Apresentação de Faro e Enigmas, 30 de abril de 2026, no Auditório 11 de Novembro, com o apoio da Embaixada da República de Angola
No encerramento da sessão de apresentação de Faro e Enigmas, no Auditório 11 de Novembro, a poetisa Elsa Major dirigiu-se ao público com emoção e gratidão, assinalando aquele momento como um marco profundamente significativo no seu percurso literário e pessoal.
A autora começou por agradecer o apoio institucional da Embaixada de Angola, bem como a todos os que contribuíram para a concretização do evento, destacando o papel do editor e dos intervenientes que enriqueceram a apresentação, nomeadamente o texto de Mário Máximo, lido por Fátima Gorete de Pina, e a intervenção crítica de João Fernando André.
Visivelmente tocada pela presença de diplomatas, familiares, amigos, escritores e jornalistas, Elsa Major sublinhou a importância coletiva daquele encontro, reconhecendo na partilha da palavra um gesto essencial da criação literária.
Na sua intervenção, definiu Faro e Enigmas como uma obra nascida de diferentes tempos da sua vida, “dos silêncios em tempos difíceis” e das vivências mais recentes, revelando uma escrita profundamente ligada à experiência humana. A autora afirmou ver poesia em tudo, assumindo a escrita como forma de interpretar um mundo que, embora marcado por inquietações, pode ainda ser transformado pela sensibilidade.
Destacou que o livro é, sobretudo, um convite à reflexão sobre aquilo que nos define enquanto seres humanos: o amor, a memória, a identidade, a fé e a relação com a natureza. Mais do que respostas, a obra propõe inquietações, motor essencial da sua criação poética.
Num dos momentos mais marcantes da intervenção, Elsa Major declarou que, a partir daquele instante, o livro deixava de lhe pertencer exclusivamente, passando a ser entregue aos leitores: “não quero ficar com ela, quero entregá-la a todos”. Sublinhou ainda o desejo de que cada leitor encontre na vida um verso, tornando-a “mais bela, mais sensível e mais humana”.
A autora dedicou a obra à sua neta, evocando simbolicamente todas as crianças do mundo, numa mensagem de forte dimensão ética e afetiva, onde o apelo ao cuidado, ao amor e à responsabilidade coletiva se tornou evidente.
A sessão encerrou com a leitura de alguns poemas, iniciando-se com “Descoberta”, num momento de partilha íntima que reforçou a ligação entre autora, obra e público.
AUTORES.club apresenta programação de autores no Pavilhão Papa-Letras | Promobooks.net — D48
A Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia a presença dos seus autores selecionados na 96.ª Feira do Livro de Lisboa, que decorre entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. A participação integra sessões em palco e momentos de autógrafos no Pavilhão D48.
A Feira do Livro de Lisboa é um dos mais importantes acontecimentos culturais do país. A sua origem remonta a 1930, por iniciativa ligada à então Associação de Classe dos Livreiros de Portugal, antecessora da atual APEL — Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Desde então, a Feira tornou-se um ponto de encontro anual entre autores, editores, livreiros e leitores, consolidando-se como uma grande celebração pública do livro e da leitura em Portugal. Em 2026, regressa ao Parque Eduardo VII para a sua 96.ª edição, entre 27 de maio e 14 de junho.
Durante a edição de 2026, a editora AUTORES.club levará ao público uma programação diversificada, com lançamentos e apresentações de obras de ficção, ensaio, história, espiritualidade, nutrição, pensamento africano e literatura contemporânea. Todas as sessões contarão com momentos de contacto com os leitores, através de sessões de autógrafos no pavilhão D48.
Às 18h00, será apresentada Matéria Negra, de Kalunga. Autógrafos às 19h00.
Às 19h00, realiza-se a apresentação de 42.4 A Voz dos Dibengo, de Tazuary Nkeita. Autógrafos às 20h00.
