Categoria em Actividades 2026

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Convocatória aos escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club

Apresentações de livros nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto 2026

Perfil Criativo | AUTORES.club convida os seus autores a integrarem a programação das duas maiores feiras literárias portuguesas em 2026: a Feira do Livro de Lisboa e a Feira do Livro do Porto.

Estas feiras são momentos centrais de encontro entre autores, leitores, editores e profissionais do livro, constituindo uma oportunidade privilegiada para divulgar obras, reforçar a relação com o público e afirmar a presença dos livros e escritores da Perfil Criativo | AUTORES.club.

96.ª Feira do Livro de Lisboa – 2026

96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

A editora pretende organizar, ao longo do evento:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros informais com leitores, amigos e público em geral

Feira do Livro do Porto – 2026

Feira do Livro do Porto terá lugar entre 21 de agosto e 6 de setembro de 2026, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Tal como em Lisboa, a Perfil Criativo | AUTORES.club promoverá:

  • Apresentações de livros
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos dos autores

Formatos de participação

Para ambas as feiras, estão previstos os seguintes formatos:

  • Apresentações de livros
    • Duração máxima: 15 minutos
  • Sessões de autógrafos
  • Encontros com leitores e amigos, em formato informal ou moderado

A programação será organizada de acordo com a disponibilidade dos espaços, horários atribuídos pelas entidades organizadoras das feiras e o número de autores inscritos.

Inscrições dos autores

Os autores interessados em participar numa ou em ambas as feiras deverão manifestar o seu interesse exclusivamente por email, indicando claramente em qual(is) pretendem participar.

Email para inscrições:
encomendas@autores.club

No email, deverá constar:

  • Nome do autor
  • Título(s) da(s) obra(s) a apresentar
  • Feira(s) em que pretende participar (Lisboa, Porto ou ambas)
  • Tipo de participação pretendida (apresentação, autógrafos, encontro com leitores)
  • Disponibilidade aproximada de datas

Uma presença colectiva e cultural

Autores no centro. Livros em diálogo. Leitores por perto.

A participação dos autores da Perfil Criativo | AUTORES.club nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto é mais do que um conjunto de iniciativas individuais: é uma afirmação colectiva de um projecto editorial plural, independente e comprometido com valores culturais.

Contamos com a participação dos autores Perfil Criativo | AUTORES.club para construirmos, juntos, uma presença forte, coerente e próxima dos leitores portugueses em 2026.

Feira do Livro do Porto 2024
Feira do Livro do Porto 2024
João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa
Os jornalistas João Armando e Armindo Laureano na Feira do Livro de Lisboa 2025

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

Nutrir as Células, Cuidar da Saúde: A Micronutrição como Caminho para o Bem-Estar Físico e Psicológico

CONVERSA ABERTA 6/3/2026 — Uma nova visão da saúde a partir da ciência da nutrição celular

Num mundo marcado pelo stress, pelas doenças metabólicas e por uma alimentação cada vez mais industrializada, é urgente repensar o verdadeiro significado de saúde.
A partir da obra NUTRITERAPIA, do Dr. Luís Philippe Jorge, esta conversa aberta convida-nos a descobrir como a nutrição celular, baseada na ciência da micronutrição, pode transformar o nosso bem-estar físico e psicológico. Sustentada por mais de 600 referências científicas, esta abordagem desafia modelos alimentares convencionais e propõe um novo paradigma preventivo, funcional e profundamente humanista. Porque nutrir o corpo começa, verdadeiramente, por cuidar das células.

Convidado especial: Dr. Luís Philippe Jorge

Local: Biblioteca Palácio dos Coruchéus

Data: 6/3/2026 (sexta-feira), das 18h00 às 20h00

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

Angola do Século XIX: Palavra, Imprensa e Consciência

A partir da apresentação do livro Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe, este encontro propõe um debate livre sobre o final do século XIX em Angola, um período marcado pela introdução da imprensa, pela presença dos degredados, pela emergência dos primeiros intelectuais africanos e pela formação de uma consciência crítica que antecipa a ideia de país.

Num cruzamento entre literatura, história e pensamento político-cultural, abre-se espaço para refletir sobre as vozes, os textos e os contextos, africanos, coloniais e mestiços, que, em tensão e diálogo, contribuíram para moldar os primeiros imaginários angolanos de modernidade, pertença e contestação.

Convidados: Tomás Lima Coelho (autor), Jorge Arrimar, Alberto Oliveira Pinto, João Fernando André

Data: 1 de Abril de 2026, das 18h00 às 20h00

Local: Biblioteca Palácio Galveias

Exposição e venda de livros a preços especiais. Entrada livre.

