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“Crónica da Fundação do Huambo | Nova Lisboa” esgota 5ª edição e reafirma-se como obra essencial da História de Angola

“Crónica da Fundação do Huambo | Nova Lisboa” esgota 5ª edição e reafirma-se como obra essencial da História de Angola

O livro Crónica da Fundação do Huambo | Nova Lisboa, do jornalista angolano Xavier de Figueiredo, está prestes a esgotar a sua 5ª edição, enriquecido com um notável conjunto de fotografias históricas da época, reforçando o seu valor documental e patrimonial.

Publicado originalmente em 2014, no contexto das comemorações da fundação da cidade do Huambo (1912), este livro consolidou-se como uma das mais importantes referências sobre a formação do território angolano moderno e o papel de Portugal no processo colonial em África.

Uma obra de referência histórica

Mais do que uma simples narrativa, esta obra oferece uma leitura profunda e rigorosa da fundação do Huambo, posteriormente Nova Lisboa, revelando:

  • O contexto geopolítico e colonial do início do século XX
  • O papel estratégico do Caminho-de-Ferro de Benguela
  • As decisões políticas e militares que moldaram o território
  • A construção de uma cidade “em condições inéditas, em tempos de mudança” 

A obra baseia-se em fontes primárias da História, evitando leituras ideológicas simplificadas e propondo uma abordagem factual, crítica e documentada.

Prefácios que enquadram uma nova leitura da História

O livro inclui prefácios de elevado valor interpretativo, com destaque para a reflexão de Marcolino Moco, que sublinha a importância da obra como instrumento de compreensão histórica:

“Este é um livro que… não deixa qualquer espaço para especulações de outra natureza que não a História em si, nua e crua.”

O prefácio destaca ainda a relevância da obra para as novas gerações, apontando para uma crescente necessidade de revisitar a História de Angola sem filtros ideológicos:

“Nota-se uma curiosidade em relação a um conhecimento da história do país não sujeito a reduções políticas ou ideológicas.” 

Na parte final do livro é possível ainda descobrir no prefácio da primeira edição escrito por Jaime Nogueira Pinto:

“Outros tempos. A História veio decidir de outro modo — e é com a História, com a história acontecida, que temos de viver o presente e preparar o futuro.”

Destaques do conteúdo

A obra percorre, de forma estruturada, os momentos-chave da fundação e consolidação da cidade, incluindo:

  • O auto da fundação (1912), presidido por Norton de Matos
  • Os primórdios da ocupação do Planalto Central
  • O papel determinante do Caminho-de-Ferro de Benguela
  • As tensões internacionais e a ameaça alemã no sul de Angola
  • A integração das populações locais (Ovimbundu) no processo histórico
  • A evolução de Huambo para Nova Lisboa e a “miragem da capital”

Inclui ainda um importante acervo fotográfico histórico, que documenta visualmente a fundação e os primeiros anos da cidade, tornando esta edição particularmente valiosa para investigadores, leitores e colecionadores.

Uma obra entre memória, identidade e História

Mais do que um registo histórico, este livro assume-se como uma ponte entre gerações e memórias:

“Este livro é uma singela homenagem à memória de uma terra a que muitos ficaram para sempre ligados – pelas raízes, pelo afecto. Por tudo.”

Ao revelar os bastidores da construção do Estado colonial e a sua continuidade no Estado moderno, a obra contribui para uma compreensão mais ampla da identidade angolana contemporânea.

Disponibilidade

Com a 5ª edição praticamente esgotada, esta obra afirma-se como um título indispensável para:

  • Historiadores e investigadores
  • Estudantes e académicos
  • Leitores interessados na História de Angola e de África

Ficha técnica

  • Título: Crónica da Fundação do Huambo | Nova Lisboa
  • Autor: Xavier de Figueiredo
  • Edição: 5ª edição (com fotografias históricas)
  • Ano de lançamento da primeira edição: 2014
  • Tema: História de Angola / História colonial / Urbanismo histórico

Do palco das Nações Unidas à memória de um País em construção

Do palco das Nações Unidas à memória de um País em construção

Lançamento oficial em Portugal: Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias“, de Rafael Branco

No próximo dia 17 de abril de 2026, às 18h30, a Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, será palco de um momento maior da memória contemporânea.

Será apresentado, oficialmente em Portugal, o livro MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco.

Mais do que um livro de memórias, esta é uma narrativa de dentro da História, vivida, pensada e protagonizada por uma das figuras mais relevantes da vida política e diplomática de São Tomé e Príncipe.

