Novo livro de M. Neto Costa revisita os erros e desafios da economia angolana

Novo livro de M. Neto Costa revisita os erros e desafios da economia angolana

Novo livro de M. Neto Costa disponível para encomenda a partir de 15 de maio de 2026

A editora Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia a publicação de Angola: Derivas de Políticas Públicas e Arredores (2021–2023), novo livro de M. Neto Costa, obra de reflexão crítica sobre a realidade económica e institucional angolana contemporânea. O livro estará disponível para encomenda a partir de 15 de maio de 2026.

Resultado de um complexo processo edição cuja preparação se prolongou por dois anos, esta publicação reúne 52 textos de análise e opinião, originalmente publicados entre 2021 e 2023 no semanário angolano Novo Jornal, posteriormente revistos e organizados em oito grandes áreas temáticas. 

Ao longo de mais de 280 páginas, o autor examina temas centrais da vida pública angolana, entre os quais a gestão macroeconómica, as finanças públicas, a política monetária e cambial, a dependência petrolífera, o investimento privado, a corrupção, a eficiência do Estado e os desafios da diversificação económica.

Com independência analítica e profundo conhecimento da máquina do Estado, M. Neto Costa propõe uma leitura estruturada de um período decisivo da governação angolana, correspondente aos anos de 2021 a 2023, marcados por fortes expectativas de reforma, constrangimentos estruturais persistentes e importantes escolhas políticas.

Mais do que uma compilação de artigos, esta obra constitui um contributo relevante para o debate público sobre Angola e para todos os leitores interessados nas relações entre economia, governação e desenvolvimento em África.

Sobre o autor

M. Neto Costa, 61 anos, é economista angolano. Licenciou-se pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda (1989), e concluiu o mestrado em Assuntos Internacionais pela Columbia University, através da School of International and Public Affairs (SIPA), em Nova Iorque (1998).

Exerceu no Governo de Angola os cargos de Ministro da Economia e Planeamento (2019–2020), Secretário de Estado para o Planeamento (2017–2019) e Secretário de Estado para o Tesouro (2010–2012). Foi igualmente Director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, além de funções técnicas no Conselho de Ministros e na Presidência da República de Angola.

Desenvolveu ainda actividade docente na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto.

É autor de Angola 1975–2020: Um Percurso de Empobrecimento e o Eventual Caminho para a Prosperidade (2022).

Da política à consciência: Rafael Branco lança obra poderosa em Lisboa

Da política à consciência: Rafael Branco lança obra poderosa em Lisboa

Segunda parte — Juventude, memória e futuro marcaram o lançamento de Meu Nome é Joaquim em Lisboa

Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, acolheu no dia 17 de abril de 2026 o lançamento oficial em Portugal do livro Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias, da autoria do embaixador Rafael Branco.

A sessão reuniu personalidades da cultura, leitores, membros da comunidade são-tomense e jovens estudantes africanos residentes em Lisboa, num encontro marcado pela reflexão sobre identidade, história e responsabilidade geracional.

Livro necessário para compreender a construção de um país

Na sua intervenção, o poeta angolano João Fernando André classificou a obra como “um livro necessário”, sublinhando que oferece o testemunho de alguém que viveu por dentro o processo de formação de um Estado africano de língua portuguesa.

Referiu ainda que a narrativa combina memória política, experiência humana e uma dimensão literária singular, enriquecida pela presença de poemas inseridos ao longo do texto. Para o investigador, essa escolha confere ao livro profundidade emocional e transforma-o num objeto literário que ultrapassa o simples registo autobiográfico.

Rafael Branco: “Este livro é uma tentativa de mostrar quem eu sou”

Na resposta, Rafael Branco explicou que a obra não pretende ser apenas um livro político, mas antes um exercício de verdade pessoal e reconciliação interior.

Segundo o autor, os vários capítulos representam fragmentos da sua vida: a infância em São Tomé, a passagem do meio rural para a cidade, as dificuldades sociais, a descoberta da escola como instrumento de ascensão e, mais tarde, o envolvimento na política e na diplomacia internacional.

