Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

CONVERSA ABERTA 6/3/2026 — Uma nova visão da saúde a partir da ciência da nutrição celular

Num mundo marcado pelo stress, pelas doenças metabólicas e por uma alimentação cada vez mais industrializada, é urgente repensar o verdadeiro significado de saúde.
A partir da obra NUTRITERAPIA, do Dr. Luís Philippe Jorge, esta conversa aberta convida-nos a descobrir como a nutrição celular, baseada na ciência da micronutrição, pode transformar o nosso bem-estar físico e psicológico. Sustentada por mais de 600 referências científicas, esta abordagem desafia modelos alimentares convencionais e propõe um novo paradigma preventivo, funcional e profundamente humanista. Porque nutrir o corpo começa, verdadeiramente, por cuidar das células.

Convidado especial: Dr. Luís Philippe Jorge

Local: Biblioteca Palácio dos Coruchéus

Data: 6/3/2026 (sexta-feira), das 18h00 às 20h00

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

O Abraço da Memória (II)

O Abraço da Memória (II)

TEXTO DE GABRIEL BAGUET JR

O espaço e o dia onde me encontro já evidencia uma certa claridade e Pássaros que falam entre si cantando. A Natureza tem essa singular magia e esse particular encanto. Na mágica Natureza estão todos os naturais elementos para repensarmos a relação Humana com a Ecologia ao longo de décadas. E o Amanhecer como o Anoitecer encerram muitos Ciclos como abrem tantas outras possibilidades de Reflexão sobre os Dias. Os Nossos e os dos Outros. Entendi dar continuidade a este título porque assim sinto o impulso do começo deste terceiro dia de 2026.

E hoje como poderiam surgir tantas outras perguntas , pergunto o que é viver ? O Abraço da Memória poderá ou não ser entendido para os destinatários desta MUKANDA ( expressão em Língua Nacional de Angola entre outras questões é o Kimbundu e que significa em Língua Portuguesa CARTA). Mas esta MUKANDA que igualmente considero uma Reflexão, é um modo e o caminho que vai de Encontro à Liberdade de Pensamento e de Opinião.

E respeito a Liberdade de Pensamento qualquer que seja o meu semelhante e a sua Opinião. E a Liberdade de Pensamento e de Opinião trazem essa imperativa necessidade de Olhar a roda do Mundo e fazermos análises ou balanços sobre a Vida, o Progresso ou não, o crescimento do Desenvolvimento Humano ou recordar o espaço urbano onde nascemos, brincamos e crescemos e com esta condição natural e que nos habitará sempre, surge naturalmente a importância da Memória Individual e Colectiva e tudo o que fizemos, o que ficou para fazer, por dizer e lembrar os caminhos essenciais da Amizade genuína, dos Afectos e Ensinamentos familiares ..No meu caso são imensas as Memórias de ter sido muito feliz e aprender como se conseguem as Canoas dos Sonhos que imensas vezes vi com os meus Olhos ou pelo Olhar do meus queridos Pais, as redes de pesca lançadas sobre toda a extensão da Histórica Ilha de Luanda e ver os Mais Velhos Pescadores de pano até aos pés amarrado na cintura e ver a beleza da sua relação com o Mar,com o que foi pescado e a sã e Saudosa recordação de ver e ouvir o meu Saudoso Pai a falar genuinamente Kimbundu com os Mais Velhos e apreciar a força mental inspirados pela magia da minha de Ilha de Luanda. Esse legado foi vivenciado,sentido, recordado e acompanha os meus Dias. Este acto assumido é Memória que me remete para outras Memórias de que oportunamente falarei. 

O compasso da Escrita tem avanços, recuos, integrações de outras análises e perspectivas e essa dinâmica como as Viagens referidas no artigo anterior ao pensar nas belíssimas viagens de Comboios de que tanto gosto ou recordar a Jangada que me permitiu com a Família nuclear deslocarmo-nos de carro entre Luanda e o Santuário da Nossa Senhora da Muxima em Angola inúmeras vezes. É a busca da Memória e o Abraço à mesma. 

Neste quadro e continuando a ouvir os pássaros como se de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais Clássicos se tratasse ou e porque não de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais e Tradicionais Africanos como o Kissange, a Puita, o Reco-Reco e a Percussão. Gostava um dia de acordar, ver e ouvir numa rua ou avenida de uma qualquer cidade do Mundo sentir este despertar.Porque o Espaço e Rural são suportes de imensas realizações Culturais específicas e não só, como lugares de introspecção e contemplação desprendida sobre o Perfume da Vida. 

E neste terceiro dia do ano, depois da partilha com um grande amigo que dedicou e dedica com ética a sua vida sobre este título e o conteúdo do texto referiu a gratidão da partilha e cito sem egos: “obrigado, Mano Gaby pelo inspirador, humanista, pedagógico e texto universalista que aqui vens explicar”. E naturalmente e com total abertura veio lembrar-me outros exemplos de Desenvolvimento Humano que cito : “a Finlândia, mas esqueces a Islândia, Escandinávia, Canadá, Costa Rica, Butão, Nova Zelândia”. Este amigo de múltiplas profissões e Talentos tem razão num ponto que é não ter referido o Canadá .

