Do palco argentino ao Alejandría Café, em Montevideo, com base no livro publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club
Montevideo, 7 de novembro de 2025 — Chegou ao Uruguai a série de apresentações MATERIAL INFLAMABLE, criação de Danilo Faceli em parceria com Natalia Quintana, a partir do livro homónimo publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club. O formato cruza leitura performativa, dizer poético e gesto cénico, num registo íntimo pensado para cafés, feiras e pequenos teatros.
Uma celebração da língua portuguesa e das independências africanas
Florença, Itália – A Casa de Angola em Itália anunciou o lançamento do Prémio Literário “Njinga Mbande” 2025/2026, uma iniciativa que homenageia os 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e celebra a emancipação política e cultural dessas nações.
Instituído pela Associação Njinga Mbande e pela Casa de Angola em Itália, em colaboração com a CPLP, a Associação Encontro de Jovens Investigadores de Língua Portuguesa (EJICPLP África) e a Associação de Amizade e Solidariedade Angola–Itália (AASAI), o prémio tem como missão promover a língua portuguesa em Itália e estimular a criação literária inédita nas áreas de Ficção, Poesia e Teatro, bem como em formatos literários inovadores.
A língua portuguesa como horizonte de criação
Mais do que um concurso literário, o Prémio “Njinga Mbande” propõe-se estimular o pensamento, a imaginação e a criatividade. Ao abrir espaço para escritores emergentes e investigadores da língua portuguesa em Itália, esta iniciativa promove a circulação cultural e intelectual entre continentes, reafirmando o papel da literatura como instrumento de emancipação.
Praia, 21 de Outubro de 2025 — A curta-metragem Marina, realizada por Ricardo Leote e produzida pela NOS RAIZ, conquistou o Prémio de Melhor Curta-Metragem Documental na primeira edição do Kafuka African Film Festival (KAFF), que decorreu de 16 a 19 de Outubro, na cidade da Praia, Cabo Verde.
Inspirado na vida de Marina Vaz, o filme retrata a infância da protagonista na histórica Cidade Velha, explorando a relação profunda com o mar, os desafios do quotidiano e a paixão pelo batuko, expressão cultural que marcou a sua trajetória. Com apenas 15 minutos de duração, Marina conduz o espectador por uma viagem sensível e poética pelas memórias, resiliência e legado cultural de uma mulher cabo-verdiana singular.
A curta-metragem, produzida no âmbito do projeto BODJI Aliança DHAA, tem vindo a destacar-se em vários países africanos e europeus, com exibições no DOC LUANDA (Luanda, Angola, 12 de abril de 2025), no fórum de cinema KUGOMA (Maputo, Moçambique, 26 de agosto de 2025) e no Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa (26 de julho de 2025), durante o encontro “Batuku – da proibição ao valioso contributo para o nascimento da Nação cabo-verdiana”, integrado nas comemorações dos 50 anos da Independência de Cabo Verde.
O Kafuka African Film Festival (KAFF), organizado pela Korikaxoru Films em parceria com Kuletivu Nhanha, Ceiba Produções, Lentilhas Lda. e NOS RAIZ, apresentou mais de 40 filmes de 15 países africanos. Na categoria curta-metragem, Marina destacou-se com o prémio principal de Documentário, enquanto Sabura (Falcão Nhaga, Portugal) venceu em Ficção e Nsala (Michael Mbanza, Congo) recebeu Menção Honrosa.
Segundo Natasha Craveiro, diretora artística do festival, “o balanço da primeira edição foi muito positivo, com salas cheias e um público participativo”. O KAFF afirmou-se, assim, como uma nova plataforma para a valorização do cinema africano e das suas narrativas.
Além de realizador, Ricardo Leote é também diretor da NOS RAIZ, produtora e promotora cultural representante da Perfil Criativo | AUTORES.club em Cabo Verde, reforçando os laços culturais e editoriais entre Cabo Verde, Angola e Portugal.
