A sessão será transmitida em direto através da plataforma Zoom, permitindo a participação de numerosos autores que se encontram fora de Lisboa, residentes em Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Este formato híbrido reforça o caráter inovador do evento e alarga o debate a uma verdadeira dimensão transnacional.
50 anos de Independências Africanas vistos por quem as viveu
A obra coletiva 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos, coordenada por Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde, reúne um vasto e plural conjunto de autores, académicos, escritores, jornalistas e responsáveis políticos, que refletem, a partir da experiência direta, sobre meio século de independência nos países africanos.
Com contributos de Alcides Sakala, Ana “Margoso”, Anastácio Sicato, Arlete Chimbinda, Belarmino Van-Dúnem, Carlos Veiga, Celso Malavoloneke, Denilaide Cunha, Domingos Kimpolo Nzau, Domingos Simões Pereira, Eusébio Sanjane, Gilvanete Chantre, Humberto Macaringue, Isaac Paxe, Jacques dos Santos, Jerónimo Belo, João Carlos do Rosário, João Carlos, João Craveirinha Jr, João Sicato Kandjo, Joaquim Rafael Branco, Jorge Castelo David, José Luís Mendonça, José Maria Neves, José Miguel Ferro, José Ulisses Correia e Silva, Manuel Fragata de Morais, Maria da Imaculada Melo, Maria João Teles Grilo, Maria Olinda Beja, Mihaela Webba, Onofre dos Santos, Orlando de Castro, Sandra Poulson, Sedrick de Carvalho, Sónia Santos Silva, Tomás Lima Coelho, Victor Hugo Mendes, William Tonet e Zeferino Boal, o livro traça um retrato crítico e multifacetado dos sucessos, frustrações, continuidades e ruturas que marcaram as últimas cinco décadas.
Trata-se de uma obra de memória, análise e projeção futura, onde se cruzam perspetivas históricas, políticas, sociais e culturais, sempre a partir do olhar dos próprios cidadãos africanos.
Angola e os desafios da estabilidade em África
O segundo livro em destaque, Angola e os desafios da estabilidade em África, de Zeferino Pintinho, centra-se no papel de Angola no contexto regional e continental, analisando os desafios da estabilidade política, da segurança, da diplomacia e do desenvolvimento sustentável em África.
A obra propõe uma leitura estratégica do posicionamento angolano num continente em transformação, sublinhando responsabilidades, oportunidades e riscos num cenário internacional cada vez mais complexo.
Um debate da África Latina sem precedentes em Lisboa
Este encontro assume um caráter inédito ao colocar, num mesmo espaço físico e digital, uma reflexão conjunta sobre os países africanos de língua oficial portuguesa, cruzando experiências nacionais, trajetórias históricas e desafios comuns.
A apresentação na Biblioteca Palácio Galveias afirma-se, assim, como um momento de diálogo aberto entre África e Europa, entre gerações e entre diferentes campos do saber, convidando o público presencial e online a participar numa análise profunda sobre o passado, o presente e o futuro das independências africanas.
Data: sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 Hora: 18h00 Local: Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa Transmissão: em direto via Zoom
Um acontecimento imperdível para leitores, investigadores, estudantes e todos os interessados no pensamento africano contemporâneo e no espaço de língua portuguesa.
O prefaciador preso: a atualidade dramática de um livro sobre África
À data da apresentação desta obra em Lisboa, Domingos Simões Pereira encontra-se detido na Guiné-Bissau, no contexto da instabilidade política vivida naquele país desde o final de 2025. A sua ausência no evento resulta, assim, de uma situação de violência política, amplamente noticiada por órgãos de comunicação social internacionais e acompanhada com preocupação.
Este facto confere um significado político e simbólico acrescido à apresentação do livro, reforçando a atualidade do debate em torno da estabilidade, da governação democrática e da segurança em África, temas centrais da obra agora apresentada.
A sessão na Biblioteca Palácio Galveias será também um momento de reflexão, reafirmando o papel do livro, do pensamento crítico e do diálogo como instrumentos essenciais na construção de sociedades mais justas e estáveis.
