Na vibrante capital de Cabo Verde, Praia, encontra-se um verdadeiro tesouro cultural: a Biblioteca Nacional de Cabo Verde. Este ícone literário não só guarda a memória escrita do país, como também desempenha o papel crucial de biblioteca pública para os habitantes da cidade.
Muito mais que uma simples coleção de livros, a Biblioteca Nacional é a guardiã do depósito legal em Cabo Verde, garantindo a preservação das obras publicadas no arquipélago. Além disso, serve como sede da Rede Nacional das Bibliotecas Públicas de Cabo Verde, coordenando e apoiando diversas bibliotecas espalhadas pelo país.
As raízes das bibliotecas públicas em Cabo Verde remontam ao final do século XIX, quando a então colónia portuguesa viu surgir duas importantes instituições: a Biblioteca e Museu Nacional na Praia e a Biblioteca Municipal do Mindelo, estabelecida em 1880. Com a independência em 1975, o país vivenciou um renascimento cultural, florescendo com novas bibliotecas especializadas durante a década de 1980, como as da Assembleia Nacional, do Banco Central e de vários ministérios e instituições de ensino.
Um marco significativo ocorreu em 1996, com o lançamento da Rede Bibliográfica da Lusofonia (RBL), fruto da cooperação entre Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Esse programa trouxe benefícios inestimáveis às bibliotecas cabo-verdianas, incluindo atualizações dos acervos, novos móveis, reabilitação de estruturas físicas e programas de formação para os bibliotecários.
O estado cabo-verdiano iniciou uma reestruturação do setor em 1997, culminando com a extinção do Instituto Cabo-verdiano do Livro no final do mesmo ano. Foi em 1999 que a Biblioteca Nacional de Cabo Verde abriu suas portas, consolidando-se como a principal guardiã do património literário e cultural do país.
Livraria da Biblioteca Nacional
O segundo volume da obra de “Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias“, de Maurício Francisco Caetano, “antropólogo maior” de Angola encontra-se disponível para os leitores de Cabo Verde.
Volume II
Eugénio Inocêncio convidado especial nos eventos de apresentação de livros, publicados pela Perfil Criativo, realizados na Biblioteca Nacional de Cabo Verde
Os livros publicados pela Perfil Criativo — Edições passam também a estar disponíveis em Cabo Verde na livraria Nhô Eugénio.
A distribuição é realizada pela representante da Perfil Criativo | www.AUTORES.club em Cabo Verde, a NOS RAIZ.
A NOS RAIZ dirigida pelo promotor cultural Ricardo Leote é uma empresa vocacionada para a promoção da Literatura, Cinema, Música e Artes Plásticas, na cidade da Praia.
A NOS RAIZ está instalada na Rua Cidade da Praia 22A, Palmarejo, Cabo Verde. Os contactos são: Telefone: +238 520 28 13 | E-mail: nosraiz.caboverde@gmail.com
Encontro do grupo de NOS HERANÇA no dia 31 Julho Cidade Velha berço da nação Caboverdiana para comemorar o Dia Nacional do Batuko e celebrar o Dia da Mulher Africana.
A NOS RAIZ representante da AUTORES.club recebeu a segunda edição do livro “Finka Pé – O Feitiço do Batuko” pelas mãos de Ana Moura na companhia de Marina Vaz a batucadeira mais antiga de Cabo Verde, com 86 anos.
Produzido e editado pela Perfil Criativo para a Associação Cultural Moinho da Juventude o livro “Finka Pé. O Feitiço do Batuque” revela na introdução “O grupo de batuque Finka Pé está inserido numa dinâmica comunitária, na Associação Cultural Moinho da Juventude. (…) Com este livro, convidamos-vos a deslumbrarem-se com a história das batucadeiras do Finka Pé, com as apresentações no Colóquio, que decorreu no Museu Nacional de Etnologia, e com a apoteose no Encontro das batucadeiras, “”O feitiço do Batuque“, que se conseguiu realizar no polidesportivo, através dum “djunta mô” que quebrou preconceitos e estigmatização.”
Não foi com surpresa que recebi a informação, por parte do irreverente jornalista Orlando Castro, nosso autor, de que a leitura do livro “Eu e a UNITA” tinha sido proibida pela liderança do partido político UNITA. Nas redes sociais, o diretor-adjunto do Folha 8 escreveu: “Vários testemunhos dizem-me que a Direção da UNITA aconselha (ordena) os seus militantes a não lerem o meu livro ‘Eu e a UNITA'”.