Na capa da obra, um instante que fala por si: Rafael Branco presidindo a uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na qualidade de vice-presidente, ao lado de Javier Pérez de Cuéllar, imagem que sintetiza décadas de intervenção, liderança e presença nos grandes palcos internacionais.

Este livro é, simultaneamente:

  • testemunho pessoal e político
  • reflexão sobre independência, soberania e construção nacional
  • e um documento essencial para compreender os percursos cruzados entre África, a língua e a cultura portuguesa e o mundo

A sessão contará com um momento de apresentação e encontro com o autor, num espaço de diálogo aberto sobre memória, identidade e história partilhada.

O evento conta com o apoio da Biblioteca dos Coruchéus, reforçando a importância desta obra no panorama cultural e histórico da cidade de Lisboa.


Uma obra incontornável. Um testemunho que atravessa gerações. Um encontro cultural a não perder.

MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco
MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco

Biblioteca dos Coruchéus

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

Meu Nome é Joaquim: A Vida, as Escolhas e os Bastidores do Poder

“Sou tudo o que fui, sou quem sou hoje, sou quem quero ser amanhã”

É com esta reflexão profunda sobre a identidade que o embaixador são-tomense Rafael Branco abre as páginas do novo livro Meu Nome é Joaquim – Fragmentos de Memórias, uma obra intensa e reveladora que cruza autobiografia, pensamento e testemunho histórico.
Neste livro, o autor propõe uma viagem pelas várias etapas da sua vida, da infância marcada por desafios e descobertas, passando pela luta pela afirmação pessoal e social, até ao exercício de funções políticas e diplomáticas em contextos nacionais e internacionais. Mais do que uma narrativa linear, a obra apresenta-se como um conjunto de fragmentos que, juntos, constroem o retrato de um homem em permanente transformação.

Na Casa Branca com o Presidente dos EUA, Ronald Reagan


Com uma escrita franca e introspectiva, Rafael Branco questiona a ideia de identidades fixas e denuncia os perigos das “histórias únicas”, propondo antes uma visão plural e dinâmica do ser humano. As suas memórias são também um espaço de reflexão sobre temas universais como o medo, a esperança, a liberdade, o poder e o sentido da existência.
Ao longo da obra, o autor partilha experiências vividas nos bastidores da política e da diplomacia, oferecendo ao leitor uma perspetiva rara sobre os desafios e as complexidades de um mundo em mudança. A sua trajetória, profundamente enraizada na realidade de São Tomé e Príncipe, dialoga com contextos globais, tornando este livro relevante para leitores interessados em história, política e desenvolvimento humano.

Com o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos


Meu Nome é Joaquim é, acima de tudo, um exercício de honestidade e consciência, um convite à introspeção e à aceitação das múltiplas camadas que constituem cada indivíduo.
Uma obra que afirma a memória como ferramenta de compreensão e a escrita como caminho para dar sentido à vida.

Meu Nome é Joaquim” de Rafael Branco

Lançamento oficial em Portugal: Meu Nome é Joaquim — Fragmentos de Memórias“, de Rafael Branco

No próximo dia 17 de abril de 2026, às 18h30, a Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, será palco de um momento maior da memória contemporânea.

Será apresentado, oficialmente em Portugal, o livro MEU NOME É JOAQUIM — Fragmentos de Memórias, uma obra marcante do embaixador são-tomense Rafael Branco.

Mais do que um livro de memórias, esta é uma narrativa de dentro da História, vivida, pensada e protagonizada por uma das figuras mais relevantes da vida política e diplomática de São Tomé e Príncipe.

Lançamento oficial em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco
Lançamento em Portugal de livro de memórias do embaixador Rafael Branco

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

Literatura angolana chega a Portugal com o romance “42.4 – A Voz dos Dibengo”

O romance 42.4 – A Voz dos Dibengo, do escritor angolano Tazuary Nekeita, acaba de chegar a Portugal, trazendo consigo uma narrativa surpreendente que promete despertar a curiosidade dos leitores interessados na nova literatura africana. A obra apresenta uma crítica social incisiva e pouco conhecida fora de Angola, explorando com humor, ironia e imaginação os desafios, contradições e memórias que marcaram o país nas últimas décadas.