“Este livro é uma tentativa de mostrar quem eu sou verdadeiramente”, afirmou, acrescentando que o objetivo central da escrita foi alcançar paz consigo mesmo e aceitar, com honestidade, os acertos e erros do seu percurso.

Experiência internacional e visão crítica das Nações Unidas

Ao recordar os anos ao serviço das Nações Unidas, Rafael Branco descreveu esse período como um dos mais ricos da sua vida profissional.

Falou da importância histórica da organização no apoio à autodeterminação dos povos colonizados, mas também deixou uma crítica clara à atual estrutura internacional, defendendo uma reforma profunda do Conselho de Segurança e maior representatividade global. 

Diálogo com a juventude

Um dos momentos mais marcantes da sessão aconteceu durante a intervenção do jovem escritor são-tomense Valério, que questionou o autor sobre o contributo do livro para as novas gerações e para a construção de uma sociedade melhor.

Na resposta, Rafael Branco deixou uma mensagem forte: uma sociedade evolui quando valoriza o bem comum, o conhecimento, a honestidade e o sentido de comunidade.

Alertou ainda para o perigo da superficialidade e da opinião sem estudo, defendendo que o progresso exige preparação, competência e espírito crítico.

Um livro entre memória e futuro

Mais do que um lançamento literário, a sessão revelou-se um encontro entre gerações, onde passado e futuro dialogaram sem medo.

Meu Nome é Joaquim afirma-se, assim, como uma obra de memória viva, consciência crítica e esperança, destinada a ocupar lugar relevante no pensamento contemporâneo em língua portuguesa.

Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco

Xavier de Figueiredo destaca coragem política e lucidez histórica no lançamento de Meu Nome é Joaquim

Xavier de Figueiredo destaca coragem política e lucidez histórica no lançamento de Meu Nome é Joaquim

Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, recebeu no passado 17 de abril de 2026 a apresentação oficial em Portugal do livro O Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias, da autoria do embaixador Rafael Branco.

Num momento marcado pela emoção, reflexão histórica e reconhecimento público, uma das intervenções mais relevantes da sessão foi protagonizada pelo jornalista especialista em assuntos africanos e escritor, Xavier de Figueiredo, que traçou um retrato incisivo do autor e da importância política da obra.

Logo no início, Xavier de Figueiredo revelou que acompanhou o nascimento do projeto editorial praticamente desde os seus primórdios, sublinhando a proximidade intelectual e humana que mantém com Rafael Branco. Recordou ainda que, no seu percurso como jornalista atento ao futuro africano, construiu uma vasta rede de contactos, na qual Rafael Branco ocupou sempre lugar de destaque, particularmente no acompanhamento da realidade são-tomense. 

Destacando qualidades raras no espaço político contemporâneo, o orador definiu Rafael Branco como uma personalidade dotada de profundo conhecimento dos assuntos nacionais, sensibilidade analítica, frontalidade e genuíno espírito autocrítico, características que considerou essenciais para compreender os desafios do passado e do presente. 

Segundo Xavier de Figueiredo, o livro constitui uma síntese dessas qualidades humanas e políticas, apresentando-se como uma obra escrita “num estilo muito direto, sem peias”, onde se faz luz sobre os sucessos e fracassos que marcaram cinquenta anos da história de São Tomé e Príncipe

Na sua análise, sublinhou três grandes alertas presentes na obra:

  • a erosão de valores morais e políticos provocada pela prevalência de interesses pessoais e de grupo;
  • o aparecimento de ameaças ao sistema democrático, através de tendências autoritárias e projetos de poder duradouro;
  • os reflexos económicos e sociais dessa degradação política, descritos pelo autor como uma verdadeira banalização do mal. 

Para Xavier de Figueiredo, trata-se de um livro politicamente oportuno, não apenas pela leitura crítica do passado, mas sobretudo pelo seu valor de advertência perante os riscos de um futuro sombrio para São Tomé e Príncipe, caso não haja correção de rumo. 

