Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

A pequena sala da Biblioteca dos Coruchéus encheu na passada sexta-feira para um encontro com o autor e investigador Luís Philippe Jorge, numa conversa em torno do seu livro NUTRITERAPIA — A chave para o bem-estar físico e psicológico começa pela saúde e nutrição das células.

O público, composto por leitores atentos e interessados em compreender melhor a relação entre alimentação e saúde, acompanhou durante cerca de duas horas uma sessão marcada pela participação ativa e por múltiplas reflexões sobre nutrição, imunidade e qualidade de vida.

A sessão começou com uma breve apresentação do autor feita pelo editor, que contextualizou a importância de promover este encontro num espaço público de proximidade como a biblioteca. A iniciativa procurou aproximar leitores e autor, estimulando o diálogo em torno das ideias defendidas no livro.

Desde o início, o autor convidou o público a intervir e a colocar questões. A primeira pergunta surgiu de imediato e incidiu sobre o tema das vacinas. Considerando tratar-se de um assunto complexo e fora do âmbito central da conversa, o autor optou por não aprofundar diretamente a questão, aproveitando, contudo, para abordar um tema que considera fundamental: a relação entre o sistema imunitário e a alimentação.

Ao longo da conversa, foram discutidos vários aspetos relacionados com a saúde celular, desde o papel dos micronutrientes até à influência do ambiente e da qualidade da água na saúde humana. O autor abordou também preocupações ligadas ao aumento das doenças metabólicas, como a diabetes, um tema que suscitou particular interesse entre os participantes.

Num dos momentos mais curiosos da sessão, o autor realizou uma breve demonstração ao vivo, procurando ilustrar como, segundo a sua abordagem, a ativação celular pode ser influenciada por estímulos magnéticos e vibracionais.

A conversa passou ainda pela qualidade da água e pela presença de substâncias químicas associadas a atividades industriais, tema que gerou novas perguntas e comentários entre os presentes.

Para muitos leitores da zona de Alvalade, este encontro acabou por se revelar uma experiência inédita, marcada por uma partilha intensa de ideias e por uma reflexão aberta sobre saúde e nutrição.

No final da sessão, ficou no ar um agradecimento especial à Biblioteca dos Coruchéus e à sua equipa, em particular a Hélder Ferreira, que acolheu o evento e manifestou surpresa pela quantidade e diversidade de informação apresentada durante a conversa.

Como Reforçar a Imunidade?
Como Reforçar a Imunidade?
Nutriterapia
Nutriterapia

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

TEXTO DE JOAQUIM SEQUEIRA PUBLICADO NO KESONGO — O EMISSÁRIO DO SOBERANO

Margarida, Frederico e Rita,Amigos, familiares, companheiros de luta e de ideais

Estamos todos unidos com o coração pesado, mas também com a alma cheia de gratidão. Despedimo-nos do nosso Manuel da Fátima Alberto Augusto de Sá da Silva Vidigal, falecido ontem (sábado, 28). E, ao fazê-lo, temos a consciência de que não perdemos apenas um amigo. Perdemos um pilar, um exemplo raro de como se deve viver e lutar.

Conheci o camarada Manuel Vidigal num tempo em que as convicções se mediam pela coragem com que se assumiam.

E ele foi, até ao último dos seus dias, um homem de convicções inabaláveis. A sua seriedade não era uma máscara para o mundo, era a própria textura do seu carácter. A sua verticalidade não era uma pose; era a espinha dorsal de uma vida dedicada aos outros e às causas em que acreditava.

O Manuel Vidigal tinha um amor profundo pela verdade e pelo povo angolano. Não uma verdade conveniente, mas a verdade histórica, a que exige escavação, estudo, confronto e, acima de tudo, coragem para a defender, mesmo quando ela é desconfortável. Nesta luta pela memória e pela justiça do nosso país, ele foi um gigante. Deixou-nos um legado de integridade intelectual que será farol para todos os que continuam a remar contra a maré do esquecimento e da manipulação.

Mas, para mim, e para todos os que tiveram o privilégio de tê-lo por perto, ele foi muito mais do que isto. O Manuel Vidigal foi um humanista na acepção mais pura da palavra. A sua solidariedade não era teórica, era prática, estendia-se em gestos diários de cuidado e atenção.

A sua palavra era um porto seguro, e o seu ombro amigo, um amparo nos momentos de incerteza.

Como profissional, cumpriu os seus deveres com uma dedicação que beirava a devoção. Mas o que o distinguia era a forma como aliava o rigor técnico a uma ética inegociável. Sabia que o trabalho era um serviço, e serviu sempre com excelência e humildade.

E nos seus compromissos políticos, Manuel Vidigal foi um homem de causas. Não das causas que dão votos ou protagonismo, mas daquelas que constroem dignidade.

Lutou por um país mais justo, mais livre, mais esclarecido.

Fez da política a mais nobre das actividades: a de construir um futuro melhor para todos, com os pés bem assentes na verdade do presente e na lição do passado.

Amigo Manuel Vidigal, a tua partida deixa um vazio que não se preenche. Fica a saudade imensa dos teus abraços, da tua palavra, da tua presença firme e serena.

Fica o exemplo. E fica a certeza de que a tua luta não foi em vão. A verdade que defendeste, a seriedade que encarnaste e o humanismo que espalhaste continuarão vivos em cada um de nós.

