades académicas, eclesiásticas, profissionais liberais e discentes participantes este muito aguardado acto solene.

A Oração, ou Aula de Sapiência, absorveu a cuidada atenção de todos na erudição e exaltação das virtudes da ciência e da academia. A Magnífica Reitora considerou empolgante o seu conteúdo e a audiência foi unânime no reconhecimento da relevância do domínio da História de Angola para a promoção contínua do desenvolvimento e da unidade nacional.

A Oração de Sapiência demonstrou o povoamento e a constituição das civilizações nos três períodos da Pré-História na região meridional de África, seguida do aparecimento dos reinos nativos da Antiguidade, Idade Média e ocorrência dos primeiros contactos com ou formação de feitorias e capitanias dos europeus nas etapas iniciais da Idade Moderna, tendo no âmbito desse processo sido criada a Capitania de Angola pela monarquia portuguesa, até à criação com a luta dos povos nativos da Republica de Angola.

No final desta extraordinária intervenção ouvimos o coro da UCAN, seguido da mensagem da AEUCAN.

A finalizar a sala ouviu o discurso de abertura do ano académico 2023/24 pela Magnífica Reitora da UCAN, Ir.ª Doutora Maria da Assunção, e por fim o hino da UCAN.

Primeira edição, especial para coleccionadores e bibliotecas, do monumental Tratado de História de Angola do Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel. Os três volumes podem ser encomendados em Angola e Portugal pelo e-mail encomendas@autores.club

Grande encontro cultural entre São Tomé e Príncipe e Angola

Grande encontro cultural entre São Tomé e Príncipe e Angola

O Centro Cultural Português, em São Tomé, encheu na apresentação do segundo volume da colecção “Os Bantu na visão de Mafrano — Quase memórias“, de Maurício Francisco Caetano (1916 – 1982).

Participaram neste importante encontro cultural com a representante do Ministério da Cultura, Dr.ª Lígia dos Santos, Dr.ª Françoise Bigirimana, representante da OMS em São Tomé e Principe, a família do Cónego Frotta e de Mafrano, e muitos amigos interessados neste importante património cultural.

Ministra da Cultura de São Tomé visita Família de Mafrano

A Ministra da Educação, Cultura e Ciências de São Tomé e Príncipe, Professora Isabel Viegas de Abreu, deslocou-se pessoalmente, na noite de quinta-feira, ao Hotel onde está alojada a família do escritor e etnólogo angolano Maurício Caetano, com o propósito de agradecer a oferta dos dois volumes da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», com que havia sido agraciada, na sequência da cerimónia para a apresentação desta obra na capital santomense.

A Ministra, que se fez representar na cerimónia pela sua assessora para a Cooperação, Cultura e Comunicação, Drª Lígia dos Santos, louvou a iniciativa e desejou êxitos à família do escritor angolano.

A apresentação de «Os Bantu na visão de Mafrano» em São Tomé está a ser vista como um dos mais concorridos eventos culturais em São Tomé e teve a participação de académicos, escritores, historiadores, economistas, diplomatas e membros de organizações internacionais, com destaque para o embaixador de Angola, Fidelino Peliganga, da Representante da OMS, Dr.ª Françoise Bigirimana, ex-membros do governo, líderes religiosos, membros da família do Cónego Frotta que foi tutor de Mafrano, e pessoas interessadas pela antropologia cultural.

Além da brilhante apresentação pela etnóloga e professora Universitária Nazaré Ceita, que considerou Mafrano de «um cientista revolucionador da antropologia cultural», a cerimónia teve como atractivos de realce a declamação do poema «Angolares» de Alda Espirito Santo; a encenação de uma peça de teatro pelo grupo «Caravana Africana», sobre a infância e a vida estudantil de Mafrano até à sua entrada no Seminário de Luanda, sob orientação do cónego José da Costa Frotta; a música “Muimbu ua Sabalu”, por Rui Mingas, sobre o trabalho forçado nas roças de São Tomé; e a exibição de um Grupo Coral da Paróquia da Nossa Senhora da Graça.

Mafrano no Dondo e no Seminário de Luanda

Quinta-feira (5/10/2023), com a Directora Geral da Cultura de São Tomé e Príncipe, Dra Mardgínia Pinto, e os componentes do Grupo de Teatro «Caravana Africana» que encenou a infância e a vida estudantil de Mafrano no Dondo e no Seminário de Luanda, sob orientação do cónego José Pereira da Costa Frotta.

Encontro entre a Família Frotta e a Família de Mafrano

Encontro entre a Família Frotta e a Família de Mafrano

Um familiar do cónego José da Costa Frotta, de nome Samuel Frotta, conversou hoje à noite, por telefone, com a família de Mafrano, em São Tomé, a quem explicou os laços familiares com o tutor de Maurício Francisco Caetano.

Samuel Frotta afirmou ser neto de um irmão do cónego José Pereira da Costa Frotta e confirmou que vai estar na cerimónia de quarta-feira, no Centro Cultural Português, em São Tomé, onde será feita a apresentação do volume II de «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias».
«Estamos prontos», disse ele visivelmente bem disposto.

Os contactos iniciais foram feitos pela sua nora, Áurea Afonso, que acompanhou o debate de domingo, dia 01 de Outubro, na Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, conduzido pelo jornalista José Manuel Noronha. Este último, por sua vez, fez a ponte entre a família Frotta e a família de Maurício Caetano, actualmente em São Tomé.

Samuel Frotta, nascido em 1951, é neto de Tomás Frotta, que por sua vez, foi irmão de José Pereira da Costa Frotta, o tutor de Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”.

Em Angola, o cónego José Pereira da Costa Frotta foi pároco da Igreja da Muxima, pároco da Igreja do Carmo, fundador da Freguesia do Dondo-Cambambe, fundador da Escola da Missão Católica do Dondo e tutor de Mafrano, além do relevante papel que desempenhou na formação de figuras ligadas a cultura, à administração pública e ao nacionalismo, quer em Angola quer em São Tomé e Príncipe. Mafrano era órfão quando o cônego Frotta o levou para a Escola da Missão Católica do Dondo e, mais tarde, para o Seminário de Luanda, onde completou os estudos.

Imagens do primeiro contacto da Família de Mafrano com Samuel Frotta, o neto do cónego José da Costa Frotta!

Reacção imediata de Dom Zacarias Kamwenho

O arcebispo emérito do Lubango, um velho amigo de Maurício Caetano, e que tem acompanhado toda a trajectória de «Os Bantu na visão de Mafrano», reagiu de imediato a esta notícia, afirmando:
«(…) Estamos a colher os frutos: AVANTE! Saúdem por mim a família FROTTA e todos quantos estão empenhados nessa campanha. A minha bênção.»

Ministra da Cultura confirma presença

A Ministra Santomense da Cultura, Prof. Doutora Isabel Viegas de Abreu, confirmou a participação do seu Ministério na cerimónia de apresentação do segundo volume da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano» a ter lugar hoje no Centro Cultural Português.

Em mensagem enviada à família, na qual agradece o convite e a escolha de São Tomé e Príncipe para a realização deste evento, a Professora Isabel Viegas de Abreu adianta que em caso de impedimento far-se-á representar pelo seu Director de Gabinete.

Aqui, com o jornalista José Manuel Noronha que fez a ponte entre uns e outros