Archives em 2026

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

O romance 42.4 – A Voz dos Dibengo, do escritor angolano Tazuary Nekeita, acaba de chegar a Portugal, trazendo consigo uma narrativa surpreendente que promete despertar a curiosidade dos leitores interessados na nova literatura africana. A obra apresenta uma crítica social incisiva e pouco conhecida fora de Angola, explorando com humor, ironia e imaginação os desafios, contradições e memórias que marcaram o país nas últimas décadas.

Ambientado em torno da emblemática Casa 42.4, o livro conduz o leitor por um universo onde realidade e metáfora se cruzam para revelar episódios da vida angolana, desde a independência até aos dias actuais. No centro da narrativa surge a figura simbólica dos Dibengo, uma metáfora poderosa para os males que corroem silenciosamente a sociedade, da corrupção à ganância, mas também para a resistência e criatividade de um povo que encontra no humor uma forma de sobreviver às adversidades.

Com personagens marcantes, histórias inesperadas e uma linguagem rica em referências culturais angolanas, 42.4 – A Voz dos Dibengo afirma-se como uma das revelações da nova literatura da República de Angola. A chegada do livro ao mercado português abre agora a possibilidade de um público mais vasto descobrir uma obra que combina sátira, memória histórica e imaginação literária, confirmando Tazuary Nekeita como uma voz singular e provocadora no panorama literário contemporâneo.

42.4 – A Voz dos Dibengo de Tazuary Nkeita e prefácio de Tomás Lima Coelho

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

A Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração (FCSEA) da Universidade Lusófona promove, no próximo dia 25 de março de 2026, uma aula aberta dedicada ao tema “O ‘Reconhecimento’ do Governo Angolano pelo Estado Português (1976)”, conduzida pelo investigador e autor Domingos Cúnua Alberto.

A iniciativa integra-se no âmbito da unidade curricular de Socioeconomia Política do Espaço Lusófono e terá lugar na Sala D.2.3 da Universidade Lusófona, constituindo um momento de reflexão académica sobre um dos episódios mais marcantes da história política contemporânea entre Angola e Portugal.

Durante a sessão, Domingos Cúnua Alberto abordará as dinâmicas políticas e diplomáticas que conduziram ao reconhecimento do governo angolano por parte do Estado português em 1976, analisando também as diferentes perspetivas político-partidárias em Portugal, nomeadamente as posições do PS, do PPD/PSD e do PCP naquele contexto histórico.

A aula baseia-se no trabalho de investigação desenvolvido pelo autor no seu livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, resultado de um aprofundado estudo histórico e político sobre as relações luso-angolanas no período pós-independência.

Aberta à comunidade académica e ao público interessado em história política e relações internacionais no espaço lusófono, a sessão pretende estimular o debate crítico sobre os processos de reconhecimento diplomático e os seus impactos na construção das relações entre os dois países.

A iniciativa integra o conjunto de atividades académicas que procuram reforçar o estudo das transformações políticas no mundo de língua portuguesa, promovendo o diálogo entre investigação histórica, ciência política e memória contemporânea.

O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto
O livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto, constitui um contributo relevante para a compreensão de um momento decisivo da história política contemporânea entre Angola e Portugal. Publicada pela Perfil Criativo | AUTORES.club, a obra assume-se como um importante instrumento para investigadores, estudantes e leitores interessados na história política do espaço lusófono, contribuindo para aprofundar o debate sobre os processos de reconhecimento internacional e sobre a memória política da descolonização.
Com uma abordagem analítica e fundamentada, este livro convida o leitor a revisitar um episódio determinante da história recente, revelando como decisões diplomáticas podem refletir, simultaneamente, disputas internas, posicionamentos ideológicos e estratégias internacionais.

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

A pequena sala da Biblioteca dos Coruchéus encheu na passada sexta-feira para um encontro com o autor e investigador Luís Philippe Jorge, numa conversa em torno do seu livro NUTRITERAPIA — A chave para o bem-estar físico e psicológico começa pela saúde e nutrição das células.

O público, composto por leitores atentos e interessados em compreender melhor a relação entre alimentação e saúde, acompanhou durante cerca de duas horas uma sessão marcada pela participação ativa e por múltiplas reflexões sobre nutrição, imunidade e qualidade de vida.