Obrigado por tudo, meu amigo. Descansa em paz. A tua memória será para sempre uma bênção e uma bandeira.

Escravatura, Abolição e Memória na Sociedade Histórica da Independência de Portugal

Escravatura, Abolição e Memória na Sociedade Histórica da Independência de Portugal

NOTA DE EDITOR” POR JOÃO RICARDO RODRIGUES

Foi com profunda satisfação que assistimos, na tarde de 25 de fevereiro de 2026, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, à conversa em estilo de entrevista entre o investigador João Pedro Simões Marques e José Ribeiro e Castro, presidente da direção desta venerável instituição. O encontro, com o título “Escravatura e a sua abolição — O decreto de 25 de fevereiro de 1869”, realizou-se no Salão Nobre do Palácio da Independência, contando com a presença de um público numeroso e atento.

Fundada em 24 de maio de 1861, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal é uma das mais antigas associações culturais do país, com estatuto de utilidade pública e um papel contínuo na valorização da identidade portuguesa, na promoção da cultura histórica e na celebração das grandes efemérides.

Nesta sessão, João Pedro Simões Marques apresentou, com eloquência e rigor, as estruturas do sistema esclavagista, as suas dinâmicas globais e as especificidades do fenómeno em Portugal e no seu império. Enumerou, analisou e contextualizou as etapas que marcaram este doloroso capítulo da história universal, demonstrando como o debate histórico pode iluminar questões que permanecem obscurecidas nas sociedades contemporâneas.

Uma parte central da reflexão foi dedicada ao Decreto de 25 de fevereiro de 1869, promulgado pelo governo liderado pelo Marquês de Sá da Bandeira, que aboliu oficialmente a escravatura em todos os territórios portugueses, incluindo as colónias africanas. Este decreto representa o culminar de um longo processo legislativo, iniciado com medidas como a proibição da escravatura em Portugal continental (1761) e a proibição do tráfico negreiro (1836), e marcou a extinção formal da escravatura no Império Português. A abolição portuguesa, embora tardia face a outros processos internacionais, constitui um marco de importância jurídica e moral na história do país.

Um dado revelado no debate: O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura e um dos maiores destinos do tráfico transatlântico, onde o sistema esclavagista teve um enorme peso económico até ao final do século XIX

Queremos felicitar a iniciativa de José Ribeiro e Castro por trazer este tema exigente para o centro do debate público. É digno de registo o protagonismo dado aos heróis luso-angolanos Pedro João Baptista e Anastácio Francisco, revelando os estudos de Maria Emília Madeira Santos e a obra A Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte, apresentada no Auditório do Padrão dos Descobrimentos em 29 de outubro de 2025.

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal mostrou, assim, que temas como a escravatura e o colonialismo devem ser debatidos com rigor, serenidade e profundidade intelectual. Estes assuntos não podem ficar prisioneiros de narrativas ideológicas simplistas nem de confrontos estéreis entre esquerda e direita. Só através de um debate informado, plural e civilizado se constrói uma consciência histórica madura e responsável.

A primeira Travessia da África Austral
A primeira Travessia da África Austral

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Morreu no dia 18 de fevereiro de 2026, em Geel (Bélgica), aos 80 anos, Godelieve Meersschaert, conhecida por todos como Lieve, activista belga radicada em Portugal há mais de quatro décadas e uma das figuras centrais da organização comunitária na Cova da Moura, na Amadora.

Formada em Psicologia na Universidade de Louvain, Lieve chegou a Portugal em 1978, inspirada pelas correntes da educação popular e pelas ideias de Paulo Freire. A partir de 1982 fixou-se na Cova da Moura, onde viria a ser uma das fundadoras da Associação Cultural Moinho da Juventude, criada em 1987, estrutura que se tornou referência no trabalho comunitário, na promoção da educação, da cultura e na defesa dos direitos das populações migrantes.

O seu percurso foi retratado pelo jornal britânico The Prisma, na reportagem “A migrant activist for 42 years in a migrant bairro” (29 de setembro de 2025), que sublinha a sua trajectória enquanto mulher migrante que fez da Cova da Moura o centro de uma vida dedicada à cidadania activa, à solidariedade e à construção de pontes entre comunidades.

Ao longo dos anos, Lieve conciliou o trabalho comunitário com funções técnicas na administração pública portuguesa, mantendo sempre uma ligação profunda às causas sociais, em particular à defesa das mulheres trabalhadoras migrantes e das empregadas domésticas.

Colaboração editorial e obra publicada

A editora Perfil Criativo | AUTORES.club colaborou na publicação dos projectos editoriais de Lieve Meersschaert em Portugal e na Bélgica, contribuindo para preservar e divulgar o seu pensamento e a sua experiência de intervenção social. Entre essas obras destaca-se a mais recente publicação: “Empregadas Domésticas e Mulheres-a-dias em Portugal – Anotações de Lieve Meersschaert”, um trabalho que reúne reflexões, registos e análises sobre décadas de contacto directo com mulheres trabalhadoras, muitas delas migrantes, frequentemente invisibilizadas nas estatísticas e no debate público. A obra constitui um importante testemunho histórico e social sobre precariedade laboral, organização colectiva e dignidade no trabalho.

Reconhecimento e legado

O trabalho de Lieve foi reconhecido publicamente ao longo da sua vida, incluindo distinções oficiais em Portugal pelo seu contributo cívico e social. Contudo, o seu legado maior permanece no quotidiano da Cova da Moura e nas gerações de jovens, mulheres e famílias que encontraram no Moinho da Juventude um espaço de formação, apoio e afirmação.