Num registo mais pessoal e descontraído, encerrou a sua intervenção com duas notas de apreço: a dimensão autobiográfica e profundamente humana do livro, que permite compreender o percurso de esforço e afirmação de Rafael Branco, e ainda os poemas incluídos na obra, garantindo ao autor, com humor e amizade, que “não é tão mau poeta como pensa”. 

A apresentação confirmou O Meu Nome é Joaquim como uma obra de memória, intervenção e consciência crítica, destinada a marcar o debate político e cultural em língua portuguesa.

MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco
MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco

Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
Lançamento em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco

"Meu Nome é Joaquim" de Rafael Branco
“Meu Nome é Joaquim” de Rafael Branco

25 Abril de 1974: “Angola vai ser independente”

25 Abril de 1974: “Angola vai ser independente”

Hoje 25 de abril de 2026 apresentamos o livro de bolso  Breve História de Angola desde a Independência (1975-2025), do académico e investigador Rui Verde. Este livro será apresentado em Junho de 2026.

 Ao celebrar os cinquenta anos da República de Angola, este livro propõe um olhar claro, sintético e informado sobre o percurso do país desde a proclamação da independência em 1975 até aos desafios do presente. Entre a guerra civil, a consolidação do poder político, o boom petrolífero, as crises económicas e as tentativas recentes de reforma, desenha-se a história de um Estado em constante transformação. 

Com linguagem acessível e espírito crítico, Rui Verde conduz o leitor pelos principais momentos que marcaram estas cinco décadas decisivas, ajudando a compreender como se formou a Angola contemporânea, as suas conquistas, contradições e possibilidades futuras. 

Integrado na colecção “Livros No Bolso”, dedicada a edições acessíveis a todos, este volume oferece uma introdução rigorosa e concisa à história recente de Angola, convidando o leitor a revisitar meio século de independência e a refletir sobre os caminhos do país no século XXI. 

NOTA DO EDITOR JOÃO RICARDO RODRIGUES

O elefante que tarda em acordar 

Em 2026, Angola aproxima-se de um novo ciclo político, com as eleições de 2027 no horizonte. Ao completar cinquenta anos de independência, o país encontra-se num momento decisivo: é tempo de avaliar, com lucidez e sentido crítico, o percurso feito e os resultados das sucessivas governações, abrindo espaço a um debate público mais exigente e participado. 

É neste contexto que a nossa editora independente, sediada fora de Angola, reafirma o seu compromisso: democratizar o conhecimento, promovendo obras de carácter científico e ensaístico que pensem o país com liberdade, identifiquem problemas sem receios e proponham, com audácia, novas vias para o desenvolvimento. Ao longo da última década, temos construído este projeto com o contributo de autores oriundos de várias áreas e com perfis muito distintos, com destaque para a academia e a comunicação social, conscientes da responsabilidade de fomentar um pensamento plural e informado. 

É neste enquadramento que apresentamos BREVE HISTÓRIA DE ANGOLA DESDE A INDEPENDÊNCIA (1975–2025), de Rui Verde, académico e investigador com reconhecida intervenção pública internacional. Com um percurso sólido nas áreas do direito e da análise política, e experiência em instituições académicas de prestígio, Rui Verde tem-se afirmado como uma voz crítica e consistente na reflexão sobre a Angola contemporânea. 

Integrado na colecção “Livros No Bolso”, este volume oferece uma síntese rigorosa e acessível de cinco décadas de história recente, cruzando política, economia e sociedade. Mais do que um olhar sobre o recente passado, este livro constitui um instrumento para compreender o presente e pensar o futuro, num momento em que as escolhas colectivas ganham particular relevância. 

Acreditamos que a circulação de ideias e o diálogo entre autores e leitores são fundamentais para fortalecer a cidadania e apoiar uma governação mais transparente e orientada para o desenvolvimento humano. Com 2027 no horizonte, Angola enfrenta uma oportunidade renovada: transformar reflexão em acção e ambição em progresso. 

O papel do Foreign Office nos bastidores da Península Ibérica

O papel do Foreign Office nos bastidores da Península Ibérica

Diplomacia, espionagem e geopolítica na Península Ibérica entre 1919 e 1962

Nas próximas horas fica disponível nos canais digitais internacionais a edição digital EPUB (ISBN 9789899209268), em julho de 2026 teremos disponível a edição em papel, ilustrada com fotografias originais da época.