Chão de Kanâmbua / O Feitiço de Kangombe,

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Do livro ao leitor: debate na TVA questiona produção editorial e circulação na CPLP

Livros, leitura e fronteiras: conversa na TVA expõe os desafios do espaço lusófono

A produção literária, os hábitos de leitura e as dificuldades de circulação do livro entre países de língua portuguesa estiveram em destaque numa conversa transmitida pela TVA, a 30 de janeiro, conduzida por Victor Hugo Mendes, com participação da escritora Luísa Fresta e da tradutora Elga Fontes. A informação e as declarações atribuídas ao editor João Ricardo Rodrigues nesta peça baseiam-se no resumo em vídeo das questões colocadas ao editor, onde foram discutidos o papel cultural da edição, os custos de produção e as barreiras que continuam a limitar a mobilidade de pessoas e obras no espaço lusófono.

Ao longo da conversa, destacou-se a ideia do livro como instrumento de formação integral: ferramenta de trabalho (nomeadamente na tradução), de ampliação de vocabulário, de mobilidade cultural e de construção de horizontes de vida, “soluções para qualquer questão podem ser encontradas num livro”, defendeu-se durante o debate.

Produz-se mais livros? A perceção nem sempre coincide com o terreno

Questionado sobre se hoje se produz mais do que há dez anos, o editor chamou a atenção para realidades distintas entre países e para a complexidade do mercado português, admitindo dúvidas sobre se a ideia de “produção sempre crescente” corresponde totalmente ao que muitas editoras vivem no dia a dia.

No caso da Perfil Criativo | AUTORES.club, o trabalho tem sido apresentado como uma ponte editorial entre Portugal e Angola, com catálogo maioritariamente centrado em autores angolanos. A aposta é assumida como cultural: aumentar leitores é visto como condição para transformar o livro num motor de desenvolvimento social e económico.

O trabalho invisível do editor e o custo real do livro

A conversa entrou também no “lado invisível” do processo editorial: avaliação do original, diálogo com o autor, revisão, paginação, impressão (ou edição digital) e distribuição. Foi sublinhado que a decisão editorial é, muitas vezes, difícil, incluindo recusas e atrasos, e que publicar envolve investimento significativo, com margens frequentemente curtas.

A questão do preço do livro voltou à mesa: entre a perceção de que “o livro é caro” e a realidade de orçamentos familiares limitados, ficou a ideia de que o preço é um fator real, mas também um reflexo das prioridades e das condições socioeconómicas de cada leitor.

APEL: crescimento do setor, mas leitura não é só “autodeclaração”

O debate sobre leitura ganha contexto com dados recentes: no estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros(APEL), 73% da população (15+ anos) declara ter lido pelo menos um livro nos últimos 12 meses, e os mais jovens (15–24) são o grupo onde o saldo “leu mais vs. leu menos” aparece mais favorável. 

Ao mesmo tempo, os indicadores económicos do setor apontam crescimento: dados divulgados em Portugal indicam que a venda de livros aumentou 6,9% em 2025. 
Ainda assim, como se discutiu na conversa, é importante distinguir hábitos declarados (o que as pessoas dizem) de práticas efetivas e sustentadas, e, sobretudo, de políticas estruturais de literacia.

CPLP e o problema central: circulação de pessoas e de livros

Uma das críticas mais vincadas foi a fragilidade da circulação cultural no espaço lusófono: fronteiras administrativas, custos logísticos e dificuldades de distribuição continuam a limitar a presença de autores e livros entre países.

Apesar do Acordo sobre a Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, assinado em 2021 e com enquadramento legal que prevê categorias como vistos e autorizações de residência CPLP, o setor do livro continua a sentir que a “livre circulação” cultural avança mais lentamente do que o desejável. 
A conversa defendeu que, se a CPLP quer promover a língua, precisa de um papel mais ativo na circulação de obras e no apoio às editoras e redes que fazem essa ponte no terreno.

Publicações Perfil Criativo | AUTORES.club (2020–2026)

A editora publica livros desde 2015; a lista abaixo reúne os títulos de 2020 a 2026. Os livros podem ser encomendados em www.AUTORES.club:

2026

  • CHÃO DE KANÂMBUA (OU “O FEITIÇO DE KANGOMBE”), Tomás Lima Coelho — Ref. 141 (1|2026) — ISBN 978-989-9209-31-2
  • O SER HUMANO E O JOGO DA VIDA, Lívio Honório — Ref. 142 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-33-6
  • 42.4 – A VOZ DOS DIBENGO, Tazuary Nkeita — Ref. 143 (2|2026) — ISBN 978-989-9209-32-9