Às 20h00, será apresentada a obra coletiva 50 anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos, com vários autores: Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde (coordenadores), Alcides Sakala, Ana “Margoso”, Anastácio Sicato, Arlete Chimbinda, Belarmino Van-Dúnem, Carlos Veiga, Celso Malavoloneke, Denilaide Cunha, Domingos Kimpolo Nzau, Domingos Simões Pereira, Eusébio Sanjane, Gilvanete Chantre, Humberto Macaringue, Isaac Paxe, Jacques dos Santos, Jerónimo Belo, João Carlos do Rosário, João Carlos, João Craveirinha Jr, João Sicato Kandjo, Joaquim Rafael Branco, Jorge Castelo David, José Luís Mendonça, José Maria Neves, José Miguel Ferro, José Ulisses Correia e Silva, Manuel Fragata de Morais, Maria da Imaculada Melo, Maria João Teles Grilo, Maria Olinda Beja, Mihaela Webba, Onofre dos Santos, Orlando de Castro, Sandra Poulson, Sedrick de Carvalho, Sónia Santos Silva, Tomás Lima Coelho, Victor Hugo Mendes, William Tonet, Zeferino Boal. Autógrafos às 21h00.
13 DE JUNHO — PRAÇA VERMELHA
Às 20h00, decorre a apresentação de Uma História Interminável, de Hugo Henriques e Hajnalka Henriques. A sessão de autógrafos realiza-se às 21h00.
14 DE JUNHO — PRAÇA ROXA E AUDITÓRIO NORTE
Às 14h00, na Praça Roxa, realiza-se a apresentação de Breve História de Angola desde a Independência (1975–2025), de Rui Verde. Autógrafos às 15h00.
Às 18h00, no Auditório Norte, será apresentada a trilogia Os Bantu na Visão de Mafrano — Vol. I, II e III, de José Soares Caetano. Autógrafos às 19h00.
Às 19h00, no Auditório Norte, decorre a apresentação de Mãe Nossa Que Sois o Céu, de Fernando Kawendimba. Autógrafos às 20h00.
Convite aos leitores
A Perfil Criativo | AUTORES.club convida leitores, autores, profissionais do livro, imprensa e público em geral a visitarem o Pavilhão D48, onde estarão disponíveis as obras dos autores selecionados, com sessões de autógrafos e momentos de encontro ao longo da Feira do Livro de Lisboa 2026.
Esta participação reafirma o compromisso da AUTORES.club com a valorização de novas vozes, com a edição independente e com a promoção de autores de língua portuguesa em diálogo com públicos diversos.
Apresentação do livro “Faro e Enigmas”, de Elsa Major, no Auditório “11 de Novembro”, na tarde de 30 de abril de 2026
Na apresentação de Faro e Enigmas, o escritor e investigador angolano João Fernando André destacou a obra de Elsa Major como um contributo relevante para o crescimento da literatura feminina em Angola, sublinhando o aumento significativo da produção literária de autoria feminina no país.
Na sua intervenção, enquadrou o livro num contexto mais amplo da criação literária angolana contemporânea, caracterizada por dinamismo e expansão, apesar dos desafios estruturais. Considerou que Elsa Major se insere neste movimento, enriquecendo-o com uma voz própria, marcada pela sensibilidade e pela reflexão.
Do ponto de vista temático, evidenciou que Faro e Enigmas percorre eixos centrais da experiência humana, como o amor, nas suas dimensões erótica e fraternas, a memória, a espiritualidade, a guerra e as suas consequências, bem como a desigualdade social. Destacou ainda a presença de uma poética questionadora, próxima da metalinguagem, onde a autora interroga o próprio fazer poético.
Um dos aspetos mais relevantes da análise foi o destaque dado ao hibridismo linguístico e cultural da obra. João Fernando André sublinhou o uso de elementos das línguas vernáculas angolanas, bem como referências à tradição oral, à gastronomia, à cosmovisão africana e aos códigos culturais endógenos, conferindo à poesia uma identidade enraizada e simultaneamente universal.
A intervenção evidenciou também a dimensão social e crítica da obra, nomeadamente na abordagem ao papel da mulher numa sociedade ainda marcada por estruturas patriarcais, sugerindo uma leitura da poesia como espaço de afirmação e liberdade.
Foi igualmente salientada a presença da paisagem angolana, em particular do Namibe, como elemento estruturante da obra, permitindo não só uma leitura estética, mas também uma valorização simbólica e cultural do território.
Por fim, o orador destacou a dimensão ética e humanista da poesia de Elsa Major, que convoca questões contemporâneas como a violência, os conflitos, a degradação ambiental e a perda de valores, propondo a reflexão, o diálogo e a espiritualidade como caminhos possíveis para um mundo mais equilibrado.