Poemas escritos entre 1975 e 1980, no exílio forçado de um jovem jornalista angolano
A poesia pode ser um grito, um arquivo da memória e um acto de resistência. É nesse território que se inscreve Egosismo (o sismo de magnitude máxima que atingiu o meu ego), livro de poesia de Orlando Castro, jornalista angolano e refugiado de guerra no sangrento processo de independência de Angola.
Escritos entre 1975, ano da saída forçada de Angola, e 1980, estes poemas nascem num dos períodos mais violentos e silenciados da história contemporânea angolana. Após o Acordo do Alvor, o processo de independência rapidamente se desfez: o MPLA avançou unilateralmente para a tomada do poder político, apoiado pela União Soviética, Cuba e a República Democrática Alemã, precipitando o país numa violenta guerra fratricida. A prometida libertação deu lugar à perseguição, ao exílio, à repressão e a práticas de limpeza política e étnica que marcaram gerações.
É nesse contexto que o jovem poeta, ainda com Angola viva no sangue, fixa no papel a dor colectiva, o desterro, a morte e a traição do sonho independentista. Egosismo é mais do que um livro de poesia: é um documento humano, político e histórico.
No prefácio, o investigador e ensaísta Eugénio Costa Almeida sublinha a natureza indomável desta escrita, afirmando:
“Quando o poeta é livre como o Catuituí, nada há que o engaiole…”
A liberdade do poeta é aqui inseparável da sua recusa do silêncio e da submissão. Orlando Castro escreve como quem sobrevive, como quem denuncia, como quem se recusa a aceitar a normalização da barbárie.
Ao longo de duas partes, o livro reúne poemas de forte impacto emocional e simbólico, entre os quais se destacam:
“Minha Irmã Vala Comum”, um dos textos mais violentos e lúcidos sobre a morte colectiva, onde o poeta afirma, sem concessões, que a vala comum é “multirracial”, denunciando a mentira ideológica da guerra;
“Angola Desespero”, um retrato seco e devastador de um país entregue ao sofrimento de mães, crianças e velhos;
“A Minha Guerra”, onde a experiência individual se funde com a tragédia nacional;
“Não Sou Português”, poema de identidade ferida, escrito no exílio, entre a rejeição e a perda;
“Missão Para Minha Filha”, texto de denúncia frontal contra os responsáveis pela destruição do país, lançado como herança ética às gerações futuras;
“Quem Canta o Meu Povo?”, um violento ajuste de contas com os mitos revolucionários e com a descolonização feita à custa do massacre do próprio povo.
A par da denúncia, há também espaço para a esperança, o amor, a memória e a utopia, como em “Cântico para o Amanhã”, “O Amor e a Paz” ou “Não Chores Poeta”, onde a poesia insiste em sobreviver mesmo no meio das ruínas.
Egosismo é, assim, a voz de um poeta-jornalista que recusou ser cúmplice da amnésia histórica. Um livro incómodo, necessário e profundamente actual, que devolve à poesia a sua função primordial: dizer o que muitos quiseram apagar.
Egosismo dirige-se a leitores de poesia e pensamento crítico, em particular:
Leitores de poesia social e política, interessados em literatura de denúncia, memória e resistência.
Público angolano e da diáspora, especialmente gerações marcadas pela guerra, pelo exílio e pela descolonização.
Académicos, investigadores e estudantes das áreas de Estudos Africanos, História Contemporânea, Literatura e Estudos Pós-Coloniais.
Jornalistas, historiadores e leitores de ensaio político, atentos às narrativas silenciadas do processo de independência de Angola.
Leitores portugueses interessados nas consequências humanas e históricas da descolonização.
Ativistas e instituições ligadas aos direitos humanos e à memória histórica.
Um livro para quem recusa o esquecimento e procura compreender, através da poesia, a violência, o exílio e a traição dos ideais da independência angolana.
Foi publicado em 2022 o livro Ensino dos Números, Sequências e Padrões: Tarefas para o 2.º Ciclo do Ensino Secundário em Angola, da autoria de Jerónimo Sanchos Mendes Evaristo, Paula Maria Machado Cruz Catarino, Ana Paula Florêncio Aires e Helena Maria Barros de Campos, uma obra concebida como ferramenta prática de apoio ao professor para o ensino das sequências numéricas e padrões, tópico integrante do programa do 2.º Ciclo do Ensino Secundário Geral (CESG) em Angola. Este livro o primeiro a ser promovido em 2026 está disponível em Luanda nas livrarias Komutú.