2025

  • KIMAMUENHO UM INTELECTUAL RURAL DO PERÍODO 1913–1922, Eugénio Monteiro Ferreira — Ref. 121 (1|2025) — ISBN 978-989-9209-09-1
  • E-book: Eu e a UNITA, Orlando Castro — Ref. 122 (2|2025) — ISBN 978-989-9209-12-1
  • E-book: SUL, Álvaro Poeira — Ref. 123 (3|2025) — ISBN 978-989-9209-13-8
  • E-book: AMOR VERDADEIRO AMOR, Hugo Henriques — Ref. 124 (4|2025) — ISBN 978-989-9209-25-1
  • E-book: AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 125 (6|2025) — ISBN 978-989-9209-23-7
  • E-book: CHÃO DE KANÂMBUA…, Tomás Lima Coelho — Ref. 126 (7|2025) — ISBN 978-989-9209-24-4
  • NUVEM NEGRA — O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977, Miguel Francisco “Michel” — Ref. 127 (8|2025) — ISBN 978-989-9209-15-2
  • CRÓNICAS DO HOMEM, Manuel Homem — Ref. 128 (9|2025) — ISBN 978-989-9209-17-6
  • MEU GASTOSO, MINHA GOSTOSA, MEU AMOR, Rafael Branco — Ref. 129 (10|2025) — ISBN 978-989-9209-16-9
  • MEMÓRIAS DAS FALA… (1975–1992), Fonseca Chindondo — Ref. 130 (11|2025) — ISBN 978-989-9209-21-3
  • EDITORIAIS DO EXPANSÃO 2019–2021, João Armando — Ref. 131 (12|2025) — ISBN 978-989-9209-14-5
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME III, Maurício Francisco Caetano — Ref. 132 (13|2025) — ISBN 978-989-9209-18-3
  • A PRIMEIRA TRAVESSIA DA ÁFRICA AUSTRAL, José Bento Duarte — Ref. 133 (14|2025) — ISBN 978-989-9209-19-0
  • NUTRITERAPIA, Luís Philippe Jorge — Ref. 134 (15|2025) — ISBN 978-989-9209-20-6
  • O “RECONHECIMENTO” DO GOVERNO ANGOLANO… (1976), Domingos Cúnua Alberto — Ref. 135 (16|2025) — ISBN 978-989-9209-22-0
  • HOLOVIDA, Lívio Honório — Ref. 136 (17|2025) — ISBN 978-989-9209-27-5
  • ANGOLA E OS DESAFIOS DA ESTABILIDADE EM ÁFRICA, Zeferino Pintinho — Ref. 137 (18|2025) — ISBN 978-989-9209-29-9
  • ECOS DA LIBERDADE, Joaquim Sequeira — Ref. 138 (19|2025) — ISBN 978-989-9209-28-2
  • 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS VISTOS PELOS SEUS CIDADÃOS (coord. Eugénio da Costa Almeida e Rui Verde + autores), — Ref. 139 (20|2025) — ISBN 978-989-9209-30-5
  • E-book: FOREIGN OFFICE E A PENÍNSULA IBÉRICA… (1919–1962), Álvaro Henriques do Vale — Ref. 140 (21|2025) — ISBN 978-989-9209-26-8

2024

  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? – 2ª EDIÇÃO, Luís Philippe Jorge — Ref. 109 (1|2024) — ISBN 978-989-35368-5-8
  • PATAS ARRIBA – 2ª EDIÇÃO, Gemma Almagro — Ref. 110 (2|2024) — ISBN 978-989-53574-7-5
  • FREI MANECO, Manuel Fonseca da Victória Pereira — Ref. 111 (3|2024) — ISBN 978-989-35368-6-5
  • E-book: ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 112 (4|2024) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • AUTORES E ESCRITORES DE ANGOLA 1642–2022, Sedrick de Carvalho e Tomás Lima Coelho — Ref. 113 (5|2024) — ISBN 978-989-9209-00-8
  • HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 114 (6|2024) — ISBN 978-989-35368-9-6
  • E-book: HÁ DIAS ASSIM…, Armindo Laureano — Ref. 115 (7|2024) — ISBN 978-989-9209-01-5
  • E-book: KINTHWÊNI NA TRADIÇÃO E NA POÉTICA… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 116 (8|2024) — ISBN 978-989-9209-05-3
  • E-book: ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 117 (9|2024) — ISBN 978-989-9209-06-0
  • DIREITO ECLESIÁSTICO ANGOLANO, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 118 (10|2024) — ISBN 978-989-9209-07-7
  • REFINAÇÃO, ARMAZENAGEM… O PAPEL DOS BIOCOMBUSTÍVEIS, António Feijó Júnior — Ref. 119 (11|2024) — ISBN 978-989-9209-04-6
  • ENSAIOS I (2007–2018), Eugénio Costa Almeida — Ref. 120 (12|2024) — ISBN 978-989-9209-08-4