Entre 1919 e 1962, a Península Ibérica foi muito mais do que uma periferia política da Europa. Portugal, Espanha e Gibraltar constituíram um espaço estratégico decisivo para a política externa britânica, ligando o Atlântico ao Mediterrâneo, a Europa ao Norte de África, e as rotas imperiais ao Canal do Suez, à Índia e ao Extremo Oriente.

Em O Foreign Office e sua influência na Península Ibérica: Portugal, Espanha, Gibraltar (1919-62), Álvaro Henriques do Vale acompanha mais de quatro décadas de relações diplomáticas, equilíbrios geopolíticos e bastidores do poder, analisando a forma como o Foreign Office procurou influenciar os acontecimentos políticos em Lisboa e Madrid, sempre atento à estabilidade da Península e à defesa dos interesses estratégicos britânicos.

A obra parte do ano de 1919, momento em que a República Portuguesa restabelece relações diplomáticas com a Santa Sé, num contexto europeu marcado pelo pós-Primeira Guerra Mundial, pela ameaça bolchevique, pela instabilidade italiana e pela necessidade de reorganização da ordem internacional. A partir daí, o autor segue os fios que ligam Portugal, Espanha, Reino Unido, Vaticano, Gibraltar, Washington e África, mostrando como a diplomacia britânica acompanhou de perto a evolução dos regimes ibéricos, da Ditadura Militar portuguesa ao Estado Novo, da II República espanhola à ascensão de Franco.

O livro dedica especial atenção à Guerra Civil de Espanha, à neutralidade ibérica durante a Segunda Guerra Mundial e ao papel de Lisboa como plataforma diplomática e ponto de encontro de agentes, diplomatas e serviços de intelligence. Neste tabuleiro surgem figuras como Salazar, Franco, Roosevelt, Kennedy, Samuel Hoare, Pedro Theotónio Pereira, Armindo Monteiro, Norton de Matos, Venâncio Deslandes e Ian Fleming, futuro criador de James Bond, associado aos bastidores da Operação Torch.

Mais do que uma história diplomática, esta é uma leitura geopolítica da Península Ibérica no século XX. Através de memórias, despachos diplomáticos e fontes históricas, Álvaro Henriques do Vale revisita a importância de Gibraltar, da Aliança Luso-Britânica, do Tratado de Windsor, dos Açores, da NATO, da Guerra Fria e dos primeiros sinais de contestação ao modelo colonial português.

Com uma narrativa densa em personagens, episódios e ligações internacionais, este livro propõe uma interpretação original sobre a influência britânica nos destinos de Portugal e Espanha, revelando como decisões tomadas em Londres, Madrid, Lisboa, Washington ou Roma ajudaram a moldar a política ibérica entre as duas guerras mundiais, o pós-guerra e o início da década de 1960.

Públicos-alvo

Leitores de história contemporânea, relações internacionais, geopolítica, Segunda Guerra Mundial, Guerra Civil de Espanha, Estado Novo, salazarismo, franquismo, história diplomática, espionagem, colonialismo português e história britânica.

Memorial Dr. António Agostinho Neto (Luanda) com obras de referência sobre Angola

Memorial Dr. António Agostinho Neto (Luanda) com obras de referência sobre Angola

A editora independente Perfil Criativo | AUTORES.club informa que alguns dos seus mais importantes títulos encontram-se disponíveis na livraria do Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, um dos mais emblemáticos espaços culturais e históricos da República de Angola.

A presença destas obras naquele espaço representa uma oportunidade única para estudantes, investigadores, servidores públicos, dirigentes e cidadãos em geral aprofundarem o conhecimento sobre a história, a identidade e os desafios do país. Em particular, os funcionários do Estado e, sobretudo, os pretendentes a ocupar um lugar na Assembleia Nacional de Angola deveriam ser incentivados a conhecer e estudar algumas destas referências fundamentais do pensamento angolano contemporâneo.

