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Encontro/debate na livraria Miosótis (Lisboa)

Encontro/debate na livraria Miosótis (Lisboa)

As contas públicas do Estado português na década de 1920 foram a principal causa (e não razões meramente ideológicas, como grosso modo se defende na opinião pública portuguesa) para a crise profunda dos Anos Vinte em Portugal, cujas finanças públicas viviam até à Primeira Guerra da almofada financeira do Ultramar desde 1893, almofada essa interrompida pelo conflito até 1931-32, quando foi normalizado por completo o problema das transferências financeiras de Angola para a Metrópole; altura em que se vislumbra o equilíbrio das finanças portuguesas, no qual começaram a trabalhar Oliveira Salazar e Armindo Monteiro, a partir de Abril ou Maio de 1928 (muito antes do crash de Wall Street), medidas que passavam em grande escala pela resolução da problemática angolana e dos cambiais de Moçambique.

Na entrada na segunda década do século XXI é, interessante e muito preocupante, observar algumas coincidências com o que se passou há cem anos. Em particular a afirmação dos nacionalismos e das autocracias com a resolução de conflitos pela força.

No próximo dia 22 de Março de 2023 vamos realizar um encontro/debate na livraria Miosótis, junto ao Instituto Superior Técnico, em Lisboa, com o jornalista e investigador em História económica e diplomática, Álvaro Henriques do Vale, autor do livro “As Contas da República (1919-29) e os Anos Loucos de Wall Street” (Ed. 2020), e Eduardo Oliveira e Silva (jornalista desde 1975, foi editor de política e de informação na Rádio Renascença, conduziu programa Cartas na Mesa, foi chefe de redação e diretor adjunto na RDP, foi também o primeiro diretor de informação da Lusa, e diretor do jornal i. É comentador em várias rádios francesas).

Livraria Miosótis

Av. Rovisco Pais 14A, 1000-268 Lisboa

22 de Março de 2023 às 17 horas

“Canto terceiro da sereia: o encanto” disponível on-line

“Canto terceiro da sereia: o encanto” disponível on-line

Canto Terceiro da Sereia: o encanto está disponível nas plataformas:

— Spotify
— Apple Music
— iTunes
— Amazon
— Pandora
— Deezer

O “Canto Terceiro da Sereia, o Encanto” faz parte de uma trilogia musical inspirada na “Kianda”, figura mitologia dos pescadores da Ilha de Luanda.
Este lítero-musical tem como pano de fundo as memórias de um tripulante em navios da antiga marinha mercante e de um seu irmão, condutor de uma máquina a vapor na antiga linha férrea do Amboim. A razão do reencontro, após um afastamento forçado, se deveu ao facto de o café produzido no interior da província do Kwanza Sul ser, na década de 50, transportado pelo corredor Gabela/Porto Amboim, para, depois de armazenado nos grandes armazéns do litoral, ser exportado para o mundo em navios cargueiros atracados ao largo, por falta de um porto acostável.

20 anos

20 anos

Vinte anos após a conclusão da imponente Ponte Infante D. Henrique que liga as margens do rio Douro, e as cidades de Vila Nova de Gaia e do Porto, o nosso autor Hugo Henriques, participou na construção deste grande empreendimento de 2000 a 2003, reuniu com os sobreviventes da equipa técnica que construiu este colosso em betão, em 2022, e recolheu e organizou a informação que agora publicamos em livro.


Esta é uma edição especial, da Perfil Criativo, dedicada à memória deste grande projecto das obras públicas em Portugal, a montagem da maior ponte em arco, na sua relação entre a flecha e o vão. Esta travessia foi concluída em 2002 e inaugurada em 2003. Neste livro apresentamos os bastidores desta realização e publicamos muitas informações técnicas da construção desta moderna ponte, como por exemplo: os desenhos, as correcções, os modelos matemáticos, a cronologia fotográfica da construção da obra, o betão, os cabos de retenção e toda a equipa envolvida.


Na reportagem fotográfica, mês a mês, é possível sentir a energia humana, internacional, usada na construção deste grande desígnio, sentido no poema “O Homem sonha, o Homem faz”.


