“A Voz do Operário, Sem Maka”: Kalunga apresenta “Matéria Negra”

“A Voz do Operário, Sem Maka”: Kalunga apresenta “Matéria Negra”

Na próxima quarta-feira, 13 de Maio, Lisboa recebe um encontro especial com a nova poesia angolana contemporânea. O auditório d’ A Voz do Operário acolhe a apresentação oficial do livro Matéria Negra, do poeta angolano Kalunga, numa sessão integrada no ciclo cultural “A Surpreendente e Desconhecida Literatura Angolana”.

Membro da União dos Escritores Angolanos, João Fernando André (Kalunga) é hoje considerado uma das vozes mais inquietas e representativas da nova geração de autores angolanos, afirmando-se como uma referência na intervenção cultural.

Com humor e cumplicidade, o autor já confirmou que este encontro de quarta-feira n’ A Voz do Operário “será sem maka”, prometendo uma conversa aberta, intensa e próxima do público, em torno da poesia, da palavra e dos desafios do presente.

Em Matéria Negra, Kalunga propõe uma escrita de grande densidade simbólica e filosófica, atravessando temas como identidade, memória, esperança, espiritualidade e condição humana. A obra surge como um convite à reflexão e ao mergulho nas zonas invisíveis da existência contemporânea.

O ciclo “A Surpreendente e Desconhecida Literatura Angolana” quer afirmar-se como um dos mais importantes encontros de divulgação da criação literária angolana, aproximando leitores, autores e investigadores de obras que revelam a vitalidade cultural de Angola no século XXI.

Matéria Negra
Matéria Negra

Convidada Especial

A sessão contará com a presença especial de Ana Mafalda Leite, poeta e investigadora científica portuguesa, reconhecida pelo seu importante trabalho académico na área das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.

Professora universitária, ensaísta e uma das mais respeitadas especialistas no estudo das literaturas africanas contemporâneas, Ana Mafalda Leite tem desenvolvido um percurso de investigação e divulgação fundamental para a aproximação entre os espaços culturais africanos e portugueses, contribuindo activamente para o reconhecimento internacional de autores africanos de língua portuguesa.

Homenagem a Gonçalves Handyman

O encontro de 13 de Maio será igualmente marcado por um momento especial de homenagem ao jovem editor angolano Gonçalves Handyman, assinalando os quatro anos do seu desaparecimento.

Figura marcante da nova geração angolana, Gonçalves Handyman destacou-se pela sua sensibilidade literária, irreverência criativa e dedicação à edição e promoção de jovens autores. O seu nome permanece ligado ao surgimento de novas linguagens e novas formas de intervenção cultural em Angola.

A evocação da sua memória durante a apresentação de Matéria Negra simboliza também a continuidade de uma geração que acredita na poesia, na palavra e na cultura como instrumentos de transformação, liberdade e resistência.

Onde fica A Voz do Operário?

O histórico edifício A Voz do Operário localiza-se na freguesia da Graça, em Lisboa, numa das zonas culturais e populares mais emblemáticas da cidade.

Fundada no final do século XIX, A Voz do Operário é uma das mais importantes instituições culturais, educativas e associativas, mantendo uma intensa actividade nas áreas da cultura, educação e intervenção cívica. O seu histórico edifício tem acolhido ao longo das décadas debates, concertos, sessões literárias e encontros políticos e culturais marcantes da vida portuguesa.

Morada: Rua da Voz do Operário, n.º 13, 1100-621 Lisboa

Entre o silêncio e a entrega: a voz de Elsa Major

Entre o silêncio e a entrega: a voz de Elsa Major

Apresentação de Faro e Enigmas, 30 de abril de 2026, no Auditório 11 de Novembro, com o apoio da Embaixada da República de Angola

No encerramento da sessão de apresentação de Faro e Enigmas, no Auditório 11 de Novembro, a poetisa Elsa Major dirigiu-se ao público com emoção e gratidão, assinalando aquele momento como um marco profundamente significativo no seu percurso literário e pessoal.