O Município de Oeiras anunciou oficialmente o arranque da quarta edição do Prémio de Poesia de Oeiras, com candidaturas abertas entre 15 de outubro de 2025 e 15 de janeiro de 2026.
Este concurso literário, voltado para autores naturais de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assume-se como uma plataforma de afirmação e valorização da poesia em língua portuguesa, promovendo o diálogo literário entre diferentes nações de expressão lusófona.
Modalidades e prémio
O Prémio de Poesia de Oeiras está estruturado em duas modalidades distintas:
Modalidade Consagração: destinada a autores com obras literárias já publicadas. Nesta categoria, está prevista a atribuição de 20 000 € ao vencedor.
Modalidade Revelação: dirigida a autores com obras inéditas, com o objetivo de revelar novos talentos. O prémio desta modalidade é de 5 000 €, acrescido da edição da obra vencedora sob chancela municipal.
A participação é gratuita e aberta a maiores de 18 anos que sejam naturais de um dos Estados membros da CPLP.
Homenagem a D. Dinis e foco literário
Nesta 4.ª edição, o concurso presta homenagem a D. Dinis (1261–1325), figura central da poesia medieval portuguesa e símbolo de transversão entre o mundo medieval e a cultura literária lusófona. O tema para os poemas é livre, dando aos participantes plena liberdade criativa.
Júri e seleção
O júri é composto por dez personalidades literárias, cinco para cada modalidade, incluindo nomes reconhecidos no panorama da poesia lusófona. A seleção será feita com base na qualidade literária, originalidade e contribuição poética das obras apresentadas.
Prazos e informações práticas
Candidaturas: de 15 de outubro de 2025 até 15 de janeiro de 2026
Quem pode candidatar-se: autores naturais dos países da CPLP, maiores de 18 anos
Taxa de participação: gratuita
Publicação da obra vencedora (modalidade Revelação): assegurada pelo Município de Oeiras
Para todas as regras detalhadas, os critérios de avaliação e formulário de inscrição, os interessados devem consultar o regulamento oficial do prémio no site do concurso.
A Perfil Criativo | AUTORES.club convida para mais uma edição do programa “Conversa do Nosso Quintal”, que se realiza hoje, às 19h30 de Luanda, em direto no YouTube.
A sessão promete uma reflexão aprofundada sobre as dinâmicas políticas e diplomáticas que marcaram o reconhecimento de Angola pelo Estado português, analisando as diferentes posições dos partidos portugueses no contexto pós-independência.
Hoje, 4 de outubro, às 18h30, o Salão Nobre do Palácio Baldaya (em Benfica) será palco de um diálogo poético entre Yara Nakahanda Monteiro e do poeta angolano João Fernando André, centrado na obra Memórias Aparições Arritmias. O evento, promovido pela livraria Lulendo, terá entrada livre.
Esta obra marca a estreia de Yara Nakahanda Monteiro na poesia. Segundo a sinopse, o livro conduz o leitor por “outros tempos e espaços”: pela infância e adolescência vividas na periferia de Lisboa, mas também pelas memórias da Angola, transmitidas pela avó, numa mescla de geografias e afetos.
Detalhes do evento
Local: Palácio Baldaya, Estrada de Benfica 701A
Data e hora: 4 de outubro, às 18h30
Organização: Livraria Lulendo
Entrada: livre
Este encontro oferece uma oportunidade única de imersão no universo literário de Yara Nakahanda Monteiro, em diálogo com a experiência e a leitura de João Fernando André, propondo uma viagem emocional entre memórias, aparições e arrítmias literárias.
Alzira de Lourdes Nascimento do Espírito Santo Velasco Galiano , nasceu na cidade do Lobito , no dia 13 de Setembro do longínquo ano de 1926 . Mulher culta, educada, respeitada e respeitadora. Uma mulher de presença . Uma presença que marca, que nos honra e prestigia . Uma mulher com inspiradoras e verdadeira vivências e mãe de Guilherme Galiano “Lhé Lhé “.