Desta forma convidamos a população das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia a virem conhecer melhor a Ponte Infante D. Henrique, e desta forma celebrar o desenvolvimento de Portugal.
Aproveitamos esta oportunidade para recordar que o Infante Dom Henrique, nasceu na cidade do Porto, a 4 de Março de 1394 e faleceu em Sagres a 13 de Novembro de 1460. Foi primeiro duque de Viseu e primeiro senhor da Covilhã é também a mais importante figura ligada às Descobertas, conhecido como Infante de Sagres ou O Navegador. Foi o quinto filho de João I, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre. 


Por fim, uma nota para o falecimento do Professor Manuel Oliveira Marques a 22 de Junho de 2014.

Informações e Encomendas

PONTE INFANTE D. HENRIQUE — livro de prestígio disponível no final do mês de Março, com tiragem limitada para colecionadores, ISBN 978-989-53574-8-2 Encomendas com 15% de desconto.

Tel.: +351 214.001.788

eMail: encomendas@autores.club

Muxima testemunha homenagem ao cónego José Frotta, com “Os Bantu” de Mafrano

Muxima testemunha homenagem ao cónego José Frotta, com “Os Bantu” de Mafrano

Luanda, 21 de Fevereiro – O Volume I da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano» do antropólogo angolano Maurício Caetano foi apresentado publicamente na terça-feira, 21 de Fevereiro, a fiéis do Santuário da Muxima, em Luanda, num gesto de gratidão e homenagem ao cónego José Pereira da Costa Frotta que foi tutor do seu autor e pároco desta igreja no ano de 1908.


A cerimónia foi também testemunhada pelo Chefe de Gabinete do Presidente da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé), Pe Alcides Lumbo, e pelo reitor do Seminário Propedêutico de São Tomé e Príncipe, padre Vicente Coelho, além do padre Agostinho Kahanda em representação do referido Santuário.


O Reitor do Seminário Propedêutico de São Tomé e Príncipe que se deslocou a Luanda para participar numa Conferência da CEAST que teve lugar na capital angolana foi o convidado especial da celebração religiosa da Igreja Muxima, ao princípio da tarde desta última terça-feira.


O cónego José da Costa Frotta era natural de São Tomé e Príncipe e faleceu em Luanda aos 29 de Junho de 1954, antes de completar 75 anos, e depois de mais de 45 anos de actividade missionária em Angola ao serviço da Congregação do Espírito Santo. Já Maurício Caetano, «Mafrano», ex-seminarista, escritor, professor, etnólogo e antropólogo, nasceu no Dondo aos 24 de Dezembro de 1916 e faleceu aos 25 de Julho de 1982.


Recorde-se que a colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano» foi apresentada no passado dia 01 de Fevereiro na Faculdade de Ciências e das Tecnologias da Universidade de São Tomé e Príncipe. Num encontro realizado na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros em São Tomé, e na presença do Embaixador de Angola, a família de Maurício Caetano fez questão de sublinhar que “a colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano» também faz parte do património cultural de São Tomé e Príncipe» uma vez que o seu autor, então menino órfão e desamparado, foi educado e acompanhado por um sacerdote espiritano oriundo daquele país.


Segundo a família do autor, o volume II da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano» poderá ser apresentado a público em Julho de 2023.


Para mais detalhes sobre a colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», queira consultar por favor:
https://shop.autores.club/pt/inicio/345-os-bantu-na-visao-de-mafrano-quase-memorias-volume-i.html

União dos Escritores Angolanos

União dos Escritores Angolanos

Foto: Semanário “Novo Jornal

A União dos Escritores Angolanos foi proclamada em 10 de dezembro de 1975, em sessão que contou com a presença do Presidente da República Popular de Angola, Dr. António Agostinho Neto, que proferiu um discurso onde refletiu sobre a dimensão cultural de Angola:


A cultura do povo angolano, é hoje constituída por pedaços que vão das áreas urbanas assimiladas às áreas rurais apenas levemente tocadas pela assimilação cultural europeia.


E porque as capitais como a nossa, agigantadas pela burocracia, exercem um efeito mágico sobre a maior parte do Pais, existe a tendência para a imitação, claro, visível no aspecto cultural. Dai uma responsabilidade muito especial da União dos Escritores Angolanos.


E terminou:


Sugiro aos Caros Camaradas e Colegas escritores que sejam aproveitadas ao máximo as condições para que os escritores trabalhem e produzam e observem cada canto do espaço geográfico nacional, vivendo a vida do povo. As condições materiais serão sempre criadas na medida do possível, até que possamos fazer do escritor, do artista, um profissional puro da cultura ligado à realidade sócio-política.


