
POR JOSÉ SOARES CAETANO
26 de Setembro de 2026 — Aqui, em Londres, a capital do Reino Unido, a apresentação do volume três da colectânea de Mafrano, o “Antropólogo Maior de Angola, na opinião de Dom Zacarias Kamwenho, quase fez cumprir a frase biblica segundo a qual o “melhor vinho foi servido já no fim da festa, com o primeiro milagre de Jesus Cristo!”.
Tudo isto aconteceu, de facto, quando leitores ansiosos questionaram a família para saber quando seria publicada a versão inglesa desta colectânea.
“Esse trabalho já está a ser feito e é irreversível”, anunciou Anete Caetano, neta de Mafrano, ao encerrar a cerimónia.
Já na sessão de assinatura de autógrafos, e com os livros completamente esgotados, uma das presentes, na imagem acima, não conteve a emoção e disse:
“Sou casada, mas hoje vou confessar ao meu marido que me apaixonei por outro homem e pela sua trajectória histórica: MAFRANO!” – , e apontou o dedo para a “Capa!” do livro do antropólogo maior de Angola, hoje Prémio Nacional de Cultura e Artes 2024, na modalidade de investigação em Ciências Humanas e Sociais.
Momento alto neste 26 de Setembro foi a subida ao palco de uma forte comitiva da Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe que, de surpresa, exibiu danças tradicionais animadas pela bandeira do seu país, numa singela homenagem a Mafrano.
“Maurício Francisco Caetano, “Mafrano” (1916-1982), teve como tutor o sacerdote são-tomense José Pereira da Costa Frotta que o recolheu órfão aos 5 anos de idade e acompanhou toda a sua formação até a idade adulta”, conforme referiu também Luisíndia Caetano, igualmente neta do autor.
A Embaixada de Angola no Reino Unido fez-se representar neste evento por uma delegação encabeçada por Emanuel Nteca, Primeiro Secretário dessa Missão Diplomática. A apresentação da obra esteve a cargo de Agostinho Mané Sadja, um Sociologo da Guiné-Bissau residente em Londres.

Momento alto neste 26 de Setembro foi a subida ao palco de uma forte comitiva da Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe que, de surpresa, exibiu danças tradicionais animadas pela bandeira do seu país, numa singela homenagem a Mafrano









Embaixador José Patrício recebeu em Londres família de Maurício Francisco Caetano, “Mafrano”
Londres, 25 de Setembro de 2026 — A família do escritor e etnólogo Maurício Caetano ofereceu nesta última quinta-feira, 24, dois dos exemplares da colectânea «Os Bantu na visão de Mafrano – Quase Memórias» ao embaixador de Angola no Reino Unido, José Patrício, justamente 48 horas antes da apresentação solene em Londres do terceiro e volume desta obra histórica.
Tendo sido contemporâneos no Bairro Popular, em Luanda, até 1972, o encontro entre José Patrício e José Soares Caetano, filho do autor desta colectânea póstuma, e ainda por coincidência ambos jornalistas da primeira geração pós-independência, decorreu num ambiente informal e extremamente cordial, com os dois os interlocutores a recordarem memórias da adolescência, do bairro e da profissão de jornalista desde 1975.
Vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2004 em Angola, o terceiro e último volume da colectânea de Mafrano será apresentado na manhã de sábado, 26, no «CENTRO DE CONFERÊNCIAS ADVENTURE PLAYGROUND», Avenida Willington, no sul de Londres, e espera-se reunir membros da comunidade angolana residente no Reino Unido, assim como representantes dos Estados Membros CPLP, PALOLP, países amigos, académicos, artistas e fazedores de opinião. Sendo Londres uma cidade cosmopolita, prevê-se igualmente a participação de pessoas provenientes de diversos países e de diferentes grupos culturais residentes no Reino Unido.

Na mesma ocasião, a família de Mafrano vai anunciar publicamente a publicação de uma nova versão em Língua Inglesa desta mesma obra, com uma estimativa de duzentas páginas, e cuja temática continuará a ter como foco a civilização bantu, questões Sociais e episódios vividos pelo autor entre os anos de 1947 e 1982, data do seu passamento físico.
Os dois primeiros volumes desta obra haviam sido já apresentados em Londres em Novembro de 2024, numa concorrida cerimónia que decorreu na «BIRKBECK UNIVERSITY». Até à data, a colectânea chegou a países como Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Alemanha e Portugal, assim como por vídeo conferencias a universidades das cidades de Curitiba e Rio de Janeiro, no Brasil. Dentre as conhecidas personalidades com acesso a esta obra destacam-se o Secretário Geral das Nações Unidas, Eng.º António Guterres, o ex-Chefe de Estado Português, Manuel Rebelo de Sousa, o responsável do Vaticano para o pelouro da cultura e educação, o cardeal do Vaticano Dom José Tolentino de Mendonça; Bispo Cardeal Emérito de Santiago, Cardeal Dom Arlindo Gomes Furtado, a família do falecido escritor e ex-diplomata cabo-verdiano Eugénio Inocêncio e o casal presidencial de São Tomé e Príncipe, Carlos e Fátima Vila Nova.
(FONTE: Texto elaborado pela Embaixada de Angola no Reino Unido e complementado pela Família de Mafrano)

Coincidências que fazem História
Em Setembro de 2026, o incrível aconteceu, aqui, no Reino Unido, juntando caprichosas coincidências que já se haviam cruzado e deixado, em 1972, em Angola!
Será fácil adivinhar…?!
Sim, mas vamos passo a passo, porque a emoção é forte!
Coincidências, não só com José Patrício, o honorável Embaixador de Angola aqui em Londres, que foi vizinho da família no Bairro Popular, em Luanda, mas também com o Manuel Morais que voltou a ser, novamente “vizinho”, também nesta cidade capital do Reino Unido, depois de já o ter sido em Angola.
De facto, o “Nelo” Morais que já havia sido vizinho porta à porta, da família Mafrano na Rua de Mavinga, do também Bairro Popular, em Luanda, até 1972, com direitos à foto histórica inserida na página 798, do Volume III da colectânea de Mafrano sobre os Bantu, vive muito perto da Bedford Road, em “Clapham North”, onde a família do Antropólogo Maior de Dom Zacarias Kamwenho estará hospedada até 28 de Setembro de 2026.
“Zé, eu moro perto daí….”, gritou ele quando um membro da família lhe enviou o endereço da rua Bedford, em North Clapham, aqui em Londres.
Que belas coincidências que a chama de Mafrano tem feito acontecer nesta trajectória histórica…

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