Um livro pensado para a sala de aula
A obra parte de um princípio pedagógico claro: o uso de tarefas como estratégia para promover raciocínio, resolução de problemas, comunicação matemática e aprendizagem ativa, defendendo a integração de tarefas contextualizadas no dia a dia dos alunos para aumentar motivação e compreensão.
O que o livro traz (conteúdo e estrutura)
O volume está organizado em três blocos principais:
Introdução e enquadramento do tema (números, sequências e padrões), reforçando a importância da Matemática como linguagem transversal e o papel das sequências (como a de Fibonacci) no ensino e na motivação dos alunos.
A importância do uso de tarefas no ensino da Matemática, com foco na necessidade de práticas pedagógicas que desenvolvam criatividade, pensamento crítico e competências do século XXI no contexto angolano.
Propostas de tarefas (núcleo do livro), divididas em dois grandes grupos.
Grupo 1 — Tarefas contextualizadas com vivências do dia a dia em Angola
Este grupo apresenta tarefas com introdução ao contexto e atividades sequenciais, concebidas para serem implementadas em sala de aula e ligadas à realidade dos alunos.
Inclui ainda atividades introdutórias para trabalhar o número de prata e o número de ouro, como ponto de partida.
Exemplos de tarefas (entre outras):
Sequência de Pell em bijutaria (a partir de formas geométricas observadas em peças usadas nos PALOP).
Sequência de Fibonacci num campo de futebol (com medição e exploração do retângulo e da proporção áurea).
Fibonacci numa estrela (a partir de símbolos, incluindo a análise de uma estrela na Insígnia de Angola).
Fibonacci numa samacaca (padrões geométricos e proporção áurea em tecido angolano).
Fibonacci e o ananás (contagem de espirais e relação com a sequência).
Introdução aos números de Padovan em artesanato (a partir de triângulos e referências a balaios/artefactos).
Procura de padrões no número de ouro e procura do número de ouro num luando, promovendo investigação e ligação a objetos culturais.
Grupo 2 — Tarefas com construções geométricas elementares
Este grupo foca-se em tarefas baseadas em construções geométricas (régua e compasso), usando a Geometria como elemento de motivação e transposição didática para chegar ao conceito de sucessão/sequência, com contactos com sequências como Fibonacci, Pell e Padovan.
Inclui tarefas como:
Construção do retângulo de ouro a partir de um quadrado;
Construção do retângulo de prata;
Construção rigorosa da sequência de Padovan a partir de um triângulo equilátero;
Construção de um triângulo dourado a partir de um pentágono;
Triângulo de Pascal e a sequência de Fibonacci;
Ligação do número de prata à trigonometria via construção de um octógono.
Um recurso alinhado com o contexto angolano
O livro foi desenvolvido com a preocupação explícita de apoiar um ensino da Matemática contextualizado, incorporando cultura, linguagem, experiências e objetos do quotidiano, com tarefas pensadas para maior envolvimento dos alunos.
Professores, escolas e colégios do ensino secundário estão convidados a descobrir e aplicar em sala de aula o livro Ensino dos Números, Sequências e Padrões, uma obra pensada para apoiar a prática pedagógica quotidiana e enriquecer o ensino da Matemática em Angola. Com propostas de tarefas concretas, contextualizadas e alinhadas com os programas curriculares, este livro oferece ferramentas que promovem o raciocínio matemático, a participação ativa dos alunos e a ligação entre a Matemática e o quotidiano angolano, contribuindo para aulas mais dinâmicas, significativas e eficazes.
Em 2025, assinalaram-se os 50 anos das independências dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Para celebrar e refletir sobre esta efeméride histórica, os coordenadores Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde reuniram uma obra coletiva inédita: 50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos.