A sessão começou com uma breve apresentação do autor feita pelo editor, que contextualizou a importância de promover este encontro num espaço público de proximidade como a biblioteca. A iniciativa procurou aproximar leitores e autor, estimulando o diálogo em torno das ideias defendidas no livro.

Desde o início, o autor convidou o público a intervir e a colocar questões. A primeira pergunta surgiu de imediato e incidiu sobre o tema das vacinas. Considerando tratar-se de um assunto complexo e fora do âmbito central da conversa, o autor optou por não aprofundar diretamente a questão, aproveitando, contudo, para abordar um tema que considera fundamental: a relação entre o sistema imunitário e a alimentação.

Ao longo da conversa, foram discutidos vários aspetos relacionados com a saúde celular, desde o papel dos micronutrientes até à influência do ambiente e da qualidade da água na saúde humana. O autor abordou também preocupações ligadas ao aumento das doenças metabólicas, como a diabetes, um tema que suscitou particular interesse entre os participantes.

Num dos momentos mais curiosos da sessão, o autor realizou uma breve demonstração ao vivo, procurando ilustrar como, segundo a sua abordagem, a ativação celular pode ser influenciada por estímulos magnéticos e vibracionais.

A conversa passou ainda pela qualidade da água e pela presença de substâncias químicas associadas a atividades industriais, tema que gerou novas perguntas e comentários entre os presentes.

Para muitos leitores da zona de Alvalade, este encontro acabou por se revelar uma experiência inédita, marcada por uma partilha intensa de ideias e por uma reflexão aberta sobre saúde e nutrição.

No final da sessão, ficou no ar um agradecimento especial à Biblioteca dos Coruchéus e à sua equipa, em particular a Hélder Ferreira, que acolheu o evento e manifestou surpresa pela quantidade e diversidade de informação apresentada durante a conversa.

Como Reforçar a Imunidade?
Como Reforçar a Imunidade?
Nutriterapia
Nutriterapia

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

TEXTO DE JOAQUIM SEQUEIRA PUBLICADO NO KESONGO — O EMISSÁRIO DO SOBERANO

Margarida, Frederico e Rita,Amigos, familiares, companheiros de luta e de ideais

Estamos todos unidos com o coração pesado, mas também com a alma cheia de gratidão. Despedimo-nos do nosso Manuel da Fátima Alberto Augusto de Sá da Silva Vidigal, falecido ontem (sábado, 28). E, ao fazê-lo, temos a consciência de que não perdemos apenas um amigo. Perdemos um pilar, um exemplo raro de como se deve viver e lutar.

Conheci o camarada Manuel Vidigal num tempo em que as convicções se mediam pela coragem com que se assumiam.

E ele foi, até ao último dos seus dias, um homem de convicções inabaláveis. A sua seriedade não era uma máscara para o mundo, era a própria textura do seu carácter. A sua verticalidade não era uma pose; era a espinha dorsal de uma vida dedicada aos outros e às causas em que acreditava.

O Manuel Vidigal tinha um amor profundo pela verdade e pelo povo angolano. Não uma verdade conveniente, mas a verdade histórica, a que exige escavação, estudo, confronto e, acima de tudo, coragem para a defender, mesmo quando ela é desconfortável. Nesta luta pela memória e pela justiça do nosso país, ele foi um gigante. Deixou-nos um legado de integridade intelectual que será farol para todos os que continuam a remar contra a maré do esquecimento e da manipulação.

Mas, para mim, e para todos os que tiveram o privilégio de tê-lo por perto, ele foi muito mais do que isto. O Manuel Vidigal foi um humanista na acepção mais pura da palavra. A sua solidariedade não era teórica, era prática, estendia-se em gestos diários de cuidado e atenção.

A sua palavra era um porto seguro, e o seu ombro amigo, um amparo nos momentos de incerteza.

Como profissional, cumpriu os seus deveres com uma dedicação que beirava a devoção. Mas o que o distinguia era a forma como aliava o rigor técnico a uma ética inegociável. Sabia que o trabalho era um serviço, e serviu sempre com excelência e humildade.

E nos seus compromissos políticos, Manuel Vidigal foi um homem de causas. Não das causas que dão votos ou protagonismo, mas daquelas que constroem dignidade.

Lutou por um país mais justo, mais livre, mais esclarecido.

