“Kwatchá”: o grito fundador da UNITA no Moxico

“Kwatchá”: o grito fundador da UNITA no Moxico

FONSECA CHINDONDO inAngola — Memórias das FALA. O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)

Depois da concepção no ano anterior, o parto da UNITA aconteceu a 13 de Março de 1966, em Mwangai, na província do Moxico em Angola. Primeiro foi em Cassamba onde o grito do Mwangai “Kwatchá” se fez ouvir. No dia 25 de Dezembro, o assalto à vila de Teixeira de Sousa, no Moxico também, fez relançar a Luta de Libertação Nacional.
Nesse ano (1967), as FALA tinham continuado a ganhar forma. As primeiras guerrilheiras e guerrilheiros foram merecendo melhor treino, as infra-estruturas provisórias para a saúde e formação académica nos territórios sob controlo dos guerrilheiros foram-se materializando, a agricultura ocupou extensões mais vastas e tomou proporções desenvolvimentistas na região leste do país, a caça e a piscicultura foram encorajadas e a adesão das populações à Luta de Libertação começou a ser expressiva.


Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975–1992)

Em Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975–1992), o brigadeiro Fonseca Chindondo oferece um testemunho direto e raro sobre um dos períodos mais intensos, dramáticos e menos conhecidos da história contemporânea de Angola. A partir da sua experiência no seio das FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola), o autor reconstrói episódios marcantes da luta armada, analisa o papel da guerra psicológica e presta homenagem aos milhares de combatentes e civis que viveram os dramas da guerra.

Prefaciado pela Prof.ª Doutora Paula Cristina Roque, o livro constitui um importante contributo para a preservação da memória histórica angolana e para a compreensão plural de um passado ainda pouco debatido.

Trata-se de um livro raro de memórias da guerra, escrito por um protagonista dos acontecimentos, que ajuda a compreender melhor as complexidades da luta pela independência, da guerra civil e dos desafios da reconciliação.

Encomendas em Angola

Os exemplares já estão disponíveis para encomenda através dos seguintes contactos:

  • 📞 +244 922 752 494
  • 📞 +244 936 023 299

Uma obra rara e incontornável para todos os interessados na história de Angola, nos estudos africanos e na preservação da memória coletiva.

Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992)", do brigadeiro Fonseca Chindondo
Memórias das FALA — O Avanço no Norte e a Guerra Psicológica (1975-1992), do brigadeiro Fonseca Chindondo

Batalha do Cuito Cuanavale aconteceu mesmo?

Batalha do Cuito Cuanavale aconteceu mesmo?

Memórias das FALA” (Ed. 2025), do Brigadeiro Fonseca Chindondo, um livro que será apresentado brevemente em Lisboa e que já está disponível para encomendar.

A famosa Batalha do Cuito Cuanavale… aconteceu mesmo ou foi apenas uma criação do laboratório de propaganda das forças governamentais?
Na página 255 o autor revela: “Os arquivos do Gabinete Central do Estado-Maior Geral das FALA não tem nenhum vestígio nem registo de uma ocorrência do género. Tudo dá a entender que, como tal, parece não ter existido”.
Um testemunho direto, sem filtros, que desafia a história oficial e convida o leitor a rever o que pensava saber sobre um dos episódios mais marcantes do conflito angolano.

Memórias das FALA
Memórias das FALA

Acordo do Alto Kauango

Acordo do Alto Kauango

Informação complementar de apoio à leitura da versão EPUB do livro “Eu e a UNITA” de Orlando Castro. Reprodução integral do Acordo de Alto Kauango realizado em 19 de Maio de 1991 entre as forças então beligerantes das FALA e das FAPLA mediado por William Tonet e que veio a ser a base para o Acordo de Bicesse.

1 – Generais Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, Demóstenes Amós Tchilingutila, Nogueira Canjundo, Brigadeiros, Januário Consagrado, Adriano Wayaka Makenzy, pela UNITA.
2 – Coronéis Higino Carneiro, Agostinho Fernandes Nelumba, Tenente-coronel, José Alexandre G. Lukama, Majores, Bento Sozinho “Venceremos” e Manuel Henrique Gomes, pelo Governo.
3 – Os pontos propostos para discussão foram os seguintes:
4 – Discussão do posicionamento das tropas envolvidas nas últimas actividades combativas, 1º Luena, 2º, outras frentes.
5 – Regularização das tropas da UNITA que fizeram movimentações depois dos dias 14 e 15-05-91, para o interior e proximidade do Luena.
6 – Estabelecimento de corredor de segurança num raio de 10 quilómetros entre as duas forças.
7 – Garantias para a circulação de colunas rodoviárias e aéreas para transporte e abastecimento às populações.
8 – Diversos.
9 – O resultado dos contactos permitiu alcançar os seguintes objectivos:
10 – Reafirmar a posição dos militares poderem cumprir e fazer respeitar os acordos alcançados em Portugal, para se alcançar a paz em Angola.
11 – As partes aprovaram por unanimidade estabelecer um canal oficial de contactos telefónicos, para a resolução de todos os incidentes a nível do Luena e Nacional.
12 – As partes sugeriram e consideram imperativo transformar as Delegações em Comissão Militar Provisória para a resolução de assuntos referidos no ponto anterior.
13 – As partes acharam imperativo a criação de sub-comissões para verificação e controlo, a livre circulação rodoviária, aérea e ferroviária, para o transporte de pessoas e bens, desde que não transportem material letal, para o efeito condicionam o movimento a verificação por uma sub-comissão de cinco pessoas por cada parte, no Luena.
14 – As partes concordaram indicar a localização das minas em todas as rotas de circulação, pelo que decidiram proceder desde já à sua desminagem na Zona Militar do Moxico, em primeiro lugar.
15 – As partes decidiram exercer um maior controlo das tropas de ambas as partes que se encontram próximas, no sentido de se evitar confrontos.
16 – As partes propõem a cessação da difusão de comunicados militares que façam referência a incidentes pontuais e esporádicos, cuja solução deverá ser feita através dos canais criados.
17 – As partes acordaram a troca de informações diárias por via rádio, no Luena.
18 – As partes agradeceram a mediação do senhor jornalista, William Tonet, que permitiu a realização do encontro.
19 – O encontro realizou-se num ambiente de cordialidade, franqueza e irmandade entre as partes militares angolanas.


Luena, Alto Kauango, aos 19 de Maio de 1991.
Acordo subscrito por Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”, Higino Carneiro e William Tonet.