Categoria em Actividades 2026

Faro e Enigmas: a poesia que vem do Sul e atravessa o mundo

Faro e Enigmas: a poesia que vem do Sul e atravessa o mundo

Faro e Enigmas” – Novo livro de poesia de Elsa Major apresentado em Portugal a 30 de abril, no auditório 11 de novembro (Lumiar, Lisboa)

A poetisa angolana Elsa Major lança em Portugal a sua mais recente obra, Faro e Enigmas, um livro de poesia que afirma uma voz intensa, sensorial e profundamente enraizada na identidade cultural africana.

A apresentação oficial terá lugar no final do mês de abril, marcando o encontro entre a autora e o público português, num momento que celebra a literatura lusófona contemporânea e o diálogo cultural entre Portugal e Angola.

Uma poesia entre o corpo, a terra e a memória

Em Faro e Enigmas, Elsa Major conduz o leitor por uma viagem poética onde o amor, a sensualidade, a espiritualidade e a memória se entrelaçam com paisagens marcantes como o Namibe, o Atlântico e o deserto do Kalahari.

A obra revela uma escrita madura, onde a experiência de vida se transforma em linguagem simbólica e emocional, convocando todos os sentidos. Os poemas oscilam entre o íntimo e o coletivo, entre o corpo e a terra, entre o silêncio e a revelação.

Como sublinha a Nota do Editor, trata-se de um verdadeiro regresso à música do Sul, evocando Moçâmedes como espaço de origem, memória e criação, onde a poesia nasce da fusão entre vida, território e identidade.

Prefácios que iluminam a obra

O livro conta com prefácios que enriquecem a leitura e contextualizam a sua dimensão estética e humana.
A escritora Sara Jona Laisse destaca a força da obra ao sublinhar o diálogo entre vida e arte, evocando a ideia de que “a vida é amiga da arte”, numa reflexão que atravessa toda a construção poética do livro.
Já a interpretação sensível da fadista Katia Guerreiro reforça a dimensão emocional da obra, conduzindo o leitor por memórias, paisagens e afetos que ressoam para além das palavras, aproximando poesia e música numa experiência sensorial profunda.

Uma voz da lusofonia contemporânea

Com um percurso consolidado na poesia e participação em diversas antologias lusófonas, Elsa Major afirma-se como uma autora que cruza geografias, experiências e linguagens.
A sua escrita revela uma forte ligação à tradição oral, à cultura angolana e à expressão feminina contemporânea, tornando Faro e Enigmas uma obra relevante no panorama literário atual.

Público-alvo

O público-alvo de Faro e Enigmas centra-se em leitores adultos, sobretudo entre os 30 e os 65 anos, com interesse pela poesia contemporânea e pela literatura lusófona. Trata-se de um público sensível à linguagem simbólica, à expressão emocional e à reflexão sobre temas como o amor, a memória, a identidade e a espiritualidade.

A obra dirige-se também a leitores ligados à realidade cultural entre Angola e Portugal, incluindo a comunidade angolana e todos aqueles que se interessam por referências africanas, tradição oral e paisagem identitária. Paralelamente, encontra particular ressonância junto de mulheres leitoras que valorizam uma escrita intimista e sensorial.

Além do público leitor, o livro tem potencial de alcance junto de artistas, mediadores culturais e meio académico, dada a sua riqueza temática e estética, posicionando-se como uma obra relevante no panorama da poesia de língua portuguesa contemporânea.

Escritores de Portugal e Angola celebram Faro e Enigmas

A apresentação de Faro e Enigmas, no próximo 30 de abril, no auditório 11 de novembro (Lumiar), contará com a presença de dois convidados de reconhecido mérito literário, reforçando a dimensão cultural e a língua portuguesa.

Participará o escritor português Mário Máximo, convidado pela autora Elsa Major. Nascido em Lisboa, em 1956, possui uma vasta obra publicada nos géneros da poesia, romance, teatro, conto, crónica e ensaio, somando cerca de trinta livros. Figura destacada da promoção da cidadania de língua portuguesa e da lusofonia, desenvolveu intensa atividade cultural em Portugal e no espaço CPLP, sendo distinguido, entre outros reconhecimentos, com o Prémio Lusofonia 2017.

Convidado pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club estará igualmente presente o escritor angolano João Fernando André, conhecido literariamente por Kalunga, doutorado em Literatura pela Universidade de Lisboa. Escritor, professor e consultor cultural, é autor de obras como Matéria Negra, Evangelho BantuO Dia em que uma Pedra Virou Lua e Lumbu – a Alquimia das Palavras. Com presença regular em jornais e antologias internacionais, destaca-se como uma das vozes jovens mais relevantes da literatura angolana contemporânea.

