Segredos da MISSANG: A história por trás da política externa angolana

Segredos da MISSANG: A história por trás da política externa angolana

Luanda, Novembro de 2025 – O livro Angola e os desafios da estabilidade em África – Lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau, de Zeferino Pintinho, chega ao público em novembro trazendo uma análise inédita sobre a segurança e defesa em África, temas habitualmente envoltos em muito segredo e reserva diplomática.

Fruto de um trabalho académico rigoroso e da experiência direta do autor, a obra investiga o papel da Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (2007-2022), revelando como Angola procurou afirmar-se como potência regional através da cooperação militar, da política externa e da diplomacia estratégica.

Ao explorar os avanços, retrocessos e dilemas da MISSANG, o livro vai além da narrativa oficial e oferece ao leitor uma visão crítica sobre:

  • A ligação entre segurança, desenvolvimento e estabilidade política em África;
  • O papel das organizações internacionais e regionais nos processos de reforma militar;
  • Os desafios da política externa angolana num continente marcado por conflitos e transições políticas.

Combinando teoria, documentos inéditos e entrevistas a protagonistas do processo, Angola e os desafios da estabilidade em África torna-se uma leitura essencial para académicos, diplomatas, militares e todos os interessados em compreender os bastidores da segurança e da geopolítica africana no século XXI.

O autor Zeferino Pintinho e o editor da Perfil Criativo | AUTORES.club têm a honra de convidar para a cerimónia oficial de lançamento do livro Angola e os desafios da estabilidade em África – lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau (MISSANG), que terá lugar na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa próximo dia 9 de janeiro de 2026, às 19h00

Lançamento em Luanda

Convite para a cerimónia oficial de lançamento do livro Angola e os desafios da estabilidade em África – lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau (MISSANG), que aconteceu no Arquivo Nacional de Angola, no passado dia 5 de novembro de 2025


Público-alvo

Público académico e científico

  • Universidades e centros de investigação nas áreas de Ciência Política, Relações Internacionais, Estudos Africanos, Segurança e Defesa.
  • Estudantes e investigadores de mestrado e doutoramento que estudem geopolítica, segurança internacional ou política externa africana.
  • Bibliotecas académicas e plataformas de pesquisa científica.

Profissionais de defesa, segurança e diplomacia

  • Militares e oficiais envolvidos em operações de paz, missões internacionais e estratégias de defesa.
  • Corpos diplomáticos e organizações internacionais (ONU, UA, CEDEAO, CPLP, SADC) com atuação em África.
  • Think tanks e instituições focadas em segurança internacional, paz e desenvolvimento.

Decisores políticos e governamentais

  • Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros de países africanos e lusófonos.
  • Parlamentares e assessores em áreas de política externa e segurança.
  • Organismos de cooperação internacional ligados à paz e desenvolvimento.

Leitores interessados e público especializado

  • Leitores com interesse em história contemporânea de África, política internacional e geoestratégia.
  • Jornalistas e analistas políticos que cobrem segurança internacional e relações internacionais em África.
  • Profissionais de ONGs e organizações de desenvolvimento que atuem em zonas de conflito.

Título: Angola e os desafios da estabilidade em África – Lições da Missão de Cooperação para a Reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau
Autor: Zeferino Pintinho
ISBN: 978-989-9209-29-9
PVP (UE-Portugal): 20,00 euros
Número de Páginas: 272
Língua: Português
Data de Publicação: Novembro de 2025
Editora: Perfil Criativo – Edições

Para mais informações ou pedidos de entrevista com o autor:
info@autores.club

Do mito à política: voo do Humbihumbi inspira lançamento de Ensaios I na Biblioteca Palácio Galveias

Do mito à política: voo do Humbihumbi inspira lançamento de Ensaios I na Biblioteca Palácio Galveias

Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, foi palco no dia 3 de setembro do lançamento oficial de Ensaios I — (Compilação de Textos, Comentários, Palestras e Conferências – entre 2007 e 2018), de Eugénio Costa Almeida, investigador e académico.

O evento contou com a participação especial de João Fernando André, académico angolano e poeta, e de Sedrick de Carvalho, editor da ELIVULU, editora parceira da Perfil Criativo | AUTORES.club na publicação deste livro.