2023

  • PONTE INFANTE D. HENRIQUE, Hugo Henriques — Ref. 95 (1|2023) — ISBN 978-989-53574-8-2
  • JUBA JUVENTUDE UNIDA…, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 96 (2|2023) — ISBN 978-989-35076-0-5
  • DOMINGOS INGUILA JOÃO — AS MINHAS MEMÓRIAS, Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 97 (3|2023) — ISBN 978-989-53574-9-9
  • MUKUA MILELE — PANOS DA MINHA AVÓ, Sandra Poulson — Ref. 98 (4|2023) — ISBN 978-989-35076-1-2
  • 3 EM 1, Filipe J. D. Pereira — Ref. 99 (5|2023) — ISBN 978-989-35076-2-9
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME II, Maurício Francisco Caetano — Ref. 100 (6|2023) — ISBN 978-989-35076-3-6
  • PEREGRINOS DA ETERNIDADE, José Bento Duarte — Ref. 101 (7|2023) — ISBN 978-989-35076-5-0
  • KINTHWÊNI… (Vol. 1), João Ramos Piúla Casimiro — Ref. 102 (8|2023) — ISBN 978-989-35076-7-4
  • ANGOLA E O ATLÂNTICO… (Vol. 2), Luís Gaivão — Ref. 103 (9|2023) — ISBN 978-989-35076-8-1
  • OS SUFIS E O SUFISMO, Rahmat Anwar Al Owaysi — Ref. 104 (10|2023) — ISBN 978-989-35076-9-8
  • SUL, Álvaro Poeira — Ref. 105 (11|2023) — ISBN 978-989-35368-0-3
  • EU E A UNITA, Orlando Castro — Ref. 106 (12|2023) — ISBN 978-989-35368-1-0
  • ANGOLA CINCO SÉCULOS DE GUERRA ECONÓMICA, Jonuel Gonçalves — Ref. 107 (13|2023) — ISBN 978-989-35368-2-7
  • MATERIAL INFLAMABLE…, Danilo Facelli Fierro — Ref. 108 (14|2023) — ISBN 978-989-368-4-1

2022

  • ECONOMIA E PODER NO ATLÂNTICO SUL…, Jonuel Gonçalves — Ref. 83 (1|2022) — ISBN 978-989-53348-5-8
  • UMA AMEAÇA INQUIETANTE, João Rodrigues — Ref. 84 (2|2022) — ISBN 978-989-53348-6-5
  • EGOSISMO, Orlando Castro — Ref. 85 (3|2022) — ISBN 978-989-53348-7-2
  • OS BANTU NA VISÃO DE MAFRANO — VOLUME I, Maurício Francisco Caetano — Ref. 86 (4|2022) — ISBN 978-989-53348-9-6
  • ENSINO DOS NÚMEROS… EM ANGOLA, Jerónimo Sanchos Evaristo et al. — Ref. 87 (5|2022) — ISBN 978-989-53348-8-9
  • SENHORES DO SOL E DO VENTO, José Bento Duarte — Ref. 88 (6|2022) — ISBN 978-989-53574-0-6
  • A CASA GRANDE, João Rodrigues — Ref. 89 (7|2022) — ISBN 978-989-53574-1-3
  • E AGORA QUEM AVANÇA SOMOS NÓS, Jonuel Gonçalves — Ref. 90 (8|2022) — ISBN 978-989-53574-4-4
  • MARÍTIMOS (3ª EDIÇÃO – 2022), Filipe Zau — Ref. 91 (9|2022) — ISBN 978-989-53574-3-7
  • MILOMBO MA UFIKE, Ngongongo — Ref. 92 (10|2022) — ISBN 978-989-53574-6-8
  • SILENCIOCRACIA, JORNABÓFIAS E OUTRAS MAZELAS, Luzia Moniz — Ref. 93 (11|2022) — ISBN 978-989-53574-5-1
  • PATAS ARRIBA, Gemma Almagro — Ref. 94 (12|2022) — ISBN 978-989-53574-7-5