A participação destes dois autores confere à sessão de lançamento um especial significado, promovendo o diálogo entre gerações, geografias e sensibilidades literárias no espaço da língua portuguesa.

Faro e Enigmas — Poesia

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Segunda Parte

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Segunda Parte

Segunda parte de reportagem | Intervenção de Alberto Oliveira Pinto

Dando continuidade ao registo do encontro realizado no dia 1 de abril de 2026, na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, este segundo texto de reportagem centra-se na intervenção do historiador angolano Alberto Oliveira Pinto, uma das vozes mais dinâmicas na divulgação da História de Angola.

Após a análise literária proposta por Jorge Arrimar, a intervenção de Alberto Oliveira Pinto trouxe ao debate uma leitura mais diretamente ancorada na investigação histórica, evidenciando como o romance Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe dialoga com processos reais e complexos do século XIX.

Leitura histórica de um romance

Alberto Oliveira Pinto começou por reconhecer o impacto da leitura da obra, confessando que desta vez a leu “de ponta a ponta”, sem interrupções, sublinhando o seu carácter envolvente e a capacidade de captar a atenção do leitor.

Destacou ainda que já recomendara o livro a várias pessoas, antecipando uma ampla receção e circulação da obra, sobretudo entre leitores interessados na História de Angola.

Temas centrais destacados

A intervenção do historiador organizou-se em torno de alguns eixos fundamentais que, segundo ele, fazem do romance um contributo relevante para a compreensão do século XIX:

Degredo e sistema penal

  • A obra evidencia o papel do degredo como instrumento central da política penal portuguesa.
  • Muitos dos degredados enviados para Angola estavam condenados por crimes como homicídio ou falsificação de moeda.
  • O degredo funcionava também como estratégia de ocupação e povoamento, incluindo o envio de famílias para o território.

Escravatura e tráfico

  • Distinção entre tráfico de escravos e sistema esclavagista interno, frequentemente confundidos.
  • Referência ao processo de abolição e às suas ambiguidades, sublinhando que o fim formal do tráfico não significou o desaparecimento imediato das práticas de exploração.

Dinâmicas comerciais e territoriais

  • O romance capta o momento de transição económica, entre o comércio de escravos e o chamado “comércio legítimo”.
  • Destaque para o papel de regiões como Cassange, que funcionavam como zonas de mediação e controlo das rotas comerciais.
  • Referência às feiras e redes africanas que estruturavam o comércio interno.

Expansão colonial e ocupação do interior

  • A narrativa acompanha o avanço das forças portuguesas para o interior, num contexto de reorganização do domínio colonial.
  • Integração de personagens em expedições militares e administrativas, refletindo processos históricos documentados.

Identidade e mestiçagem

  • Ênfase na formação de identidades híbridas, envolvendo africanos, europeus e descendentes de degredados.
  • Referência à presença, ainda difusa, de ideias libertárias, republicanas e maçónicas, que só se afirmariam plenamente no início do século XX.

Ficção e rigor histórico

O Prof. Doutor Alberto Oliveira Pinto sublinhou que o romance consegue articular, com consistência, elementos ficcionais e dados históricos, tornando-se um ponto de partida relevante para a reflexão académica e pedagógica.

Referiu mesmo que a obra poderá ser utilizada nos seus cursos sobre Angola, reconhecendo-lhe valor formativo e interpretativo.

Um final aberto à história

Um dos aspetos que mais destacou foi o enquadramento temporal do romance, que culmina em 1910, ano da implantação da República em Portugal. Este momento abre novas possibilidades de leitura, sugerindo continuidades e ruturas que poderiam ser exploradas em futuras narrativas.

O historiador confessou, aliás, a expectativa de uma continuação da obra, interessando-se pelo que poderá acontecer às personagens nesse novo contexto político.

Conclusão

A intervenção do historiador Alberto Oliveira Pinto reforçou a dimensão histórica do romance de Tomás Lima Coelho, mostrando como a literatura pode funcionar como instrumento de compreensão de processos complexos, como o degredo, a escravatura, a ocupação territorial e a formação de identidades.

Com uma leitura crítica e fundamentada, o historiador destacou Chão de Kanâmbua como uma obra relevante não apenas no campo literário, mas também no domínio da reflexão histórica sobre Angola.

