Perante uma atenta assistência,  Maria Manuela Rocha proferiu palavras que geraram intensas emoções nas pessoas de diferentes gerações que ali se encontraram.
A sua poesia é uma sementeira de memórias, que impedem o esquecimento da história dos que foram forçados a voltar de Angola e noutros países tiveram de refazer as suas vidas.
Maria Manuela Rocha deu voz “a essas pessoas divididas entre dois mundos, com África no coração.”

SOBRE A AUTORA

Maria Manuela Martins da Rocha nasceu em 22 de Julho de 1933, em Caungula, Camaxilo, distrito da Lunda.
Filha de militar, percorreu Angola, de Norte a Sul. Fez o ensino primário no Moxico (Vila Luso), e o Secundário no Colégio Paula Frassinetti, das Doroteias, em Sá da Bandeira, Huíla. Fez o Curso do Magistério do Primário e passou a trabalhar como professora.
Trabalhou em Camacupa, Silva Porto, Cuemba, Chinguar, Vale do  Queve e Luanda.
Casou em 1957 com Óscar Emílio Gomes Cochat, de quem tem uma filha. Enviuvou em 1961, tendo adoptado a sua enteada, que criou.
Já em Luanda fez o, à data, 7º ano, no Liceu Salvador Correia e, posteriormente, tirou o curso de Serviço Social no Instituto de Educação e Serviço Social Pio XII. Foi Directora da Casa Pia e do Lar Feminino de Transição, durante longos anos.
Veio para Portugal em finais de Outubro de 1975, tendo sido colocada no Ministério da Educação, na cidade da Guarda.
Reformou-se em 1993, tendo ido viver para o Porto, cidade em que a filha residia.
Inscreveu-se, então, na Universidade do Auto Didata e da Terceira Idade (UATIP), onde aprendeu pintura, vocação que desconhecia ter, tendo participado em inúmeras exposições. Pinta essencialmente Angola, mas dedica-se, igualmente, a outras temáticas, designadamente ao retrato. É autora de dezenas de quadros.
Desde sempre, sentiu o apelo da poesia, mas a ela só se dedicou a partir dos anos 80, tendo já uma extensa obra inédita.
Vive em Matosinhos, desde 2012, com a sua filha.

 

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