As palavras supra referidas do Investigador Ambiental, de Direitos Humanos e Escritor Veladimir Romano da Cruz cruzam-se com o conceito que o mesmo defende e volto a citar que “esta coisa da “FELICIDADE”, é coisa do muito se diga” e destacou que “vivendo eu na Suécia algum tempo, nos anos de 68, quando ali cheguei, já a comunidade Finlandesa os ” Suomi “, eram na sua percentagem cerca de 50% da população da Finlândia, imigrantes e assim, não só a Suécia, onde viveram mas também na Noruega, Dinamarca, até aos restantes desde a Bélgica, Holanda e Alemanha e por ali se distribuíram os 2 milhões desses emigrantes que aprenderam, estudaram, organizaram-se (jamais se preocuparam em comprar grandes carros, juntar biliões para uma casa/ mas antes, acumularam conhecimentos e voltaram à terra natal para investir na sua pátria”. Em seu entender e concordo inteiramente que o Devir dos Dias do Novo Ano deve assentar na” realidade cívica e de cidadania e que a justiça funcione sem esquecer a luta pela primazia da educação e floresça, apostando-se na Ciência e e no Desenvolvimento Humano e Cultural tão necessário para qualquer  nação e uma sociedade só assim se  desenvolve não vivendo de teorias da fantasia e grosserias instituídas nos esquemas fabricando depois a podridão da miséria moral e fatal quebra crónica do sistemneconómico-financeiro'”, disse Veladimir Romano da Cruz. 

Desta integração de ideias e análises, ressurge de novo a importância da Memória e como disse o Escritor, Jornalista colombiano e Prémio Nobel da Literatura em 1982 Gabriel García Márquez e cito, ” a vida de uma pessoa não é o que lhe apetece ,mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda”.É verdade . No Abraço à Memória como decidi designar a construção deste texto,entendo que a Arte produzida por genuínos Criadores no plano da intervenção artística multidisciplinar aliada à defesa da Humanização Social como ao respeito pelos Direitos Humanos sejam a tela mais bela a Pintar e a criar. Os novos desafios mundiais são imensos e só uma Cultura de Memória e Respeito percorrendo infelizmente Tragédias como a Escravatura,  Colonização, I e II Guerra Mundial , a Inquisição, o Apartheid, o Holocausto e outras práticas desumanas, nos farão reflectir como a Arte em si de modo transversal e o Diálogo sem filtros em múltiplos domínios , permitirá fazer as Viagens que desejamos pensando nos nobres exemplos deixados por históricas Mulheres e históricos Homens no domínio da Cultura, da Literatura, do Desenvolvimento Humano, na Ciência, na Educação e de Sociedades iguais e menos assimétricas.

Onde estiver reflicta a prática do BEM sem egocentrismos e pense no Sonho que entender para melhorar substantivamente o Estado do Mundo. Urge falar na Humanização das Sociedades. Precisamos dessa sonhada Viagem.

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Livros, leitura e fronteiras: conversa na TVA expõe os desafios do espaço lusófono

A produção literária, os hábitos de leitura e as dificuldades de circulação do livro entre países de língua portuguesa estiveram em destaque numa conversa transmitida pela TVA, a 30 de janeiro, conduzida por Victor Hugo Mendes, com participação da escritora Luísa Fresta e da tradutora Elga Fontes. A informação e as declarações atribuídas ao editor João Ricardo Rodrigues nesta peça baseiam-se no resumo em vídeo das questões colocadas ao editor, onde foram discutidos o papel cultural da edição, os custos de produção e as barreiras que continuam a limitar a mobilidade de pessoas e obras no espaço lusófono.

Ao longo da conversa, destacou-se a ideia do livro como instrumento de formação integral: ferramenta de trabalho (nomeadamente na tradução), de ampliação de vocabulário, de mobilidade cultural e de construção de horizontes de vida, “soluções para qualquer questão podem ser encontradas num livro”, defendeu-se durante o debate.

Produz-se mais livros? A perceção nem sempre coincide com o terreno

Questionado sobre se hoje se produz mais do que há dez anos, o editor chamou a atenção para realidades distintas entre países e para a complexidade do mercado português, admitindo dúvidas sobre se a ideia de “produção sempre crescente” corresponde totalmente ao que muitas editoras vivem no dia a dia.

No caso da Perfil Criativo | AUTORES.club, o trabalho tem sido apresentado como uma ponte editorial entre Portugal e Angola, com catálogo maioritariamente centrado em autores angolanos. A aposta é assumida como cultural: aumentar leitores é visto como condição para transformar o livro num motor de desenvolvimento social e económico.

O trabalho invisível do editor e o custo real do livro

A conversa entrou também no “lado invisível” do processo editorial: avaliação do original, diálogo com o autor, revisão, paginação, impressão (ou edição digital) e distribuição. Foi sublinhado que a decisão editorial é, muitas vezes, difícil, incluindo recusas e atrasos, e que publicar envolve investimento significativo, com margens frequentemente curtas.

A questão do preço do livro voltou à mesa: entre a perceção de que “o livro é caro” e a realidade de orçamentos familiares limitados, ficou a ideia de que o preço é um fator real, mas também um reflexo das prioridades e das condições socioeconómicas de cada leitor.

APEL: crescimento do setor, mas leitura não é só “autodeclaração”

O debate sobre leitura ganha contexto com dados recentes: no estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros(APEL), 73% da população (15+ anos) declara ter lido pelo menos um livro nos últimos 12 meses, e os mais jovens (15–24) são o grupo onde o saldo “leu mais vs. leu menos” aparece mais favorável. 