Em privado, revelou-me que houve algumas pessoas que lhe manifestaram medo de ler o livro e que o fizeram às escondidas nas suas viagens a Portugal. Esta semana, o jornal Folha 8 publicou o artigo “Todos os ditadores têm medo da liberdade”, onde Malundo Paca, com base na mesma informação, afirmou: “A intolerância política não só enfraquece a democracia, mas também cria um ambiente de medo e desconfiança. Os cidadãos começam a autocensurar-se, temendo repercussões por expressarem as suas opiniões. Isso leva a um empobrecimento do debate público e a uma sociedade menos crítica e participativa.”
A Perfil Criativo existe há vinte anos (2004-2024) e publica livros, raros, desde 2015, maioritariamente de autores de Angola, com mais de cem títulos publicados em diversas áreas: Poesia, Romance, Conto, Música, Filosofia, Antropologia, Memória, Crónica, História, Jornalismo, Economia, Política, Educação, Técnico e Científico.
Neste complexo processo, privilegiámos a voz dos jornalistas, demos vida a manuscritos esquecidos em gavetas, a estudos académicos e incentivámos os mais velhos a registarem no papel as suas memórias.
Em 2022, na antiga Fortaleza de São Miguel (Luanda), numa sessão inédita perante um conjunto alargado de representantes da atual sociedade angolana, incluindo antigos combatentes da Luta de Libertação, afirmei que o nosso propósito era apenas ajudar na “Democratização do Conhecimento” e ao mesmo tempo manter abertas as pontes culturais entre os nossos países.
Quem tem participado nos nossos eventos públicos sabe que damos sempre a palavra à assistência e que não nos coibimos de trazer temas complexos e de sentar lado a lado pessoas com ideias diferentes.
Dar aos nossos leitores a possibilidade de contestar ou corrigir os nossos livros é um princípio de que não abdicamos, por este motivo é um choque ouvir alguém dizer que se sente impedido, proibido, de ler um dos nossos livros.
“Os Bantu na visão de Mafrano” é uma colecção que reúne os textos que Maurício Francisco Caetano, Mafrano, dedicou à Antropologia Cultural Bantu.
A publicação da obra vem colmatar lacunas e recuperar património essencial para o melhor conhecimento da história, cultura e tradições dos povos Bantu.
A riqueza da herança deixada por Mafrano, que é de particular interesse para os investigadores de áreas como a Antropologia, as Ciências Humanas ou a História, tem também o seu papel como pilar na construção da identidade africana.
Grande parte destes textos, agora reunidos numa colecção editada em Portugal pela Perfil Criativo, foram publicados ao longo de décadas em diferentes jornais e publicações de Angola no tempo colonial, outros encontravam-se nas mãos de amigos e familiares.
Durante mais de uma década, o jornalista e escritor angolano José Soares Caetano, filho de Mafrano, e restante família garimparam todos os locais onde suspeitavam que poderiam encontrar textos de Mafrano. Agora, publicados dois dos três volumes da colecção, está reforçada a afirmação da ancestralidade africana e da sua História.
Os livros publicados pela Perfil Criativo — Edições passam a estar disponíveis em Cabo Verde na livraria Pedro Cardoso.
A distribuição é realizada pela representante da Perfil Criativo | www.AUTORES.club em Cabo Verde, a NOS RAIZ.
A NOS RAIZ dirigida pelo promotor cultural Ricardo Leote é uma empresa vocacionada para a promoção da Literatura, Cinema, Música e Artes Plásticas, na cidade da Praia.
A NOS RAIZ está instalada na Rua Cidade da Praia 22A, Palmarejo, Cabo Verde. Os contactos são: Telefone: +238 520 28 13 | E-mail: nosraiz.caboverde@gmail.com
RDP África — António Silva Santos — Noticiário de 26 de Julho de 2024, às 16H00.
Atualidade dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, de Portugal e da CPLP, incluindo informação alargada ao resto do continente africano, para além dos destaques da atualidade internacional.
António Silva Santos da RDP entrevista José Soares Caetano a propósito do lançamento em Lisboa da obra de Maurício Francisco Caetano.
António Silva Santos da RDP entrevista José Soares Caetano que afirmou que Mafrano referia: “O Bantu é excêntrico e extravagante”
RDP África
A RDP-África é uma rádio portuguesa da RTP, lançada em 1994 como Canal África dentro da RDP Internacional e tornada autónoma em 1996. A estação transmite música africana, especialmente dos PALOP, e também música portuguesa e internacional. Oferece uma programação variada com foco em informação sobre África e Portugal, disponível em FM em Lisboa, Coimbra, Faro e em alguns países africanos, além de transmissão por satélite e na internet. Programas populares incluem “Música Sem Espinhas”, “A Hora das Cigarras” e “Metrópolis”.
