“Um interlúdio chamado João Lourenço”

Livro de bolso ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA: Uma leitura urgente para tempos de transição política em Angola
O “pensador angolano” Marcolino Moco é chamado a público para explicar as ideias expressas na edição em formato de bolso de ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA, uma obra originalmente publicada em 2020 e que agora ganha nova vida e urgência num momento crítico da história política angolana. Com estilo claro, perspicaz e profundamente reflexivo, Marcolino Moco propõe uma reflexão abrangente sobre os desafios estruturais que moldam o Estado angolano, a dinâmica de poder dentro do partido-Estado e as urgentes necessidades de renovação e institucionalização democrática.
No cerne desta edição está o capítulo que aqui emprestamos como título: “Um Interlúdio Chamado João Lourenço”. Uma análise que transcende o indivíduo e se concentra nas tensões e paradoxos que caracterizam a sufocante liderança contemporânea em Angola. Marcolino Moco desvenda como, nas últimas décadas, as estruturas de poder tendem a personalizar-se, concentrando autoridade no aparelho do Estado e, em particular, no comando do MPLA, gerando uma fricção permanente entre a necessidade de reforma e a manutenção do statu quo político.
Desde a sua eleição, João Lourenço prometeu romper com práticas arraigadas de corrupção e patrimonialismo, ganhando algum reconhecimento internacional pela sua campanha de combate à corrupção e pela busca de modernização económica. Contudo, suas reformas internamente têm sido interpretadas por muitos analistas como um esforço para consolidar poder, ao mesmo tempo em que enfrenta crescente descontentamento popular face às dificuldades socioeconómicas e à desigualdade persistente.
O contexto político de Angola em 2025-2026 é marcado por episódios de mobilização social, incluindo protestos e greves desencadeados por políticas de preços de combustíveis e custos de vida, que expõem uma crescente tensão entre o governo e vastos segmentos da juventude e da sociedade civil.
Ao anunciar publicamente que deixará o poder em 2027, o general João Lourenço lançou um novo capítulo de incerteza e debates dentro do próprio MPLA, gerando expectativas e preocupações sobre a sucessão, a renovação interna do partido e o futuro político do país. Estas declarações, embora cumpram dispositivos constitucionais, também colocam em evidência a necessidade de uma transição mais ampla que permita maior participação das vozes emergentes na sociedade angolana.

ANGOLA: POR UMA NOVA PARTIDA não é apenas um livro de análise política: é um convite à introspeção, ao diálogo e à ação coletiva. A versão de bolso, acessível e incisiva, coloca nas mãos do leitor uma ferramenta de compreensão crítica sobre a natureza do poder, a governança e o futuro de Angola, num momento em que o país se debate entre a tradição de um partido-Estado dominante e as aspirações por maior abertura democrática e justiça social.
Este livro dirige-se a todos os leitores interessados em entender não só o passado e presente de Angola, mas sobretudo o futuro que a nação pode, e deve, construir. Com linguagem acessível e rigor analítico, Marcolino Moco oferece um retrato lúcido dos dilemas do poder, das oportunidades de mudança e das forças que moldam a perspetiva de uma nova partida para Angola.

Últimos exemplares disponíveis nas livrarias Worten, Bertrand e Wook

5 ideas for the continuation of the construction of Angola, as a modern African nation-state – contribution. Criticism of the elections as an end in itself and political opportunism. Angola in Africa, For a New Start
Público-alvo
Cidadãos politicamente conscientes (25–65 anos)
- Leitores que acompanham a vida política angolana.
- Pessoas críticas em relação ao partido-Estado, à governação e ao funcionamento das instituições.
- Interessados em compreender as dinâmicas internas do poder, para além do discurso oficial.
Este é o núcleo duro do público do livro.
Quadros políticos e institucionais
- Militantes e dirigentes do MPLA e da oposição.
- Deputados, assessores políticos, juristas, diplomatas e funcionários superiores do Estado.
- Decisores que refletem sobre transições de poder, sucessão política e reformas institucionais.
O livro funciona aqui como texto de reflexão estratégica, não panfletário.
Juventude universitária e jovens ativistas (20–35 anos)
- Estudantes de Direito, Ciência Política, Relações Internacionais, Sociologia e História.
- Jovens envolvidos em movimentos cívicos, associações e debates públicos.
- Leitores que procuram chaves de leitura para compreender por que as eleições, por si só, não resolvem os problemas estruturais.
Especialmente atraídos pelo tom crítico e pelo capítulo
“Um Interlúdio Chamado João Lourenço”, que dialoga com o presente.
Intelectuais, académicos e formadores de opinião
- Professores, investigadores, jornalistas, cronistas e analistas políticos.
- Leitores que valorizam obras de pensamento político africano produzido por africanos.
- Público interessado em democracia, constitucionalismo, Estado-nação e pós-colonialismo.
O livro posiciona-se como obra de referência no debate político angolano contemporâneo.
Diáspora angolana
- Angolanos residentes em Portugal, Brasil, França e outros países.
- Leitores de língua portuguesa interessados em África, política e geopolítica.
- Comunidade internacional ligada a ONG, cooperação, diplomacia e estudos africanos.
O formato livro de bolso facilita o acesso e a circulação internacional.