Fez da política a mais nobre das actividades: a de construir um futuro melhor para todos, com os pés bem assentes na verdade do presente e na lição do passado.

Amigo Manuel Vidigal, a tua partida deixa um vazio que não se preenche. Fica a saudade imensa dos teus abraços, da tua palavra, da tua presença firme e serena.

Fica o exemplo. E fica a certeza de que a tua luta não foi em vão. A verdade que defendeste, a seriedade que encarnaste e o humanismo que espalhaste continuarão vivos em cada um de nós.

Obrigado por tudo, meu amigo. Descansa em paz. A tua memória será para sempre uma bênção e uma bandeira.

Escravatura, Abolição e Memória na Sociedade Histórica da Independência de Portugal

Escravatura, Abolição e Memória na Sociedade Histórica da Independência de Portugal

NOTA DE EDITOR” POR JOÃO RICARDO RODRIGUES

Foi com profunda satisfação que assistimos, na tarde de 25 de fevereiro de 2026, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, à conversa em estilo de entrevista entre o investigador João Pedro Simões Marques e José Ribeiro e Castro, presidente da direção desta venerável instituição. O encontro, com o título “Escravatura e a sua abolição — O decreto de 25 de fevereiro de 1869”, realizou-se no Salão Nobre do Palácio da Independência, contando com a presença de um público numeroso e atento.

Fundada em 24 de maio de 1861, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal é uma das mais antigas associações culturais do país, com estatuto de utilidade pública e um papel contínuo na valorização da identidade portuguesa, na promoção da cultura histórica e na celebração das grandes efemérides.

Nesta sessão, João Pedro Simões Marques apresentou, com eloquência e rigor, as estruturas do sistema esclavagista, as suas dinâmicas globais e as especificidades do fenómeno em Portugal e no seu império. Enumerou, analisou e contextualizou as etapas que marcaram este doloroso capítulo da história universal, demonstrando como o debate histórico pode iluminar questões que permanecem obscurecidas nas sociedades contemporâneas.

Uma parte central da reflexão foi dedicada ao Decreto de 25 de fevereiro de 1869, promulgado pelo governo liderado pelo Marquês de Sá da Bandeira, que aboliu oficialmente a escravatura em todos os territórios portugueses, incluindo as colónias africanas. Este decreto representa o culminar de um longo processo legislativo, iniciado com medidas como a proibição da escravatura em Portugal continental (1761) e a proibição do tráfico negreiro (1836), e marcou a extinção formal da escravatura no Império Português. A abolição portuguesa, embora tardia face a outros processos internacionais, constitui um marco de importância jurídica e moral na história do país.

Um dado revelado no debate: O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura e um dos maiores destinos do tráfico transatlântico, onde o sistema esclavagista teve um enorme peso económico até ao final do século XIX

Queremos felicitar a iniciativa de José Ribeiro e Castro por trazer este tema exigente para o centro do debate público. É digno de registo o protagonismo dado aos heróis luso-angolanos Pedro João Baptista e Anastácio Francisco, revelando os estudos de Maria Emília Madeira Santos e a obra A Primeira Travessia da África Austral, de José Bento Duarte, apresentada no Auditório do Padrão dos Descobrimentos em 29 de outubro de 2025.

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal mostrou, assim, que temas como a escravatura e o colonialismo devem ser debatidos com rigor, serenidade e profundidade intelectual. Estes assuntos não podem ficar prisioneiros de narrativas ideológicas simplistas nem de confrontos estéreis entre esquerda e direita. Só através de um debate informado, plural e civilizado se constrói uma consciência histórica madura e responsável.

A primeira Travessia da África Austral
A primeira Travessia da África Austral

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Faleceu Godelieve “Lieve” Meersschaert (1945-2026), activista migrante e fundadora do Moinho da Juventude

Morreu no dia 18 de fevereiro de 2026, em Geel (Bélgica), aos 80 anos, Godelieve Meersschaert, conhecida por todos como Lieve, activista belga radicada em Portugal há mais de quatro décadas e uma das figuras centrais da organização comunitária na Cova da Moura, na Amadora.

Formada em Psicologia na Universidade de Louvain, Lieve chegou a Portugal em 1978, inspirada pelas correntes da educação popular e pelas ideias de Paulo Freire. A partir de 1982 fixou-se na Cova da Moura, onde viria a ser uma das fundadoras da Associação Cultural Moinho da Juventude, criada em 1987, estrutura que se tornou referência no trabalho comunitário, na promoção da educação, da cultura e na defesa dos direitos das populações migrantes.