No primeiro domingo, 25 de Agosto de 2024, da Feira do Livro Porto o stand (80) www.AUTORES.club vai acolher os seus autores para uma sessão de autógrafos ininterrupta durante todo o dia de Domingo. Ao final da tarde junto ao Lago dos Cavalinhos, mesmo em frente ao nosso stand (80), vamos apresentar dois livros e muitos autores de Angola.
A Feira do Livro do Porto é um evento de paragem obrigatória para todos os fãs de literatura. Organizado pela Câmara Municipal desde 2014, o festival literário nasceu em 1930, com o nome de Semana do Livro, na Praça da Liberdade. Passados 90 anos, continua a ser uma referência na cidade, com um programa repleto de concertos, sessões de cinema e atividades para o público infantojuvenil.
A www.AUTORES.clubestará presente na Feira do Livro do Porto e na Festa do Livro em Belém com um stand próprio, apresentando os livros em papel publicados pela Perfil Criativo (Portugal), Alende(Angola), em Lisboa estarão também representadas a Marmoco (Angola), Elivulu (Angola), Moinho da Juventude (Portugal), Liter África Editora (Brasil) e Panguila Niterói (Brasil).
A Casa de Angola em Coimbra – ONGO, a Porto’s África, a família de Maurício Francisco Caetano (Mafrano) e o editor convidam V/Exa para a apresentação do primeiro e do segundo volume de «Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias» a ter lugar no dia 14 de Agosto de 2024 no Café Santa Cruz, em Coimbra, às 19h00.
Casa de Angola em Coimbra
A Casa de Angola em Coimbra ONGD é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1996, dedicada ao apoio na integração de cidadãos angolanos, à proteção dos direitos humanos, à assistência humanitária e à promoção da cultura angolana.
Nos primeiros anos, a Casa teve um papel crucial nas negociações com a Universidade de Coimbra para ajudar estudantes angolanos desamparados, conseguindo integrá-los em residências universitárias e garantir refeições diárias. Além disso, a Casa sempre se preocupou com a integração cultural dos estudantes, promovendo exposições de arte, música, dança e gastronomia.
Atualmente, a Casa de Angola trabalha para melhorar as relações interpessoais dos angolanos, incentivando a interação com outras comunidades e a participação ativa em diversas iniciativas culturais e formativas. A Fundação tem apoiado essas atividades, visando a plena integração dos estudantes angolanos em Portugal.
A Universidade do Porto, o Porto’s África, a família de Maurício Francisco Caetano (Mafrano), os autores Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho e o editor convidam V/ Exa para a apresentação do primeiro e do segundo volume da coletânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», de Maurício Francisco Caetano (1916-1982), e para apresentação da terceira edição atualizada da obra «Autores e Escritores de Angola 1642 – 2022» (Ed. 2024), de Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho, a ter lugar no dia 9 de agosto de 2024 na Casa Comum da Universidade do Porto.
Convidado Especial:José Luandino Vieira* (com o apoio de Porto’s África)
Local:Universidade do Porto | Casa Comum. Praça Gomes Teixeira 4099-002 Porto.
José Luandino Vieira, pseudónimo literário de José Vieira Mateus da Graça
Casa Comum da Universidade do Porto
A Casa Comum é um espaço dedicado à partilha de saberes e à promoção da cultura dentro da Universidade do Porto. Localizada no edifício histórico da Reitoria da Universidade do Porto, na emblemática Praça Gomes Teixeira (também conhecida como Praça dos Leões), este local oferece uma vasta gama de atividades culturais que incluem cinema, exposições, literatura, música, performances, aulas abertas, seminários científicos e culturais, bem como oficinas para crianças.
Com um auditório e duas salas de exposições, a Casa Comum está equipada para acolher uma diversidade de eventos e iniciativas. Além do espaço físico, a Casa Comum também se expande para o ambiente digital, onde publica regularmente podcasts sobre temas de cultura e ciência, permitindo assim um alcance mais amplo e inclusivo.
A Casa Comum Cultura U.Porto tem como principal objetivo democratizar o acesso à cultura e ao conhecimento. Para tal, promove diversas atividades culturais que incentivam o espírito crítico, criativo e solidário. Este espaço também serve como um ponto de encontro e expressão para os grupos de extensão cultural da Universidade do Porto, como o Orfeão Universitário do Porto (OUP), o Teatro Universitário do Porto (TUP), o Coral de Letras, o NEFUP, a Sociedade de Debates, e os Antigos Orfeonistas, entre outros.