Entre os títulos em destaque encontram-se duas trilogias de grande valor intelectual e histórico:

Estas publicações ajudam a compreender melhor o passado e o presente de Angola, oferecendo bases sólidas para decisões políticas, administrativas e legislativas mais conscientes.

Sobre o Memorial Dr. António Agostinho Neto

Memorial Dr. António Agostinho Neto é um dos principais marcos arquitetónicos e culturais de Luanda. Erguido em homenagem ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, poeta e figura central da luta de libertação nacional, o memorial preserva documentação histórica, objetos pessoais, exposições permanentes e espaços dedicados à memória nacional.

Além do seu valor simbólico, o Memorial tornou-se também um importante centro de promoção cultural, acolhendo exposições, visitas institucionais, atividades académicas e iniciativas literárias. A existência de uma livraria no espaço reforça essa missão pedagógica e cultural, permitindo o acesso do público a obras essenciais sobre Angola e os seus protagonistas.

Livros para pensar Angola

A disponibilização destas obras na livraria do Memorial Dr. António Agostinho Neto resulta de uma iniciativa do próprio Memorial, em articulação com os autores, que promoveram a colocação dos livros naquele espaço cultural de referência. A presença destes títulos reforça a missão do Memorial na valorização da memória, da reflexão histórica e do pensamento angolano contemporâneo, permitindo ao público acesso a obras fundamentais para compreender Angola e os seus desafios.

Regresso à música do Sul

Regresso à música do Sul

NOTAS DO EDITOR

Há geografias que permanecem na memória como um eco antigo. Há vozes que regressam como o mar. Com Faro e Enigmas, regressamos ao sul, a Moçâmedes, terra de vento, sal, deserto e poesia. É desse território de paisagens intensas que surge Elsa Major, uma voz que celebramos e revelamos.
Filha de uma grande família, nove meninas e três rapazes, cresceu entre leituras, canto e tradições populares. Ainda jovem integrou o Grupo Carnavalesco da Torre do Tombo, influenciada pelos pais e a família onde a música, o ritmo e a palavra começaram a moldar a sua sensibilidade artística.
Aos 12 anos ingressou na organização dos pioneiros de Angola, onde por meio de actividades culturais centradas na literatura nacional, desenvolveu de forma decisiva a sua formação. A sua vida cruza-se com a própria história nacional. Em 1975, no turbilhão da independência, o pai, pescador de atum, conduz a família na sua embarcação até Benguela e depois Luanda. Mais tarde regressaria ao lugar da origem pelo mesmo mar.
Estudou Linguística da Língua Portuguesa e tornou-se professora aos 17 anos, aprendendo com a mãe a disciplina do trabalho, guardada no segredo dos “dez anõezinhos”, as mãos.
O seu percurso foi marcado por uma carreira profissional tendo exercido funções de direcção em vários ministérios e assumindo funções de liderança desportiva. Iniciou-se como atleta de andebol, tendo-se depois tornado dirigente da Federação Angolana de Andebol. Foi ainda membro de organismos desportivos nacionais e africanos. Desempenhou também funções diplomáticas na África do Sul.
A poesia, porém, permaneceu sempre o seu território mais íntimo. O primeiro livro surge em 2010, nascido de rascunhos.
Agora, em Faro e Enigmas (2026), Elsa Major oferece-nos uma obra de maturidade poética. Amor, sensualidade, memória e paisagem africana atravessam estes poemas, onde o Namibe, o Atlântico e o deserto dialogam com o corpo e a alma.
Como escreve Sara Jona Laisse no prefácio, esta obra recorda-nos que “a vida é amiga da arte”, num encontro profundo entre experiência e criação.
Este livro é, acima de tudo, um regresso: um regresso à música do Sul.

Convite para o lançamento oficial em Portugal

A poetisa Elsa Major, a Embaixada da República de Angola em Portugal e o editor da Perfil Criativo | AUTORES.club têm o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação em Portugal do livro:

FARO E ENIGMAS – POESIA

O evento terá lugar na quinta-feira, 30 de abril (2026), às 17h30, no Auditório 11 de Novembro, localizado na Rua Leopoldo de Almeida, 6-A, Lumiar, Lisboa.