Com a sua morte desaparece uma das vozes mais persistentes da solidariedade migrante em Portugal. Fica, porém, uma obra feita de comunidade, educação e luta por direitos, e também um registo escrito que assegura a continuidade da sua memória e do seu pensamento.

Nota da Redacção

Pedimos desculpa por apenas agora conseguirmos publicar esta notícia. A memória e o legado de Lieve Meersschaert mereciam um registo atempado e cuidado, que hoje deixamos como singela homenagem à sua vida e ao seu compromisso com a dignidade humana.

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Apresentações de livros nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto 2026

Perfil Criativo | AUTORES.club convida os seus autores a integrarem a programação das duas maiores feiras literárias portuguesas em 2026: a Feira do Livro de Lisboa e a Feira do Livro do Porto.

Estas feiras são momentos centrais de encontro entre autores, leitores, editores e profissionais do livro, constituindo uma oportunidade privilegiada para divulgar obras, reforçar a relação com o público e afirmar a presença dos livros e escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

96.ª Feira do Livro de Lisboa – 2026

96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

A editora pretende organizar, ao longo do evento:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros informais com leitores, amigos e público em geral

Feira do Livro do Porto – 2026

Feira do Livro do Porto terá lugar entre 21 de agosto e 6 de setembro de 2026, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Tal como em Lisboa, a Perfil Criativo | AUTORES.club promoverá:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos dos autores

Formatos de participação

Para ambas as feiras, estão previstos os seguintes formatos:

  • Apresentações de livros
    • Duração máxima: 15 minutos
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos, em formato informal ou moderado

A programação será organizada de acordo com a disponibilidade dos espaços, horários atribuídos pelas entidades organizadoras das feiras e o número de autores inscritos.

Inscrições dos autores

Os autores interessados em participar numa ou em ambas as feiras deverão manifestar o seu interesse exclusivamente por email, indicando claramente em qual(is) pretendem participar.

Email para inscrições:
encomendas@autores.club

No email, deverá constar:

  • Nome do autor
  • Título(s) da(s) obra(s) a apresentar
  • Feira(s) em que pretende participar (Lisboa, Porto ou ambas)
  • Tipo de participação pretendida (apresentação, autógrafos, encontro com leitores)
  • Disponibilidade aproximada de datas

Uma presença colectiva e cultural

Autores no centro. Livros em diálogo. Leitores por perto.

A participação dos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto é mais do que um conjunto de iniciativas individuais: é uma afirmação colectiva de um projecto editorial plural, independente e comprometido com valores culturais.

Contamos com a participação dos autores Perfil Criativo | AUTORES.club para construirmos, juntos, uma presença forte, coerente e próxima dos leitores portugueses em 2026.

Feira do Livro do Porto 2024
Feira do Livro do Porto 2024
João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
Os jornalistas João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa 2025

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

CONVERSA ABERTA 6/3/2026 — Uma nova visão da saúde a partir da ciência da nutrição celular

Num mundo marcado pelo stress, pelas doenças metabólicas e por uma alimentação cada vez mais industrializada, é urgente repensar o verdadeiro significado de saúde.
A partir da obra NUTRITERAPIA, do Dr. Luís Philippe Jorge, esta conversa aberta convida-nos a descobrir como a nutrição celular, baseada na ciência da micronutrição, pode transformar o nosso bem-estar físico e psicológico. Sustentada por mais de 600 referências científicas, esta abordagem desafia modelos alimentares convencionais e propõe um novo paradigma preventivo, funcional e profundamente humanista. Porque nutrir o corpo começa, verdadeiramente, por cuidar das células.

Convidado especial: Dr. Luís Philippe Jorge

Local: Biblioteca Palácio dos Coruchéus

Data: 6/3/2026 (sexta-feira), das 18h00 às 20h00

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

O Abraço da Memória (II)

O Abraço da Memória (II)

TEXTO DE GABRIEL BAGUET JR

O espaço e o dia onde me encontro já evidencia uma certa claridade e Pássaros que falam entre si cantando. A Natureza tem essa singular magia e esse particular encanto. Na mágica Natureza estão todos os naturais elementos para repensarmos a relação Humana com a Ecologia ao longo de décadas. E o Amanhecer como o Anoitecer encerram muitos Ciclos como abrem tantas outras possibilidades de Reflexão sobre os Dias. Os Nossos e os dos Outros. Entendi dar continuidade a este título porque assim sinto o impulso do começo deste terceiro dia de 2026.

E hoje como poderiam surgir tantas outras perguntas , pergunto o que é viver ? O Abraço da Memória poderá ou não ser entendido para os destinatários desta MUKANDA ( expressão em Língua Nacional de Angola entre outras questões é o Kimbundu e que significa em Língua Portuguesa CARTA). Mas esta MUKANDA que igualmente considero uma Reflexão, é um modo e o caminho que vai de Encontro à Liberdade de Pensamento e de Opinião.