Ao mesmo tempo, os indicadores económicos do setor apontam crescimento: dados divulgados em Portugal indicam que a venda de livros aumentou 6,9% em 2025. 
Ainda assim, como se discutiu na conversa, é importante distinguir hábitos declarados (o que as pessoas dizem) de práticas efetivas e sustentadas, e, sobretudo, de políticas estruturais de literacia.

CPLP e o problema central: circulação de pessoas e de livros

Uma das críticas mais vincadas foi a fragilidade da circulação cultural no espaço lusófono: fronteiras administrativas, custos logísticos e dificuldades de distribuição continuam a limitar a presença de autores e livros entre países.

Apesar do Acordo sobre a Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, assinado em 2021 e com enquadramento legal que prevê categorias como vistos e autorizações de residência CPLP, o setor do livro continua a sentir que a “livre circulação” cultural avança mais lentamente do que o desejável. 
A conversa defendeu que, se a CPLP quer promover a língua, precisa de um papel mais ativo na circulação de obras e no apoio às editoras e redes que fazem essa ponte no terreno.

Publicações Perfil Criativo | AUTORES.club (2020–2026)

A editora publica livros desde 2015; a lista abaixo reúne os títulos de 2020 a 2026. Os livros podem ser encomendados em www.AUTORES.club:

2026

  • CHÃO DE KANÂMBUA (OU “O FEITIÇO DE KANGOMBE”), Tomás Lima Coelho — Ref. 141 (1|2026) — ISBN 978-989-9209-31-2
  • O SER HUMANO E O JOGO DA VIDA, Lívio Honório — Ref. 142 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-33-6
  • 42.4 – A VOZ DOS DIBENGO, Tazuary Nkeita — Ref. 143 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-32-9

2025

  • KIMAMUENHO UM INTELECTUAL RURAL DO PERÍODO 1913–1922, Eugénio Monteiro Ferreira — Ref. 121 (1|2025) — ISBN 978-989-9209-09-1
  • E-book: Eu e a UNITA, Orlando Castro — Ref. 122 (2|2025) — ISBN 978-989-9209-12-1
  • E-book: SUL, Álvaro Poeira — Ref. 123 (3|2025) — ISBN 978-989-9209-13-8
  • E-book: AMOR VERDADEIRO AMOR, Hugo Henriques — Ref. 124 (4|2025) — ISBN 978-989-9209-25-1
  • E-book: AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 125 (6|2025) — ISBN 978-989-9209-23-7
  • E-book: CHÃO DE KANÂMBUA…, Tomás Lima Coelho — Ref. 126 (7|2025) — ISBN 978-989-9209-24-4
  • NUVEM NEGRA — O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977, Miguel Francisco “Michel” — Ref. 127 (8|2025) — ISBN 978-989-9209-15-2
  • CRÓNICAS DO HOMEM, Manuel Homem — Ref. 128 (9|2025) — ISBN 978-989-9209-17-6
  • MEU GASTOSO, MINHA GOSTOSA, MEU AMOR, Rafael Branco — Ref. 129 (10|2025) — ISBN 978-989-9209-16-9
  • MEMÓRIAS DAS FALA… (1975–1992), Fonseca Chindondo — Ref. 130 (11|2025) — ISBN 978-989-9209-21-3
  • EDITORIAIS DO EXPANSÃO 2019–2021, João Armando — Ref. 131 (12|2025) — ISBN 978-989-9209-14-5
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME III, Maurício Francisco Caetano — Ref. 132 (13|2025) — ISBN 978-989-9209-18-3
  • A PRIMEIRA TRAVESSIA DA ÁFRICA AUSTRAL, José Bento Duarte — Ref. 133 (14|2025) — ISBN 978-989-9209-19-0
  • NUTRITERAPIA, Luís Philippe Jorge — Ref. 134 (15|2025) — ISBN 978-989-9209-20-6
  • O “RECONHECIMENTO” DO GOVERNO ANGOLANO… (1976), Domingos Cúnua Alberto — Ref. 135 (16|2025) — ISBN 978-989-9209-22-0
  • HOLOVIDA, Lívio Honório — Ref. 136 (17|2025) — ISBN 978-989-9209-27-5
  • ANGOLA E OS DESAFIOS DA ESTABILIDADE EM ÁFRICA, Zeferino Pintinho — Ref. 137 (18|2025) — ISBN 978-989-9209-29-9
  • ECOS DA LIBERDADE, Joaquim Sequeira — Ref. 138 (19|2025) — ISBN 978-989-9209-28-2
  • 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS VISTOS PELOS SEUS CIDADÃOS (coord. Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde + autores), — Ref. 139 (20|2025) — ISBN 978-989-9209-30-5
  • E-book: FOREIGN OFFICE E A PENÍNSULA IBÉRICA… (1919–1962), Álvaro Henriques do Vale — Ref. 140 (21|2025) — ISBN 978-989-9209-26-8