À distância, a partir de Luanda, juntou-se o sociólogo Celso Malavoloneke, autor do prefácio, que explicou as razões pelas quais comparou Eugénio Costa Almeida ao Humbihumbi, o pássaro mítico da tradição umbundu, símbolo de visão ampla e de capacidade de observar ao longe, associando esta metáfora ao olhar crítico e atento do autor sobre Angola e o espaço africano.

Malavoloneke sublinhou ainda a importância da diáspora no pensamento contemporâneo africano, mas não deixou de trazer à mesa o muito repetido adjectivo “colono” e finalizou a intervenção revelando superficialmente a existência de tribalismo.

No seu estilo provocador atento, João Fernando André pegou no tema da diáspora, em particular a afastada do território nacional no violento processo de 75, para abrir um diálogo vivo com Eugénio Costa Almeida, num debate rápido, mas intenso, que revelou a atualidade e a profundidade das questões levantadas no livro.

No final, ficou a sensação de que a Biblioteca Palácio Galveias foi pequena para a grandeza dos temas em discussão, deixando no ar a promessa de novos encontros e conversas para explorar os desafios políticos e culturais de Angola.

A equipa da RTP entrevista Eugénio Costa Almeida

Troca de ideias com o autor

Apresentação de Ensaios I
Apresentação de Ensaios I
Colecção Estudos
Colecção Estudos

Salif Keita em Luanda no Dia do Herói Nacional

Salif Keita em Luanda no Dia do Herói Nacional

Luanda — A capital angolana recebe, a 17 de Setembro (Dia do Herói Nacional), um concerto de Salif Keita, lenda viva da música, no CCB – Centro de Conferências de Belas, às 19h00. O espetáculo integra as comemorações dos 50 anos da Independência de Angola e terá participação especial de Ndaka Yo Wiñi, uma das vozes mais marcantes do afro-jazz angolano. Os bilhetes estão à venda por Kz 20.000.

Música e repertório

Conhecido como a Voz de Ouro de África”, Salif Keita funde tradições mandingas com afro-pop e jazz, num percurso que o levou da Super Rail Band aos Ambassadeurs, e a êxitos como “Madan”“Yamore” (dueto com Cesária Évora) e “Africa”. A sua estética cruza balafon, kora e percussões com guitarras e teclados modernos, uma assinatura que promete marcar o alinhamento em Luanda.

O convidado Ndaka Yo Wiñi (Benguela) traz ao palco a pesquisa das matrizes ovimbundu e géneros como lundongo, cruzando-os com jazz, blues e folk. O seu álbum “Olukwembo” (2018) e temas recentes como “Kolongolo” (2025)consolidaram-na como referência da nova música angolana de raiz.

Enquadramento institucional

O concerto decorre num ano de efemérides e com o Ministério da Cultura a dar visibilidade às artes. À frente da pasta está Filipe Zau, músico, compositor e professor, ministro desde 2021, reforçando a ligação directa entre a governação e a prática artística.

À procura de antigos estudantes da Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues (Nova Lisboa – Huambo, Angola)

À procura de antigos estudantes da Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues (Nova Lisboa – Huambo, Angola)

Esta fotografia, tirada em 1973, durante uma excursão à ilha do Mussulo, regista um momento de juventude, amizade e partilha entre antigos estudantes da Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues, em Nova Lisboa Huambo, Angola.

Mais de 50 anos passaram desde então. A História separou estes jovens: a independência de Angola, a longa e violenta guerra fratricida e a diáspora afastaram companheiros que outrora partilharam sonhos, aulas e momentos inesquecíveis.

Na imagem estão identificados, entre outros, o brigadeiro Fonseca Emanuel Chindondo, o general Alcídio dos Santos Kanjila e Hossi Mussili. Muitos outros nomes, porém, a memória já não alcança.

Hoje, Fonseca Emanuel Chindondo, autor do livro Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992), publicado este ano, 2025, pela Perfil Criativo | AUTORES.club, deseja reencontrar os seus antigos colegas para um grande encontro ao fim de meio século.

Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)
Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)

Se estudou na Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues no início da década de 1970, ou reconhece alguém nestas fotografias, convidamo-lo a entrar em contacto com a nossa equipa.

Contactos através do email: info@autores.club

Juntos, queremos reconstruir laços, recuperar memórias e celebrar a vida e a amizade que resistiram ao tempo e à distância.