Este segundo registo confirma a riqueza do encontro, onde diferentes abordagens, literárias e historiográficas, se cruzaram para pensar um dos períodos mais decisivos da história angolana.

Chão de Kanâmbua
Edição em papel de Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)
Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Primeira Parte

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência — Primeira Parte

Reportagem — Primeira Parte

No dia 1 de abril de 2026, entre as 18h00 e as 20h00, a Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, acolheu o encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, organizado a partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, de Tomás Lima Coelho.

Este evento propôs um debate aberto sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pelo surgimento dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

O encontro reuniu diferentes vozes, académicas, literárias e ensaísticas, num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, refletindo sobre os imaginários de modernidade, pertença e contestação que começaram a emergir nesse contexto.

Este texto constitui o primeiro registo de reportagem do encontro, centrando-se na intervenção do escritor angolano Jorge Arrimar.

Uma intervenção entre crítica literária e reflexão histórica

Jorge Arrimar iniciou a sua intervenção com um tom próximo e cúmplice, evocando a relação de amizade e reconhecimento mútuo com Tomás Lima Coelho. Sublinhou desde logo o percurso do autor, destacando-o como “um angolano de toda a Angola”, cuja vivência em diferentes regiões do país contribuiu para uma visão ampla e enraizada da realidade angolana.

Ao abordar o romance Chão de Kanâmbua, Jorge Arrimar destacou-o como uma obra que vai além da ficção histórica convencional, propondo uma leitura densa do século XIX angolano. Entre os principais pontos da sua análise, salientam-se:

  • A centralidade da personagem Manuel Justino, um degradado português que se reinventa em Angola, simbolizando processos de transformação individual e cultural.
  • A coexistência de universos culturais distintos, africanos e coloniais, em permanente tensão e negociação.
  • O diálogo entre oralidade africana e escrita europeia, como elemento estruturante da narrativa.
  • O papel das missões religiosas como espaços de mediação cultural.
  • O nascimento de uma consciência crítica, associada ao surgimento de elites africanas com formação ocidental.

Jorge Arrimar enfatizou que o romance funciona como um “dispositivo narrativo” que permite observar o período histórico não apenas nas suas estruturas formais, mas sobretudo na experiência humana, marcada por deslocações, adaptações e reinvenções.

Literatura como espaço de conhecimento

Um dos eixos mais fortes da intervenção foi a ideia de que a ficção histórica desempenha uma função epistemológica. Segundo Jorge Arrimar, obras como Chão de Kanâmbua não se limitam a reconstituir o passado, mas procuram interrogá-lo, ampliá-lo e reinscrevê-lo na memória contemporânea.

Nesse sentido, destacou que a modernidade angolana não deve ser entendida como mera importação de modelos europeus, mas como um processo histórico próprio, resultante de:

  • encontros culturais
  • conflitos e resistências
  • apropriações e reinvenções simbólicas

A literatura como diálogo contínuo

Num momento final particularmente marcante, Jorge Arrimar rompeu com o protocolo habitual e introduziu uma dimensão pessoal à sua intervenção. Refletiu sobre o modo como os livros se influenciam mutuamente, afirmando:

“Um livro nunca nasce isolado, é sempre resposta, continuidade, por vezes ruptura.”

Evocou então o seu próprio romance Cuéle, o pássaro troçador (Ed. 2022), revelando como uma imagem presente na obra de Tomás Lima Coelho, uma fotografia do avô do autor, inspirou a criação de uma personagem no seu livro.

Este gesto sublinhou uma ideia central:
A literatura como uma longa conversa entre autores, tempos e memórias.

A leitura de um excerto do seu romance encerrou a intervenção, num momento que cruzou ficção, história e memória, reforçando o espírito do encontro.

Jorge Arrimar

Jorge Arrimar nasceu em Angola. Na Universidade de Luanda, iniciou os estudos superiores em Letras, concluindo-os em Portugal. Para além de trabalhos de história e de biblioteconomia, é autor de onze títulos de poesia e seis de ficção.

A intervenção de Jorge Arrimar destacou-se pela clareza analítica e pela capacidade de articular literatura e história como campos complementares de conhecimento. Ao centrar-se na obra de Tomás Lima Coelho, abriu também caminhos para uma reflexão mais ampla sobre o século XIX angolano e sobre os processos de formação da identidade cultural do país.

Este primeiro registo deixa evidente que o encontro na Biblioteca Palácio Galveias foi mais do que uma apresentação de livro, foi um espaço de pensamento vivo sobre Angola, a sua história e as suas narrativas.