Assim, a Casa Comum não é apenas um local de eventos, mas um verdadeiro centro de convergência cultural, científico e social, onde a comunidade académica e a população em geral podem se encontrar e compartilhar conhecimentos e experiências.
Reportagem da TPA na apresentação em Lisboa
Reportagem da TPA — Televisão Pública de Angola — sobre a apresentação de livros de autores de Angola na Biblioteca Palácio Galveias (Lisboa). Na tarde de 18 de Julho de 2024, entre as 18h00 e as 21h00, foram apresentadas as obras «Autores e Escritores de Angola 1642-2022», de Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho, e «Os Bantu na visão de Mafrano — Quase Memórias», do escritor e etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, um evento realizado no «Dia de Nelson Mandela».
Reportagem de Romão Alves e Gabriel Niva para a TPA, com apoio da Embaixada da República de Angola em Portugal
A colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», antropologia cultural, do escritor e etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, “Mafrano” (1916-1982), será apresentada ao fim da tarde do dia 09 de agosto de 2024. A apresentação dos dois primeiros volumes da obra está a ser rodeada de bastante expectativa pelo seu conteúdo e, sobretudo, pela sua ancestralidade.
A colectânea póstuma «Os Bantu na visão de Mafrano» é uma obra póstuma, em três volumes e mais de 700 páginas sobre a ancestralidade, hábitos e costumes de uma faixa muito numerosa dos povos africanos. Inclui epígrafes como «Crónicas ligeiras», «Notas a lápis», «Episódios vividos», «Tertúlias» e outros textos e contos dispersos, compilados a partir de estudos e reflexões que o autor publicou em jornais e revistas de Angola, entre 1947 e 1982.
Em África, os povos Bantu espalham-se por 24 países e aproximadamente 200 grupos étnicos, incluindo a África do Sul, Angola, Botswana, Burundi, Camarões, nos Congos (Democrático e Brazzaville), Gabão, Lesotho, Moçambique, Quénia, Ruanda, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe.
A colectânea inclui temas como o uso do telégrafo, (o ngolokele), entre os povos bantu, desde tempos remotos; a escrita ancestral; a formação profissional; os matrimónios; a tradição política; os topónimos bantu e a sua lenda; a filosofia bantu sobre a morte e a origem do homem; relatos de Cabinda; hábitos e crendices alimentares, e outros temas sobre a antropologia, a arqueologia e o direito costumeiro.
Neste espólio literário escrito ao longo de 36 anos, Mafrano realça pontos de contacto das lendas da civilização bantu com a mitologia clássica, sem esquecer as mitologias greco-romanas, e constrói diálogos que nos fazem comparar a civilização bantu a de vários países, como a Alemanha, a China, os Estados Unidos, a França, a Itália, Portugal e o Reino Unido. O norte americano Franz Boas (1858-1942) e o padre espanhol Raul Ruiz de Asua Altuna (?-2004) são dois dos especialistas em antropologia cultural que Mafrano menciona nos seus estudos e pesquisas.
Em Angola, Maurício Caetano foi professor e oficial de impostos, antes de uma longa carreira nos Serviços Gerais de Fazenda e Contabilidade, no período colonial, até ser nomeado Director Nacional no Ministério das Finanças, depois da independência de Angola, em 1975. O autor foi ainda membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA), e destacou-se como professor de Português e de Filosofia em prestigiados estabelecimentos de ensino no período pós-independência, como o Liceu Ngola Kiluanji, o Instituto Makarenko, o Instituto PIO XII e o Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA).
Maurício Francisco Caetano nasceu a 24 de dezembro de 1916 na cidade do Dondo, Província do Cuanza-Norte, em Angola, e faleceu aos 25 de julho de 1982, por doença.
Segundo registos mais antigos, o autor iniciou-se como colaborador do jornal independente «Angola Norte», em Malanje. Mafrano, como se tornou conhecido, foi também colaborador da revista ANGOLA, da Liga Nacional Africana, dos jornais «Farolim» e correspondente do jornal «O Apostolado», «O Angolense», «TRIBUNA dos Musseques» e «O FAROLIM», ao lado do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, e cardeal Dom Alexandre do Nascimento e irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade, figuras de proa do nacionalismo angolano.
Prefaciado por Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango e prémio Sakharov 2001, esta colectânea saiu a público em abril de 2022, tendo sido apresentada até à data em Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo-Verde, e por videoconferências em universidades de Curitiba e Rio de Janeiro, no Brasil.
Nota: Esta obra será apresentada em conjunto com a edição atualizada do livro «Autores e Escritores de Angola 1642-2022»