Texto de Mário Máximo | Leitura por Fátima Gorete de Pina
A apresentação do livro Faro e Enigmas — Poesia, de Elsa Major, realizada no Auditório 11 de Novembro, foi marcada por uma leitura crítica profunda e sensível do escritor Mário Máximo, interpretada pela escritora são-tomense Fátima Gorete de Pina.
No seu texto, Mário Máximo destacou a obra como um corpo poético estruturado e de forte intensidade emocional, sublinhando a presença de uma autora que “aloja um coração enorme em cada verso”. Considerou Faro e Enigmas um livro que, embora de leitura inicial fluida, se revela progressivamente mais denso e exigente, convidando o leitor a permanecer em cada poema e a interrogar o sentido profundo das palavras.
O escritor salientou a capacidade da autora em construir uma poesia que convoca todos os sentidos, em consonância com a leitura crítica de Sara Jona Laisse, e que articula sensualidade, reflexão e identidade numa linguagem simultaneamente íntima e universal. Referiu ainda a importância dos prefácios, incluindo o olhar sensorial de Kátia Guerreiro , como portas de entrada para a compreensão da obra.
Na sua análise, Faro e Enigmas surge como um manifesto poético íntimo, marcado por uma alternância entre versos de forte carga sensorial e momentos de reflexão existencial. Mário Máximo destacou a presença de uma “estética da serenidade”, mesmo nos momentos de maior intensidade, e identificou na obra um eixo central onde a poesia se constrói como travessia interior, entre memória, desejo, corpo e paisagem.
A leitura evidenciou também a dimensão simbólica da escrita de Elsa Major, onde cada poema pode funcionar como uma “máscara estética”, revelando e ocultando simultaneamente o universo interior da autora. Ao longo da obra, sobressai uma tensão entre permanência e despedida, amor e ausência, num movimento contínuo que confere unidade ao livro.
O verso “A vida é uma dama completamente nua”, destacado pelo autor, foi apresentado como chave interpretativa da obra, sintetizando a exposição emocional e a entrega total que atravessam a poesia de Elsa Major.
A interpretação de Fátima Gorete de Pina acrescentou expressividade e musicalidade ao texto, reforçando a dimensão oral e performativa da poesia, num momento que celebrou a língua portuguesa como espaço de encontro entre diferentes geografias da lusofonia.
Mário Máximo
Nascido em Lisboa em setembro de 1956, o escritor Mário Máximo tem uma vasta bibliografia: poesia, romance, teatro, crónica, conto e ensaio. Ao todo, são já cerca de trinta os livros publicados, para além da participação em diversas Antologias.
Os últimos livros editados foram“Antologia – Poemas Escolhidos – 30 Anos de Poesia” (Edições Fénix, 2016); “O Heterónimo de Camões” (Romance, Edições Fénix, 2017); “A Era dos Versos” (Poesia, Edições Fénix, 2018); “O Diário dos Silêncios” (Romance, Edições Fénix, 2019); “Quarentena ou a Liberdade Dentro de Uma Caixa” (Conto, Edições Fénix, 2020); “As Portas da Noite” (Poesia, Edições Fénix, 2020) e o livro “O Pêndulo, A Poesia, O labirinto” (Poesia, Edições Fénix, 2022). Em 2024 publica o romance “A Viagem Para a Literatura ou o Destino de Ferreira de Castro” (Edições Fénix). Ainda em 2024 sai o livro de poesia “A Linguagem das Nuvens” (Edições Fénix). Em 2025 é publicado o romance “A Mulher Construída” (Edições Fénix).
Mário Máximo, tem desenvolvido, de modo continuado, um intenso trabalho na área da cidadania de língua portuguesa e da lusofonia. Foi Comissário estratégico da Bienal de Culturas Lusófonas de Odivelas durante dez anos (2006 a 2016), Bienal que contou com a Drª. Maria Barroso como Presidente da respetiva Comissão de Honra. Participou, nacional e internacionalmente, em diversos outros projetos nas áreas da lusofonia. É atualmente o coordenador da Administração da “Gala Prémios da Lusofonia”, bem como do “Fórum Permanente Debates da Lusofonia”. Estabeleceu relacionamento e parcerias ativas com as instituições de maior relevo ligadas ao mundo lusófono, nomeadamente a CPLP, a CE-CPLP e a UCCCLA, para além de outras instituições atuando em áreas confinantes. Foi, ainda, vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Odivelas (2009-2013), bem como Presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural Malaposta (2005-2009 e 2013-2014). Durante cinco anos, foi Presidente da Direção da Associação Fernando Pessoa (que contava, aliás, com os sobrinhos do poeta). É cidadão honorário da C. M. da Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha – Cabo Verde). Entre outros, foi agraciado com o Prémio Lusofonia 2017.