A autora começou por agradecer o apoio institucional da Embaixada de Angola, bem como a todos os que contribuíram para a concretização do evento, destacando o papel do editor e dos intervenientes que enriqueceram a apresentação, nomeadamente o texto de Mário Máximo, lido por Fátima Gorete de Pina, e a intervenção crítica de João Fernando André.

Visivelmente tocada pela presença de diplomatas, familiares, amigos, escritores e jornalistas, Elsa Major sublinhou a importância coletiva daquele encontro, reconhecendo na partilha da palavra um gesto essencial da criação literária.

Na sua intervenção, definiu Faro e Enigmas como uma obra nascida de diferentes tempos da sua vida, “dos silêncios em tempos difíceis” e das vivências mais recentes, revelando uma escrita profundamente ligada à experiência humana. A autora afirmou ver poesia em tudo, assumindo a escrita como forma de interpretar um mundo que, embora marcado por inquietações, pode ainda ser transformado pela sensibilidade.

Destacou que o livro é, sobretudo, um convite à reflexão sobre aquilo que nos define enquanto seres humanos: o amor, a memória, a identidade, a fé e a relação com a natureza. Mais do que respostas, a obra propõe inquietações, motor essencial da sua criação poética.

Num dos momentos mais marcantes da intervenção, Elsa Major declarou que, a partir daquele instante, o livro deixava de lhe pertencer exclusivamente, passando a ser entregue aos leitores: “não quero ficar com ela, quero entregá-la a todos”. Sublinhou ainda o desejo de que cada leitor encontre na vida um verso, tornando-a “mais bela, mais sensível e mais humana”.

A autora dedicou a obra à sua neta, evocando simbolicamente todas as crianças do mundo, numa mensagem de forte dimensão ética e afetiva, onde o apelo ao cuidado, ao amor e à responsabilidade coletiva se tornou evidente.

A sessão encerrou com a leitura de alguns poemas, iniciando-se com “Descoberta”, num momento de partilha íntima que reforçou a ligação entre autora, obra e público.

Literatura feminina em Angola: Quando a poesia convoca a terra, o corpo e o espírito

Literatura feminina em Angola: Quando a poesia convoca a terra, o corpo e o espírito

Apresentação do livro “Faro e Enigmas”, de Elsa Major, no Auditório “11 de Novembro”, na tarde de 30 de abril de 2026

Na apresentação de Faro e Enigmas, o escritor e investigador angolano João Fernando André destacou a obra de Elsa Major como um contributo relevante para o crescimento da literatura feminina em Angola, sublinhando o aumento significativo da produção literária de autoria feminina no país.

Na sua intervenção, enquadrou o livro num contexto mais amplo da criação literária angolana contemporânea, caracterizada por dinamismo e expansão, apesar dos desafios estruturais. Considerou que Elsa Major se insere neste movimento, enriquecendo-o com uma voz própria, marcada pela sensibilidade e pela reflexão.

Do ponto de vista temático, evidenciou que Faro e Enigmas percorre eixos centrais da experiência humana, como o amor, nas suas dimensões erótica e fraternas, a memória, a espiritualidade, a guerra e as suas consequências, bem como a desigualdade social. Destacou ainda a presença de uma poética questionadora, próxima da metalinguagem, onde a autora interroga o próprio fazer poético.

Um dos aspetos mais relevantes da análise foi o destaque dado ao hibridismo linguístico e cultural da obra. João Fernando André sublinhou o uso de elementos das línguas vernáculas angolanas, bem como referências à tradição oral, à gastronomia, à cosmovisão africana e aos códigos culturais endógenos, conferindo à poesia uma identidade enraizada e simultaneamente universal.

A intervenção evidenciou também a dimensão social e crítica da obra, nomeadamente na abordagem ao papel da mulher numa sociedade ainda marcada por estruturas patriarcais, sugerindo uma leitura da poesia como espaço de afirmação e liberdade.