Jorge Arrimar, Tomás Lima Coelho e João Ricardo Rodrigues

Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)
Chão de Kanâmbua (ou “O Feitiço de Kangombe”)

Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua

Do palco das Nações Unidas à memória de um País em construção

Do palco das Nações Unidas à memória de um País em construção

Lançamento oficial em Portugal: Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias“, de Rafael Branco

No próximo dia 17 de abril de 2026, às 18h30, a Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, será palco de um momento maior da memória contemporânea.

Será apresentado, oficialmente em Portugal, o livro MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco.

Mais do que um livro de memórias, esta é uma narrativa de dentro da História, vivida, pensada e protagonizada por uma das figuras mais relevantes da vida política e diplomática de São Tomé e Príncipe.

Na capa da obra, um instante que fala por si: Rafael Branco presidindo a uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na qualidade de vice-presidente, ao lado de Javier Pérez de Cuéllar, imagem que sintetiza décadas de intervenção, liderança e presença nos grandes palcos internacionais.

Este livro é, simultaneamente:

  • testemunho pessoal e político
  • reflexão sobre independência, soberania e construção nacional
  • e um documento essencial para compreender os percursos cruzados entre África, a língua e a cultura portuguesa e o mundo

A sessão contará com um momento de apresentação e encontro com o autor, num espaço de diálogo aberto sobre memória, identidade e história partilhada.

O evento conta com o apoio da Biblioteca dos Coruchéus, reforçando a importância desta obra no panorama cultural e histórico da cidade de Lisboa.


Uma obra incontornável. Um testemunho que atravessa gerações. Um encontro cultural a não perder.

MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco
MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco

Biblioteca dos Coruchéus

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

“Sou tudo o que fui, sou quem sou hoje, sou quem quero ser amanhã”

É com esta reflexão profunda sobre a identidade que o embaixador são-tomense Rafael Branco abre as páginas do novo livro Meu Nome é Joaquim – Fragmentos de Memórias, uma obra intensa e reveladora que cruza autobiografia, pensamento e testemunho histórico.
Neste livro, o autor propõe uma viagem pelas várias etapas da sua vida, da infância marcada por desafios e descobertas, passando pela luta pela afirmação pessoal e social, até ao exercício de funções políticas e diplomáticas em contextos nacionais e internacionais. Mais do que uma narrativa linear, a obra apresenta-se como um conjunto de fragmentos que, juntos, constroem o retrato de um homem em permanente transformação.

Na Casa Branca com o Presidente dos EUA, Ronald Reagan


Com uma escrita franca e introspectiva, Rafael Branco questiona a ideia de identidades fixas e denuncia os perigos das “histórias únicas”, propondo antes uma visão plural e dinâmica do ser humano. As suas memórias são também um espaço de reflexão sobre temas universais como o medo, a esperança, a liberdade, o poder e o sentido da existência.
Ao longo da obra, o autor partilha experiências vividas nos bastidores da política e da diplomacia, oferecendo ao leitor uma perspetiva rara sobre os desafios e as complexidades de um mundo em mudança. A sua trajetória, profundamente enraizada na realidade de São Tomé e Príncipe, dialoga com contextos globais, tornando este livro relevante para leitores interessados em história, política e desenvolvimento humano.

Com o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos


Meu Nome é Joaquim é, acima de tudo, um exercício de honestidade e consciência, um convite à introspeção e à aceitação das múltiplas camadas que constituem cada indivíduo.
Uma obra que afirma a memória como ferramenta de compreensão e a escrita como caminho para dar sentido à vida.

Meu Nome é Joaquim” de Rafael Branco

Lançamento oficial em Portugal: Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias“, de Rafael Branco

No próximo dia 17 de abril de 2026, às 18h30, a Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, será palco de um momento maior da memória contemporânea.

Será apresentado, oficialmente em Portugal, o livro MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco.

Mais do que um livro de memórias, esta é uma narrativa de dentro da História, vivida, pensada e protagonizada por uma das figuras mais relevantes da vida política e diplomática de São Tomé e Príncipe.

Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
Lançamento em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

O romance 42.4 – A Voz dos Dibengo, do escritor angolano Tazuary Nekeita, acaba de chegar a Portugal, trazendo consigo uma narrativa surpreendente que promete despertar a curiosidade dos leitores interessados na nova literatura africana. A obra apresenta uma crítica social incisiva e pouco conhecida fora de Angola, explorando com humor, ironia e imaginação os desafios, contradições e memórias que marcaram o país nas últimas décadas.