E respeito a Liberdade de Pensamento qualquer que seja o meu semelhante e a sua Opinião. E a Liberdade de Pensamento e de Opinião trazem essa imperativa necessidade de Olhar a roda do Mundo e fazermos análises ou balanços sobre a Vida, o Progresso ou não, o crescimento do Desenvolvimento Humano ou recordar o espaço urbano onde nascemos, brincamos e crescemos e com esta condição natural e que nos habitará sempre, surge naturalmente a importância da Memória Individual e Colectiva e tudo o que fizemos, o que ficou para fazer, por dizer e lembrar os caminhos essenciais da Amizade genuína, dos Afectos e Ensinamentos familiares ..No meu caso são imensas as Memórias de ter sido muito feliz e aprender como se conseguem as Canoas dos Sonhos que imensas vezes vi com os meus Olhos ou pelo Olhar do meus queridos Pais, as redes de pesca lançadas sobre toda a extensão da Histórica Ilha de Luanda e ver os Mais Velhos Pescadores de pano até aos pés amarrado na cintura e ver a beleza da sua relação com o Mar,com o que foi pescado e a sã e Saudosa recordação de ver e ouvir o meu Saudoso Pai a falar genuinamente Kimbundu com os Mais Velhos e apreciar a força mental inspirados pela magia da minha de Ilha de Luanda. Esse legado foi vivenciado,sentido, recordado e acompanha os meus Dias. Este acto assumido é Memória que me remete para outras Memórias de que oportunamente falarei. 

O compasso da Escrita tem avanços, recuos, integrações de outras análises e perspectivas e essa dinâmica como as Viagens referidas no artigo anterior ao pensar nas belíssimas viagens de Comboios de que tanto gosto ou recordar a Jangada que me permitiu com a Família nuclear deslocarmo-nos de carro entre Luanda e o Santuário da Nossa Senhora da Muxima em Angola inúmeras vezes. É a busca da Memória e o Abraço à mesma. 

Neste quadro e continuando a ouvir os pássaros como se de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais Clássicos se tratasse ou e porque não de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais e Tradicionais Africanos como o Kissange, a Puita, o Reco-Reco e a Percussão. Gostava um dia de acordar, ver e ouvir numa rua ou avenida de uma qualquer cidade do Mundo sentir este despertar.Porque o Espaço e Rural são suportes de imensas realizações Culturais específicas e não só, como lugares de introspecção e contemplação desprendida sobre o Perfume da Vida. 

E neste terceiro dia do ano, depois da partilha com um grande amigo que dedicou e dedica com ética a sua vida sobre este título e o conteúdo do texto referiu a gratidão da partilha e cito sem egos: “obrigado, Mano Gaby pelo inspirador, humanista, pedagógico e texto universalista que aqui vens explicar”. E naturalmente e com total abertura veio lembrar-me outros exemplos de Desenvolvimento Humano que cito : “a Finlândia, mas esqueces a Islândia, Escandinávia, Canadá, Costa Rica, Butão, Nova Zelândia”. Este amigo de múltiplas profissões e Talentos tem razão num ponto que é não ter referido o Canadá .

As palavras supra referidas do Investigador Ambiental, de Direitos Humanos e Escritor Veladimir Romano da Cruz cruzam-se com o conceito que o mesmo defende e volto a citar que “esta coisa da “FELICIDADE”, é coisa do muito se diga” e destacou que “vivendo eu na Suécia algum tempo, nos anos de 68, quando ali cheguei, já a comunidade Finlandesa os ” Suomi “, eram na sua percentagem cerca de 50% da população da Finlândia, imigrantes e assim, não só a Suécia, onde viveram mas também na Noruega, Dinamarca, até aos restantes desde a Bélgica, Holanda e Alemanha e por ali se distribuíram os 2 milhões desses emigrantes que aprenderam, estudaram, organizaram-se (jamais se preocuparam em comprar grandes carros, juntar biliões para uma casa/ mas antes, acumularam conhecimentos e voltaram à terra natal para investir na sua pátria”. Em seu entender e concordo inteiramente que o Devir dos Dias do Novo Ano deve assentar na” realidade cívica e de cidadania e que a justiça funcione sem esquecer a luta pela primazia da educação e floresça, apostando-se na Ciência e e no Desenvolvimento Humano e Cultural tão necessário para qualquer  nação e uma sociedade só assim se  desenvolve não vivendo de teorias da fantasia e grosserias instituídas nos esquemas fabricando depois a podridão da miséria moral e fatal quebra crónica do sistemneconómico-financeiro'”, disse Veladimir Romano da Cruz. 

Desta integração de ideias e análises, ressurge de novo a importância da Memória e como disse o Escritor, Jornalista colombiano e Prémio Nobel da Literatura em 1982 Gabriel García Márquez e cito, ” a vida de uma pessoa não é o que lhe apetece ,mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda”.É verdade . No Abraço à Memória como decidi designar a construção deste texto,entendo que a Arte produzida por genuínos Criadores no plano da intervenção artística multidisciplinar aliada à defesa da Humanização Social como ao respeito pelos Direitos Humanos sejam a tela mais bela a Pintar e a criar. Os novos desafios mundiais são imensos e só uma Cultura de Memória e Respeito percorrendo infelizmente Tragédias como a Escravatura,  Colonização, I e II Guerra Mundial , a Inquisição, o Apartheid, o Holocausto e outras práticas desumanas, nos farão reflectir como a Arte em si de modo transversal e o Diálogo sem filtros em múltiplos domínios , permitirá fazer as Viagens que desejamos pensando nos nobres exemplos deixados por históricas Mulheres e históricos Homens no domínio da Cultura, da Literatura, do Desenvolvimento Humano, na Ciência, na Educação e de Sociedades iguais e menos assimétricas.