Antigos estudantes da Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues em Nova Lisboa, em 1973

Feira do Livro do Porto revela nova literatura de São Tomé e Príncipe

Feira do Livro do Porto revela nova literatura de São Tomé e Príncipe

No passada quinta-feira 28 de agosto de 2025, a Feira do Livro do Porto recebeu a pré-apresentação do livro Meu Gastoso, Minha Gostosa, Meu Amor — Crónicas Íntimas, de Rafael Branco, cujo lançamento oficial acontecerá no próximo dia 3 de setembro, na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa.

Nesta sessão especial, a Perfil Criativo | AUTORES.club esteve representada pelo poeta angolano João Fernando André, autor de Evangelho Bantu e atualmente a concluir o seu doutoramento em Literatura na Universidade de Lisboa. Em diálogo com João Fernando André e com o público, Rafael Branco partilhou as motivações que o levaram à escrita desta obra, sublinhando a dimensão pessoal e artística que marca este novo livro.

O encontro contou ainda com a participação ativa de leitores presentes na Feira do Livro do Porto, que colocaram várias questões ao autor sobre o processo criativo e a relação entre a escrita íntima e a formação académica em São Tomé e Príncipe.

Rafael Branco de São Tomé e Príncipe e João Fernando André de Angola

Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas
Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas

Sobre o livro

Meu Gastoso, Minha Gostosa, Meu Amor — Crónicas Íntimas reúne textos de forte carga emocional, em que o autor explora a intensidade do amor, do desejo e das relações humanas. As crónicas revelam um olhar intimista e poético, marcado por uma escrita sensível e visceral, onde se cruzam paixão, ternura, erotismo e contemplação da vida quotidiana.

Perfil Criativo | AUTORES.club na Feira do Livro do Porto

As novidades editoriais da Perfil Criativo | AUTORES.club estão disponíveis no stand da PromoBooks até ao próximo 7 de setembro.

“Se o possível se faz todos os dias… tentemos o impossível!”

“Se o possível se faz todos os dias… tentemos o impossível!”

Lançamento Oficial – Ensaios I, de Eugénio Costa Almeida
Biblioteca Palácio Galveias
3 de setembro, 20h00

No próximo dia 3 de setembro, às 20h00, a Biblioteca Palácio Galveias acolhe o lançamento oficial de Ensaios I, de Eugénio Costa Almeida.

A obra reúne uma seleção de textos, conferências e intervenções entre 2007 e 2018, abordando temas centrais da política, economia e sociedade africanas, bem como o papel da diáspora e da lusofonia. Trata-se de uma reflexão crítica e académica, mas também profundamente comprometida com o futuro.

O surpreendente prefácio é assinado pelo sociólogo Celso D. J. Malavoloneke, que sublinha a singularidade do olhar do autor — um “voo de humbihumbi antropológico”, capaz de cruzar rigor académico com uma visão enraizada na experiência angolana e na vivência da diáspora.

Eugénio Costa Almeida, académico e investigador, é uma das vozes mais atentas às dinâmicas africanas contemporâneas, com uma obra que se distingue pelo equilíbrio entre análise científica e intervenção cívica.

Uma oportunidade para conhecer, refletir e dialogar sobre os caminhos de Angola, de África e do espaço lusófono no século XXI.

Colecção Estudos
Ensaios I, integrado na colecção Estudos

1976: O ano em que Portugal reconheceu a República Popular de Angola — e quase não o fez

1976: O ano em que Portugal reconheceu a República Popular de Angola — e quase não o fez

Lançamento Oficial do Livro O “reconhecimento” do Governo angolano pelo Estado português (1976)As visões político-partidárias do PS, PPD/PSD e PCP
Autor: Domingos Cúnua Alberto
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Auditório Sedas Nunes
25 de setembro de 2025 (quinta-feira), 17h00 — Entrada Livre

A editora Perfil Criativo | AUTORES.club convida para o lançamento oficial do primeiro livro do jovem investigador angolano, Domingos Cúnua Alberto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que reconstrói um dos episódios mais sensíveis da história contemporânea de Angola e Portugal: o conturbado processo de reconhecimento oficial da independência de Angola por parte do Estado português, concluído apenas em fevereiro de 1976.