Foi igualmente salientada a presença da paisagem angolana, em particular do Namibe, como elemento estruturante da obra, permitindo não só uma leitura estética, mas também uma valorização simbólica e cultural do território.

Por fim, o orador destacou a dimensão ética e humanista da poesia de Elsa Major, que convoca questões contemporâneas como a violência, os conflitos, a degradação ambiental e a perda de valores, propondo a reflexão, o diálogo e a espiritualidade como caminhos possíveis para um mundo mais equilibrado.

Regresso à música do Sul

Regresso à música do Sul

NOTAS DO EDITOR

Há geografias que permanecem na memória como um eco antigo. Há vozes que regressam como o mar. Com Faro e Enigmas, regressamos ao sul, a Moçâmedes, terra de vento, sal, deserto e poesia. É desse território de paisagens intensas que surge Elsa Major, uma voz que celebramos e revelamos.
Filha de uma grande família, nove meninas e três rapazes, cresceu entre leituras, canto e tradições populares. Ainda jovem integrou o Grupo Carnavalesco da Torre do Tombo, influenciada pelos pais e a família onde a música, o ritmo e a palavra começaram a moldar a sua sensibilidade artística.
Aos 12 anos ingressou na organização dos pioneiros de Angola, onde por meio de actividades culturais centradas na literatura nacional, desenvolveu de forma decisiva a sua formação. A sua vida cruza-se com a própria história nacional. Em 1975, no turbilhão da independência, o pai, pescador de atum, conduz a família na sua embarcação até Benguela e depois Luanda. Mais tarde regressaria ao lugar da origem pelo mesmo mar.
Estudou Linguística da Língua Portuguesa e tornou-se professora aos 17 anos, aprendendo com a mãe a disciplina do trabalho, guardada no segredo dos “dez anõezinhos”, as mãos.
O seu percurso foi marcado por uma carreira profissional tendo exercido funções de direcção em vários ministérios e assumindo funções de liderança desportiva. Iniciou-se como atleta de andebol, tendo-se depois tornado dirigente da Federação Angolana de Andebol. Foi ainda membro de organismos desportivos nacionais e africanos. Desempenhou também funções diplomáticas na África do Sul.
A poesia, porém, permaneceu sempre o seu território mais íntimo. O primeiro livro surge em 2010, nascido de rascunhos.
Agora, em Faro e Enigmas (2026), Elsa Major oferece-nos uma obra de maturidade poética. Amor, sensualidade, memória e paisagem africana atravessam estes poemas, onde o Namibe, o Atlântico e o deserto dialogam com o corpo e a alma.
Como escreve Sara Jona Laisse no prefácio, esta obra recorda-nos que “a vida é amiga da arte”, num encontro profundo entre experiência e criação.
Este livro é, acima de tudo, um regresso: um regresso à música do Sul.

Convite para o lançamento oficial em Portugal

A poetisa Elsa Major, a Embaixada da República de Angola em Portugal e o editor da Perfil Criativo | AUTORES.club têm o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação em Portugal do livro:

FARO E ENIGMAS – POESIA

O evento terá lugar na quinta-feira, 30 de abril (2026), às 17h30, no Auditório 11 de Novembro, localizado na Rua Leopoldo de Almeida, 6-A, Lumiar, Lisboa.

Contamos com a sua presença!

Uma poesia que respira Angola e dialoga com o mundo

Matéria Negra

Matéria Negra

A mais recente obra do poeta angolano KalungaMatéria Negra, já se encontra disponível para encomenda, assinalando a chegada de um livro que promete marcar o panorama literário contemporâneo.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da nova geração da República de Angola, Kalunga afirma-se hoje, em Portugal, como uma referência na intervenção cultural. A sua escrita, intensa e provocadora, posiciona-o no centro de um diálogo urgente entre memória e futuro.