Ambientado em torno da emblemática Casa 42.4, o livro conduz o leitor por um universo onde realidade e metáfora se cruzam para revelar episódios da vida angolana, desde a independência até aos dias actuais. No centro da narrativa surge a figura simbólica dos Dibengo, uma metáfora poderosa para os males que corroem silenciosamente a sociedade, da corrupção à ganância, mas também para a resistência e criatividade de um povo que encontra no humor uma forma de sobreviver às adversidades.

Com personagens marcantes, histórias inesperadas e uma linguagem rica em referências culturais angolanas, 42.4 – A Voz dos Dibengo afirma-se como uma das revelações da nova literatura da República de Angola. A chegada do livro ao mercado português abre agora a possibilidade de um público mais vasto descobrir uma obra que combina sátira, memória histórica e imaginação literária, confirmando Tazuary Nekeita como uma voz singular e provocadora no panorama literário contemporâneo.

42.4 – A Voz dos Dibengo de Tazuary Nkeita e prefácio de Tomás Lima Coelho

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

Universidade Lusófona recebe aula aberta de Domingos Cúnua Alberto

A Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração (FCSEA) da Universidade Lusófona promove, no próximo dia 25 de março de 2026, uma aula aberta dedicada ao tema “O ‘Reconhecimento’ do Governo Angolano pelo Estado Português (1976)”, conduzida pelo investigador e autor Domingos Cúnua Alberto.

A iniciativa integra-se no âmbito da unidade curricular de Socioeconomia Política do Espaço Lusófono e terá lugar na Sala D.2.3 da Universidade Lusófona, constituindo um momento de reflexão académica sobre um dos episódios mais marcantes da história política contemporânea entre Angola e Portugal.

Durante a sessão, Domingos Cúnua Alberto abordará as dinâmicas políticas e diplomáticas que conduziram ao reconhecimento do governo angolano por parte do Estado português em 1976, analisando também as diferentes perspetivas político-partidárias em Portugal, nomeadamente as posições do PS, do PPD/PSD e do PCP naquele contexto histórico.

A aula baseia-se no trabalho de investigação desenvolvido pelo autor no seu livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, resultado de um aprofundado estudo histórico e político sobre as relações luso-angolanas no período pós-independência.

Aberta à comunidade académica e ao público interessado em história política e relações internacionais no espaço lusófono, a sessão pretende estimular o debate crítico sobre os processos de reconhecimento diplomático e os seus impactos na construção das relações entre os dois países.

A iniciativa integra o conjunto de atividades académicas que procuram reforçar o estudo das transformações políticas no mundo de língua portuguesa, promovendo o diálogo entre investigação histórica, ciência política e memória contemporânea.

O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto
O livro O Reconhecimento do Governo Angolano pelo Estado Português (1976): As visões político-partidárias do PS, do PPD/PSD e do PCP, de Domingos Cúnua Alberto, constitui um contributo relevante para a compreensão de um momento decisivo da história política contemporânea entre Angola e Portugal. Publicada pela Perfil Criativo | AUTORES.club, a obra assume-se como um importante instrumento para investigadores, estudantes e leitores interessados na história política do espaço lusófono, contribuindo para aprofundar o debate sobre os processos de reconhecimento internacional e sobre a memória política da descolonização.
Com uma abordagem analítica e fundamentada, este livro convida o leitor a revisitar um episódio determinante da história recente, revelando como decisões diplomáticas podem refletir, simultaneamente, disputas internas, posicionamentos ideológicos e estratégias internacionais.

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

Conversa sobre nutrição celular encheu a Biblioteca dos Coruchéus

A pequena sala da Biblioteca dos Coruchéus encheu na passada sexta-feira para um encontro com o autor e investigador Luís Philippe Jorge, numa conversa em torno do seu livro NUTRITERAPIA — A chave para o bem-estar físico e psicológico começa pela saúde e nutrição das células.

O público, composto por leitores atentos e interessados em compreender melhor a relação entre alimentação e saúde, acompanhou durante cerca de duas horas uma sessão marcada pela participação ativa e por múltiplas reflexões sobre nutrição, imunidade e qualidade de vida.

A sessão começou com uma breve apresentação do autor feita pelo editor, que contextualizou a importância de promover este encontro num espaço público de proximidade como a biblioteca. A iniciativa procurou aproximar leitores e autor, estimulando o diálogo em torno das ideias defendidas no livro.

Desde o início, o autor convidou o público a intervir e a colocar questões. A primeira pergunta surgiu de imediato e incidiu sobre o tema das vacinas. Considerando tratar-se de um assunto complexo e fora do âmbito central da conversa, o autor optou por não aprofundar diretamente a questão, aproveitando, contudo, para abordar um tema que considera fundamental: a relação entre o sistema imunitário e a alimentação.

