Archives em Maio 27, 2026

Luís Phillipe Jorge agarrou o público da Feira do Livro de Lisboa com uma conversa urgente sobre alimentação, imunidade e saúde

Luís Phillipe Jorge agarrou o público da Feira do Livro de Lisboa com uma conversa urgente sobre alimentação, imunidade e saúde

A apresentação dos livros Nutriterapia e Guia de Imunonutrição: Como reforçar a imunidade?, do Dr. Luís Phillipe Jorge, na Feira do Livro de Lisboa 2026, transformou-se num encontro muito participado sobre ciência, alimentação, prevenção e saúde. O que poderia ter sido uma sessão técnica acabou por conquistar o público da Feira, num diálogo vivo e acessível sobre a forma como os hábitos alimentares influenciam o equilíbrio do organismo, a imunidade e a qualidade de vida.

Perante uma assistência atenta, Luís Phillipe Jorge explicou a importância da nutriterapia e da imunonutrição como áreas fundamentais para compreender melhor o papel dos nutrientes, das escolhas alimentares e da prevenção no combate a várias doenças. A conversa ganhou especial intensidade quando o público questionou o autor sobre a diabetes, tema que rapidamente despertou grande interesse entre os presentes.

O autor alertou para a dimensão preocupante da doença em Portugal, classificando a situação como uma verdadeira catástrofe de saúde pública. Segundo dados recentes do Observatório Nacional da Diabetes, a prevalência da diabetes atingiu 14,2% da população adulta portuguesa em 2024, correspondendo a mais de 1,2 milhões de pessoas entre os 20 e os 79 anos. 

Luís Phillipe Jorge chamou ainda a atenção para a quantidade de açúcar presente na alimentação tradicional portuguesa, distinguindo entre o açúcar visível, facilmente identificado em doces e sobremesas, e o açúcar invisível, muitas vezes escondido em alimentos de consumo diário, como o pão branco e outros produtos refinados. A partir desta reflexão, o autor sublinhou a necessidade de maior literacia alimentar, defendendo que comer melhor é também uma forma de prevenir, proteger e reforçar a saúde.

A sessão acabou por se revelar muito animada, com o público a colocar perguntas, a partilhar preocupações e a manifestar grande interesse em continuar o diálogo. No final, vários participantes sugeriram a realização de um novo encontro com Luís Phillipe Jorge, sinal claro de que os temas abordados ultrapassam o espaço do livro e tocam directamente a vida quotidiana dos leitores.

Com Nutriterapia e Guia de Imunonutrição: Como reforçar a imunidade?, Luís Phillipe Jorge levou à Feira do Livro de Lisboa uma mensagem clara: a saúde começa também nas escolhas alimentares, e a ciência pode — e deve — ser explicada de forma simples, útil e próxima dos cidadãos.

Joaquim Sequeira levou à Feira do Livro de Lisboa a memória viva do 27 de Maio de 1977

Joaquim Sequeira levou à Feira do Livro de Lisboa a memória viva do 27 de Maio de 1977

A apresentação de Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, na Feira do Livro de Lisboa 2026, transformou-se num encontro intenso de memória, testemunho e debate sobre a história recente de Angola. A sessão contou com a presença de históricos sobreviventes ligados à Associação 27 de Maio de 1977 e do presidente da Academia Angolana de Letras, deputado da Assembleia Nacional, Dr. Paulo de Carvalho, num momento que juntou leitores, antigos protagonistas, jovens interessados pela história africana e visitantes da Feira.

Num ambiente muito participado, Joaquim Sequeira começou por recordar como se viveu a notícia do 25 de Abril de 1974, evocando o impacto da Revolução dos Cravos nas notícias que iam chegando muito devagar. A partir daí, conduziu o público até ao dia 11 de Novembro de 1975, data da proclamação da independência nacional de Angola, descrevendo o entusiasmo, a esperança e a complexidade de um país que nascia em plena tensão política, militar e ideológica.