Em Matéria Negra, o autor apresenta uma poesia densa e multifacetada, onde a palavra se transforma em instrumento de questionamento e criação. A obra percorre temas como o tempo, a dor, a esperança e a condição humana, conduzindo o leitor por territórios invisíveis da existência e desafiando-o a pensar para além do evidente.

Com uma linguagem fortemente imagética e filosófica, os poemas cruzam o íntimo e o coletivo, o sagrado e o quotidiano, levantando interrogações que ecoam muito para além da leitura, como a provocadora questão: “Como se semeia um humano?” 

Matéria Negra surge, assim, como um livro incontornável para quem procura uma poesia contemporânea comprometida, inquieta e transformadora.

O livro já pode ser encomendada na na loja online da Perfil Criativo | AUTORES.club, estando agora ao alcance de todos os leitores que desejam mergulhar na força e profundidade da palavra do poeta Kalunga (João Fernando André).

Faro e Enigmas: a poesia que vem do Sul e atravessa o mundo

Faro e Enigmas: a poesia que vem do Sul e atravessa o mundo

Faro e Enigmas” – Novo livro de poesia de Elsa Major apresentado em Portugal a 30 de abril, no auditório 11 de novembro (Lumiar, Lisboa)

A poetisa angolana Elsa Major lança em Portugal a sua mais recente obra, Faro e Enigmas, um livro de poesia que afirma uma voz intensa, sensorial e profundamente enraizada na identidade cultural africana.

A apresentação oficial terá lugar no final do mês de abril, marcando o encontro entre a autora e o público português, num momento que celebra a literatura lusófona contemporânea e o diálogo cultural entre Portugal e Angola.

Uma poesia entre o corpo, a terra e a memória

Em Faro e Enigmas, Elsa Major conduz o leitor por uma viagem poética onde o amor, a sensualidade, a espiritualidade e a memória se entrelaçam com paisagens marcantes como o Namibe, o Atlântico e o deserto do Kalahari.

A obra revela uma escrita madura, onde a experiência de vida se transforma em linguagem simbólica e emocional, convocando todos os sentidos. Os poemas oscilam entre o íntimo e o coletivo, entre o corpo e a terra, entre o silêncio e a revelação.

Como sublinha a Nota do Editor, trata-se de um verdadeiro regresso à música do Sul, evocando Moçâmedes como espaço de origem, memória e criação, onde a poesia nasce da fusão entre vida, território e identidade.

Prefácios que iluminam a obra

O livro conta com prefácios que enriquecem a leitura e contextualizam a sua dimensão estética e humana.
A escritora Sara Jona Laisse destaca a força da obra ao sublinhar o diálogo entre vida e arte, evocando a ideia de que “a vida é amiga da arte”, numa reflexão que atravessa toda a construção poética do livro.
Já a interpretação sensível da fadista Katia Guerreiro reforça a dimensão emocional da obra, conduzindo o leitor por memórias, paisagens e afetos que ressoam para além das palavras, aproximando poesia e música numa experiência sensorial profunda.

Uma voz da lusofonia contemporânea

Com um percurso consolidado na poesia e participação em diversas antologias lusófonas, Elsa Major afirma-se como uma autora que cruza geografias, experiências e linguagens.
A sua escrita revela uma forte ligação à tradição oral, à cultura angolana e à expressão feminina contemporânea, tornando Faro e Enigmas uma obra relevante no panorama literário atual.

Público-alvo

O público-alvo de Faro e Enigmas centra-se em leitores adultos, sobretudo entre os 30 e os 65 anos, com interesse pela poesia contemporânea e pela literatura lusófona. Trata-se de um público sensível à linguagem simbólica, à expressão emocional e à reflexão sobre temas como o amor, a memória, a identidade e a espiritualidade.

A obra dirige-se também a leitores ligados à realidade cultural entre Angola e Portugal, incluindo a comunidade angolana e todos aqueles que se interessam por referências africanas, tradição oral e paisagem identitária. Paralelamente, encontra particular ressonância junto de mulheres leitoras que valorizam uma escrita intimista e sensorial.