Mais de 40 personalidades, entre antigos chefes de Estado e de Governo, académicos, escritores, jornalistas, artistas e representantes da sociedade civil, dão voz a este livro, partilhando memórias, análises e reflexões sobre meio século de soberania, conquistas e desafios. Entre os participantes destacam-se:
Alcides Sakala Simões | Ana Gonçalves da Silva “Margoso” | Anastácio Artur Ruben Sicato | Arlete Leona Chimbinda | Belarmino Van-Dúnem | Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga | Celso Domingos José Malavoloneke | Denilaide Miguel Correia da Cunha | Domingos Kimpolo Nzau | Domingos Simões Pereira | Eusébio Sanjane | Gilvanete Madelene Neves Chantre Montrond | Humberto Francisco Mandevo Macaringue | Isaac Paxe | Jacques Arlindo dos Santos | Jerónimo Octávio Xavier Belo | João Carlos do Rosário | João Carlos | João Craveirinha Jr | João Sicato Kandjo | Joaquim Rafael Branco | Jorge Castelo David | José Luís Mendonça | José Maria Neves | José Miguel Ferro | José Ulisses Correia e Silva | Manuel Augusto Fragata de Morais | Maria da Imaculada Melo | Maria João Teles Grilo | Maria Olinda Beja Martins Assunção | Mihaela Neto Webba | Onofre dos Santos | Orlando de Sousa Castro | Sandra Poulson | Sedrick de Carvalho | Sónia Cristina Cardoso dos Santos Silva | Tomás Daniel Gavino Lima Coelho | Victor Hugo Mendes | William Afonso Tonet | Zeferino Augusto Lourenço Boal.
A obra traz textos inéditos que vão além da celebração histórica, abrindo espaço para uma leitura crítica do percurso das independências, do legado político e cultural, das transições democráticas e dos desafios económicos e sociais ainda presentes. Como salientam os coordenadores, esta não é apenas uma coletânea de memórias, mas um convite à reflexão sobre o passado, o presente e os caminhos futuros das nações africanas lusófonas.
Com testemunhos de figuras como José Maria Neves, José Ulisses Correia e Silva, Domingos Simões Pereira, Joaquim Rafael Branco e Alcides Sakala Simões, o livro combina diferentes perspetivas, de estadistas a intelectuais, oferecendo um mosaico plural das conquistas e fragilidades de meio século de independência.
O livro reúne mais de 40 personalidades dos cinco PALOP, incluindo antigos chefes de Estado, políticos, diplomatas, académicos, escritores, artistas e representantes da sociedade civil.
Cada autor partilha uma visão pessoal e crítica sobre os caminhos percorridos desde as independências até hoje, trazendo vozes diversas e perspectivas complementares.
Um balanço histórico de 50 anos
A obra revisita meio século de soberania, assinalando conquistas políticas, económicas e sociais, mas também os desafios persistentes: desigualdade, crises políticas, fragilidades institucionais e necessidade de reconciliação nacional.
Textos de figuras como José Maria Neves, José Ulisses Correia e Silva ou Domingos Simões Pereira oferecem análises de alto nível sobre Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Temas estruturantes abordados
Transição para a independência e desafios dos primeiros governos.
Experiências democráticas e autoritarismos ao longo das décadas.
O papel da cultura e da arte na construção da identidade nacional.
Conflitos, reconciliação e desenvolvimento: entre o passado colonial e os caminhos para o futuro.
Público-Alvo
Académicos, investigadores e estudantes
Historiadores, cientistas políticos, sociólogos e estudantes interessados na história contemporânea de África, pós-colonialismo e processos de independência.
Faculdades e centros de investigação em Estudos Africanos, Relações Internacionais, Ciências Políticas, História e Cultura.
Decisores políticos e diplomatas
Líderes e quadros políticos dos PALOP e da Lusofonia em geral.
Diplomatas, organizações internacionais e entidades governamentais envolvidas na cooperação internacional e na reflexão sobre desenvolvimento, democracia e governação.
Professores e formadores
Docentes de História, Ciências Sociais e Língua Portuguesa, que podem usar o livro como recurso pedagógicopara debater temas como descolonização, construção do Estado e cidadania.
Jornalistas, escritores e agentes culturais
Profissionais da comunicação social, escritores, artistas e produtores culturais interessados nas vozes e narrativas africanas e na relação entre cultura, identidade e política.
Leitores em geral
Cidadãos dos PALOP, da diáspora africana e de países lusófonos que procuram compreender melhor os últimos 50 anos de história e refletir sobre os desafios para o futuro.
Que o Ano Novo (2026) venha como um livro em branco, pronto para novas histórias, encontros e descobertas. Regressamos a 9 de janeiro com um grande encontro na Biblioteca Palácio Galveias.