Destaques da obra

  • Três partidos, três visões: Como PS, PPD/PSD e PCP interpretaram e influenciaram a política externa portuguesa face a Angola no rescaldo da Revolução dos Cravos.
  • Bastidores diplomáticos: O que revelam os debates do Conselho da Revolução, os impasses nos Conselhos de Ministros e as posições contraditórias dos partidos em relação ao MPLA.
  • Geopolítica da Guerra Fria: A influência da conjuntura internacional no atraso do reconhecimento, com pressões da URSS, EUA, Brasil e da ONU.
  • Fontes inéditas: A obra baseia-se em documentação até agora pouco explorada, incluindo atas militares, imprensa partidária e arquivos diplomáticos.

Sobre o autor:

Domingos Cúnua Alberto é investigador angolano, doutorando em História Contemporânea no ISCTE-IUL. Especializa-se nos processos de descolonização africana, com foco nas relações político-diplomáticas entre Portugal e Angola no período pós-25 de Abril. Esta é a sua primeira obra publicada, fruto de pesquisa meticulosa que cruza fontes portuguesas e angolanas.

Uma oportunidade para refletir

Este lançamento constitui uma oportunidade para refletir sobre o papel determinante da política interna portuguesa nas decisões de política externa no período pós-revolucionário, compreender o reconhecimento diplomático como um ato político e simbólico de grande alcance, e revisitar as raízes históricas que moldaram as complexas e duradouras relações entre Portugal e Angola.

O “Reconhecimento” do Governo Angolano pelo Estado Português 1976"
O “Reconhecimento” do Governo Angolano pelo Estado Português 1976″

Uma história esquecida. Um feito notável. Um reencontro com a verdade

Uma história esquecida. Um feito notável. Um reencontro com a verdade

Lançamento oficial do livroA Primeira Travessia da África Austral” (Ed. 2025) de José Bento Duarte

Padrão dos Descobrimentos, Belém – Lisboa
29 de Outubro de 2025 (quarta-feira), 16h30
Entrada livre (sujeita a reserva)

No coração da História de África, há uma travessia épica que o tempo tentou apagar. Dois homens africanos sob bandeira portuguesa, Pedro João Baptista e Anastácio Francisco, pombeiros angolanos, atravessaram o continente, de Malange a Tete, entre 1802 e 1814. Fizeram-no sem mapas, sem tecnologias modernas, mas com conhecimento profundo das rotas, povos e geografia do interior africano. Foram os primeiros a realizar e a documentar uma travessia completa da África Austral, de ida e volta.

Curiosamente, exploradores europeus como o escocês David Livingstone ou o português Francisco de Lacerda e Almeida, cujos nomes foram imortalizados na História oficial, beneficiaram das informações, rotas e registos produzidos por estes dois africanos — cuja memória, porém, foi injustamente silenciada. Este livro vem corrigir essa omissão histórica, devolvendo a Pedro João Baptista e Anastácio Francisco o lugar que lhes pertence.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

O lançamento contará com a presença de personalidades de relevo de Portugal, Angola e Moçambique, num momento simbólico de reencontro entre os dois países e de justa homenagem ao protagonismo africano na História.

SOBRE O LIVRO

A Primeira Travessia da África Austral (Ed. 2025) propõe uma leitura crítica e rigorosa da expansão portuguesa em África, desde os mitos europeus sobre o continente até à instalação do sistema colonial. O autor percorre os episódios fundamentais das descobertas, da ocupação e do contacto entre civilizações, culminando na epopeia dos dois pombeiros, baseada em fontes documentais e análises historiográficas.

A obra inclui ainda um prefácio de Uina yo Nkuau Mbuta (Prof. Doutor Carlos Mariano Manuel), médico patologia, investigador e Prémio Personalidade Lusófona 2023, que sublinha a relevância histórica e política desta recuperação da memória.

SOBRE O AUTOR

José Bento Duarte, natural de Moçâmedes, é ensaísta e investigador, com um percurso dedicado ao estudo da História de Angola e Portugal. Autor de três livros que aliam rigor e sensibilidade humanista, tem sido uma voz ativa na divulgação de episódios esquecidos da História Portugal em África.

Em A Primeira Travessia da África Austral, José Bento Duarte recupera com lucidez e profundidade uma narrativa que honra a coragem de dois luso-angolanos e reequilibra o olhar sobre o passado comum, revelando os fundamentos de uma História partilhada que urge ser contada com verdade.