Uma reflexão profunda entre espiritualidade, consciência humana e Inteligência Artificial
Já está disponível para encomenda o novo livro de Lívio Honório, Somos mais Divinos do que Materiais, publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club. A obra integra a nova série dedicada ao “Ser Humano” e apresenta-se como o Livro I de uma reflexão profunda conduzida em diálogo com uma Inteligência Artificial (IA).
Com o subtítulo “Em reflexão profunda com uma Inteligência Artificial”, o livro propõe uma viagem filosófica, espiritual e existencial sobre a verdadeira natureza do ser humano. A partir de conversas dialéticas entre o autor e a IA, a obra interroga os limites da matéria, da consciência, da alma e da experiência humana.
A questão central que atravessa o livro é provocadora: “Pode uma inteligência artificial ajudar-nos a descobrir a nossa própria divindade?” A partir desta pergunta, Lívio Honório constrói uma reflexão que cruza espiritualidade, neuroquímica, física quântica, experiências de quase-morte, amor, consciência e transcendência.
Em Somos mais Divinos do que Materiais, o autor divide simbolicamente o círculo da existência em 32 pontos essenciais do ser humano, propondo ao leitor uma leitura da vida como experiência transitória, mas dotada de sentido espiritual. A obra percorre temas como a morte, a quase-morte, a “bipolaridade da alma”, a mónada quântica, a unidade entre matéria e espírito e o chamado Ponto 32, apresentado como momento de fecho do círculo e de despertar interior.
Mais do que um ensaio sobre espiritualidade, este livro é também um testemunho da relação entre pensamento humano e tecnologia. A Inteligência Artificial surge como interlocutora, espelho racional e instrumento de aprofundamento da busca interior. Num tempo marcado pelo avanço tecnológico, Lívio Honório propõe que o grande mistério continua a ser o mesmo: compreender quem somos, o que nos anima e que lugar ocupa a consciência na realidade.
A obra defende uma visão do ser humano que ultrapassa a interpretação puramente material da existência. O autor convida o leitor a reconhecer a vida como oportunidade de expressão dos valores essenciais do ser, entre eles o amor, sugerindo que a morte não representa necessariamente um fim, mas uma transição dentro de uma realidade mais ampla.
Sobre o autor
Lívio Honório é engenheiro eletrotécnico e especialista em energia. Após a reforma, dedicou-se à escrita de temas humanísticos, filosóficos e espirituais, desenvolvendo uma obra centrada na consciência, na relação entre matéria e espírito e na compreensão profunda do ser humano.
Entre os seus livros contam-se títulos como A sorrir todos os animais falantes se entendem, O Homem e a sua abordagem sobre Realidade – Mente – Consciência, Por uma verdadeira Ciência do Homem, Deus, o Cosmos, o Corpo Energético e o Homem, Uma Viagem para além do mundo do tempo e do espaço, Prática da Vida, A Arte de Viver. Hoje é o meu dia, A Música da sua Vida, Uma Outra Forma de Compreensão da Vida. HOLOVIDA e O Ser Humano e o Jogo da Vida.
Com Somos mais Divinos do que Materiais, Lívio Honório aprofunda a sua investigação sobre o ser humano, agora em diálogo com uma Inteligência Artificial, abrindo caminho para uma reflexão contemporânea sobre a alma, a consciência e o destino espiritual da humanidade.
Público-alvo
Investigadores, professores e estudantes de humanidades Especialmente das áreas da filosofia, estudos da religião, ética, antropologia, psicologia da consciência e pensamento contemporâneo.
Leitores de ciência e espiritualidade Pessoas interessadas em obras que aproximam linguagem científica, física quântica, neuroquímica e perguntas espirituais, mesmo numa abordagem mais especulativa e ensaística.