Contamos com a sua presença!

Uma poesia que respira Angola e dialoga com o mundo

Choque de civilizações

A loja online da editora Perfil Criativo | AUTORES.club irá estar temporariamente indisponível após ter sido alvo de ataques informáticos intensos nas últimas três semanas. Segundo a editora, a situação está relacionada com um contexto mais amplo de guerra cibernética descrita como consequência de um forte “choque de civilizações”.

Com o objetivo de reforçar a segurança e atualizar a sua estrutura tecnológica, a plataforma ficará offline durante aproximadamente uma semana. A equipa garante que está a trabalhar para regressar com maior robustez e segurança.

A editora agradece a compreensão dos leitores e informa que, durante este período, as novidades e atualizações poderão ser acompanhadas através do PORTAL.AUTORES.CLUB. O regresso da loja online está previsto para breve, com novos títulos.

Para qualquer contacto usar o email: encomendas@autores.club

Matéria Negra

Matéria Negra

A mais recente obra do poeta angolano KalungaMatéria Negra, já se encontra disponível para encomenda, assinalando a chegada de um livro que promete marcar o panorama literário contemporâneo.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da nova geração da República de Angola, Kalunga afirma-se hoje, em Portugal, como uma referência na intervenção cultural. A sua escrita, intensa e provocadora, posiciona-o no centro de um diálogo urgente entre memória e futuro.

Em Matéria Negra, o autor apresenta uma poesia densa e multifacetada, onde a palavra se transforma em instrumento de questionamento e criação. A obra percorre temas como o tempo, a dor, a esperança e a condição humana, conduzindo o leitor por territórios invisíveis da existência e desafiando-o a pensar para além do evidente.

Com uma linguagem fortemente imagética e filosófica, os poemas cruzam o íntimo e o coletivo, o sagrado e o quotidiano, levantando interrogações que ecoam muito para além da leitura, como a provocadora questão: “Como se semeia um humano?” 

Matéria Negra surge, assim, como um livro incontornável para quem procura uma poesia contemporânea comprometida, inquieta e transformadora.

O livro já pode ser encomendada na na loja online da Perfil Criativo | AUTORES.club, estando agora ao alcance de todos os leitores que desejam mergulhar na força e profundidade da palavra do poeta Kalunga (João Fernando André).

Biblioteca Palácio Galveias debate as origens da consciência angolana no século XIX

Biblioteca Palácio Galveias debate as origens da consciência angolana no século XIX

No passado dia 1 de abril de 2026, a Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, foi palco do encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, uma iniciativa centrada na apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, de Tomás Lima Coelho.

O evento reuniu investigadores, escritores e público interessado numa reflexão aprofundada sobre um período decisivo da história de Angola, marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de nação. Ao longo da sessão, destacou-se o cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, num diálogo que permitiu revisitar os contextos, as vozes e os processos que contribuíram para a construção dos primeiros imaginários modernos angolanos.

No âmbito da cobertura do encontro, apresentamos agora os vídeos das intervenções dos convidados especiais, permitindo acompanhar de forma integral os principais momentos de reflexão e debate, com participações de Jorge ArrimarAlberto Oliveira PintoTomás Lima Coelho e João Fernando André.

A iniciativa confirmou a relevância de revisitar o século XIX angolano como momento fundacional de processos culturais e políticos que continuam a marcar o presente. Com a disponibilização dos registos audiovisuais, prolonga-se agora o alcance deste debate, permitindo que um público mais amplo aceda às ideias e interpretações partilhadas na Biblioteca Palácio Galveias.

Tomás Lima Coelho nos agradecimentos durante o encontro “Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência”, momento que serviu para a apresentação da obra Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe

Intervenção de Jorge Arrimar na apresentação do livro Chão de Kanambua, de Tomás Lima Coelho

Intervenção do historiador angolano Alberto Oliveira Pinto, uma das vozes mais dinâmicas na divulgação da História de Angola

João Fernando André (Kalunga): a voz crítica de uma nova geração angolana

Chão de Kanâmbua
Chão de Kanâmbua