Entre lançamentos, reedições históricas, estreias literárias e parcerias culturais, a Perfil Criativo | AUTORES.club transformou 2025 num ano de circulação intensa entre Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal. Do resgate de memórias africanas à projecção de novas vozes, a editora consolidou um mapa literário verdadeiramente atlântico, preparando o terreno para um início de 2026 marcado por prémios, novos autores e projectos que reforçam ainda mais o diálogo cultural no espaço da língua portuguesa.
Tratado de História de Angola:Entrega de Prémio em Luanda
A editora encerra este ano as suas actividades com o público regressa a 9 de janeiro de 2026 na Biblioteca Palácio Galveias.
Que este Natal aqueça as páginas da sua vida e que o Ano Novo comece com histórias inesperadas, ideias luminosas e leituras que surpreendem a cada capítulo. Boas festas e ótimas leituras!
Estamos a preparar livros especiais que vão marcar 2026 — novas obras, novas vozes e leituras pensadas para surpreender e inspirar. Na loja on-line de 6 a 20 de dezembro 2025 temos descontos exclusivos de 50% para leitores registados. Novos títulos em promoção todos os dias.
Angola: lançamentos estratégicos e aproximação aos leitores
Lançamento do livro Refinação, Armazenagem, Distribuição e Comercialização de Derivados do Petróleo. O Papel dos Biocombustíveis, do Eng. António Feijó Júnior
A meio do ano a foi revelado em Luanda o terceiro e último volume da trilogia póstuma Os Bantu na Visão de Mafrano – Quase Memórias, do escritor e antropólogo angolano Maurício Francisco Caetano, conhecido como “Mafrano”, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP).
Família de Maurício Francisco Caetano recebe terceiro volume em Luanda
Ainda no eixo Luanda–Angola, 2025 fica marcado pela edição e lançamento de Angola e os Desafios da Estabilidade em África, do Prof. Doutor Zeferino Pintinho, no Auditório do Arquivo Nacional de Angola, a 5 de Novembro. A obra, publicada pela Perfil Criativo | AUTORES.club, discute o papel estratégico de Angola na promoção da paz e estabilidade no continente.
No final do ano, a editora anunciou uma parceria estrutural com a Livraria Komutú, garantindo a presença regular das suas obras nas livrarias em Luanda, um passo decisivo na criação de um circuito estável para os leitores angolanos.
Livraria Komutú em Luanda
Portugal: Lisboa como grande palco das edições de 2025
Em Portugal, a cidade de Lisboa foi o coração das apresentações de 2025.
Logo em Fevereiro, a cidade acolheu duas sessões emblemáticas na Biblioteca Palácio Galveias: a apresentação da reedição de Kimamuenho – Intelectual Rural 1913-1922, de Eugénio Monteiro Ferreira, e um encontro em torno do códice nº 2337 de Custódio Dias Bento de Azevedo, reforçando a vertente de investigação histórica da editora.
Em Maio, o portal anunciou a reedição de Nuvem Negra – O Drama do 27 de Maiode 1977, de Miguel Francisco “Michel”, com lançamento oficial a 27 de Maio na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, sublinhando a importância desta obra na revisitação de um dos episódios mais traumáticos da história contemporânea de Angola.
A 95.ª Feira do Livro de Lisboa foi um dos momentos altos do ano. A programação da Perfil Criativo | AUTORES.club no Auditório Norte e no stand partilhado da PROMOBOOKS reuniu autores angolanos e portugueses em torno de temas como história, economia, literatura e memória.
Presidente da República na Feira do Livro de LisboaOs jornalista angolanos João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
o pré-lançamento do livro Editoriais do Expansão, do jornalista João Armando, director do jornal Expansão, de Angola;
a presença de autores como Armindo Laureano, Eugénio Costa Almeida, Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho, num grande encerramento dedicado à reflexão sobre Angola.