Recordamos que os objetivos da União dos Escritores Angolanos são:
— Promover a defesa da cultura angolana como património da Nação;
— Estimular os trabalhos tendentes a aprofundar o estudo das tradições culturais do povo angolano;
— Incentivar a criação literária dos seus membros, nomeadamente proporcionar-lhes condições favoráveis ao seu trabalho intelectual e à difusão das suas obras;
— Propiciar a revelação de novos escritores, orientando os seus esforços e dando-lhes o necessário apoio;
— Fortalecer os laços com a literatura e as artes dos outros Povos Africanos.

Em Maio do ano passado (2022) o secretário-geral da UEA, David Capelenguela, de 53 anos, foi candidato único à sua sucessão, numa lista que teve como novidade o poeta Lopito Feijóo, que agora ocupa o cargo de presidente da Mesa da Assembleia.

David Capelenguela afirmou em 2022 ao Jornal de Angola, em Luanda, como forma de balanço rápido, que os últimos três anos foram de resiliência à frente da UEA, devido à pandemia. Entre os feitos realizados, destacou, as 70 edições do projecto “Maka à Quarta-feira” e a promoção da literatura angolana no estrangeiro. “Ao longo do mandato anterior, foi assinado um acordo com a TV Zimbo, para a transmissão regular do projecto “Maka à Quarta-feira”, adiantou o escritor.

Na próxima quarta-feira recebemos na Biblioteca dos Coruchéus a “Maka à Quarta-feira” de 1 de Março de 2023, uma tertúlia com o tema “Literatura Angolana em Portugal” dirigida pelo poeta J.A.S. Lopito Feijóo K., acompanhado pelo antigo juiz-conselheiro do Tribunal Constitucional e escritor, Onofre dos Santos, e do escritor Tomás Lima Coelho.

Lançamento em Luanda, na UEA, do livro de Tomás Lima Coelho; “Autores e Escritores de Angola” (Ed. 2017), uma edição da Perfil Criativo

“Maka à quarta-feira” em Lisboa

“Maka à quarta-feira” em Lisboa

É com enorme satisfação que anunciamos a realização, em Alvalade, Lisboa, na quarta-feira, 1 de Março de 2023, às 17 horas, da famosa tertúlia “Maka à quarta-feira” da União dos Escritores Angolanos, numa parceria com a nossa editora, Perfil Criativo (Portugal).

Com o título “Literatura Angolana em Portugal” este encontro terá início pelas 16h30, começando a maka às 17 horas. O público está convidado a participar e a falar.

Oradores convidados

A divulgar brevemente

União dos Escritores Angolanos

Criada logo a seguir à independência nacional a UEA e alinhada com a revolução, foi fundamental no desenvolvimento cultural na República de Angola.

A UEA foi proclamada em 10 de dezembro de 1975, em sessão que contou com a presença do Presidente António Agostinho Neto, que proferiu um discurso programático onde refletiu sobre a dimensão cultural de Angola.

Entre os objetivos da UEA destacam-se:

  • Promover a defesa da cultura angolana como património da Nação;
  • Estimular os trabalhos tendentes a aprofundar o estudo das tradições culturais do povo angolano;
  • Incentivar a criação literária dos seus membros, nomeadamente proporcionar-lhes condições favoráveis ao seu trabalho intelectual e à difusão das suas obras;
  • Propiciar a revelação de novos escritores, orientando os seus esforços e dando-lhes o necessário apoio;
  • Fortalecer os laços com a literatura e as artes dos outros Povos Africanos.

Mapa de acesso à Biblioteca

O nossos autores de Angola

António Feijó Júnior

Armindo Laureano

Bernardino Luacute

Carlos Mariano Manuel

Clément Mulewu Munuma Yôk

Fernando da Glória Dias

Fernando Kawendimba

Filipe Zau

Filomena Barata

Filomeno Pascoal

Fragata de Morais

Francisco Van-Dúnem “Vadiago”

Gociante Patissa

Hélder Simbad

Igor de Jesus

Jaime de Sousa Araújo

J.A.S. Lopito Feijóo K.