2024

  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? – 2ª EDIÇÃO, Luís Philippe Jorge — Ref. 109 (1|2024) — ISBN 978-989-35368-5-8
  • PATAS ARRIBA – 2ª EDIÇÃO, Gemma Almagro — Ref. 110 (2|2024) — ISBN 978-989-53574-7-5
  • FREI MANECO, Manuel Fonseca da Victória Pereira — Ref. 111 (3|2024) — ISBN 978-989-35368-6-5
  • E-book: ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 112 (4|2024) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • AUTORES E ESCRITORES DE ANGOLA 1642–2022, Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho — Ref. 113 (5|2024) — ISBN 978-989-9209-00-8
  • HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 114 (6|2024) — ISBN 978-989-35368-9-6
  • E-book: HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 115 (7|2024) — ISBN 978-989-9209-01-5
  • E-book: KINTHWÊNI NA TRADIÇÃO E NA POÉTICA… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 116 (8|2024) — ISBN 978-989-9209-05-3
  • E-book: ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 117 (9|2024) — ISBN 978-989-9209-06-0
  • DIREITO ECLESIÁSTICO ANGOLANO, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 118 (10|2024) — ISBN 978-989-9209-07-7
  • REFINAÇÃO, ARMAZENAGEM… O PAPEL DOS BIOCOMBUSTÍVEIS, António Feijó Júnior — Ref. 119 (11|2024) — ISBN 978-989-9209-04-6
  • ENSAIOS I (2007–2018), Eugénio Costa Almeida — Ref. 120 (12|2024) — ISBN 978-989-9209-08-4

2023

  • PONTE INFANTE D. HENRIQUE, Hugo Henriques — Ref. 95 (1|2023) — ISBN 978-989-53574-8-2
  • JUBA JUVENTUDE UNIDA…, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 96 (2|2023) — ISBN 978-989-35076-0-5
  • DOMINGOS INGUILA JOÃO — AS MINHAS MEMÓRIAS, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 97 (3|2023) — ISBN 978-989-53574-9-9
  • MUKUA MILELE — PANOS DA MINHA AVÓ, Sandra Poulson — Ref. 98 (4|2023) — ISBN 978-989-35076-1-2
  • 3 EM 1, Filipe J. D. Pereira — Ref. 99 (5|2023) — ISBN 978-989-35076-2-9
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME II, Maurício Francisco Caetano — Ref. 100 (6|2023) — ISBN 978-989-35076-3-6
  • PEREGRINOS DA ETERNIDADE, José Bento Duarte — Ref. 101 (7|2023) — ISBN 978-989-35076-5-0
  • KINTHWÊNI… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 102 (8|2023) — ISBN 978-989-35076-7-4
  • ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 103 (9|2023) — ISBN 978-989-35076-8-1
  • OS SUFIS E O SUFISMO, Rahmat Anwar Al Owaysi — Ref. 104 (10|2023) — ISBN 978-989-35076-9-8
  • SUL, Álvaro Poeira — Ref. 105 (11|2023) — ISBN 978-989-35368-0-3
  • EU E A UNITA, Orlando Castro — Ref. 106 (12|2023) — ISBN 978-989-35368-1-0
  • ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 107 (13|2023) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • MATERIAL INFLAMABLE…, Danilo Facelli Fierro — Ref. 108 (14|2023) — ISBN 978-989-368-4-1

2022

  • ECONOMIA E PODER NO ATLÂNTICO SUL…, Jonuel Gonçalves — Ref. 83 (1|2022) — ISBN 978-989-53348-5-8
  • UMA AMEAÇA INQUIETANTE, João Rodrigues — Ref. 84 (2|2022) — ISBN 978-989-53348-6-5
  • EGOSISMO, Orlando Castro — Ref. 85 (3|2022) — ISBN 978-989-53348-7-2
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME I, Maurício Francisco Caetano — Ref. 86 (4|2022) — ISBN 978-989-53348-9-6
  • ENSINO DOS NÚMEROS… EM ANGOLA, Jerónimo Sanchos Evaristo et al. — Ref. 87 (5|2022) — ISBN 978-989-53348-8-9
  • SENHORES DO SOL E DO VENTO, José Bento Duarte — Ref. 88 (6|2022) — ISBN 978-989-53574-0-6
  • A CASA GRANDE, João Rodrigues — Ref. 89 (7|2022) — ISBN 978-989-53574-1-3
  • E AGORA QUEM AVANÇA SOMOS NÓS, Jonuel Gonçalves — Ref. 90 (8|2022) — ISBN 978-989-53574-4-4
  • MARÍTIMOS (3ª EDIÇÃO – 2022), Filipe Zau — Ref. 91 (9|2022) — ISBN 978-989-53574-3-7
  • MILOMBO MA UFIKE, Ngongongo — Ref. 92 (10|2022) — ISBN 978-989-53574-6-8
  • SILENCIOCRACIA, JORNABÓFIAS E OUTRAS MAZELAS, Luzia Moniz — Ref. 93 (11|2022) — ISBN 978-989-53574-5-1
  • PATAS ARRIBA, Gemma Almagro — Ref. 94 (12|2022) — ISBN 978-989-53574-7-5