Além do público leitor, o livro tem potencial de alcance junto de artistas, mediadores culturais e meio académico, dada a sua riqueza temática e estética, posicionando-se como uma obra relevante no panorama da poesia de língua portuguesa contemporânea.

Escritores de Portugal e Angola celebram Faro e Enigmas

A apresentação de Faro e Enigmas, no próximo 30 de abril, no auditório 11 de novembro (Lumiar), contará com a presença de dois convidados de reconhecido mérito literário, reforçando a dimensão cultural e a língua portuguesa.

Participará o escritor português Mário Máximo, convidado pela autora Elsa Major. Nascido em Lisboa, em 1956, possui uma vasta obra publicada nos géneros da poesia, romance, teatro, conto, crónica e ensaio, somando cerca de trinta livros. Figura destacada da promoção da cidadania de língua portuguesa e da lusofonia, desenvolveu intensa atividade cultural em Portugal e no espaço CPLP, sendo distinguido, entre outros reconhecimentos, com o Prémio Lusofonia 2017.

Convidado pela editora Perfil Criativo | AUTORES.club estará igualmente presente o escritor angolano João Fernando André, conhecido literariamente por Kalunga, doutorado em Literatura pela Universidade de Lisboa. Escritor, professor e consultor cultural, é autor de obras como Matéria Negra, Evangelho BantuO Dia em que uma Pedra Virou Lua e Lumbu – a Alquimia das Palavras. Com presença regular em jornais e antologias internacionais, destaca-se como uma das vozes jovens mais relevantes da literatura angolana contemporânea.

A participação destes dois autores confere à sessão de lançamento um especial significado, promovendo o diálogo entre gerações, geografias e sensibilidades literárias no espaço da língua portuguesa.

Faro e Enigmas — Poesia

MATERIAL INFLAMABLE avança no Uruguai com leituras-performance de Danilo Faceli e Natalia Quintana

MATERIAL INFLAMABLE avança no Uruguai com leituras-performance de Danilo Faceli e Natalia Quintana

Do palco argentino ao Alejandría Café, em Montevideo, com base no livro publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club

Montevideo, 7 de novembro de 2025 — Chegou ao Uruguai a série de apresentações MATERIAL INFLAMABLE, criação de Danilo Faceli em parceria com Natalia Quintana, a partir do livro homónimo publicado pela Perfil Criativo | AUTORES.club. O formato cruza leitura performativa, dizer poético e gesto cénico, num registo íntimo pensado para cafés, feiras e pequenos teatros.

  • Agenda no Uruguai
    • 8/11 – Feria Nativa (Aguas Dulces)
    • 9/11 – La Valiferia (Valizas)
    • 12/11 – Alejandría Café (Montevideo)

Material Inflamable
Material Inflamable

Casa de Angola de Itália lança o Prémio Literário “Njinga Mbande” 2025/2026

Casa de Angola de Itália lança o Prémio Literário “Njinga Mbande” 2025/2026

Uma celebração da língua portuguesa e das independências africanas

Florença, Itália – A Casa de Angola em Itália anunciou o lançamento do Prémio Literário “Njinga Mbande” 2025/2026, uma iniciativa que homenageia os 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e celebra a emancipação política e cultural dessas nações.

Instituído pela Associação Njinga Mbande e pela Casa de Angola em Itália, em colaboração com a CPLP, a Associação Encontro de Jovens Investigadores de Língua Portuguesa (EJICPLP África) e a Associação de Amizade e Solidariedade Angola–Itália (AASAI), o prémio tem como missão promover a língua portuguesa em Itália e estimular a criação literária inédita nas áreas de Ficção, Poesia e Teatro, bem como em formatos literários inovadores.