Onde estiver reflicta a prática do BEM sem egocentrismos e pense no Sonho que entender para melhorar substantivamente o Estado do Mundo. Urge falar na Humanização das Sociedades. Precisamos dessa sonhada Viagem.

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Livros, leitura e fronteiras: conversa na TVA expõe os desafios do espaço lusófono

A produção literária, os hábitos de leitura e as dificuldades de circulação do livro entre países de língua portuguesa estiveram em destaque numa conversa transmitida pela TVA, a 30 de janeiro, conduzida por Victor Hugo Mendes, com participação da escritora Luísa Fresta e da tradutora Elga Fontes. A informação e as declarações atribuídas ao editor João Ricardo Rodrigues nesta peça baseiam-se no resumo em vídeo das questões colocadas ao editor, onde foram discutidos o papel cultural da edição, os custos de produção e as barreiras que continuam a limitar a mobilidade de pessoas e obras no espaço lusófono.

Ao longo da conversa, destacou-se a ideia do livro como instrumento de formação integral: ferramenta de trabalho (nomeadamente na tradução), de ampliação de vocabulário, de mobilidade cultural e de construção de horizontes de vida, “soluções para qualquer questão podem ser encontradas num livro”, defendeu-se durante o debate.

Produz-se mais livros? A perceção nem sempre coincide com o terreno

Questionado sobre se hoje se produz mais do que há dez anos, o editor chamou a atenção para realidades distintas entre países e para a complexidade do mercado português, admitindo dúvidas sobre se a ideia de “produção sempre crescente” corresponde totalmente ao que muitas editoras vivem no dia a dia.

No caso da Perfil Criativo | AUTORES.club, o trabalho tem sido apresentado como uma ponte editorial entre Portugal e Angola, com catálogo maioritariamente centrado em autores angolanos. A aposta é assumida como cultural: aumentar leitores é visto como condição para transformar o livro num motor de desenvolvimento social e económico.

O trabalho invisível do editor e o custo real do livro

A conversa entrou também no “lado invisível” do processo editorial: avaliação do original, diálogo com o autor, revisão, paginação, impressão (ou edição digital) e distribuição. Foi sublinhado que a decisão editorial é, muitas vezes, difícil, incluindo recusas e atrasos, e que publicar envolve investimento significativo, com margens frequentemente curtas.

A questão do preço do livro voltou à mesa: entre a perceção de que “o livro é caro” e a realidade de orçamentos familiares limitados, ficou a ideia de que o preço é um fator real, mas também um reflexo das prioridades e das condições socioeconómicas de cada leitor.

APEL: crescimento do setor, mas leitura não é só “autodeclaração”

O debate sobre leitura ganha contexto com dados recentes: no estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros(APEL), 73% da população (15+ anos) declara ter lido pelo menos um livro nos últimos 12 meses, e os mais jovens (15–24) são o grupo onde o saldo “leu mais vs. leu menos” aparece mais favorável. 

Ao mesmo tempo, os indicadores económicos do setor apontam crescimento: dados divulgados em Portugal indicam que a venda de livros aumentou 6,9% em 2025. 
Ainda assim, como se discutiu na conversa, é importante distinguir hábitos declarados (o que as pessoas dizem) de práticas efetivas e sustentadas, e, sobretudo, de políticas estruturais de literacia.

CPLP e o problema central: circulação de pessoas e de livros

Uma das críticas mais vincadas foi a fragilidade da circulação cultural no espaço lusófono: fronteiras administrativas, custos logísticos e dificuldades de distribuição continuam a limitar a presença de autores e livros entre países.

Apesar do Acordo sobre a Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, assinado em 2021 e com enquadramento legal que prevê categorias como vistos e autorizações de residência CPLP, o setor do livro continua a sentir que a “livre circulação” cultural avança mais lentamente do que o desejável. 
A conversa defendeu que, se a CPLP quer promover a língua, precisa de um papel mais ativo na circulação de obras e no apoio às editoras e redes que fazem essa ponte no terreno.

Publicações Perfil Criativo | AUTORES.club (2020–2026)

A editora publica livros desde 2015; a lista abaixo reúne os títulos de 2020 a 2026. Os livros podem ser encomendados em www.AUTORES.club:

2026

  • CHÃO DE KANÂMBUA (OU “O FEITIÇO DE KANGOMBE”), Tomás Lima Coelho — Ref. 141 (1|2026) — ISBN 978-989-9209-31-2
  • O SER HUMANO E O JOGO DA VIDA, Lívio Honório — Ref. 142 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-33-6
  • 42.4 – A VOZ DOS DIBENGO, Tazuary Nkeita — Ref. 143 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-32-9