Feira do Livro de LisboaFeira do Livro do Porto 2024
11.ª Feira do Livro do Porto
Nas vésperas da celebração dos cinquenta anos de independência da República de Angola, o editor João Ricardo Rodrigues reuniu um grupo de jornalistas e autores da Perfil Criativo | AUTORES.club, com o objetivo de revelar aos cidadãos portuenses a atual realidade angolana. Armindo Laureano destacou que “há dez anos fui o primeiro autor da Perfil Criativo” e que, juntos, passámos a celebrar uma “Angola que acontece fora de Angola”. Com este esforço, Angola passou a estar representada em Portugal por um leque alargado de autores, escritores e poetas, mostrando uma Angola culta e adulta.
Feira do Livro do Porto
Nutriterapia é tema de conversa na Feira do Livro do Porto. Em representação da Perfil Criativo | AUTORES.club, o poeta angolano Kalunga(João Fernando André) lançou o diálogo com o autor sobre a micro nutrição, conduzindo uma reflexão envolvente sobre a relação entre aquilo que comemos e o que realmente é absorvido pelo organismo durante a digestão. A intervenção de Luís Philippe Jorge abriu espaço para questões e comentários do público, criando um ambiente de grande curiosidade e partilha de experiências.
São Tomé e Príncipe: novos afectos e circulação académica
Em 2025, São Tomé e Príncipe destacou-se como espaço privilegiado para a afirmação de autores ligados à Perfil Criativo | AUTORES.club.
O portal destaca a preparação e o lançamento, em Maio, do livro Meu Gastoso, Minha Gostosa, Meu Amor – Crónicas Íntimas, de Rafael Branco, com apresentação pública em São Tomé. A obra, publicada pela Perfil Criativo – Edições, explora afectos, sexualidade e relações contemporâneas, cruzando crónica íntima e retrato social.
Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas apresentação em São Tomé e Príncipe
Ao longo do ano, a Universidade de São Tomé e Príncipe recebeu também obras de Maurício Francisco Caetano, num movimento que reforça a presença da produção intelectual angolana no arquipélago e aprofunda os laços culturais entre os dois países.
Cabo Verde: pontes atlânticas e o documentário Marina
Em Cabo Verde, a presença da Perfil Criativo | AUTORES.club fez-se sentir através da parceria com a editora Noz Raiz, representante da chancela no arquipélago.
Em Julho, a Cidade da Praia recebeu a exibição do documentário Marina, de Ricardo Leote, sobre a vida de Marina Vaz, “Vovó Marina”, considerada uma das batucadeiras mais antigas do país. O filme, produzido pela Noz Raiz no quadro da colaboração com a Perfil Criativo, integrou sessões que cruzaram cinema, memória e música tradicional.
Mafrano em Cabo Verde
Ao longo do segundo semestre, o portal registou também actividades com a histórica memória de Mafrano, tanto na Universidade de Cabo Verde como em iniciativas conjuntas com São Tomé e Príncipe, num circuito que evidencia a dimensão verdadeiramente atlântica deste catálogo.
Catálogo de 2025: obras-chave da Perfil Criativo | AUTORES.club
Com base nas notícias e press releases publicados no portal, sobressaem, entre as edições e reedições de 2025, os seguintes títulos:
— ECOS DA LIBERDADE, de Joaquim Sequeira REF. 138 – 19|2025 ISBN 978-989-9209-28-2
— 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS VISTOS PELOS SEUS CIDADÃOS, de Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde (coordenadores), Alcides Sakala, Ana “Margoso”, Anastácio Sicato, Arlete Chimbinda, Belarmino Van-Dúnem, Carlos Veiga, Celso Malavoloneke, Denilaide Cunha, Domingos Kimpolo Nzau, Domingos Simões Pereira, Eusébio Sanjane, Gilvanete Chantre, Humberto Macaringue, Isaac Paxe, Jacques dos Santos, Jerónimo Belo, João Carlos do Rosário, João Carlos, João Craveirinha Jr, João Sicato Kandjo, Joaquim Rafael Branco, Jorge Castelo David, José Luís Mendonça, José Maria Neves, José Miguel Ferro, José Ulisses Correia e Silva, Manuel Fragata de Morais, Maria da Imaculada Melo, Maria João Teles Grilo, Maria Olinda Beja, Mihaela Webba, Onofre dos Santos, Orlando de Castro, Sandra Poulson, Sedrick de Carvalho, Sónia Santos Silva, Tomás Lima Coelho, Victor Hugo Mendes, William Tonet, Zeferino Boal REF. 139 – 20|2025 ISBN 978-989-9209-30-5
— E-BOOK: FOREIGN OFFICE E A PENÍNSULA IBÉRICA: LISBOA, MADRID… GIBRALTAR (1919-1962), de Álvaro Henriques do Vale REF. 140 – 21|2025E-BOOK 008 ISBN 978-989-9209-26-8
Olhando para os primeiros dias de 2026
Com uma quantidade considerável de projectos literários em preparação a editora independente projecta que o arranque de 2026 será marcado, sobretudo, pela dinamização de apresentações e lançamentos que vão alimentar o ecossistema literário:
09/01/2026 às 18h00 – Biblioteca Palácio Galveias: 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos;
09/01/2026 às 19h00 – Biblioteca Palácio Galveias: Angola e os Desafios da Estabilidade em África;
16/01/2026 às 18h00 – Biblioteca Palácio Galveias: Ecos da Liberdade.