2021

  • CARACULO, A MINHA PAIXÃO, Victor Torres — Ref. 64 (1|2021) — ISBN 978-989-54937-3-9
  • DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS…, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 65 (2|2021) — ISBN 978-989-54937-5-3
  • POR UMA VERDADEIRA CIÊNCIA DO HOMEM, Lívio Honório — Ref. 66 (3|2021) — ISBN 978-989-54937-6-0
  • MEMORAR & OPINAR, João Rodrigues — Ref. 67 (4|2021) — ISBN 978-989-53079-1-3
  • PRISÃO POLÍTICA, Sedrick de Carvalho — Ref. 69 (6|2021) — ISBN 978-989-53079-3-7
  • DEUS-O-COSMOS…, Lívio Honório — Ref. 70 (7|2021) — ISBN 978-989-53079-2-0
  • CÓDIGO DO TRABALHO (ANOTADO) — S. TOMÉ E PRÍNCIPE, José Paquete d’Alva Teixeira — Ref. 71 (8|2021) — ISBN 978-989-53079-8-2
  • DIÁRIO DO MACULUSSO…, Fernando da Glória Dias — Ref. 72 (9|2021) — ISBN 978-989-53079-7-5
  • ANGOLA: DESDE ANTES… – Vol. I/II/III (Edição Especial + 2ª Edição), Carlos Mariano Manuel — Ref. 73–78 (2021)
  • BOBA KANA MUTHU WZELA | AQUI É PROIBIDO FALAR!, JRicardo Rodrigues — Ref. 79 (16|2021) — ISBN 978-989-53348-1-0
  • CRÓNICA DA FUNDAÇÃO DO HUAMBO | NOVA LISBOA (5ª EDIÇÃO), JRicardo Rodrigues — Ref. 80 (17|2021) — ISBN 978-989-53348-2-7
  • ANTÍGONA’19, Thiago Justino e Lina Paula Pinto — Ref. 81 (18|2021) — ISBN 978-989-53348-3-4
  • UMA-VIAGEM-PARA-ALÉM…, Lívio Honório — Ref. 82 (19|2021) — ISBN 978-989-53348-4-1

2020

  • FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA 1974–1976 (+ edição especial), Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 50–52 (2020)
  • ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, Marcolino Moco — Ref. 51 (2020) — ISBN 978-989-54702-1-1
  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? PROTECÇÃO CONTRA O COVID-19, Luís Philippe Jorge — Ref. 53 (2020) — ISBN 978-989-54702-4-2
  • 110 ERROS QUE PREJUDICAM A SUA LOJA ONLINE, Vera Maia et al. — Ref. 54 (2020) — ISBN 978-989-54702-3-5
  • MARÍTIMOS, Filipe Zau — Ref. 55 (2020) — ISBN 978-989-54702-5-9
  • CANTO TERCEIRO DA SEREIA: O ENCANTO (CD-Música), Filipe Mukenga e Filipe Zau — Ref. 56 (2020)
  • O HOMEM E A SUA ABORDAGEM…, Lívio Honório — Ref. 57 (2020) — ISBN 978-989-54702-8-0
  • NACIONALISMO AFRICANO HOJE…, Kiavanda Felix — Ref. 58 (2020) — ISBN 978-989-54702-7-3
  • ANGOLA EN AFRIQUE…, Marcolino Moco — Ref. 59 (2020) — ISBN 978-989-54702-6-6
  • AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 60 (2020) — ISBN 978-989-54702-9-7
  • MÃE NOSSA QUE SOIS O CÉU, Fernando Kawendimba — Ref. 61 (2020) — ISBN 978-989-54937-1-5
  • CONTOS DE SAMUEL ASTRO, Fragata de Morais — Ref. 62 (2020) — ISBN 978-989-54937-2-2
  • VERDADEIRO AMOR VERDADEIRO, Hugo Henriques — Ref. 63 (2020) — ISBN 978-989-54937-4-6

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros da Perfil Criativo | AUTORES.club e distribuídos em Cabo Verde pela NOS RAIZ elevam ponte cultural entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde

REPORTAGEM DE RICARDO LEOTE (NOS RAIZ)

Livraria Nhô Eugénio, na cidade da Praia, em Cabo Verde, acaba de receber mais um conjunto de títulos de autores dos países africanos de língua portuguesa, disponíveis para leitores cabo-verdianos, reforçando os laços culturais entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. A presença destas obras resulta de uma parceria editorial entre a Perfil Criativo | AUTORES.club, com representação e distribuição em Cabo Verde pela NOS RAIZ, promotora cultural focada em literatura, cinema, música e artes plásticas.

Livraria Nhô Eugénio
Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio foi inaugurada em 2008, com o objetivo de promover a leitura e apoiar autores locais e internacionais em Cabo Verde. O espaço funciona como livraria, café e ponto de encontro cultural, reunindo livros, discos, eventos literários e exposições de arte num ambiente acolhedor com esplanada, transformando-se num verdadeiro polo cultural da cidade da Praia

O nome “Nhô Eugénio” evoca a figura do poeta e ativista cultural Eugénio Tavares, referência maior da cultura cabo-verdiana, cujo legado inspirou encontros e tertúlias no espaço.

Novos títulos disponíveis na Livraria Nhô Eugénio

Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias — Volume III

Autor: Maurício Francisco Caetano (Angola)
Uma obra monumental em três volumes que explora a cultura, organização social e tradições dos povos bantu, afirmando a centralidade desta civilização na formação cultural africana. A coleção reúne textos antropológicos e históricos reunidos a partir dos escritos do autor, que demonstram a profundidade e a diversidade dos sistemas sociais bantu e o seu impacto cultural em África e na diáspora. O autor, também conhecido como Mafrano, é considerado um dos mais importantes etnólogos angolanos do século XX. A obra foi distinguida com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024 da República de Angola

Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas

Autor: Rafael Branco (São Tomé e Príncipe)
Uma coletânea de crónicas que exploram afetos, relações e experiências íntimas da vida contemporânea. Com uma prosa sensível e acessível, o autor desenha retratos de encontros, amores e vivências pessoais que ecoam universais emoções humanas. 