O seu percurso foi retratado pelo jornal britânico The Prisma, na reportagem “A migrant activist for 42 years in a migrant bairro” (29 de setembro de 2025), que sublinha a sua trajectória enquanto mulher migrante que fez da Cova da Moura o centro de uma vida dedicada à cidadania activa, à solidariedade e à construção de pontes entre comunidades.

Ao longo dos anos, Lieve conciliou o trabalho comunitário com funções técnicas na administração pública portuguesa, mantendo sempre uma ligação profunda às causas sociais, em particular à defesa das mulheres trabalhadoras migrantes e das empregadas domésticas.

Colaboração editorial e obra publicada

A editora Perfil Criativo | AUTORES.club colaborou na publicação dos projectos editoriais de Lieve Meersschaert em Portugal e na Bélgica, contribuindo para preservar e divulgar o seu pensamento e a sua experiência de intervenção social. Entre essas obras destaca-se a mais recente publicação: “Empregadas Domésticas e Mulheres-a-dias em Portugal – Anotações de Lieve Meersschaert”, um trabalho que reúne reflexões, registos e análises sobre décadas de contacto directo com mulheres trabalhadoras, muitas delas migrantes, frequentemente invisibilizadas nas estatísticas e no debate público. A obra constitui um importante testemunho histórico e social sobre precariedade laboral, organização colectiva e dignidade no trabalho.

Reconhecimento e legado

O trabalho de Lieve foi reconhecido publicamente ao longo da sua vida, incluindo distinções oficiais em Portugal pelo seu contributo cívico e social. Contudo, o seu legado maior permanece no quotidiano da Cova da Moura e nas gerações de jovens, mulheres e famílias que encontraram no Moinho da Juventude um espaço de formação, apoio e afirmação.

Com a sua morte desaparece uma das vozes mais persistentes da solidariedade migrante em Portugal. Fica, porém, uma obra feita de comunidade, educação e luta por direitos, e também um registo escrito que assegura a continuidade da sua memória e do seu pensamento.

Nota da Redacção

Pedimos desculpa por apenas agora conseguirmos publicar esta notícia. A memória e o legado de Lieve Meersschaert mereciam um registo atempado e cuidado, que hoje deixamos como singela homenagem à sua vida e ao seu compromisso com a dignidade humana.

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Apresentações de livros nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto 2026

Perfil Criativo | AUTORES.club convida os seus autores a integrarem a programação das duas maiores feiras literárias portuguesas em 2026: a Feira do Livro de Lisboa e a Feira do Livro do Porto.

Estas feiras são momentos centrais de encontro entre autores, leitores, editores e profissionais do livro, constituindo uma oportunidade privilegiada para divulgar obras, reforçar a relação com o público e afirmar a presença dos livros e escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

96.ª Feira do Livro de Lisboa – 2026

96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

A editora pretende organizar, ao longo do evento:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros informais com leitores, amigos e público em geral

Feira do Livro do Porto – 2026

Feira do Livro do Porto terá lugar entre 21 de agosto e 6 de setembro de 2026, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Tal como em Lisboa, a Perfil Criativo | AUTORES.club promoverá:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos dos autores

Formatos de participação

Para ambas as feiras, estão previstos os seguintes formatos:

  • Apresentações de livros
    • Duração máxima: 15 minutos
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos, em formato informal ou moderado

A programação será organizada de acordo com a disponibilidade dos espaços, horários atribuídos pelas entidades organizadoras das feiras e o número de autores inscritos.

Inscrições dos autores

Os autores interessados em participar numa ou em ambas as feiras deverão manifestar o seu interesse exclusivamente por email, indicando claramente em qual(is) pretendem participar.

Email para inscrições:
encomendas@autores.club

No email, deverá constar:

  • Nome do autor
  • Título(s) da(s) obra(s) a apresentar
  • Feira(s) em que pretende participar (Lisboa, Porto ou ambas)
  • Tipo de participação pretendida (apresentação, autógrafos, encontro com leitores)
  • Disponibilidade aproximada de datas

Uma presença colectiva e cultural

Autores no centro. Livros em diálogo. Leitores por perto.