Ambientado em torno da emblemática Casa 42.4, o livro conduz o leitor por um universo onde realidade e metáfora se cruzam para revelar episódios da vida angolana, desde a independência até aos dias actuais. No centro da narrativa surge a figura simbólica dos Dibengo, uma metáfora poderosa para os males que corroem silenciosamente a sociedade, da corrupção à ganância, mas também para a resistência e criatividade de um povo que encontra no humor uma forma de sobreviver às adversidades.

Com personagens marcantes, histórias inesperadas e uma linguagem rica em referências culturais angolanas, 42.4 – A Voz dos Dibengo afirma-se como uma das revelações da nova literatura da República de Angola. A chegada do livro ao mercado português abre agora a possibilidade de um público mais vasto descobrir uma obra que combina sátira, memória histórica e imaginação literária, confirmando Tazuary Nekeita como uma voz singular e provocadora no panorama literário contemporâneo.

42.4 – A Voz dos Dibengo de Tazuary Nkeita e prefácio de Tomás Lima Coelho

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

A Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração (FCSEA) da Universidade Lusófona promove, no próximo dia 25 de março de 2026, uma aula aberta dedicada ao tema “O ‘Reconhecimento’ do Governo Angolano pelo Estado Português (1976)”, conduzida pelo investigador e autor Domingos Cúnua Alberto.

A iniciativa integra-se no âmbito da unidade curricular de Socioeconomia Política do Espaço Lusófono e terá lugar na Sala D.2.3 da Universidade Lusófona, constituindo um momento de reflexão académica sobre um dos episódios mais marcantes da história política contemporânea entre Angola e Portugal.

Durante a sessão, Domingos Cúnua Alberto abordará as dinâmicas políticas e diplomáticas que conduziram ao reconhecimento do governo angolano por parte do Estado português em 1976, analisando também as diferentes perspetivas político-partidárias em Portugal, nomeadamente as posições do PS, do PPD/PSD e do PCP naquele contexto histórico.

A aula baseia-se no trabalho de investigação desenvolvido pelo autor no seu livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, resultado de um aprofundado estudo histórico e político sobre as relações luso-angolanas no período pós-independência.

Aberta à comunidade académica e ao público interessado em história política e relações internacionais no espaço lusófono, a sessão pretende estimular o debate crítico sobre os processos de reconhecimento diplomático e os seus impactos na construção das relações entre os dois países.

A iniciativa integra o conjunto de atividades académicas que procuram reforçar o estudo das transformações políticas no mundo de língua portuguesa, promovendo o diálogo entre investigação histórica, ciência política e memória contemporânea.

O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto
O livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto, constitui um contributo relevante para a compreensão de um momento decisivo da história política contemporânea entre Angola e Portugal. Publicada pela Perfil Criativo | AUTORES.club, a obra assume-se como um importante instrumento para investigadores, estudantes e leitores interessados na história política do espaço lusófono, contribuindo para aprofundar o debate sobre os processos de reconhecimento internacional e sobre a memória política da descolonização.
Com uma abordagem analítica e fundamentada, este livro convida o leitor a revisitar um episódio determinante da história recente, revelando como decisões diplomáticas podem refletir, simultaneamente, disputas internas, posicionamentos ideológicos e estratégias internacionais.

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

A pequena sala da Biblioteca dos Coruchéus encheu na passada sexta-feira para um encontro com o autor e investigador Luís Philippe Jorge, numa conversa em torno do seu livro NUTRITERAPIA — A chave para o bem-estar físico e psicológico começa pela saúde e nutrição das células.

O público, composto por leitores atentos e interessados em compreender melhor a relação entre alimentação e saúde, acompanhou durante cerca de duas horas uma sessão marcada pela participação ativa e por múltiplas reflexões sobre nutrição, imunidade e qualidade de vida.

A sessão começou com uma breve apresentação do autor feita pelo editor, que contextualizou a importância de promover este encontro num espaço público de proximidade como a biblioteca. A iniciativa procurou aproximar leitores e autor, estimulando o diálogo em torno das ideias defendidas no livro.

Desde o início, o autor convidou o público a intervir e a colocar questões. A primeira pergunta surgiu de imediato e incidiu sobre o tema das vacinas. Considerando tratar-se de um assunto complexo e fora do âmbito central da conversa, o autor optou por não aprofundar diretamente a questão, aproveitando, contudo, para abordar um tema que considera fundamental: a relação entre o sistema imunitário e a alimentação.