João Ngola Trindade

Job Sipitali

Jonuel Gonçalves

José Bento Duarte

JRicardo Rodrigues

Kalunga

Karen Pacheco

Kiavanda Felix

Lobitino Almeida N’gola

Márcio Roberto

Maria Manuela Rocha

Marcolino Moco

Mário de Carvalho

Miguel Neto (Nível)

Nazário Muhongo

Paulino Maria Baiona

Patrício Wanderley Quingongo

Sandra Poulson

Sebastião Ló

Shafu Duchaque

Tomás Lima Coelho

Tony João

Ventura de Azevedo

Victor Torres

Wylsony dos Santos

Xavier de Figueiredo

JOVENS AUTORES ANGOLANOS

Sedrick de Carvalho

Fernando da Glória Dias

Orlando Castro

Mafrano (Maurício Francisco Caetano 1916–1982)

UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Ngongongo

Luzia Moniz

Contactos

Lançamento do livro “E agora quem avança somos nós” na livraria Tantos Livros

Lançamento do livro “E agora quem avança somos nós” na livraria Tantos Livros

Panguila | Niterói editora do Brasil, Elivulu, de Angola e Perfil Criativo de Portugal arrancam 2023 com o lançamento em Lisboa, na Tantos Livros (avenida marquês de Tomar 1B), um livro de Jonuel Gonçalves.

(…) sem precisar de raças, pois será avanço longo (…) Derrubar essa bandeira acabando com essa pandemia hiper secular, sem máscara, raça é máscara, máscara o principal, desviou a História para a raça.

Sobre este tema o autor deu uma grande entrevista ao jornal Expansão (6 de Janeiro de 2023) onde referiu:
“O que nos defende contra a dominação é a cidadania, concebida de acordo com a realidade demográfica mundial produzida pela História. Essa defesa é tão decisiva em relação aos grandes centros de poder como em relação aos poderes autoritários ou totalitários em África. Mesmo antes do surgimento das ideologias identitárias explicitas, já as praticavam para justificar o partido único e multiplicar estados inviáveis, em total contradição com o pan-africanismo. O sublinhar dessas identidades visou para as antigas potências a manutenção da sua hegemonia e para as elites africanas a oportunidade de reforçar o seu poder.”

Mais à frente afirmou: “É evidente que o identitarismo foi apenas um pretexto para excluir África dos grandes princípios universais inerentes à condição humana. O identitarismo desemboca quase sempre no racismo e, neste nosso caso, num autorracismo. A maioria das camadas dirigentes até aqui tentam impor a noção de que os africanos são tão diferentes que não têm os mesmos direitos do conjunto da humanidade e que as normas de desenvolvimento têm de ser diferentes. Por exemplo, têm de permitir aos chefes acumular riqueza como símbolo de poder, manipulando as tradições.

Temas para análise no lançamento que vamos realizar no próximo 16 de Fevereiro de 2023.

Agora quem avança somos nós” é um romance construído em formato cinematográfico dividido em onze episódios:

— Ladeira da Barra

— Escala em Dakar

— Sempre Dorothy

— Idrissa

— “Pardinha”

— Do voleibol de praia ao de quadra

— Sembéne esteve em Cabo Verde?

— Agudás Haratines e Crioulos

— Último trip (desta vez)a Uidá ou Ajudá

— Adilah

— Idrissa na zona de Arguim barco das Canárias em Nuadibu

Encontro/debate sobre o Sul de Angola na livraria Ferin

Encontro/debate sobre o Sul de Angola na livraria Ferin

O Sul de Angola e em especial o deserto de Moçâmedes vão estar em destaque na livraria Ferin, a partir do livro “Caraculo a minha paixão | Deserto de Moçâmedes (Namibe) | Álbum Fotográfico do século XIX e XX” (Ed. 2021) memórias de Victor Torres.

Livraria Ferin (Rua Nova do Almada 72, ao Chiado, em Lisboa)

10 de Fevereiro de 2023, às 16h30

Inclui prova de vinho “Vale do Bero” e para quem adquirir o livro “Caraculo a minha paixão” receberá 1.000 escudos do Banco de Angola, para servir de marcador.