A Perfil Criativo | AUTORES.club continuará, nos primeiros meses de 2026, a apostar numa linha editorial que cruza investigação histórica, pensamento crítico e novas vozes da literatura, aprofundando a presença em Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal.
A Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia uma nova parceria estratégica com a Livraria Komutú, uma das referências do sector livreiro independente em Angola, garantindo aos leitores de Luanda acesso direto às suas edições em três localizações da cidade. O acordo representa um passo significativo na aproximação entre a editora e o público angolano, fortalecendo a presença dos seus autores e promovendo novas oportunidades de encontro com leitores.
A partir de 15 de Dezembro de 2025, as obras publicadas pela Perfil Criativo | AUTORES.club poderão ser encontradas, ou encomendadas, nas três lojas da Livraria Komutú em Luanda:
Komutú — Morro Bento
Komutú — Ingombotas (Largo das Escolas, junto à União dos Escritores Angolanos)
Komutú — Nova Vida (Centro Empresarial Nova Vida, Edifício Quissama, Lote 3, Loja G)
Esta colaboração abre portas para a realização de sessões de autógrafos, apresentações e encontros literários com autores angolanos do catálogo da editora, na Komutú — Ingombotas junto à União dos Escritores Angolanos, promovendo uma maior interação cultural e contribuindo para o dinamismo editorial. A presença física das obras permitirá ainda uma maior circulação de títulos e o reforço do diálogo literário em Angola.
Cidade Velha, Santiago – Cabo Verde — No passado dia 25 de Novembro, data em que se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, foi lançado oficialmente o videoclip comemorativo dos 35 anos da Associação de Batucadeiras“Nôs Herança”. A escolha desta efeméride reforça a mensagem de valorização, respeito e empoderamento das mulheres cabo-verdianas — princípios que sempre orientaram o percurso do grupo.
Fundado em 1990, o grupo Nôs Herança tornou-se a primeira associação de Batuku formada em Cabo Verde. Na altura, vinte mulheres rurais da Cidade Velha decidiram unir-se para preservar a música tradicional, fortalecer a identidade cultural e desenvolver acções sociais com impacto directo na comunidade. Este legado de união, resiliência e liderança feminina mantém-se vivo até aos dias de hoje.
O videoclip — produzido pela NOS RAIZ — presta homenagem às mulheres que, através do Batuku, preservam e renovam uma das expressões culturais mais profundas da identidade cabo-verdiana. A produção destaca o valor artístico, social e histórico do Batuku, celebrando as batucadeiras como guardiãs de memória, voz de resistência e agentes de transformação.
Com este lançamento, a Associação de Batucadeiras “Nôs Herança” reforça o seu compromisso com a preservação do património cultural imaterial de Cabo Verde, ao mesmo tempo que celebra o papel central das mulheres na cultura e na promoção da igualdade.
A livraria Lulendo, parceira da Perfil Criativo | AUTORES.club, está a organizar uma noite especial de arte e solidariedade com o evento Musiteratura, cuja receita reverte para a AME – Associação Migrantes em Equilíbrio e para o banco alimentar da junta de freguesia.
Por motivos logísticos, houve uma alteração no formato de acesso: o bilhete, inicialmente associado à compra de um livro, passa agora a ter um valor fixo de 12€. O modelo anterior teve de ser suspenso, uma vez que o Auditório Carlos Paredes, gerido pela junta, não permite entradas associadas a livros que não sejam da própria instituição. O projeto literário previsto será retomado numa data futura.