2021

  • CARACULO, A MINHA PAIXÃO, Victor Torres — Ref. 64 (1|2021) — ISBN 978-989-54937-3-9
  • DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS…, Clément Mulewu Munuma Yôk — Ref. 65 (2|2021) — ISBN 978-989-54937-5-3
  • POR UMA VERDADEIRA CIÊNCIA DO HOMEM, Lívio Honório — Ref. 66 (3|2021) — ISBN 978-989-54937-6-0
  • MEMORAR & OPINAR, João Rodrigues — Ref. 67 (4|2021) — ISBN 978-989-53079-1-3
  • PRISÃO POLÍTICA, Sedrick de Carvalho — Ref. 69 (6|2021) — ISBN 978-989-53079-3-7
  • DEUS-O-COSMOS…, Lívio Honório — Ref. 70 (7|2021) — ISBN 978-989-53079-2-0
  • CÓDIGO DO TRABALHO (ANOTADO) — S. TOMÉ E PRÍNCIPE, José Paquete d’Alva Teixeira — Ref. 71 (8|2021) — ISBN 978-989-53079-8-2
  • DIÁRIO DO MACULUSSO…, Fernando da Glória Dias — Ref. 72 (9|2021) — ISBN 978-989-53079-7-5
  • ANGOLA: DESDE ANTES… – Vol. I/II/III (Edição Especial + 2ª Edição), Carlos Mariano Manuel — Ref. 73–78 (2021)
  • BOBA KANA MUTHU WZELA | AQUI É PROIBIDO FALAR!, JRicardo Rodrigues — Ref. 79 (16|2021) — ISBN 978-989-53348-1-0
  • CRÓNICA DA FUNDAÇÃO DO HUAMBO | NOVA LISBOA (5ª EDIÇÃO), JRicardo Rodrigues — Ref. 80 (17|2021) — ISBN 978-989-53348-2-7
  • ANTÍGONA’19, Thiago Justino e Lina Paula Pinto — Ref. 81 (18|2021) — ISBN 978-989-53348-3-4
  • UMA-VIAGEM-PARA-ALÉM…, Lívio Honório — Ref. 82 (19|2021) — ISBN 978-989-53348-4-1

2020

  • FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA 1974–1976 (+ edição especial), Francisco Van-Dúnem “Vadiago” — Ref. 50–52 (2020)
  • ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, Marcolino Moco — Ref. 51 (2020) — ISBN 978-989-54702-1-1
  • COMO REFORÇAR A IMUNIDADE? PROTECÇÃO CONTRA O COVID-19, Luís Philippe Jorge — Ref. 53 (2020) — ISBN 978-989-54702-4-2
  • 110 ERROS QUE PREJUDICAM A SUA LOJA ONLINE, Vera Maia et al. — Ref. 54 (2020) — ISBN 978-989-54702-3-5
  • MARÍTIMOS, Filipe Zau — Ref. 55 (2020) — ISBN 978-989-54702-5-9
  • CANTO TERCEIRO DA SEREIA: O ENCANTO (CD-Música), Filipe Mukenga e Filipe Zau — Ref. 56 (2020)
  • O HOMEM E A SUA ABORDAGEM…, Lívio Honório — Ref. 57 (2020) — ISBN 978-989-54702-8-0
  • NACIONALISMO AFRICANO HOJE…, Kiavanda Felix — Ref. 58 (2020) — ISBN 978-989-54702-7-3
  • ANGOLA EN AFRIQUE…, Marcolino Moco — Ref. 59 (2020) — ISBN 978-989-54702-6-6
  • AS CONTAS DA REPÚBLICA (1919–29)…, Álvaro Henriques do Vale — Ref. 60 (2020) — ISBN 978-989-54702-9-7
  • MÃE NOSSA QUE SOIS O CÉU, Fernando Kawendimba — Ref. 61 (2020) — ISBN 978-989-54937-1-5
  • CONTOS DE SAMUEL ASTRO, Fragata de Morais — Ref. 62 (2020) — ISBN 978-989-54937-2-2
  • VERDADEIRO AMOR VERDADEIRO, Hugo Henriques — Ref. 63 (2020) — ISBN 978-989-54937-4-6

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros atravessam o Atlântico e chegam à Praia na Livraria Nhô Eugénio

Livros da Perfil Criativo | AUTORES.club e distribuídos em Cabo Verde pela NOS RAIZ elevam ponte cultural entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde

REPORTAGEM DE RICARDO LEOTE (NOS RAIZ)

Livraria Nhô Eugénio, na cidade da Praia, em Cabo Verde, acaba de receber mais um conjunto de títulos de autores dos países africanos de língua portuguesa, disponíveis para leitores cabo-verdianos, reforçando os laços culturais entre Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. A presença destas obras resulta de uma parceria editorial entre a Perfil Criativo | AUTORES.club, com representação e distribuição em Cabo Verde pela NOS RAIZ, promotora cultural focada em literatura, cinema, música e artes plásticas.

Livraria Nhô Eugénio
Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio

Livraria Nhô Eugénio foi inaugurada em 2008, com o objetivo de promover a leitura e apoiar autores locais e internacionais em Cabo Verde. O espaço funciona como livraria, café e ponto de encontro cultural, reunindo livros, discos, eventos literários e exposições de arte num ambiente acolhedor com esplanada, transformando-se num verdadeiro polo cultural da cidade da Praia

O nome “Nhô Eugénio” evoca a figura do poeta e ativista cultural Eugénio Tavares, referência maior da cultura cabo-verdiana, cujo legado inspirou encontros e tertúlias no espaço.