Ao longo da conversa, foram discutidos vários aspetos relacionados com a saúde celular, desde o papel dos micronutrientes até à influência do ambiente e da qualidade da água na saúde humana. O autor abordou também preocupações ligadas ao aumento das doenças metabólicas, como a diabetes, um tema que suscitou particular interesse entre os participantes.

Num dos momentos mais curiosos da sessão, o autor realizou uma breve demonstração ao vivo, procurando ilustrar como, segundo a sua abordagem, a ativação celular pode ser influenciada por estímulos magnéticos e vibracionais.

A conversa passou ainda pela qualidade da água e pela presença de substâncias químicas associadas a atividades industriais, tema que gerou novas perguntas e comentários entre os presentes.

Para muitos leitores da zona de Alvalade, este encontro acabou por se revelar uma experiência inédita, marcada por uma partilha intensa de ideias e por uma reflexão aberta sobre saúde e nutrição.

No final da sessão, ficou no ar um agradecimento especial à Biblioteca dos Coruchéus e à sua equipa, em particular a Hélder Ferreira, que acolheu o evento e manifestou surpresa pela quantidade e diversidade de informação apresentada durante a conversa.

Como Reforçar a Imunidade?
Como Reforçar a Imunidade?
Nutriterapia
Nutriterapia

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Apresentações de livros nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto 2026

Perfil Criativo | AUTORES.club convida os seus autores a integrarem a programação das duas maiores feiras literárias portuguesas em 2026: a Feira do Livro de Lisboa e a Feira do Livro do Porto.

Estas feiras são momentos centrais de encontro entre autores, leitores, editores e profissionais do livro, constituindo uma oportunidade privilegiada para divulgar obras, reforçar a relação com o público e afirmar a presença dos livros e escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

96.ª Feira do Livro de Lisboa – 2026

96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

A editora pretende organizar, ao longo do evento:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros informais com leitores, amigos e público em geral

Feira do Livro do Porto – 2026

Feira do Livro do Porto terá lugar entre 21 de agosto e 6 de setembro de 2026, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Tal como em Lisboa, a Perfil Criativo | AUTORES.club promoverá:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos dos autores

Formatos de participação

Para ambas as feiras, estão previstos os seguintes formatos:

  • Apresentações de livros
    • Duração máxima: 15 minutos
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos, em formato informal ou moderado

A programação será organizada de acordo com a disponibilidade dos espaços, horários atribuídos pelas entidades organizadoras das feiras e o número de autores inscritos.

Inscrições dos autores

Os autores interessados em participar numa ou em ambas as feiras deverão manifestar o seu interesse exclusivamente por email, indicando claramente em qual(is) pretendem participar.

Email para inscrições:
encomendas@autores.club

No email, deverá constar:

  • Nome do autor
  • Título(s) da(s) obra(s) a apresentar
  • Feira(s) em que pretende participar (Lisboa, Porto ou ambas)
  • Tipo de participação pretendida (apresentação, autógrafos, encontro com leitores)
  • Disponibilidade aproximada de datas

Uma presença colectiva e cultural

Autores no centro. Livros em diálogo. Leitores por perto.

A participação dos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto é mais do que um conjunto de iniciativas individuais: é uma afirmação colectiva de um projecto editorial plural, independente e comprometido com valores culturais.

Contamos com a participação dos autores Perfil Criativo | AUTORES.club para construirmos, juntos, uma presença forte, coerente e próxima dos leitores portugueses em 2026.

Feira do Livro do Porto 2024
Feira do Livro do Porto 2024
João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
Os jornalistas João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa 2025

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

CONVERSA ABERTA 6/3/2026 — Uma nova visão da saúde a partir da ciência da nutrição celular

Num mundo marcado pelo stress, pelas doenças metabólicas e por uma alimentação cada vez mais industrializada, é urgente repensar o verdadeiro significado de saúde.
A partir da obra NUTRITERAPIA, do Dr. Luís Philippe Jorge, esta conversa aberta convida-nos a descobrir como a nutrição celular, baseada na ciência da micronutrição, pode transformar o nosso bem-estar físico e psicológico. Sustentada por mais de 600 referências científicas, esta abordagem desafia modelos alimentares convencionais e propõe um novo paradigma preventivo, funcional e profundamente humanista. Porque nutrir o corpo começa, verdadeiramente, por cuidar das células.

Convidado especial: Dr. Luís Philippe Jorge

Local: Biblioteca Palácio dos Coruchéus

Data: 6/3/2026 (sexta-feira), das 18h00 às 20h00


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