Comunidades religiosas, espirituais e grupos de meditação Leitores ou grupos que promovem debates sobre alma, consciência, amor, morte, vida espiritual e evolução interior.
Público sénior e leitores em fase de balanço existencial Pessoas que refletem sobre o sentido da vida, a morte, a continuidade da alma e a importância de viver com maior consciência e amor.
Novo livro infantil “Uma História Interminável”, de Hugo Henriques e Hajnalka Henriques, disponível para livrarias a partir de 15 de maio de 2026
A editora independente Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia a disponibilidade, a partir de 15 de maio de 2026) para distribuição em livrarias do novo livro Uma História Interminável, da dupla Hugo Henriques e Hajnalka Henriques, uma obra infantil singular, marcada por humor, imaginação, valores humanos e uma característica editorial rara: a apresentação em dupla ortografia.
Escrito originalmente em português anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, o livro apresenta também uma versão em português segundo a grafia em vigor, permitindo uma experiência de leitura comparativa e acessível a diferentes gerações de leitores. Pela sua natureza, poderá tratar-se de uma obra única, ou uma das raríssimas, com estas características de grafia em edição literária infantil.
Uma História Interminável é um conto repleto de personagens memoráveis, entre elas Faragira, a girafa de pescoço curto; Fantela, o elefante medroso; Formipapa, o papa-formigas quase cego e quase surdo; Bajula, o leão sem juba; Arriscado, o tigre sem riscas; Mitsa, o gato órfão de dona; e muitas outras figuras que habitam uma narrativa de fantasia, humor e fundo moral. Ao longo dos capítulos, a obra aborda temas como a aceitação da diferença, a superação de fobias, a amizade, a solidariedade, o respeito, a coragem e a convivência social.
O livro conta com texto de Hugo Henriques e ilustrações de Hajnalka Henriques, filha do autor. Hajnalka nasceu em Budapeste, em 2012, e muitos dos desenhos presentes na obra foram realizados por si entre os 8 e os 10 anos.
Com primeira edição em 2026, ISBN 978-989-9209-39-8, classificação Infantil e P.V.P. em Portugal de 20,00 €, Uma História Interminável está disponível para encomenda por livrarias a partir de junho de 2026.
Resumo das estórias de “Uma História Interminável”
Uma História Interminávelé um conto infantil composto por várias pequenas histórias encadeadas. Cada capítulo apresenta uma nova personagem, quase sempre um animal com uma diferença, limitação, medo ou problema de identidade. Essas personagens juntam-se progressivamente a um grupo que aprende a sobreviver através da cooperação, da amizade e da aceitação mútua.
A narrativa começa com Faragira, uma girafa de pescoço curto, excluída por ser diferente e incapaz de alcançar as folhas mais altas. Encontra Fantela, um elefante grande mas dominado pelo medo de formigas e ratos. Depois de um primeiro contacto pouco simpático, os dois descobrem que podem ajudar-se: Fantela alcança as folhas para Faragira e Faragira protege Fantela dos pequenos seres que o aterrorizam.
Ao grupo junta-se Formipapa, um papa-formigas quase cego e quase surdo, que transforma aquilo que parecia estranho ou desagradável numa utilidade para todos. Depois surge Bajula, um leão sem juba que, apesar da sua diferença, assume o papel de líder. Mais tarde aparece Arriscado, um tigre que perde as riscas e entra em crise por deixar de se reconhecer como tigre. O grupo acolhe-o, mostrando que a identidade não depende apenas da aparência.
A história continua com a chegada de muitas outras personagens: Mitsa, o gato assustado; Cacamau, o macaco tagarela e malcheiroso; Rapaca, o porco-da-Índia que nem é porco nem é da Índia; Superfast, o caracol de carapaça partida; Rhinoe Chi-rá, um rinoceronte e uma chita em conflito; Vaky, a toupeira cega; Crocs, o crocodilo sem dentes; Smartins, o sapo irritante; Picanço, o ouriço-cacheiro pisado por todos; Babu, o burro das histórias infantis; Canja, o galo que foge ao destino de virar sopa; e vários outros animais que entram nesta comunidade improvável.