Nuvem Negra — O Drama do 27 de Maio de 1977

Autor: Miguel Francisco “Michel” (Angola)
Este livro revisita o 27 de maio de 1977, um dos momentos mais dramáticos da história de Angola, através de uma narrativa potente construída a partir de testemunhos e memórias vividas. O autor, sobrevivente dos campos de concentração, oferece um retrato profundamente humano e crítico dos eventos que marcaram a nação angolana. 

Editorias do Expansão 2019-2021

Autor: João Armando (Angola)
Uma coletânea de editoriais publicados no periódico Expansão entre 2019 e 2021. A obra reúne análises e comentários sobre questões sociopolíticas contemporâneas, oferecendo perspetivas críticas sobre temas atuais que atravessam a sociedade. 

Há Dias Assim…

Autor: Armindo Laureano (Angola)
Uma coleção de editoriais do Novo Jornal que capturam episódios, pensamentos e sensações do quotidiano, revelando a habilidade do autor para encontrar poesia e sentido nas experiências diárias. 

Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)

Autor: Fonseca Chindondo (Angola)
Uma obra que combina memória histórica com análise do papel das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) durante o processo de libertação e nos anos subsequentes. O autor mapeia, com detalhe, o avanço militar no norte de Angola e as operações de guerra psicológica que marcaram aquela fase crucial. 

A primeira travessia da África Austral

Autor: José Bento Duarte (Angola)
Um livro que revisita a história das grandes explorações africanas, defendendo a restituição de protagonistas africanos frequentemente invisibilizados nas narrativas tradicionais. A obra destaca a importância de revisitar a História da África Austral, propondo uma nova leitura dos feitos pioneiros e das interações entre povos e culturas. 

Kinthwêni na tradição e na poética — Um enquadramento filosófico

Autor: João Ramos Piúla Casimiro (Angola)

Nesta obra de forte densidade intelectual, João Ramos Piúla Casimiro propõe uma reflexão aprofundada sobre o Kinthwêni enquanto conceito cultural, estético e filosófico enraizado nas tradições africanas. O autor articula pensamento filosófico, oralidade, tradição e poética, valorizando saberes endógenos frequentemente marginalizados pelos cânones académicos ocidentais. O livro constitui um contributo relevante para o debate contemporâneo sobre epistemologias africanas, identidade cultural e formas próprias de produção de conhecimento no espaço africano e afro-diaspórico.

Encerramento temporário do Bunker Cultural devido às condições meteorológicas

As nossas instalações na Avenida Rio de Janeiro, nº 27 C, conhecidas como Bunker Cultural, encontram-se temporariamente encerradas ao público nos próximos dias, na sequência da forte precipitação provocada pela tempestade associada à depressão Kristin, que afetou várias zonas do país.

Esta medida preventiva visa garantir a segurança de todos, enquanto são avaliadas e asseguradas as condições necessárias para a reabertura do espaço.

Durante este período, todos os contactos com a nossa equipa deverão ser realizados exclusivamente por email e telefone, cujos canais permanecem ativos e disponíveis para responder a qualquer solicitação.

Agradecemos a compreensão de todos e informaremos assim que estejam reunidas as condições para a reabertura ao público.

O Abraço da Memória (I)

O Abraço da Memória (I)

TEXTO DE GABRIEL BAGUET JR

Assim sinto os Dias e desde modo escolhi com total desprendimento, mas consciente , que a viagem dos próximos Dias de 2026 são comboios ou autocarros que nos transportam para onde pretendemos ou não. Porque apesar da opção ecológica referida em termos dos transportes citados, também podemos escolher viajar de canoa , de barco, de jangada e cada margem ter uma paragem para parar à semelhança dos apeadeiros e as Estações de Comboios.

Cada Dia é do meu humilde  ponto de vista uma viagem diversa porque diversas são também as viagens do Pensamento e do Olhar em Silêncio ou em ruído sobre os carris, os rios ou os oceanos percorridos ou a percorrer. 

Cada dia deveria ser a Biblioteca aberta e plural   para cada viagem a fazer. Tal como de comboio ou outra opção de transporte temos escolhas a fazer como estar à janela ou em coxia, as viagens têm também essa possibilidade de escolher o livro que desejamos ler. E as Bibliotecas como os Comboios têm destinos de escolha múltiplos. No caso das Bibliotecas, cada instante tem a oferta que desejarmos. Pode ser um Romance, uma Biografia, um livro de Poesia ,de Viagens ou de qualquer outra escolha literária como por exemplo a origem dos Comboios ou de Fricção.

 Porque cada dia é também a combinação da Realidade e da Ficção. E no meio das duas circunstâncias existe o Sonho ou os Desenhos do que projectamos para a estrada das nossas Vidas.

Findo o ano de 2025, ficam Memórias diversas tristes ou alegres . Ficam Falas trocadas, Olhares cruzados, Poemas ditos ou sonhados, Imaginários percorridos ou Jardins sonhados e nunca contemplados.

O final de cada ano implica interrogações diversas e como por exemplo sobre as promessas feitas individualmente ou no plano colectivo, muitas são reais e concretizáveis porque a vontade de quem as promete tem a firme vontade e convicção de as cumprir como desígnio de carácter Humanista e sentido de fazer melhor e Humanizar.

Cada ano que passa por nós e como referi numa Reflexão anterior durante o ano findo, precisamos de novas Esperanças perante quotidianos complexos de Existência Humana. Porque não basta Iluminar as Cidades, as Ruas, as Avenidas e escolher lugares icónicos e patrimoniais das Cidades e muitos deles parte Imaterial da Humanidade como classificado pela UNESCO.