Novos títulos disponíveis na Livraria Nhô Eugénio

Os Bantu na Visão de Mafrano — Quase Memórias — Volume III

Autor: Maurício Francisco Caetano (Angola)
Uma obra monumental em três volumes que explora a cultura, organização social e tradições dos povos bantu, afirmando a centralidade desta civilização na formação cultural africana. A coleção reúne textos antropológicos e históricos reunidos a partir dos escritos do autor, que demonstram a profundidade e a diversidade dos sistemas sociais bantu e o seu impacto cultural em África e na diáspora. O autor, também conhecido como Mafrano, é considerado um dos mais importantes etnólogos angolanos do século XX. A obra foi distinguida com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024 da República de Angola

Meu Gastoso, minha Gostosa, meu Amor — Crónicas Íntimas

Autor: Rafael Branco (São Tomé e Príncipe)
Uma coletânea de crónicas que exploram afetos, relações e experiências íntimas da vida contemporânea. Com uma prosa sensível e acessível, o autor desenha retratos de encontros, amores e vivências pessoais que ecoam universais emoções humanas. 

Nuvem Negra — O Drama do 27 de Maio de 1977

Autor: Miguel Francisco “Michel” (Angola)
Este livro revisita o 27 de maio de 1977, um dos momentos mais dramáticos da história de Angola, através de uma narrativa potente construída a partir de testemunhos e memórias vividas. O autor, sobrevivente dos campos de concentração, oferece um retrato profundamente humano e crítico dos eventos que marcaram a nação angolana. 

Editorias do Expansão 2019-2021

Autor: João Armando (Angola)
Uma coletânea de editoriais publicados no periódico Expansão entre 2019 e 2021. A obra reúne análises e comentários sobre questões sociopolíticas contemporâneas, oferecendo perspetivas críticas sobre temas atuais que atravessam a sociedade. 

Há Dias Assim…

Autor: Armindo Laureano (Angola)
Uma coleção de editoriais do Novo Jornal que capturam episódios, pensamentos e sensações do quotidiano, revelando a habilidade do autor para encontrar poesia e sentido nas experiências diárias. 

Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)

Autor: Fonseca Chindondo (Angola)
Uma obra que combina memória histórica com análise do papel das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) durante o processo de libertação e nos anos subsequentes. O autor mapeia, com detalhe, o avanço militar no norte de Angola e as operações de guerra psicológica que marcaram aquela fase crucial. 

A primeira travessia da África Austral

Autor: José Bento Duarte (Angola)
Um livro que revisita a história das grandes explorações africanas, defendendo a restituição de protagonistas africanos frequentemente invisibilizados nas narrativas tradicionais. A obra destaca a importância de revisitar a História da África Austral, propondo uma nova leitura dos feitos pioneiros e das interações entre povos e culturas. 

Kinthwêni na tradição e na poética — Um enquadramento filosófico

Autor: João Ramos Piúla Casimiro (Angola)

Nesta obra de forte densidade intelectual, João Ramos Piúla Casimiro propõe uma reflexão aprofundada sobre o Kinthwêni enquanto conceito cultural, estético e filosófico enraizado nas tradições africanas. O autor articula pensamento filosófico, oralidade, tradição e poética, valorizando saberes endógenos frequentemente marginalizados pelos cânones académicos ocidentais. O livro constitui um contributo relevante para o debate contemporâneo sobre epistemologias africanas, identidade cultural e formas próprias de produção de conhecimento no espaço africano e afro-diaspórico.

Encerramento temporário do Bunker Cultural devido às condições meteorológicas

As nossas instalações na Avenida Rio de Janeiro, nº 27 C, conhecidas como Bunker Cultural, encontram-se temporariamente encerradas ao público nos próximos dias, na sequência da forte precipitação provocada pela tempestade associada à depressão Kristin, que afetou várias zonas do país.

Esta medida preventiva visa garantir a segurança de todos, enquanto são avaliadas e asseguradas as condições necessárias para a reabertura do espaço.

Durante este período, todos os contactos com a nossa equipa deverão ser realizados exclusivamente por email e telefone, cujos canais permanecem ativos e disponíveis para responder a qualquer solicitação.

Agradecemos a compreensão de todos e informaremos assim que estejam reunidas as condições para a reabertura ao público.

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

Viajante angolano apela à quebra do silêncio

A participação do público no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, voltou a revelar-se um dos momentos mais significativos da sessão, com intervenções que ampliaram o alcance cívico e geográfico do debate.

Entre elas destacou-se a de João St., que se encontrava em Lisboa de passagem e foi surpreendido pelo encontro. Natural de Angola e residente no Lubango, João St. explicou que chegou ao evento por sugestão de amigos, confessando a emoção sentida ao assistir aos testemunhos ali partilhados.