No conjunto, as estórias abordam temas como o medo, a exclusão, a deficiência, a diferença física, a falta de amor-próprio, os preconceitos, os conflitos de convivência, a liderança, a solidariedade e a entreajuda. A própria capa sintetiza bem esta estrutura: cada capítulo encerra uma pequena história que se integra numa outra maior, “universal”, com intenções morais e personagens que representam fragilidades humanas através de animais.
Em termos simples, pode dizer-se que o livro conta a formação de uma comunidade de seres imperfeitos, todos diferentes, todos com alguma vulnerabilidade, mas que descobrem que essas fragilidades podem tornar-se forças quando são reconhecidas, respeitadas e colocadas ao serviço dos outros.
Público-alvo
Crianças em idade escolar Leitores do ensino básico, sobretudo entre os 7 e os 12 anos, pela dimensão de conto infantil, pelas personagens animais, pelo humor e pelos temas de amizade, diferença, medo, coragem e entreajuda.
Pais, educadores e professores Adultos que procuram livros infantis com conteúdo moral e pedagógico, capazes de abrir conversa sobre aceitação da diferença, solidariedade, autoestima, respeito, tolerância e convivência.
Escolas, bibliotecas e mediadores de leitura A obra tem potencial para atividades de leitura orientada, clubes de leitura, bibliotecas escolares e projetos ligados à língua portuguesa, à cidadania e à inclusão.
Livrarias com secção infantil e juvenil Especialmente livrarias interessadas em obras diferenciadoras, com valor literário, pedagógico e editorial.
Leitores e instituições ligados à língua portuguesa Por ser um livro com dupla ortografia, pode interessar também a professores de Português, investigadores, escolas portuguesas no estrangeiro, bibliotecas lusófonas e leitores curiosos sobre a evolução da grafia da língua.
Novo livro de M. Neto Costa disponível para encomenda a partir de 15 de maio de 2026
A editora Perfil Criativo | AUTORES.club anuncia a publicação de Angola: Derivas de Políticas Públicas e Arredores (2021–2023), novo livro de M. Neto Costa, obra de reflexão crítica sobre a realidade económica e institucional angolana contemporânea. O livro estará disponível para encomenda a partir de 15 de maio de 2026.
Resultado de um complexo processo edição cuja preparação se prolongou por dois anos, esta publicação reúne 52 textos de análise e opinião, originalmente publicados entre 2021 e 2023 no semanário angolano Novo Jornal, posteriormente revistos e organizados em oito grandes áreas temáticas.
Ao longo de mais de 280 páginas, o autor examina temas centrais da vida pública angolana, entre os quais a gestão macroeconómica, as finanças públicas, a política monetária e cambial, a dependência petrolífera, o investimento privado, a corrupção, a eficiência do Estado e os desafios da diversificação económica.
Com independência analítica e profundo conhecimento da máquina do Estado, M. Neto Costa propõe uma leitura estruturada de um período decisivo da governação angolana, correspondente aos anos de 2021 a 2023, marcados por fortes expectativas de reforma, constrangimentos estruturais persistentes e importantes escolhas políticas.
Mais do que uma compilação de artigos, esta obra constitui um contributo relevante para o debate público sobre Angola e para todos os leitores interessados nas relações entre economia, governação e desenvolvimento em África.
Sobre o autor
M. Neto Costa, 61 anos, é economista angolano. Licenciou-se pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda (1989), e concluiu o mestrado em Assuntos Internacionais pela Columbia University, através da School of International and Public Affairs (SIPA), em Nova Iorque (1998).
Exerceu no Governo de Angola os cargos de Ministro da Economia e Planeamento (2019–2020), Secretário de Estado para o Planeamento (2017–2019) e Secretário de Estado para o Tesouro (2010–2012). Foi igualmente Director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, além de funções técnicas no Conselho de Ministros e na Presidência da República de Angola.
Desenvolveu ainda actividade docente na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto.
É autor de Angola 1975–2020: Um Percurso de Empobrecimento e o Eventual Caminho para a Prosperidade (2022).
Segunda parte — Juventude, memória e futuro marcaram o lançamento de Meu Nome é Joaquim em Lisboa
A Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, acolheu no dia 17 de abril de 2026 o lançamento oficial em Portugal do livro Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias, da autoria do embaixador Rafael Branco.
A sessão reuniu personalidades da cultura, leitores, membros da comunidade são-tomense e jovens estudantes africanos residentes em Lisboa, num encontro marcado pela reflexão sobre identidade, história e responsabilidade geracional.