O momento mais marcante da sessão surgiu quando o autor abordou o drama do 27 de Maio de 1977, tema central da memória convocada em Ecos da Liberdade. Joaquim Sequeira foi claro ao defender que os acontecimentos desse período representaram, na sua leitura, uma traição à revolução socialista, recusando a ideia de que tivesse existido um golpe de Estado. Segundo afirmou, os que foram perseguidos continuavam fiéis a António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, e acreditavam no projecto revolucionário que ajudaram a construir.

O livro Ecos da Liberdade, publicado no ano passado pela Perfil Criativo | AUTORES.club, relata a espera, o medo e o tormento vividos na cela 10 da Automotora, na cadeia de São Paulo. Mais do que uma memória individual, a obra apresenta-se como um testemunho sobre a violência política, o silenciamento e a necessidade de Angola continuar a enfrentar as feridas abertas pelo 27 de Maio de 1977.

A conversa ganhou ainda maior actualidade quando um jovem da Guiné-Bissau questionou o autor sobre a persistência do neocolonialismo nos países africanos de língua portuguesa e sobre os bloqueios ao desenvolvimento económico e social. Joaquim Sequeira respondeu de forma peremptória, defendendo a necessidade de uma transformação profunda das estruturas nacionais, incluindo o papel das instituições militares, para que os países africanos possam romper dependências históricas e construir caminhos próprios de soberania, justiça e progresso.

A sessão prolongou-se pelo fim da tarde, já fora do formato formal da apresentação, com grupos de leitores e participantes a continuarem a conversa no recinto da Feira do Livro. Mais do que uma sessão literária, foi um encontro, memórias e inquietações políticas ainda vivas.

Como diria o director do Novo Jornal, voltou a estar presente em Lisboa “uma Angola que acontece fora de Angola”, feita de memória, debate, literatura e vontade de compreender, sem medo, os acontecimentos que marcaram o destino de tantas vidas.

Lívio Honório inaugurou a Feira do Livro de Lisboa com uma reflexão entre consciência, espiritualidade e Inteligência Artificial

Lívio Honório inaugurou a Feira do Livro de Lisboa com uma reflexão entre consciência, espiritualidade e Inteligência Artificial

A apresentação de Lívio Honório na Feira do Livro de Lisboa 2026 acabou por se transformar num dos primeiros momentos marcantes da inauguração do certame, captando a atenção de muitos visitantes que circulavam pelo recinto e que acabaram por se aproximar do auditório para acompanhar uma conversa pouco convencional sobre consciência, espiritualidade, matéria, energia e Inteligência Artificial.

O autor apresentou as suas duas obras mais recentes, Somos mais Divinos do que Materiais e Do elemento ao divino. O ritual da Consciência em frequência . Em reflexão profunda com uma Inteligência Artificial, levando consigo um conjunto alargado de suportes de informação, preparados especificamente para contextualizar os temas centrais dos livros e facilitar o diálogo com os leitores.

Ao longo da sessão, o auditório foi enchendo, acompanhando o crescimento da própria intervenção. Num primeiro momento mais estruturado, Lívio Honório apresentou as linhas fundamentais do seu pensamento. Mas foi quando se libertou do registo mais formal que a sessão ganhou maior intensidade: o autor passou a descrever de forma mais livre os conceitos que tem vindo a desenvolver, explicando a sua relação crítica com a Inteligência Artificial e o modo como esta tecnologia pode funcionar como instrumento de reflexão, mas nunca como substituto da experiência humana, da consciência e da dimensão espiritual da existência.

Engenheiro e especialista em energia nuclear, Lívio Honório revelou perante o público o grande puzzle intelectual que tem vindo a construir através da publicação de um conjunto alargado de livros dedicados à alma, à consciência, à matéria, à energia e ao destino espiritual da humanidade. A sua obra propõe uma travessia entre ciência, filosofia e espiritualidade, procurando responder a uma das grandes inquietações do nosso tempo: o que significa ser humano numa época em que a Inteligência Artificial obriga a repensar os limites da razão, da criação e da própria consciência.

A sessão confirmou o interesse crescente dos leitores por obras que cruzam conhecimento científico, pensamento espiritual e interrogação sobre o futuro. Na abertura da Feira do Livro de Lisboa, Lívio Honório trouxe ao público uma proposta singular: pensar a tecnologia a partir da consciência e olhar para a humanidade para além da sua dimensão material.