Na sua intervenção, sublinhou o contraste entre a abertura do debate em Lisboa e o silêncio que ainda envolve, em Angola, os acontecimentos do 27 de Maio de 1977. Referindo-se à região da Tundavala, no sul do país, evocou a memória de um local de grande beleza natural, mas também marcado por uma história trágica, associada à morte de milhares de pessoas atiradas para a ravina durante o processo repressivo. Segundo afirmou, trata-se de uma realidade conhecida localmente, mas nunca investigada nem discutida publicamente.

O interveniente lançou um apelo claro à replicação, em Angola, de iniciativas semelhantes às realizadas em Lisboa, defendendo que este tipo de encontro constitui uma forma necessária de catarse coletiva e de reconhecimento das vítimas. Recordou ainda os muitos órfãos e famílias que continuam sem respostas, sem certidões de óbito e sem qualquer forma de reparação ou esclarecimento.

Num registo emotivo, agradeceu o trabalho desenvolvido por autores, associações e editores, sublinhando que “as lágrimas não são vergonha”, mas antes sinal de fertilidade, de vida e de esperança. A sua intervenção reforçou a ideia de que Ecos da Liberdade não é apenas um livro, mas um ponto de partida para levar o debate sobre o 27 de Maio para dentro de Angola, onde o silêncio continua a pesar sobre a memória coletiva.

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
Ecos da Liberdade“, de Joaquim Sequeira

Zeca Ribeiro Telmo evoca Angola plural

Zeca Ribeiro Telmo evoca Angola plural

Como é habitual nos eventos da Perfil Criativo | AUTORES.club, o público foi convidado a intervir no lançamento do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, dando voz a testemunhos que reforçaram o sentido cívico e memorial do encontro.

Entre as intervenções destacou-se a de Zeca Ribeiro Telmo, que evocou a experiência coletiva da geração que viveu a independência de Angola e os seus desdobramentos. Recordando o entusiasmo de 1975, sublinhou que muitos dos presentes não eram colonos, mas angolanos que acreditaram, e continuam a acreditar, numa Angola livre, justa e democrática para todos.

Na sua intervenção, Zeca Ribeiro Telmo chamou a atenção para as desigualdades estruturais do país, lembrando que, apesar da riqueza proclamada, a pobreza sempre esteve presente no quotidiano da maioria da população. Defendeu que os “ecos da liberdade” não se esgotaram com a independência política e continuam a manifestar-se na exigência de mais democracia e inclusão social.

Num tom emocionado, destacou a resiliência dos sobreviventes dos acontecimentos trágicos do pós-independência, afirmando que a sua presença e o seu silêncio quebrado são, em si mesmos, uma afirmação de liberdade. “A liberdade é uma sede que nunca é saciada”, afirmou, agradecendo a Joaquim Sequeira a coragem de transformar a experiência da dor num testemunho público.

A intervenção foi recebida com atenção e aplausos, reforçando a ideia de que Ecos da Liberdade é também um livro que convoca a participação dos cidadãos e prolonga, para além das páginas, o debate sobre o passado, o presente e o futuro de Angola.

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
“Ecos da Liberdade”, de Joaquim Sequeira

Entre lágrimas e silêncio, a memória falou mais alto

Entre lágrimas e silêncio, a memória falou mais alto

A apresentação do livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, transformou-se num momento de profunda comoção e reflexão coletiva, com a sala cheia de leitores, sobreviventes e familiares marcados pelos acontecimentos trágicos dos primeiros anos da República Popular de Angola, a tragédia do 27 de Maio de 1977.

Desde as primeiras palavras, ficou claro que não se tratava apenas de um lançamento literário. A sessão assumiu-se como um ato de memória viva. “A vossa presença transforma este encontro num momento de reconhecimento e de dignidade”, foi afirmado na abertura, dirigida especialmente aos sobreviventes dos acontecimentos de 1977, cuja presença conferiu ao evento uma intensidade que ultrapassou o plano cultural.

Foi prestada uma homenagem sentida a Manuel Vidigal, sublinhando o seu percurso de quase cinco décadas na exigência de uma Comissão da Verdade e na afirmação pública de que não existiu qualquer golpe de Estado contra o MPLA ou contra o então Presidente Agostinho Neto. A sua voz foi descrita como “uma voz de resistência democrática e de exigência moral”.

Associação 27 de Maio foi igualmente destacada como um pilar da luta contra a amnésia coletiva, pela preservação da memória das vítimas, pela verdade histórica e pelo direito ao reconhecimento público. A sua intervenção reafirmou que, quase cinquenta anos depois, “continuamos a pugnar pela verdade, pela justiça e pelo fim da impunidade”.