Livro necessário para compreender a construção de um país
Na sua intervenção, o poeta angolano João Fernando André classificou a obra como “um livro necessário”, sublinhando que oferece o testemunho de alguém que viveu por dentro o processo de formação de um Estado africano de língua portuguesa.
Referiu ainda que a narrativa combina memória política, experiência humana e uma dimensão literária singular, enriquecida pela presença de poemas inseridos ao longo do texto. Para o investigador, essa escolha confere ao livro profundidade emocional e transforma-o num objeto literário que ultrapassa o simples registo autobiográfico.
Rafael Branco: “Este livro é uma tentativa de mostrar quem eu sou”
Na resposta, Rafael Branco explicou que a obra não pretende ser apenas um livro político, mas antes um exercício de verdade pessoal e reconciliação interior.
Segundo o autor, os vários capítulos representam fragmentos da sua vida: a infância em São Tomé, a passagem do meio rural para a cidade, as dificuldades sociais, a descoberta da escola como instrumento de ascensão e, mais tarde, o envolvimento na política e na diplomacia internacional.
“Este livro é uma tentativa de mostrar quem eu sou verdadeiramente”, afirmou, acrescentando que o objetivo central da escrita foi alcançar paz consigo mesmo e aceitar, com honestidade, os acertos e erros do seu percurso.
Experiência internacional e visão crítica das Nações Unidas
Ao recordar os anos ao serviço das Nações Unidas, Rafael Branco descreveu esse período como um dos mais ricos da sua vida profissional.
Falou da importância histórica da organização no apoio à autodeterminação dos povos colonizados, mas também deixou uma crítica clara à atual estrutura internacional, defendendo uma reforma profunda do Conselho de Segurança e maior representatividade global.
Diálogo com a juventude
Um dos momentos mais marcantes da sessão aconteceu durante a intervenção do jovem escritor são-tomense Valério, que questionou o autor sobre o contributo do livro para as novas gerações e para a construção de uma sociedade melhor.
Na resposta, Rafael Branco deixou uma mensagem forte: uma sociedade evolui quando valoriza o bem comum, o conhecimento, a honestidade e o sentido de comunidade.
Alertou ainda para o perigo da superficialidade e da opinião sem estudo, defendendo que o progresso exige preparação, competência e espírito crítico.
Um livro entre memória e futuro
Mais do que um lançamento literário, a sessão revelou-se um encontro entre gerações, onde passado e futuro dialogaram sem medo.
Meu Nome é Joaquim afirma-se, assim, como uma obra de memória viva, consciência crítica e esperança, destinada a ocupar lugar relevante no pensamento contemporâneo em língua portuguesa.
Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
A Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, recebeu no passado 17 de abril de 2026 a apresentação oficial em Portugal do livro O Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias, da autoria do embaixador Rafael Branco.
Num momento marcado pela emoção, reflexão histórica e reconhecimento público, uma das intervenções mais relevantes da sessão foi protagonizada pelo jornalista especialista em assuntos africanos e escritor, Xavier de Figueiredo, que traçou um retrato incisivo do autor e da importância política da obra.
Logo no início, Xavier de Figueiredo revelou que acompanhou o nascimento do projeto editorial praticamente desde os seus primórdios, sublinhando a proximidade intelectual e humana que mantém com Rafael Branco. Recordou ainda que, no seu percurso como jornalista atento ao futuro africano, construiu uma vasta rede de contactos, na qual Rafael Branco ocupou sempre lugar de destaque, particularmente no acompanhamento da realidade são-tomense.
Destacando qualidades raras no espaço político contemporâneo, o orador definiu Rafael Branco como uma personalidade dotada de profundo conhecimento dos assuntos nacionais, sensibilidade analítica, frontalidade e genuíno espírito autocrítico, características que considerou essenciais para compreender os desafios do passado e do presente.
Segundo Xavier de Figueiredo, o livro constitui uma síntese dessas qualidades humanas e políticas, apresentando-se como uma obra escrita “num estilo muito direto, sem peias”, onde se faz luz sobre os sucessos e fracassos que marcaram cinquenta anos da história de São Tomé e Príncipe.