Em meu entender é preciso ir muito mais longe de modo genuíno sem dribles porque esses são necessários nos jogos de futebol. A Vida de cada Ser Humano injustamente encarada por alguns como um jogo de futebol e perdoem-me os amantes do futebol( desporto que respeito ), é muito mais do que uma partida de futebol. A Existência Humana e assumo porque é tão ténue e frágil , precisa de Pessoas de mentes Iluminadas e Humanizadas . Claro e é justo dizê-lo, existem exemplos diferenciados e marcantes face à Condição Humana. Existem, mas são pouco divulgados. Porém esses Iluminados exemplos têm pouca mediatização e não fazem parte das Agendas Políticas Locais e Globais.

Ouvem  muitos Discursos e alguns deles evidenciam preocupações face às realidades concretas da Vida e do compasso do Existir. Mas não se realizam. A História da Humanidade deixou Discursos notáveis de Mulheres e Homens sem visão egocêntrica pois o que escreviam e diziam tinham profundidade e desejo concreto de ver as Pessoas felizes. Por isso as suas marcas de Pensamento ficaram para as Estradas das nossas Esperanças e Inquietações.

A Paz, palavra tão sagrada e fundamental para qualquer Sociedade, é falada, dita, evocada, mas não praticada. Quem recorda e eu bem me lembro por experiência profissional e pessoal vivida, a Cimeira do Milénio no ano 2000, abria portas de vasta esperança que tocava a Humanidade. O brilhante Discurso do histórico Secretário-Geral de Koffi-Annan que tive a honra de conhecer quando recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa em cerimónia presidida pelo  também histórico Presidente Jorge Sampaio, acendia novas Luzes sobre o Mundo.

Essa inesquecível Cimeira do Milénio foi sol de pouca dura como diz o Povo. E decorridos 25 anos o Mundo piorou. Os números oficiais da Pobreza mundial são assustadores. Igual e triste realidade é a condição de ser Migrante ou Imigrante. O número de Refugiados e deslocados de guerra é gritante. O Trafico Humano é devastador, a Prostituição Infantil é um sinal tristíssimo das ruas de muitas Sociedades. Um quadro pouco aceitável à luz dos Dias depois de tanta  Legislação em vigor nas ordens jurídicas de muitos Estados. A violação de Direitos Humanos é inqualificável 70 anos depois da sua vital criação. A Intolerância Religiosa e Cultural estão na pauta das Violações o que é intolerável em pleno Século XXI. 

As Guerras constituem outro cenário que nos interpela a todos os (as ) amantes da Paz. Mas não basta falar para bom registo fotográfico ou nível de audiências a atingir. É preciso sentir a Paz no mais interior dos nossos sentimentos e com essa atitude, dar essa planta ou flor que se chama Paz. A sua ausência mina o Desenvolvimento Humano. Basta ler os Relatórios Internacionais do PNUD e os números não são dados manipulados. São reais e fazem-nos pensar. 

E importam várias perguntas ; a Finlândia é considerada hà mais de 20 anos o país da Felicidade e os demais países dos Países Nórdicos apresentam realidades sociais e públicas distintas de outros Estados do mundo. A questão é da qualidade dos líderes políticos, das exigências das suas Sociedades Civis ou de exigentes praticas de Boa Governação?

A Corrupção existe à escala mundial e as ramificações são extensas a vários sectores das Sociedades. O que impede o seu combate efectivo ? Porque não se vê o seu fim ? O que explica o excesso de Luxo e a Extrema Pobreza? O que explica? O que explica a Exclusão Social e a Discriminação? As perguntas são longas e extensas.

Nesta viagem de Comboio à janela ou em coxia, do destino a percorrer ou na escolha de outra opção, não esqueça a Arte das boas práticas Humanistas, nem tão pouco o BEM em todos os domínios das suas vidas para que não se fixe apenas nas Tradições. As mesmas são respeitáveis. É inquestionável. Mas a prática da Fraternidade genuína, transparente como a Poesia romântica e sem filtros, será certamente o melhor Comboio ou Jangada da Memória para fazer a Viagem da Paz , do Respeito pela Condição Humana e com o necessário Humanismo que se deve impor ao respirar de cada um. Cada Esquina da Vida é uma Viagem diversa e imprevisível.

Não ignore o BEM. Seja praticante do BEM nas diferentes horas da Vida e nas diferentes Geografias.

Criar é governar: a Cultura no centro da República

Criar é governar: a Cultura no centro da República

A Cultura começa a afirmar-se como um dos pilares estratégicos do futuro da República de Angola. Essa visão ganha especial relevo na grande entrevista concedida pelo Ministro da Cultura, Filipe Zau, ao jornal EXPANSÃO, dirigida pelo jornalista e director João Armando, ambos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

Na conversa, Filipe Zau defende com clareza que “a cultura pode e vai contribuir para a diversificação económica”, sublinhando o papel decisivo das indústrias culturais e criativas na geração de riqueza, emprego e coesão social. Para o governante, não se trata apenas de valor simbólico: a cultura deve ser encarada como factor económico estruturante, capaz de integrar cadeias de valor e atrair investimento.