A língua portuguesa como horizonte de criação

Mais do que um concurso literário, o Prémio “Njinga Mbande” propõe-se estimular o pensamento, a imaginação e a criatividade. Ao abrir espaço para escritores emergentes e investigadores da língua portuguesa em Itália, esta iniciativa promove a circulação cultural e intelectual entre continentes, reafirmando o papel da literatura como instrumento de emancipação.

4.ª Edição do Prémio de Poesia de Oeiras abre candidaturas para autores naturais dos países da CPLP

4.ª Edição do Prémio de Poesia de Oeiras abre candidaturas para autores naturais dos países da CPLP

O Município de Oeiras anunciou oficialmente o arranque da quarta edição do Prémio de Poesia de Oeiras, com candidaturas abertas entre 15 de outubro de 2025 e 15 de janeiro de 2026.

Este concurso literário, voltado para autores naturais de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assume-se como uma plataforma de afirmação e valorização da poesia em língua portuguesa, promovendo o diálogo literário entre diferentes nações de expressão lusófona.

Modalidades e prémio

O Prémio de Poesia de Oeiras está estruturado em duas modalidades distintas:

  • Modalidade Consagração: destinada a autores com obras literárias já publicadas. Nesta categoria, está prevista a atribuição de 20 000 € ao vencedor.
  • Modalidade Revelação: dirigida a autores com obras inéditas, com o objetivo de revelar novos talentos. O prémio desta modalidade é de 5 000 €, acrescido da edição da obra vencedora sob chancela municipal.

A participação é gratuita e aberta a maiores de 18 anos que sejam naturais de um dos Estados membros da CPLP

Homenagem a D. Dinis e foco literário

Nesta 4.ª edição, o concurso presta homenagem a D. Dinis (1261–1325), figura central da poesia medieval portuguesa e símbolo de transversão entre o mundo medieval e a cultura literária lusófona. O tema para os poemas é livre, dando aos participantes plena liberdade criativa.

Júri e seleção

O júri é composto por dez personalidades literárias, cinco para cada modalidade, incluindo nomes reconhecidos no panorama da poesia lusófona. A seleção será feita com base na qualidade literária, originalidade e contribuição poética das obras apresentadas.

Prazos e informações práticas

  • Candidaturas: de 15 de outubro de 2025 até 15 de janeiro de 2026
  • Quem pode candidatar-se: autores naturais dos países da CPLP, maiores de 18 anos
  • Taxa de participação: gratuita
  • Publicação da obra vencedora (modalidade Revelação): assegurada pelo Município de Oeiras

Para todas as regras detalhadas, os critérios de avaliação e formulário de inscrição, os interessados devem consultar o regulamento oficial do prémio no site do concurso. 

Natalia Quintana e Danilo Facelli Fierro apresentam “Material Inflamable” em Buenos Aires

Natalia Quintana e Danilo Facelli Fierro apresentam “Material Inflamable” em Buenos Aires

Natalia Quintana e o poeta uruguaio Danilo Facelli Fierro apresenta em Buenos Aires o espetáculo Material Inflamable — vinte anos expendendo palavras en voz alta, um recital que comemora mais de duas décadas de poesia dita com o corpo e a voz.

Duas apresentações: domingo, 5 de outubro e terça-feira, 7 de outubro, sempre às 20h00, no Teatro EL FINO (Paraná 673, 1.º andar, Centro).
Com uma poética que mistura humor, ternura e crítica social, Facelli transforma o palco num espaço de encontro, ritmo e palavra viva.

Ingressos e reservas: lugares limitados. Reservas pelo WhatsApp +54 9 11 3060-0673 ou em teatroelfino.com.

Danilo Facelli Fierro
Danilo Facelli Fierro

Sobre o autor: Poeta de acção cénica desde 2004, Facelli é autor de várias obras e, em 2023, lançou Material Inflamable pela Perfil Criativo | AUTORES.club, reunindo textos de vinte anos de trajetória.

Material Inflamable
Material Inflamable

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