O evento mantém-se com toda a energia criativa e contará, no dia 29 de novembro, com uma bancada de venda de livros, reforçando a ligação entre música, literatura e comunidade.
Detalhes do Evento:
Data: 29 de novembro
Hora: 21h30
Performers: Ricardo Campos, Torcany, Lolla Neves
Local: Auditório Carlos Paredes – Av. Gomes Pereira 17, Lisboa
Luanda, 25 de Novembro de 2025 – O Secretário-Geral das Nações Unidas, Eng.º António Guterres, considerou segunda-feira em Luanda que a colectânea angolana «Os Bantu na visão de Mafrano», antropologia cultural, ajuda a repor a dignidade dos povos subjugados pelos impérios coloniais, no continente africano.
António Guterres proferiu tal declaração durante um breve encontro realizado no Hotel Epic Sana, na capital angolana, durante o qual a família do autor já falecido, Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”, lhe ofereceu os três volumes daquela obra póstuma, muito apreciada pelo mais alto dignatário das Nações Unidas. Entre os presentes destacou-se o coordenador em exercício do sistema das Nações Unidas em Angola, Diego Zorrilla Orsat, membros da comitiva de António Guterres e três familiares do autor.
«Os impérios coloniais distorceram a imagem de África e esta obra vem repor a dignidade destes povos», disse taxativamente o Secretário-Geral das Nações Unidas que se deslocou a Luanda de 23 a 25 de Novembro como convidado da sétima Cimeira União Africana – União Europeia, com a presença de um total de 76 Chefes de Estado e de Governo europeus e africanos.
Para a família do autor, esta colectânea sobre a antropologia cultural e a civilização Bantu terá certamente maior valia internacional se estiver também disponível em francês e inglês. «A obra enuncia um conjunto de princípios assentes na solidariedade humana que podem contribuir para a solução de conflitos e permitir um maior conhecimento e aproximação entre vários povos do mundo», disse José Caetano, filho do autor.
«Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias», antropologia cultural angolana, é uma obra em três volumes, 39 capítulos e 800 páginas que começou a ser esboçada em 2011, para ser concluída em Agosto de 2025. A colectânea teve como fonte um legado de estudos e textos dispersos em vários jornais e revistas, com ênfase para os jornais «O Apostolado», «Angola Norte», «O Angolense», a Revista Angola da Liga Nacional Africana, assim como um «Boletim» do Ministério das Finanças publicado já depois da independência de Angola.
O seu autor, o escritor e etnólogo angolano Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”, observou os hábitos e costumes autóctones em localidades em que trabalhou desde os anos 40’s até à data da sua morte, em 1982, como Cabinda, Uíge, Malanje, Cuanza-Norte, Dembos e Luanda.
O primeiro volume foi apresentado em Abril e Maio de 2022, no Lubango, Huíla, e em Luanda, e prefaciado por Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo emérito do Lubango, prémio Sakharov 2001, que considerou o autor como «o antropólogo maior de Angola».
O segundo volume da colectânea, foi apresentado em Luanda por Dom José Manuel Imbamba, Presidente da Conferência Episcopal de Luanda (CEAST), em Julho de 2023, em Luanda. Em Novembro de 2024 a obra foi distinguida pelo Ministério da Cultura de Angola com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na modalidade de investigação em Ciências Humanas e Sociais.
Finalmente, o terceiro e último volume foi apresentado em Luanda, a 12 de Agosto de 2025, na Escola Nacional da Administração e Políticas Públicas (ENAPP), por Dom Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda.
Maurício Caetano, foi director nacional do Ministério das Finanças, e membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA). Destacou-se igualmente como professor em vários estabelecimentos de ensino.
Na infância, então menino órfão, Maurício Caetano teve como tutor um sacerdote santomense, o cónego José Pereira da Costa Frotta (1879-1954), que o recolheu na Escola da Missão Católica do Dondo, sua terra natal, e o levou posteriormente para o Seminário do Sagrado Coração de Jesus de Luanda, onde cursou Filosofia e Teologia.
Até esta data, a sua colectânea foi apresentada em Moçambique, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal, Alemanha, Reino Unido e por vídeo conferência no Brasil.