2025

  • KIMAMUENHO UM INTELECTUAL RURAL DO PERÍODO 1913–1922, Eugénio Monteiro Ferreira — Ref. 121 (1|2025) — ISBN 978-989-9209-09-1
  • E-book: Eu e a UNITA, Orlando Castro — Ref. 122 (2|2025) — ISBN 978-989-9209-12-1
  • E-book: SUL, Álvaro Poeira — Ref. 123 (3|2025) — ISBN 978-989-9209-13-8
  • E-book: AMOR VERDADEIRO AMOR, Hugo Henriques — Ref. 124 (4|2025) — ISBN 978-989-9209-25-1
  • E-book: AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 125 (6|2025) — ISBN 978-989-9209-23-7
  • E-book: CHÃO DE KANÂMBUA…, Tomás Lima Coelho — Ref. 126 (7|2025) — ISBN 978-989-9209-24-4
  • NUVEM NEGRA — O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977, Miguel Francisco “Michel” — Ref. 127 (8|2025) — ISBN 978-989-9209-15-2
  • CRÓNICAS DO HOMEM, Manuel Homem — Ref. 128 (9|2025) — ISBN 978-989-9209-17-6
  • MEU GASTOSO, MINHA GOSTOSA, MEU AMOR, Rafael Branco — Ref. 129 (10|2025) — ISBN 978-989-9209-16-9
  • MEMÓRIAS DAS FALA… (1975–1992), Fonseca Chindondo — Ref. 130 (11|2025) — ISBN 978-989-9209-21-3
  • EDITORIAIS DO EXPANSÃO 2019–2021, João Armando — Ref. 131 (12|2025) — ISBN 978-989-9209-14-5
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME III, Maurício Francisco Caetano — Ref. 132 (13|2025) — ISBN 978-989-9209-18-3
  • A PRIMEIRA TRAVESSIA DA ÁFRICA AUSTRAL, José Bento Duarte — Ref. 133 (14|2025) — ISBN 978-989-9209-19-0
  • NUTRITERAPIA, Luís Philippe Jorge — Ref. 134 (15|2025) — ISBN 978-989-9209-20-6
  • O “RECONHECIMENTO” DO GOVERNO ANGOLANO… (1976), Domingos Cúnua Alberto — Ref. 135 (16|2025) — ISBN 978-989-9209-22-0
  • HOLOVIDA, Lívio Honório — Ref. 136 (17|2025) — ISBN 978-989-9209-27-5
  • ANGOLA E OS DESAFIOS DA ESTABILIDADE EM ÁFRICA, Zeferino Pintinho — Ref. 137 (18|2025) — ISBN 978-989-9209-29-9
  • ECOS DA LIBERDADE, Joaquim Sequeira — Ref. 138 (19|2025) — ISBN 978-989-9209-28-2
  • 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS VISTOS PELOS SEUS CIDADÃOS (coord. Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde + autores), — Ref. 139 (20|2025) — ISBN 978-989-9209-30-5
  • E-book: FOREIGN OFFICE E A PENÍNSULA IBÉRICA… (1919–1962), Álvaro Henriques do Vale — Ref. 140 (21|2025) — ISBN 978-989-9209-26-8

2024

  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? – 2ª EDIÇÃO, Luís Philippe Jorge — Ref. 109 (1|2024) — ISBN 978-989-35368-5-8
  • PATAS ARRIBA – 2ª EDIÇÃO, Gemma Almagro — Ref. 110 (2|2024) — ISBN 978-989-53574-7-5
  • FREI MANECO, Manuel Fonseca da Victória Pereira — Ref. 111 (3|2024) — ISBN 978-989-35368-6-5
  • E-book: ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 112 (4|2024) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • AUTORES E ESCRITORES DE ANGOLA 1642–2022, Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho — Ref. 113 (5|2024) — ISBN 978-989-9209-00-8
  • HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 114 (6|2024) — ISBN 978-989-35368-9-6
  • E-book: HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 115 (7|2024) — ISBN 978-989-9209-01-5
  • E-book: KINTHWÊNI NA TRADIÇÃO E NA POÉTICA… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 116 (8|2024) — ISBN 978-989-9209-05-3
  • E-book: ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 117 (9|2024) — ISBN 978-989-9209-06-0
  • DIREITO ECLESIÁSTICO ANGOLANO, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 118 (10|2024) — ISBN 978-989-9209-07-7
  • REFINAÇÃO, ARMAZENAGEM… O PAPEL DOS BIOCOMBUSTÍVEIS, António Feijó Júnior — Ref. 119 (11|2024) — ISBN 978-989-9209-04-6
  • ENSAIOS I (2007–2018), Eugénio Costa Almeida — Ref. 120 (12|2024) — ISBN 978-989-9209-08-4

2023

  • PONTE INFANTE D. HENRIQUE, Hugo Henriques — Ref. 95 (1|2023) — ISBN 978-989-53574-8-2
  • JUBA JUVENTUDE UNIDA…, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 96 (2|2023) — ISBN 978-989-35076-0-5
  • DOMINGOS INGUILA JOÃO — AS MINHAS MEMÓRIAS, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 97 (3|2023) — ISBN 978-989-53574-9-9
  • MUKUA MILELE — PANOS DA MINHA AVÓ, Sandra Poulson — Ref. 98 (4|2023) — ISBN 978-989-35076-1-2
  • 3 EM 1, Filipe J. D. Pereira — Ref. 99 (5|2023) — ISBN 978-989-35076-2-9
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME II, Maurício Francisco Caetano — Ref. 100 (6|2023) — ISBN 978-989-35076-3-6
  • PEREGRINOS DA ETERNIDADE, José Bento Duarte — Ref. 101 (7|2023) — ISBN 978-989-35076-5-0
  • KINTHWÊNI… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 102 (8|2023) — ISBN 978-989-35076-7-4
  • ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 103 (9|2023) — ISBN 978-989-35076-8-1
  • OS SUFIS E O SUFISMO, Rahmat Anwar Al Owaysi — Ref. 104 (10|2023) — ISBN 978-989-35076-9-8
  • SUL, Álvaro Poeira — Ref. 105 (11|2023) — ISBN 978-989-35368-0-3
  • EU E A UNITA, Orlando Castro — Ref. 106 (12|2023) — ISBN 978-989-35368-1-0
  • ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 107 (13|2023) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • MATERIAL INFLAMABLE…, Danilo Facelli Fierro — Ref. 108 (14|2023) — ISBN 978-989-368-4-1