Entre os principais eixos destacados na entrevista estão:

  • a necessidade de organização e profissionalização do sector cultural;
  • a criação de condições legais e institucionais para o florescimento das indústrias criativas;
  • o reforço da formação artística e técnica, desde a base até ao nível superior;
  • e a valorização da cultura como elemento central da identidade nacional e da cidadania.

Filipe Zau é peremptório ao afirmar que Angola precisa de passar da informalidade à sustentabilidade cultural, defendendo modelos de financiamento mais claros, o envolvimento responsável do mecenato e uma política pública que reconheça o valor económico da criação artística.

A entrevista, conduzida por João Armando com profundidade e sentido estratégico, constitui um marco no debate sobre políticas culturais em Angola, mostrando que a Cultura não é um acessório do Estado, mas um dos seus alicerces para o desenvolvimento.

Quando autores, pensamento crítico e visão de futuro se encontram, a Cultura começa, de facto, a mudar a República.

"Marítimos" de Filipe Zau
Marítimos” de Filipe Zau
"O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto" de Filipe Zau e Filipe Mukenga
O Canto Terceiro da Sereia — O Encanto” de Filipe Zau e Filipe Mukenga
"Editoriais do Expansão" de João Armando
Editoriais do Expansão” de João Armando

Apresentação da Feira do Livro de África e Sul Global

Apresentação da Feira do Livro de África e Sul Global

Livraria Lulendo & Fábrica Braço de Prata apresentam “AFRO-SUL…” Feira do Livro de África e Sul Global.

É com grande entusiasmo que convidamos editoras, livrarias, escritores e jornalistas a juntarem-se a nós para um momento especial de pré-anúncio da Feira do Livro de África e Sul Global. Este projeto inovador é organizado pela Livraria Lulendo e a Fábrica Braço de Prata, e será oficialmente lançado no dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afrodescendente.

O evento terá lugar na Fábrica Braço de Prata e contará com a presença de todos aqueles que se interessem pela literatura africana e a do Sul Global. A Feira do Livro será um espaço mensal de celebração, onde exploraremos as diversas vozes e narrativas que emergem do nosso continente e suas diásporas.

Programação Anual Inclui:
•⁠ ⁠Feira com foco em autores africanos e do Sul Global.
•⁠ ⁠Lançamentos de livros.
•⁠ ⁠Conversas e debates com autores.
•⁠ ⁠Conferências.
•⁠ ⁠Leituras de poesia e contos.
•⁠ ⁠Apresentações de spoken word.
•⁠ ⁠Exposições e concertos.
•⁠ ⁠Sessões de DJ e open mic/karaoke.
•⁠ ⁠Cinema e stand up comedy.
•⁠ ⁠Feira de vinil com música africana e Sul Global.
•⁠ ⁠Delícias da gastronomia local.
•⁠ ⁠Desfiles de trajes.
•⁠ ⁠Feira de artesanato e design.
•⁠ ⁠Workshops e oficinas interativas.

A Feira do Livro de África e Sul Global visa fortalecer e posicionar a literatura do “SUL “ nas suas próprias narrativas e saberes, criando um espaço de diálogo e intercâmbio cultural. O Objetivo é Sulear o pensamento.

Para assinalar esta data significativa, teremos uma pequena cerimónia para o pré-anúncio do projeto e gostaríamos muito de contar com a sua presença. Junte-se a nós neste evento especial, onde o futuro da literatura Africana e Sul Global será celebrado!

Data: 24 de Janeiro
Local: Fábrica Braço de Prata
Horário: 16h – 1h. Sala: NIETZSCHE
R. Fábrica de Material de Guerra 1, 1950-128 Lisboa
A FBP- tem condições para acolher a feira no inverno.

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

A participação do público no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, voltou a revelar-se um dos momentos mais significativos da sessão, com intervenções que ampliaram o alcance cívico e geográfico do debate.

Entre elas destacou-se a de João St., que se encontrava em Lisboa de passagem e foi surpreendido pelo encontro. Natural de Angola e residente no Lubango, João St. explicou que chegou ao evento por sugestão de amigos, confessando a emoção sentida ao assistir aos testemunhos ali partilhados.

Na sua intervenção, sublinhou o contraste entre a abertura do debate em Lisboa e o silêncio que ainda envolve, em Angola, os acontecimentos do 27 de Maio de 1977. Referindo-se à região da Tundavala, no sul do país, evocou a memória de um local de grande beleza natural, mas também marcado por uma história trágica, associada à morte de milhares de pessoas atiradas para a ravina durante o processo repressivo. Segundo afirmou, trata-se de uma realidade conhecida localmente, mas nunca investigada nem discutida publicamente.

O interveniente lançou um apelo claro à replicação, em Angola, de iniciativas semelhantes às realizadas em Lisboa, defendendo que este tipo de encontro constitui uma forma necessária de catarse coletiva e de reconhecimento das vítimas. Recordou ainda os muitos órfãos e famílias que continuam sem respostas, sem certidões de óbito e sem qualquer forma de reparação ou esclarecimento.

Num registo emotivo, agradeceu o trabalho desenvolvido por autores, associações e editores, sublinhando que “as lágrimas não são vergonha”, mas antes sinal de fertilidade, de vida e de esperança. A sua intervenção reforçou a ideia de que Ecos da Liberdade não é apenas um livro, mas um ponto de partida para levar o debate sobre o 27 de Maio para dentro de Angola, onde o silêncio continua a pesar sobre a memória coletiva.

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
Ecos da Liberdade“, de Joaquim Sequeira