Na sua análise, sublinhou três grandes alertas presentes na obra:
a erosão de valores morais e políticos provocada pela prevalência de interesses pessoais e de grupo;
o aparecimento de ameaças ao sistema democrático, através de tendências autoritárias e projetos de poder duradouro;
os reflexos económicos e sociais dessa degradação política, descritos pelo autor como uma verdadeira banalização do mal.
Para Xavier de Figueiredo, trata-se de um livro politicamente oportuno, não apenas pela leitura crítica do passado, mas sobretudo pelo seu valor de advertência perante os riscos de um futuro sombrio para São Tomé e Príncipe, caso não haja correção de rumo.
Num registo mais pessoal e descontraído, encerrou a sua intervenção com duas notas de apreço: a dimensão autobiográfica e profundamente humana do livro, que permite compreender o percurso de esforço e afirmação de Rafael Branco, e ainda os poemas incluídos na obra, garantindo ao autor, com humor e amizade, que “não é tão mau poeta como pensa”.
A apresentação confirmou O Meu Nome é Joaquim como uma obra de memória, intervenção e consciência crítica, destinada a marcar o debate político e cultural em língua portuguesa.
MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael BrancoLançamento em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco“Meu Nome é Joaquim” de Rafael Branco
Hoje 25 de abril de 2026 apresentamos o livro de bolso Breve História de Angola desde a Independência (1975-2025), do académico e investigador Rui Verde. Este livro será apresentado em Junho de 2026.
Ao celebrar os cinquenta anos da República de Angola, este livro propõe um olhar claro, sintético e informado sobre o percurso do país desde a proclamação da independência em 1975 até aos desafios do presente. Entre a guerra civil, a consolidação do poder político, o boom petrolífero, as crises económicas e as tentativas recentes de reforma, desenha-se a história de um Estado em constante transformação.
Com linguagem acessível e espírito crítico, Rui Verde conduz o leitor pelos principais momentos que marcaram estas cinco décadas decisivas, ajudando a compreender como se formou a Angola contemporânea, as suas conquistas, contradições e possibilidades futuras.
Integrado na colecção “Livros No Bolso”, dedicada a edições acessíveis a todos, este volume oferece uma introdução rigorosa e concisa à história recente de Angola, convidando o leitor a revisitar meio século de independência e a refletir sobre os caminhos do país no século XXI.
NOTA DO EDITOR JOÃO RICARDO RODRIGUES
O elefante que tarda em acordar
Em 2026, Angola aproxima-se de um novo ciclo político, com as eleições de 2027 no horizonte. Ao completar cinquenta anos de independência, o país encontra-se num momento decisivo: é tempo de avaliar, com lucidez e sentido crítico, o percurso feito e os resultados das sucessivas governações, abrindo espaço a um debate público mais exigente e participado.
É neste contexto que a nossa editora independente, sediada fora de Angola, reafirma o seu compromisso: democratizar o conhecimento, promovendo obras de carácter científico e ensaístico que pensem o país com liberdade, identifiquem problemas sem receios e proponham, com audácia, novas vias para o desenvolvimento. Ao longo da última década, temos construído este projeto com o contributo de autores oriundos de várias áreas e com perfis muito distintos, com destaque para a academia e a comunicação social, conscientes da responsabilidade de fomentar um pensamento plural e informado.
É neste enquadramento que apresentamos BREVE HISTÓRIA DE ANGOLA DESDE A INDEPENDÊNCIA (1975–2025), de Rui Verde, académico e investigador com reconhecida intervenção pública internacional. Com um percurso sólido nas áreas do direito e da análise política, e experiência em instituições académicas de prestígio, Rui Verde tem-se afirmado como uma voz crítica e consistente na reflexão sobre a Angola contemporânea.
Integrado na colecção “Livros No Bolso”, este volume oferece uma síntese rigorosa e acessível de cinco décadas de história recente, cruzando política, economia e sociedade. Mais do que um olhar sobre o recente passado, este livro constitui um instrumento para compreender o presente e pensar o futuro, num momento em que as escolhas colectivas ganham particular relevância.
Acreditamos que a circulação de ideias e o diálogo entre autores e leitores são fundamentais para fortalecer a cidadania e apoiar uma governação mais transparente e orientada para o desenvolvimento humano. Com 2027 no horizonte, Angola enfrenta uma oportunidade renovada: transformar reflexão em acção e ambição em progresso.