Ao longo da conversa, foram discutidos vários aspetos relacionados com a saúde celular, desde o papel dos micronutrientes até à influência do ambiente e da qualidade da água na saúde humana. O autor abordou também preocupações ligadas ao aumento das doenças metabólicas, como a diabetes, um tema que suscitou particular interesse entre os participantes.

Num dos momentos mais curiosos da sessão, o autor realizou uma breve demonstração ao vivo, procurando ilustrar como, segundo a sua abordagem, a ativação celular pode ser influenciada por estímulos magnéticos e vibracionais.

A conversa passou ainda pela qualidade da água e pela presença de substâncias químicas associadas a atividades industriais, tema que gerou novas perguntas e comentários entre os presentes.

Para muitos leitores da zona de Alvalade, este encontro acabou por se revelar uma experiência inédita, marcada por uma partilha intensa de ideias e por uma reflexão aberta sobre saúde e nutrição.

No final da sessão, ficou no ar um agradecimento especial à Biblioteca dos Coruchéus e à sua equipa, em particular a Hélder Ferreira, que acolheu o evento e manifestou surpresa pela quantidade e diversidade de informação apresentada durante a conversa.

Como Reforçar a Imunidade?
Como Reforçar a Imunidade?
Nutriterapia
Nutriterapia

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

Morreu Manuel Vidigal — A Gratidão por um Amigo Vertical e a Memória de um Homem da Verdade

TEXTO DE JOAQUIM SEQUEIRA PUBLICADO NO KESONGO — O EMISSÁRIO DO SOBERANO

Margarida, Frederico e Rita,Amigos, familiares, companheiros de luta e de ideais

Estamos todos unidos com o coração pesado, mas também com a alma cheia de gratidão. Despedimo-nos do nosso Manuel da Fátima Alberto Augusto de Sá da Silva Vidigal, falecido ontem (sábado, 28). E, ao fazê-lo, temos a consciência de que não perdemos apenas um amigo. Perdemos um pilar, um exemplo raro de como se deve viver e lutar.

Conheci o camarada Manuel Vidigal num tempo em que as convicções se mediam pela coragem com que se assumiam.

E ele foi, até ao último dos seus dias, um homem de convicções inabaláveis. A sua seriedade não era uma máscara para o mundo, era a própria textura do seu carácter. A sua verticalidade não era uma pose; era a espinha dorsal de uma vida dedicada aos outros e às causas em que acreditava.

O Manuel Vidigal tinha um amor profundo pela verdade e pelo povo angolano. Não uma verdade conveniente, mas a verdade histórica, a que exige escavação, estudo, confronto e, acima de tudo, coragem para a defender, mesmo quando ela é desconfortável. Nesta luta pela memória e pela justiça do nosso país, ele foi um gigante. Deixou-nos um legado de integridade intelectual que será farol para todos os que continuam a remar contra a maré do esquecimento e da manipulação.

Mas, para mim, e para todos os que tiveram o privilégio de tê-lo por perto, ele foi muito mais do que isto. O Manuel Vidigal foi um humanista na acepção mais pura da palavra. A sua solidariedade não era teórica, era prática, estendia-se em gestos diários de cuidado e atenção.

A sua palavra era um porto seguro, e o seu ombro amigo, um amparo nos momentos de incerteza.

Como profissional, cumpriu os seus deveres com uma dedicação que beirava a devoção. Mas o que o distinguia era a forma como aliava o rigor técnico a uma ética inegociável. Sabia que o trabalho era um serviço, e serviu sempre com excelência e humildade.

E nos seus compromissos políticos, Manuel Vidigal foi um homem de causas. Não das causas que dão votos ou protagonismo, mas daquelas que constroem dignidade.

Lutou por um país mais justo, mais livre, mais esclarecido.

Fez da política a mais nobre das actividades: a de construir um futuro melhor para todos, com os pés bem assentes na verdade do presente e na lição do passado.

Amigo Manuel Vidigal, a tua partida deixa um vazio que não se preenche. Fica a saudade imensa dos teus abraços, da tua palavra, da tua presença firme e serena.

Fica o exemplo. E fica a certeza de que a tua luta não foi em vão. A verdade que defendeste, a seriedade que encarnaste e o humanismo que espalhaste continuarão vivos em cada um de nós.

Obrigado por tudo, meu amigo. Descansa em paz. A tua memória será para sempre uma bênção e uma bandeira.