O Galiano era um verdadeiro menino de sua mãe. A Kota Alzira era a sua referência de vida, a sua conselheira e protectora. Ele nasceu no mesmo mês da sua mãe (nasceu a 28 de Setembro de 1960) e por coincidências do destino, o Galiano morre precisamente no dia em que a sua mãe completou 99 anos de idade. Que coisa impressionante.
Voltar para Angola não foi um decisão fácil para o Galiano. Tinham sido vários anos de vivência em Portugal, família e amizades consolidadas. Havia também um grande dilema para o Galiano : A separação da mãe Alzira.
Vir para Angola significava um afastamento entre mãe e filho, entre duas figuras inseparáveis. O Galiano disse-me que a Kota Alzira não acolheu muito bem a ideia dele voltar para Angola. Ela preferia a estabilidade e a sua presença em Portugal, tinha alguns receios desta nova aventura porque Angola. O seu “Lhé Lhé ” estava determinado , ele sentia que era o momento de fazer alguma coisa por Angola e em Angola.
Por causa da nova experiência profissional do filho, a Kota Alzira passou a visitar Angola com maior regularidade e a passar algumas temporadas cá. Lembro-me que quando o Galiano nos apresentou, a kota já tinha a minha “ficha” completa. O Galiano já lhe tinha falado do filho que adoptara e ela acolheu-me de forma muito maternal. Sempre me tratou com carinho, respeito e atenção. Numa das fotos feita em Maio de 2015, ela parece no lançamento do meu livro “Um ano de Vivências” na Universidade Lusófona em Portugal acompanhada dos netos (filhos do Galiano), os meus manos Nicolau Galiano e Teresa Galiano “Libely”. Uma presença que teve um valor único e que me deixou bastante emocionado.
Em Setembro de 2016, o Galiano organizou a festa dos 90 anos da Kota Alzira Galiano. Estive presente e fiz as fotos em que ele abre o salão com a sua mãe. Foi um verdadeiro momento de cumplicidade, sintonia e harmonia entre eles. Cada passo dele parecia programado e ele tinha muito cuidado. Era um misto de alegria e emoção. Foi uma festa surpresa e a Kota Alzira dizia-lhe coisas sobre a organização , os convidados e outras coisas. Vi naquele momento uma verdadeira transformação, ele deixou de ser o Galiano e passou a ser o Lhé Lhé. Para a mãe Alzira, o nosso Galiano sempre foi o Lhé Lhé, o menino de sua mãe.
O menino que partiu exactamente no dia em que sua mãe completou 99 anos de idade. Que Deus dê força, fé e coragem à Kota Alzira Galiano.
Não é fácil aceitar a sua partida. Não é fácil saber que já não o nosso Man-Galy. Não devia haver dias assim…
Um abraço meu querido, meu velho, meu amigo. Do teu “Mindão “.
Luanda — A capital angolana recebe, a 17 de Setembro (Dia do Herói Nacional), um concerto de Salif Keita, lenda viva da música, no CCB – Centro de Conferências de Belas, às 19h00. O espetáculo integra as comemorações dos 50 anos da Independência de Angola e terá participação especial de Ndaka Yo Wiñi, uma das vozes mais marcantes do afro-jazz angolano. Os bilhetes estão à venda por Kz20.000.
Música e repertório
Conhecido como a “Voz de Ouro de África”, Salif Keita funde tradições mandingas com afro-pop e jazz, num percurso que o levou da Super Rail Band aos Ambassadeurs, e a êxitos como “Madan”, “Yamore” (dueto com Cesária Évora) e “Africa”. A sua estética cruza balafon, kora e percussões com guitarras e teclados modernos, uma assinatura que promete marcar o alinhamento em Luanda.
O convidado Ndaka Yo Wiñi (Benguela) traz ao palco a pesquisa das matrizes ovimbundu e géneros como lundongo, cruzando-os com jazz, blues e folk. O seu álbum “Olukwembo” (2018) e temas recentes como “Kolongolo” (2025)consolidaram-na como referência da nova música angolana de raiz.