A participação dos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto é mais do que um conjunto de iniciativas individuais: é uma afirmação colectiva de um projecto editorial plural, independente e comprometido com valores culturais.

Contamos com a participação dos autores Perfil Criativo | AUTORES.club para construirmos, juntos, uma presença forte, coerente e próxima dos leitores portugueses em 2026.

Feira do Livro do Porto 2024
Feira do Livro do Porto 2024
João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
Os jornalistas João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa 2025

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

CONVERSA ABERTA 6/3/2026 — Uma nova visão da saúde a partir da ciência da nutrição celular

Num mundo marcado pelo stress, pelas doenças metabólicas e por uma alimentação cada vez mais industrializada, é urgente repensar o verdadeiro significado de saúde.
A partir da obra NUTRITERAPIA, do Dr. Luís Philippe Jorge, esta conversa aberta convida-nos a descobrir como a nutrição celular, baseada na ciência da micronutrição, pode transformar o nosso bem-estar físico e psicológico. Sustentada por mais de 600 referências científicas, esta abordagem desafia modelos alimentares convencionais e propõe um novo paradigma preventivo, funcional e profundamente humanista. Porque nutrir o corpo começa, verdadeiramente, por cuidar das células.

Convidado especial: Dr. Luís Philippe Jorge

Local: Biblioteca Palácio dos Coruchéus

Data: 6/3/2026 (sexta-feira), das 18h00 às 20h00

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

O Abraço da Memória (II)

O Abraço da Memória (II)

TEXTO DE GABRIEL BAGUET JR

O espaço e o dia onde me encontro já evidencia uma certa claridade e Pássaros que falam entre si cantando. A Natureza tem essa singular magia e esse particular encanto. Na mágica Natureza estão todos os naturais elementos para repensarmos a relação Humana com a Ecologia ao longo de décadas. E o Amanhecer como o Anoitecer encerram muitos Ciclos como abrem tantas outras possibilidades de Reflexão sobre os Dias. Os Nossos e os dos Outros. Entendi dar continuidade a este título porque assim sinto o impulso do começo deste terceiro dia de 2026.

E hoje como poderiam surgir tantas outras perguntas , pergunto o que é viver ? O Abraço da Memória poderá ou não ser entendido para os destinatários desta MUKANDA ( expressão em Língua Nacional de Angola entre outras questões é o Kimbundu e que significa em Língua Portuguesa CARTA). Mas esta MUKANDA que igualmente considero uma Reflexão, é um modo e o caminho que vai de Encontro à Liberdade de Pensamento e de Opinião.

E respeito a Liberdade de Pensamento qualquer que seja o meu semelhante e a sua Opinião. E a Liberdade de Pensamento e de Opinião trazem essa imperativa necessidade de Olhar a roda do Mundo e fazermos análises ou balanços sobre a Vida, o Progresso ou não, o crescimento do Desenvolvimento Humano ou recordar o espaço urbano onde nascemos, brincamos e crescemos e com esta condição natural e que nos habitará sempre, surge naturalmente a importância da Memória Individual e Colectiva e tudo o que fizemos, o que ficou para fazer, por dizer e lembrar os caminhos essenciais da Amizade genuína, dos Afectos e Ensinamentos familiares ..No meu caso são imensas as Memórias de ter sido muito feliz e aprender como se conseguem as Canoas dos Sonhos que imensas vezes vi com os meus Olhos ou pelo Olhar do meus queridos Pais, as redes de pesca lançadas sobre toda a extensão da Histórica Ilha de Luanda e ver os Mais Velhos Pescadores de pano até aos pés amarrado na cintura e ver a beleza da sua relação com o Mar,com o que foi pescado e a sã e Saudosa recordação de ver e ouvir o meu Saudoso Pai a falar genuinamente Kimbundu com os Mais Velhos e apreciar a força mental inspirados pela magia da minha de Ilha de Luanda. Esse legado foi vivenciado,sentido, recordado e acompanha os meus Dias. Este acto assumido é Memória que me remete para outras Memórias de que oportunamente falarei. 

O compasso da Escrita tem avanços, recuos, integrações de outras análises e perspectivas e essa dinâmica como as Viagens referidas no artigo anterior ao pensar nas belíssimas viagens de Comboios de que tanto gosto ou recordar a Jangada que me permitiu com a Família nuclear deslocarmo-nos de carro entre Luanda e o Santuário da Nossa Senhora da Muxima em Angola inúmeras vezes. É a busca da Memória e o Abraço à mesma. 