Enquanto editor, João Ricardo Rodrigues, da Perfil Criativo | AUTORES.club, reafirmou o compromisso da edição independente com a publicação de obras sobre os episódios violentos da história angolana, sublinhando que Ecos da Liberdade não nasce do ressentimento, mas da necessidade ética de testemunhar para que a violência não se repita.

A intervenção de José Fuso, autor do prefácio da obra, constituiu um dos momentos mais intensos da sessão. Falando como sobrevivente e como companheiro de percurso do autor, José Fuso destacou a dimensão ética e poética do livro, sublinhando que o testemunho de Joaquim Sequeira transforma a experiência do cárcere e da repressão numa narrativa de resistência e liberdade de pensamento. Afirmou que escrever, e publicar, é um ato político de memória, essencial para impedir o apagamento histórico e para devolver humanidade às vítimas silenciadas.

O testemunho mais cru surgiu também nas palavras do Presidente da Associação 27 de Maio, José Reis, que descreveu com detalhe o sequestro, a tortura, a humilhação e os desaparecimentos forçados ocorridos nas cadeias de São Paulo, na DISA e na Casa de Reclusão. Recordou a chamada “noite das facas longas”, em março de 1978, e afirmou: “Hoje estou a prestar este depoimento para que não fiquem dúvidas quanto ao que vem escrito em Ecos da Liberdade”.

Quando tomou a palavra, Joaquim Sequeira falou não apenas como autor, mas como sobrevivente. Num discurso profundamente literário e humano, evocou a infância, a cidade perdida, os companheiros de prisão e os laços forjados na adversidade. “Este livro é um mapa daquele território sagrado que só nós conhecemos”, afirmou, explicando que Ecos da Liberdade é um gesto coletivo, um “barquinho de papel lançado no rio do nosso passado comum”.

Num dos momentos mais emotivos da sessão, o autor dedicou o livro aos filhos, às netas e aos companheiros de sequestro, afirmando que escreveu para transformar a dor em palavra e a ausência em presença literária. “O corpo pode ser aprisionado, mas o espírito jamais se rendeu”, declarou, resumindo o sentido profundo da obra.

Ao longo da sessão, foi visível a comoção do público. Houve lágrimas contidas, silêncios densos e longos aplausos. Ecos da Liberdade revelou-se não apenas como um testemunho histórico inédito, particularmente sobre a Casa de Reclusão, mas como um ato de resistência contra o apagamento da memória. Um acontecimento extraordinário de reflexão sobre um dos períodos mais trágicos da história contemporânea de Angola, aquele que muitos tentaram, durante décadas, apagar da História.

Gravação do evento por Fernando Kawendimba

"Ecos da Liberdade", de Joaquim Sequeira
Ecos da Liberdade“, de Joaquim Sequeira

Escrever para não desaparecer: “Ecos da Liberdade” apresentado em Lisboa

Escrever para não desaparecer: “Ecos da Liberdade” apresentado em Lisboa

O livro Ecos da Liberdade, de Joaquim Sequeira, será apresentado na próxima sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, às 18h00, na sala polivalente da Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa. A sessão será marcada por um encontro com sobreviventes do 27 de Maio de 1977 em Angola, num momento de partilha, memória e reflexão histórica.

Publicada no final de 2025, a obra é um testemunho direto e profundamente humano sobre a repressão política que se seguiu aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977. Joaquim Sequeira, preso político e sobrevivente desse período, reconstrói a experiência do cárcere, da violência institucional e do silêncio imposto, sem abdicar de uma escrita literária marcada pela poesia e pela dignidade.

Ao longo de sete capítulos intensos, Ecos da Liberdade conduz o leitor desde a prisão física até à resistência interior, mostrando como, mesmo nas condições mais desumanas, a palavra, a memória e a solidariedade se tornam formas de sobrevivência. A obra aborda episódios marcantes como a vida na Casa de Reclusão, a chamada “Noite das Facas Longas” e o impacto duradouro da repressão na identidade individual e coletiva.

“A liberdade não é apenas a ausência de grilhões; é a presença do que é possível. Ela conquista-se a cada acto de resistência, a cada momento em que o ser humano recusa ser silenciado.”

Mais do que um relato pessoal, o livro afirma-se como um manifesto contra o esquecimento, num contexto em que a sociedade angolana continua a interrogar-se sobre esse passado traumático. O encontro na Biblioteca Palácio Galveias pretende precisamente abrir espaço ao diálogo entre gerações, dando voz aos sobreviventes e convocando o público para uma escuta ativa da história recente de Angola.

A apresentação é aberta ao público e dirige-se a leitores interessados em História Contemporânea de Angola, Direitos Humanos, memória política, bem como a estudantes, investigadores e todos os que acreditam que recordar é também um acto de justiça.

Ecos da Liberdade

Ecos da Liberdade
Ecos da Liberdade

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