Enquadramento institucional
O concerto decorre num ano de efemérides e com o Ministério da Cultura a dar visibilidade às artes. À frente da pasta está Filipe Zau, músico, compositor e professor, ministro desde 2021, reforçando a ligação directa entre a governação e a prática artística.
A AUTORES.club informa que os envios de livros com destino aos Estados Unidos da América ficam suspensos até estarem totalmente definidas as novas regras de envio.
A decisão surge na sequência da Ordem Executiva publicada a 30 de julho de 2025 pelo Presidente dos EUA, que determina a suspensão da isenção De Minimis para todos os países, com entrada em vigor a 29 de agosto de 2025. Esta medida elimina a isenção de tarifas, afetando diretamente os fluxos postais internacionais.
A partir dessa data, todas as remessas para os EUA passam a estar sujeitas ao pagamento de direitos alfandegários.
No dia 15 de agosto, as autoridades norte-americanas publicaram instruções técnicas adicionais, segundo as quais os clientes expedidores terão de pagar os direitos aduaneiros antes que as remessas possam ser transportadas para os EUA. No entanto, os detalhes dos novos requisitos ainda não estão totalmente esclarecidos pelas alfândegas norte-americanas e exigirão adaptações operativas por parte das empresas postais em todo o mundo.
A AUTORES.club acompanhará a evolução da situação e anunciará a retoma dos envios logo que as regras fiquem definidas.
Book shipments to the USA suspended
The publishing house AUTORES.club announces that all book shipments to the United States of America are suspended until the new shipping rules are fully defined.
This decision follows the Executive Order issued on July 30, 2025, by the President of the United States, which suspends the De Minimis exemption for all countries, effective August 29, 2025. This measure eliminates the tariff exemption and directly impacts international postal flows.
From that date onwards, all shipments to the USA will be subject to customs duties.
On August 15, U.S. authorities released additional technical instructions, requiring that shippers pay customs duties before parcels can be transported to the USA. However, the details of the new requirements are still not fully clarified by U.S. Customs and will require operational adjustments by postal companies worldwide.
AUTORES.club will continue to monitor the situation and will announce the resumption of shipments as soon as the rules are clearly established.
O jornal O País, na sua edição desta quinta-feira, 14 de agosto, dedicou destaque de página inteira ao lançamento do volume III da obra Os Bantu na Visão de Mafrano, de Maurício Francisco Caetano, realizado na última terça-feira, 12, no auditório da Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda.
Segundo a reportagem do diário angolano, o evento reuniu familiares, amigos, académicos, representantes de instituições culturais e membros da Igreja Católica, confirmando a relevância e o impacto cultural da obra. O livro retrata a civilização bantu, seus valores e tradições, bem como episódios da era colonial, numa análise profunda e reflexiva.
Com mais de 800 páginas e 28 capítulos, a publicação foi concluída pela família após a morte do autor, em 2011, mantendo-se fiel ao propósito de Mafrano de preservar e valorizar a cultura africana. O jornal O País sublinha que o pensamento do autor, marcado por princípios de solidariedade, justiça e dignidade, continua atual e inspirador.
Na cerimónia, Dom Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, recordou Mafrano como “um bom fiel da Igreja Católica”, destacando a coerência entre fé e vida. O O País também relembra o percurso multifacetado de Mafrano como economista, funcionário público, jornalista e cronista em importantes órgãos de comunicação social angolanos.
Prémio Nacional de Cultura Artes 2024
O jornal O País é um diário angolano fundado em 2008 e editado pelo Grupo Medianova, um dos principais grupos privados de comunicação social do país. Com circulação nacional e presença online, o periódico cobre temas de política, economia, sociedade, cultura, desporto e atualidade internacional, distinguindo-se pela atenção dedicada a acontecimentos culturais e académicos relevantes. O destaque dado ao lançamento do volume III de Os Bantu na Visão de Mafrano confirma o interesse da imprensa angolana em valorizar o património histórico e intelectual do país.