Neste quadro e continuando a ouvir os pássaros como se de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais Clássicos se tratasse ou e porque não de uma Orquestra Clássica com Instrumentos Musicais e Tradicionais Africanos como o Kissange, a Puita, o Reco-Reco e a Percussão. Gostava um dia de acordar, ver e ouvir numa rua ou avenida de uma qualquer cidade do Mundo sentir este despertar.Porque o Espaço e Rural são suportes de imensas realizações Culturais específicas e não só, como lugares de introspecção e contemplação desprendida sobre o Perfume da Vida. 

E neste terceiro dia do ano, depois da partilha com um grande amigo que dedicou e dedica com ética a sua vida sobre este título e o conteúdo do texto referiu a gratidão da partilha e cito sem egos: “obrigado, Mano Gaby pelo inspirador, humanista, pedagógico e texto universalista que aqui vens explicar”. E naturalmente e com total abertura veio lembrar-me outros exemplos de Desenvolvimento Humano que cito : “a Finlândia, mas esqueces a Islândia, Escandinávia, Canadá, Costa Rica, Butão, Nova Zelândia”. Este amigo de múltiplas profissões e Talentos tem razão num ponto que é não ter referido o Canadá .

As palavras supra referidas do Investigador Ambiental, de Direitos Humanos e Escritor Veladimir Romano da Cruz cruzam-se com o conceito que o mesmo defende e volto a citar que “esta coisa da “FELICIDADE”, é coisa do muito se diga” e destacou que “vivendo eu na Suécia algum tempo, nos anos de 68, quando ali cheguei, já a comunidade Finlandesa os ” Suomi “, eram na sua percentagem cerca de 50% da população da Finlândia, imigrantes e assim, não só a Suécia, onde viveram mas também na Noruega, Dinamarca, até aos restantes desde a Bélgica, Holanda e Alemanha e por ali se distribuíram os 2 milhões desses emigrantes que aprenderam, estudaram, organizaram-se (jamais se preocuparam em comprar grandes carros, juntar biliões para uma casa/ mas antes, acumularam conhecimentos e voltaram à terra natal para investir na sua pátria”. Em seu entender e concordo inteiramente que o Devir dos Dias do Novo Ano deve assentar na” realidade cívica e de cidadania e que a justiça funcione sem esquecer a luta pela primazia da educação e floresça, apostando-se na Ciência e e no Desenvolvimento Humano e Cultural tão necessário para qualquer  nação e uma sociedade só assim se  desenvolve não vivendo de teorias da fantasia e grosserias instituídas nos esquemas fabricando depois a podridão da miséria moral e fatal quebra crónica do sistemneconómico-financeiro'”, disse Veladimir Romano da Cruz. 

Desta integração de ideias e análises, ressurge de novo a importância da Memória e como disse o Escritor, Jornalista colombiano e Prémio Nobel da Literatura em 1982 Gabriel García Márquez e cito, ” a vida de uma pessoa não é o que lhe apetece ,mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda”.É verdade . No Abraço à Memória como decidi designar a construção deste texto,entendo que a Arte produzida por genuínos Criadores no plano da intervenção artística multidisciplinar aliada à defesa da Humanização Social como ao respeito pelos Direitos Humanos sejam a tela mais bela a Pintar e a criar. Os novos desafios mundiais são imensos e só uma Cultura de Memória e Respeito percorrendo infelizmente Tragédias como a Escravatura,  Colonização, I e II Guerra Mundial , a Inquisição, o Apartheid, o Holocausto e outras práticas desumanas, nos farão reflectir como a Arte em si de modo transversal e o Diálogo sem filtros em múltiplos domínios , permitirá fazer as Viagens que desejamos pensando nos nobres exemplos deixados por históricas Mulheres e históricos Homens no domínio da Cultura, da Literatura, do Desenvolvimento Humano, na Ciência, na Educação e de Sociedades iguais e menos assimétricas.

Onde estiver reflicta a prática do BEM sem egocentrismos e pense no Sonho que entender para melhorar substantivamente o Estado do Mundo. Urge falar na Humanização das Sociedades. Precisamos dessa sonhada Viagem.


1 2 3 4