2022

  • ECONOMIA E PODER NO ATLÂNTICO SUL…, Jonuel Gonçalves — Ref. 83 (1|2022) — ISBN 978-989-53348-5-8
  • UMA AMEAÇA INQUIETANTE, João Rodrigues — Ref. 84 (2|2022) — ISBN 978-989-53348-6-5
  • EGOSISMO, Orlando Castro — Ref. 85 (3|2022) — ISBN 978-989-53348-7-2
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME I, Maurício Francisco Caetano — Ref. 86 (4|2022) — ISBN 978-989-53348-9-6
  • ENSINO DOS NÚMEROS… EM ANGOLA, Jerónimo Sanchos Evaristo et al. — Ref. 87 (5|2022) — ISBN 978-989-53348-8-9
  • SENHORES DO SOL E DO VENTO, José Bento Duarte — Ref. 88 (6|2022) — ISBN 978-989-53574-0-6
  • A CASA GRANDE, João Rodrigues — Ref. 89 (7|2022) — ISBN 978-989-53574-1-3
  • E AGORA QUEM AVANÇA SOMOS NÓS, Jonuel Gonçalves — Ref. 90 (8|2022) — ISBN 978-989-53574-4-4
  • MARÍTIMOS (3ª EDIÇÃO – 2022), Filipe Zau — Ref. 91 (9|2022) — ISBN 978-989-53574-3-7
  • MILOMBO MA UFIKE, Ngongongo — Ref. 92 (10|2022) — ISBN 978-989-53574-6-8
  • SILENCIOCRACIA, JORNABÓFIAS E OUTRAS MAZELAS, Luzia Moniz — Ref. 93 (11|2022) — ISBN 978-989-53574-5-1
  • PATAS ARRIBA, Gemma Almagro — Ref. 94 (12|2022) — ISBN 978-989-53574-7-5

2021

  • CARACULO, A MINHA PAIXÃO, Victor Torres — Ref. 64 (1|2021) — ISBN 978-989-54937-3-9
  • DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS…, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 65 (2|2021) — ISBN 978-989-54937-5-3
  • POR UMA VERDADEIRA CIÊNCIA DO HOMEM, Lívio Honório — Ref. 66 (3|2021) — ISBN 978-989-54937-6-0
  • MEMORAR & OPINAR, João Rodrigues — Ref. 67 (4|2021) — ISBN 978-989-53079-1-3
  • PRISÃO POLÍTICA, Sedrick de Carvalho — Ref. 69 (6|2021) — ISBN 978-989-53079-3-7
  • DEUS-O-COSMOS…, Lívio Honório — Ref. 70 (7|2021) — ISBN 978-989-53079-2-0
  • CÓDIGO DO TRABALHO (ANOTADO) — S. TOMÉ E PRÍNCIPE, José Paquete d’Alva Teixeira — Ref. 71 (8|2021) — ISBN 978-989-53079-8-2
  • DIÁRIO DO MACULUSSO…, Fernando da Glória Dias — Ref. 72 (9|2021) — ISBN 978-989-53079-7-5
  • ANGOLA: DESDE ANTES… – Vol. I/II/III (Edição Especial + 2ª Edição), Carlos Mariano Manuel — Ref. 73–78 (2021)
  • BOBA KANA MUTHU WZELA | AQUI É PROIBIDO FALAR!, JRicardo Rodrigues — Ref. 79 (16|2021) — ISBN 978-989-53348-1-0
  • CRÓNICA DA FUNDAÇÃO DO HUAMBO | NOVA LISBOA (5ª EDIÇÃO), JRicardo Rodrigues — Ref. 80 (17|2021) — ISBN 978-989-53348-2-7
  • ANTÍGONA’19, Thiago Justino e Lina Paula Pinto — Ref. 81 (18|2021) — ISBN 978-989-53348-3-4
  • UMA-VIAGEM-PARA-ALÉM…, Lívio Honório — Ref. 82 (19|2021) — ISBN 978-989-53348-4-1

2020

  • FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA 1974–1976 (+ edição especial), Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 50–52 (2020)
  • ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, Marcolino Moco — Ref. 51 (2020) — ISBN 978-989-54702-1-1
  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? PROTECÇÃO CONTRA O COVID-19, Luís Philippe Jorge — Ref. 53 (2020) — ISBN 978-989-54702-4-2
  • 110 ERROS QUE PREJUDICAM A SUA LOJA ONLINE, Vera Maia et al. — Ref. 54 (2020) — ISBN 978-989-54702-3-5
  • MARÍTIMOS, Filipe Zau — Ref. 55 (2020) — ISBN 978-989-54702-5-9
  • CANTO TERCEIRO DA SEREIA: O ENCANTO (CD-Música), Filipe Mukenga e Filipe Zau — Ref. 56 (2020)
  • O HOMEM E A SUA ABORDAGEM…, Lívio Honório — Ref. 57 (2020) — ISBN 978-989-54702-8-0
  • NACIONALISMO AFRICANO HOJE…, Kiavanda Felix — Ref. 58 (2020) — ISBN 978-989-54702-7-3
  • ANGOLA EN AFRIQUE…, Marcolino Moco — Ref. 59 (2020) — ISBN 978-989-54702-6-6
  • AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 60 (2020) — ISBN 978-989-54702-9-7
  • MÃE NOSSA QUE SOIS O CÉU, Fernando Kawendimba — Ref. 61 (2020) — ISBN 978-989-54937-1-5
  • CONTOS DE SAMUEL ASTRO, Fragata de Morais — Ref. 62 (2020) — ISBN 978-989-54937-2-2
  • VERDADEIRO AMOR VERDADEIRO, Hugo Henriques — Ref. 63 (2020) — ISBN 978-989-54937-4-6