Homenagem ao Cónego José da Costa Frotta e a apresentação da colectânea «Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias»

Homenagem ao Cónego José da Costa Frotta e a apresentação da colectânea «Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias»
Acima, está a imagem da audiência que foi concedida no fim da manhã de quarta-feira, dia 01 de Fevereiro, pelo Secretário Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Carlos Moreno. O embaixador de Angola também esteve presente., “Com a nossa presença, queremos dizer que Os Bantu na visão de Mafrano passam a ser também um património da República Democrática de São Tomé e Príncipe, num gesto de sublime gratidão ao cónego José da Costa Frotta que educou o autor desta colectânea, desde órfão”, foi o que declaramos em nome da família de Maurício Caetano “Mafrano”.

O AUDITÓRIO DA FACULDADE DE CIÊNCIAS E DAS TECNOLOGIAS da Universidade de São Tomé e Príncipe testemunhou a prestação de uma homenagem ao Cónego José da Costa Frotta e a apresentação da colectânea «Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias» do escritor e etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, no passado dia 01 de Fevereiro.
A apresentação da colectânea esteve a cargo da profª drª Natália Umbelina, da Universidade de São Tomé e Príncipe enquanto a CEAST (Conferência Episcopal da Angola e São Tomé e Príncipe) esteve representada pelo Vigário Geral da Diocese, padre João de Ceita Nazaré.
Mais do que quaisquer palavras, as imagens mostram-nos a envergadura da cerimónia que contou com a presença de ilustres personalidades da vida política, diplomática, académica, social e religiosa de São Tomé e Príncipe, incluindo o embaixador de Angola.
O autor desta colectânea, Maurício Francisco Caetano, nascido em 1916 e falecido em 1982, foi um ex-Seminarista de quem o cónego José da COSTA FROTTA, nascido em S. Tomé, foi tutor, na cidade angolana do Dondo e no Seminário do Sagrado Coração de Jesus de Luanda.
O cónego José da COSTA FROTTA foi muito mais do que isso, e daí a razão da homenagem: o sacerdote santomense (1879-1954) fundou a primeira Escola da Missão Católica do Dondo, onde trabalhou durante 22 anos, desde 1908, tendo sido também pároco da célebre Igreja da Muxima, na Província de Luanda, além das passagens que teve pelas províncias de Malanje e Bengo.
Como gesto de sublime gratidão a Família de Maurício Caetano foi a São Tomé fazer-lhe esta homenagem e aproveitou também a ocasião para anunciar o lançamento do Volume II desta colectânea, previsto para Julho de 2023.
«”Os Bantu na visão de Mafrano” passam a ser também um património histórico da República Democrática de São Tomé e Príncipe, como gesto de gratidão ao cónego José da Costa Frotta que educou o autor desta obra”, disse a família de Maurício Caetano, “Mafrano,” durante uma audiência que lhe foi concedida no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
«Os Bantu na visão de Mafrano» é uma colectânea de Antropologia Cultural em três volumes que está a ser compilada pela família de Maurício Caetano partir de textos dispersos em jornais e revistas para os quais o autor escreveu de 1946 a 1982.

Sul de Angola, “onde tudo é diferente”, encontro com Victor Torres na livraria Ferin

Sul de Angola, “onde tudo é diferente”, encontro com Victor Torres na livraria Ferin

Victor Manuel Mendonça Torres nasceu em Moçâmedes, Angola, sendo descendente directo de luso-brasileiros da segunda migração que chegou de Pernambuco, no Brasil para viver naquela baía entre o mar e o deserto, local inóspito onde começava a despontar o projecto da cidade que hoje ali encontramos.

Neto do soba Torres, conhece profundamente o deserto do Namibe e a cidade de Moçâmedes, os seus segredos, como o desconhecido projecto de independência ainda no tempo do Estado Novo, as relações comerciais com a ilha de Santa Helena e sorri com a falta de verticalidade política para alterar o nome da cidade que advém do título nobiliárquico criado por D. Maria I de Portugal, por Carta de 13 de Agosto de 1779, em favor de José de Almeida e Vasconcelos, antes 13.º Senhor de Mossâmedes e depois Primeiro Visconde da Lapa.

Este encontro na histórica livraria Ferin (1840) é uma oportunidade para conhecermos este nosso autor, as personagens da sua família, a sua relação com os mucubais (hereros), e descobrir os segredos e as potencialidades de Moçâmedes, Caraculo e do Deserto do Namibe.

10 de Fevereiro de 2023, às 16h30 — Conversa debate sobre o Sul de Angola

Livraria Ferin — Rua Nova do Almada 72, no Chiado, Lisboa

Victor Torres com a família no Sul de Angola