Peregrinos da Eternidade
Peregrinos da Eternidade — Crónicas Ibéricas Medievais
A primeira Travessia da África Austral
A Primeira Travessia da África Austral
Senhores do Sol e do Vento
Senhores do Sol e do Vento

RESERVAS

A entrada é livre, mas o espaço é limitado.
Reserve com antecedência através do telefone: 214 001 788
Ou envie um e-mail para: encomendas@autores.club

Organização: Autores.club | com o apoio do Padrão dos Descobrimentos
Data: Quarta-feira, 29 de Outubro de 2025
Hora: 16h30
Local: Auditório do Padrão dos Descobrimentos, Belém – Lisboa

Padrão dos Descobrimentos
Padrão dos Descobrimentos em Belém, Lisboa

“O País” dá voz à herança bantu de Mafrano

“O País” dá voz à herança bantu de Mafrano

O jornal O País, na sua edição desta quinta-feira, 14 de agosto, dedicou destaque de página inteira ao lançamento do volume III da obra Os Bantu na Visão de Mafrano, de Maurício Francisco Caetano, realizado na última terça-feira, 12, no auditório da Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda.

Segundo a reportagem do diário angolano, o evento reuniu familiares, amigos, académicos, representantes de instituições culturais e membros da Igreja Católica, confirmando a relevância e o impacto cultural da obra. O livro retrata a civilização bantu, seus valores e tradições, bem como episódios da era colonial, numa análise profunda e reflexiva.

Com mais de 800 páginas e 28 capítulos, a publicação foi concluída pela família após a morte do autor, em 2011, mantendo-se fiel ao propósito de Mafrano de preservar e valorizar a cultura africana. O jornal O País sublinha que o pensamento do autor, marcado por princípios de solidariedade, justiça e dignidade, continua atual e inspirador.

Na cerimónia, Dom Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, recordou Mafrano como “um bom fiel da Igreja Católica”, destacando a coerência entre fé e vida. O O País também relembra o percurso multifacetado de Mafrano como economista, funcionário público, jornalista e cronista em importantes órgãos de comunicação social angolanos.

Prémio Nacional de Cultura
Prémio Nacional de Cultura Artes 2024

jornal O País é um diário angolano fundado em 2008 e editado pelo Grupo Medianova, um dos principais grupos privados de comunicação social do país. Com circulação nacional e presença online, o periódico cobre temas de política, economia, sociedade, cultura, desporto e atualidade internacional, distinguindo-se pela atenção dedicada a acontecimentos culturais e académicos relevantes. O destaque dado ao lançamento do volume III de Os Bantu na Visão de Mafrano confirma o interesse da imprensa angolana em valorizar o património histórico e intelectual do país.

Terceiro volume de Mafrano revelado em Luanda

Terceiro volume de Mafrano revelado em Luanda

Luanda, 12 de agosto de 2025 – A trilogia póstuma Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias, do escritor e antropólogo angolano Maurício Francisco Caetano, conhecido como “Mafrano”, chegou ao seu encerramento com a apresentação do terceiro e último volume, revelado ao público nesta terça-feira na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda. A cerimónia contou com a apresentação do Arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias e a editora Perfil Criativo | AUTORES.club foi representada pelo psicólogo clínico e escritor Fernando Kawendimba.

Dom Filomeno Vieira Dias

Intervenção de Fernando Kawendimba em representação do editor

Apresentação da obra de Mafrano em Luanda
Apresentação da obra de Mafrano em Luanda

Este volume final, com 327 páginas distribuídas em 18 capítulos, organiza os escritos inéditos do autor entre 1947 e 1982 em três partes temáticas: (i) Civilização Bantu, (ii) Temática Religiosa, e (iii) Questões Sociais e Episódios Vividos — mantendo, assim, a abrangência e profundidade características dos volumes anteriores.

A coletânea foi reconhecida com o Prémio Nacional da Cultura e Artes 2024, na categoria de Investigação em Ciências Humanas e Sociais, atribuída pelo Ministério da Cultura da República de Angola.

Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias — Volume III
Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias — Volume III
Mafrano em Malanje
Mafrano em Malanje
Lançamento do terceiro volume da colectânea de Mafrano
Lançamento do terceiro volume da colectânea de Mafrano