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros da Perfil Criativo | AUTORES.club e distribuídos em Cabo Verde pela NOS RAIZ elevam ponte cultural entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde

REPORTAGEM DE RICARDO LEOTE (NOS RAIZ)

Livraria Nhô Eugénio, na cidade da Praia, em Cabo Verde, acaba de receber mais um conjunto de títulos de autores dos países africanos de língua portuguesa, disponíveis para leitores cabo-verdianos, reforçando os laços culturais entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. A presença destas obras resulta de uma parceria editorial entre a Perfil Criativo | AUTORES.club, com representação e distribuição em Cabo Verde pela NOS RAIZ, promotora cultural focada em literatura, cinema, música e artes plásticas.

Livraria Nhô Eugénio
Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio foi inaugurada em 2008, com o objetivo de promover a leitura e apoiar autores locais e internacionais em Cabo Verde. O espaço funciona como livraria, café e ponto de encontro cultural, reunindo livros, discos, eventos literários e exposições de arte num ambiente acolhedor com esplanada, transformando-se num verdadeiro polo cultural da cidade da Praia

O nome “Nhô Eugénio” evoca a figura do poeta e ativista cultural Eugénio Tavares, referência maior da cultura cabo-verdiana, cujo legado inspirou encontros e tertúlias no espaço.

Novos títulos disponíveis na Livraria Nhô Eugénio

Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias — Volume III

Autor: Maurício Francisco Caetano (Angola)
Uma obra monumental em três volumes que explora a cultura, organização social e tradições dos povos bantu, afirmando a centralidade desta civilização na formação cultural africana. A coleção reúne textos antropológicos e históricos reunidos a partir dos escritos do autor, que demonstram a profundidade e a diversidade dos sistemas sociais bantu e o seu impacto cultural em África e na diáspora. O autor, também conhecido como Mafrano, é considerado um dos mais importantes etnólogos angolanos do século XX. A obra foi distinguida com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024 da República de Angola

Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas

Autor: Rafael Branco (São Tomé e Príncipe)
Uma coletânea de crónicas que exploram afetos, relações e experiências íntimas da vida contemporânea. Com uma prosa sensível e acessível, o autor desenha retratos de encontros, amores e vivências pessoais que ecoam universais emoções humanas. 

Nuvem Negra — O Drama do 27 de Maio de 1977

Autor: Miguel Francisco “Michel” (Angola)
Este livro revisita o 27 de maio de 1977, um dos momentos mais dramáticos da história de Angola, através de uma narrativa potente construída a partir de testemunhos e memórias vividas. O autor, sobrevivente dos campos de concentração, oferece um retrato profundamente humano e crítico dos eventos que marcaram a nação angolana. 

Editorias do Expansão 2019-2021

Autor: João Armando (Angola)
Uma coletânea de editoriais publicados no periódico Expansão entre 2019 e 2021. A obra reúne análises e comentários sobre questões sociopolíticas contemporâneas, oferecendo perspetivas críticas sobre temas atuais que atravessam a sociedade. 

Há Dias Assim…

Autor: Armindo Laureano (Angola)
Uma coleção de editoriais do Novo Jornal que capturam episódios, pensamentos e sensações do quotidiano, revelando a habilidade do autor para encontrar poesia e sentido nas experiências diárias. 

Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)

Autor: Fonseca Chindondo (Angola)
Uma obra que combina memória histórica com análise do papel das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) durante o processo de libertação e nos anos subsequentes. O autor mapeia, com detalhe, o avanço militar no norte de Angola e as operações de guerra psicológica que marcaram aquela fase crucial. 

A primeira travessia da África Austral

Autor: José Bento Duarte (Angola)
Um livro que revisita a história das grandes explorações africanas, defendendo a restituição de protagonistas africanos frequentemente invisibilizados nas narrativas tradicionais. A obra destaca a importância de revisitar a História da África Austral, propondo uma nova leitura dos feitos pioneiros e das interações entre povos e culturas. 

Kinthwêni na tradição e na poética — Um enquadramento filosófico

Autor: João Ramos Piúla Casimiro (Angola)

Nesta obra de forte densidade intelectual, João Ramos Piúla Casimiro propõe uma reflexão aprofundada sobre o Kinthwêni enquanto conceito cultural, estético e filosófico enraizado nas tradições africanas. O autor articula pensamento filosófico, oralidade, tradição e poética, valorizando saberes endógenos frequentemente marginalizados pelos cânones académicos ocidentais. O livro constitui um contributo relevante para o debate contemporâneo sobre epistemologias africanas, identidade cultural e formas próprias de produção de conhecimento no espaço africano e afro-diaspórico.